<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888</id><updated>2012-02-16T22:14:00.377-02:00</updated><title type='text'>Nas Trilhas da Literatura</title><subtitle type='html'>Tecer considerações sobre livros e autores a partir da literatura produzida para crianças e jovens no Brasil.
Os textos deste espaço estão disponíveis para pesquisa; devendo-se, em caso de citação, indicar a fonte, conforme a legislação em vigor:

LEI Nº 9.610</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>155</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1567962541192805614</id><published>2012-02-12T22:28:00.003-02:00</published><updated>2012-02-12T22:58:18.814-02:00</updated><title type='text'>O que é qualidade em literatura infantil e juvenil?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-olhISGDF0lY/TzhfFTxNydI/AAAAAAAABBU/U4cKdsSKTnE/s1600/1021.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-olhISGDF0lY/TzhfFTxNydI/AAAAAAAABBU/U4cKdsSKTnE/s200/1021.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708417072502786514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é qualidade em literatura infantil e juvenil? &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Educar com qualidade é o exercício de uma competência técnica do educador aliada às suas condições pessoais subjetivas, como generosidade, sensibilidade e muito afeto. &lt;br /&gt; (Elizabeth D´Angelo Serra. Depoimentos. In: O que é qualidade em literatura infantil e juvenil: com a palavra o educador) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O que é qualidade em literatura infantil e juvenil: com a palavra o educador” é o título do livro organizado por Ieda de Oliveira (DCL, 2011). O livro contém 14 artigos de educadores e 23 depoimentos de escritores e de pessoas envolvidas com a educação no Brasil, em Portugal e na África.  &lt;br /&gt; Ieda de Oliveira é escritora e pesquisadora de literatura para crianças e jovens. Na linha dos teóricos, já publicou livros que abordam a qualidade da ilustração e a opinião de escritores sobre o mesmo assunto. Neste último livro, a voz é dos educadores.  &lt;br /&gt; O vocábulo educador é abrangente, compreende todos aqueles que se dedicam ao trabalho de contribuir para a formação das crianças e jovens – professores, escritores, pesquisadores da educação, mediadores de leitura.   &lt;br /&gt; A professora Nelly Novaes Coelho, uma das educadoras convidadas para integrar essa coletânea, apresentou um detalhado estudo sobre a história da educação no Brasil e o longo caminho percorrido para se chegar ao século XXI. No início da colonização, ela destaca o papel dos jesuítas – Manoel da Nóbrega – “o grande iniciador dessa tarefa civilizadora” e José de Anchieta – que “escolheu a catequese como missão de vida”. Passando pelo período colonial e do império, chega-se à era cibernética e vem este sábio conselho de quem entende de educação, de livros e de leitura: “Num mundo como o nosso, totalmente dominado pela imagem, é preciso redescobrir a letra. Daí a importância que a nova educação vem dando à literatura, arte que é, por natureza, expressão de experiências humanas/vitais; arte cuja matéria é a palavra, o verbo capaz de criar ou destruir realidades. Hoje, uma das maiores tarefas da nova educação é a de redescobrir a literatura como o grande agente civilizador.” (p.42)  &lt;br /&gt; Alice Áurea Penteado Martha, doutora em Letras pela UNESP/Assis e professora da Universidade Estadual de Maringá (PR), tem atuação nas áreas de estudos sobre Leitura e Literatura Infantil e Juvenil. A professora se deteve em refletir a respeito das escolhas de obras para leitura em ambiente escolar diante das inúmeras possibilidades do mercado editorial brasileiro e dá este conselho aos professores e educadores: consultem as listas do Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE), os livros agraciados com o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e os ganhadores do Prêmio Jabuti nessa mesma área.&lt;br /&gt; Sabemos que há livros destinados aos jovens e às crianças que não atravessam as fronteiras regionais, não concorrem a prêmios, mas têm valor literário. É necessário, portanto, saber qual o critério que deve ser adotado. Aqui vão algumas dicas: criatividade, literariedade, linguagem simples, mas não infantilizada, boa diagramação e uma ilustração criativa e artística.  De todas essas qualidades, criatividade e literariedade são as mais importantes. &lt;br /&gt; Tânia Mariza Kuchenbecker Rösing é conhecida em todo Brasil pela criação e coordenação das Jornadas Literárias de Passo Fundo (RS). Tânia é doutora em Letras pela PUC/RS e publicou livros na linha de “Leitura e Formação do Leitor”. &lt;br /&gt;  Nas sugestões de leitura, a articulista apresenta uma série de livros que estabelece uma relação entre a literatura infantil e a música. Começando com Vinicius de Moraes – “A arca de Noé”, ela cita, entre outros: “De Paes para Filhos”, CD infantil com poemas musicados de José Paulo Paes, e “A orquestra tintim por tintim”, um livro que ensina os pequenos a distinguir os instrumentos musicais de forma muito lúdica&lt;br /&gt; Maria Antonieta Cunha é doutora em Letras pela UFMG e foi professora visitante durante alguns anos da UFPB no Curso de Mestrado em Biblioteconomia. Atualmente é membro do Conselho Diretor da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e publicou vários livros na área dos didáticos e teóricos da literatura infantil. &lt;br /&gt; O artigo da professora Antonieta versa sobre a poesia e traz um título instigante: “Poesia entre a sedução e o incômodo”. No seu trabalho docente e como consultora em projetos diversos de capacitação de professores ou de aquisição de livros, ela dá o testemunho do disfarçado incômodo que a poesia gera entre professores e pais. &lt;br /&gt;   Mas estamos diante de uma defensora da poesia para crianças e os argumentos são convincentes. Em dois momentos do seu texto, Antonieta cita o poeta Manoel de Barros e elegemos esses versos que dizem muito: “Palavra poética tem de chegar ao grau de brinquedo para ser séria” – isso só vem confirmar a ludicidade da poesia e a aproximação poesia/criança. &lt;br /&gt;  O artigo de Ana Margarida Ramos, professora doutorada em Literatura da Universidade de Aveiro (Portugal), é uma reflexão sobre as últimas tendências da literatura para a infância em Portugal e a constatação de que nunca se editou tanto para crianças e jovens em Portugal como nos últimos anos do século XXI.  &lt;br /&gt; Rosa Helena Mendonça, Vera Teixeira de Aguiar, João Luís Cecantini, Maria Teresa Gonçalves Pereira, Graça Graúna, Rui Marques Veloso, Leonor Riscado, Simone Caputo Gomes e Maria Celestina Fernandes complementam os articulistas da coletânea. &lt;br /&gt; Nos depoimentos, destacamos os textos de Elizabeth D´Angelo Serra (Secretária-Geral da FNLIJ com vasta experiência na seleção de livros para crianças e jovens), Laura Sandroni (estudiosa da obra de Monteiro Lobato), Regina Zilberman (autora de excelentes livros na área da leitura). &lt;br /&gt; Outros textos, outras experiências e depoimentos estão à espera do leitor.&lt;br /&gt; PROJETO “JANELAS DO MUNDO” &lt;br /&gt; O projeto “Janelas do Mundo” – Pintura e Poesia – apresentado pelo artista plástico Miguel Ângelo Bertollo e Neide Santos atravessou as fronteiras da Paraíba – visitou a cidade de Santa Maria (RS). A coordenadora pedagógica do Colégio Marista de Santa Maria, professora Maria Rita Bertollo, enviou-nos um rico material com o trabalho dos alunos do ensino fundamental sobre as janelinhas. Os alunos escreveram poemas, desenharam janelas, pintaram telas e fizeram uma exposição no fim do ano com o trabalho desenvolvido durante o semestre. &lt;br /&gt;Maria Rita é autora do “Caderno de Alfabetização”, Colégio Marista, Santa Maria (RS), 2012. Neste caderno,  organizado por Maria Rita, vem esta observação: “aqui estão contempladas as minhas crenças em alfabetização e a minha paixão de ensinar.”&lt;br /&gt;  Marina Colasanti, no texto “Ser mais leitora do que escritora”, revela: &lt;br /&gt;“Só um professor-leitor apaixonado pode transmitir a paixão pela leitura”. &lt;br /&gt; Maria Rita Bertollo é uma professora-leitora apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="299" height="182" src="http://www.youtube.com/embed/-ibnUvtbqzs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1567962541192805614?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1567962541192805614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1567962541192805614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1567962541192805614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1567962541192805614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2012/02/o-que-e-qualidade-em-literatura.html' title='O que é qualidade em literatura infantil e juvenil?'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-olhISGDF0lY/TzhfFTxNydI/AAAAAAAABBU/U4cKdsSKTnE/s72-c/1021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6387539634073112553</id><published>2012-01-27T16:43:00.004-02:00</published><updated>2012-01-27T16:55:01.611-02:00</updated><title type='text'>BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS:  O  VOO DO PÁSSARO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-79BGo-NovC0/TyLwaoX9nOI/AAAAAAAABBI/XhqDAxoO1nk/s1600/DSC2623cropweb52.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 137px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-79BGo-NovC0/TyLwaoX9nOI/AAAAAAAABBI/XhqDAxoO1nk/s200/DSC2623cropweb52.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702384418509659362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS:  O  VOO DO PÁSSARO &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;  Madrugada silente, &lt;br /&gt;  ouve-se apenas&lt;br /&gt;  o canto solitário de um pássaro. &lt;br /&gt;  Depois...&lt;br /&gt;  um ruflar de asas&lt;br /&gt;  e o voo para o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conheci Bartolomeu Campos de Queirós na Bienal Nestlé de São Paulo nos idos de 1990. O auditório Rebouças, local das conferências, estava lotado com todas as cadeiras ocupadas, fiquei em uma sala situada ao lado do auditório em frente a um telão e, através da tela, via e ouvia aquele escritor de gestos pausados e voz melodiosa falar sobre seus primeiros contatos com o livro. Gravei esta frase poética pronunciada naquela ocasião: &lt;br /&gt; O primeiro livro que li foi o papel roxo da maçã que meu pai trazia como presente de longas viagens. A gente punha o papel roxo debaixo do travesseiro, sentia o cheirinho e ficava imaginando uma terra onde brotassem macieiras. &lt;br /&gt; Depois vieram outros encontros – Congresso de Leitura (COLE, UNICAMP), Salão do Livro (Rio de Janeiro), mas os melhores encontros foram com os livros desse “menino poeta”. &lt;br /&gt; Em 2008, “Tempo de voo” foi vencedor do Prêmio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil. Em 2009, ganhou o Prêmio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), no Concurso de Literatura InfantoJuvenil Glória Pondé.  Tive a grande alegria de participar, juntamente com Elizabeth d´Ângelo Serra e Mariza de Almeida Borba (FNLIJ/Rio de Janeiro), do júri deste concurso. Sobre este livro, escrevemos comentário na coluna “Livros&amp;Literatura”, no jornal Contraponto, 18 a 24 de dezembro de 2009, B2&lt;br /&gt; Ainda, no jornal Contraponto (24/06/2011 – B6), publicamos o artigo “Vermelho: a cor da amargura” sobre o último livro de Bartolomeu Campos de Queirós – “Vermelho amargo” (Cosac Naify, 2011). &lt;br /&gt;“Vermelho Amargo” é um livro que fala de perdas, de partidas, de vazio, do obscuro filtrado pelas frestas das janelas. Se a linguagem é intérprete de estados interiores, o estilo convulsivo e soluçante conota, na real acepção da palavra, a verdadeira dor da existência.  &lt;br /&gt;Para um melhor conhecimento do “menino poeta”, recomendamos a leitura dos seus livros, principalmente aqueles de caráter autobiográfico: Ciganos, Indez, Por parte de pai, Ler, escrever e fazer conta de cabeça e O olho de vidro do meu avô. &lt;br /&gt;O escritor gostava muito de passarinhos e escreveu dois belíssimos livros com essa temática – “Para criar passarinho” e “Até passarinho passa”. A comovente história “Até passarinho passa” vem revestida de lições de vida, de reflexões filosóficas. Se encontrar um amigo é encontrar um tesouro, o que dizer se esse amigo é cauteloso, constante, fiel? Como suportar a dor da partida? De forma sutil, o narrador leva o leitor a refletir sobre a efemeridade da vida, a alegria do encontro e a tristeza da partida.  &lt;br /&gt;A prosa poética de Bartolomeu Campos de Queirós percorre os “labirintos da memória”, principalmente a memória da infância – lembranças da mãe que partiu muito cedo e gostava de cantar modinhas do além-mar; lembranças do pai que era indiferente à solidão do filho; da irmã que bordava com agulha fina e sabia tecer flores e espinhos presos nos ramos como um pintor de natureza morta, e lembranças do avô que tinha um olho de vidro que” visitava lugares que o olhar não alcançava”. &lt;br /&gt;A ensaísta Stella de Moraes Pellegrini, no livro “Caminhos e Encruzilhadas. O percurso poético e político de Bartolomeu Campos de Queirós, da formação do leitor à formação de leitores” (Ed. RHJ, 2005), ressalta que os textos de Bartolomeu são poéticos, políticos e revelam uma profunda preocupação com a formação de leitores e a construção de uma escola leitora. A maior prova do envolvimento do escritor com a educação brasileira está na publicação do “Manifesto por um Brasil literário” (FLIP, junho de 2009).  &lt;br /&gt;A vida, o pensamento, a visão de mundo do escritor mineiro estão presentes nos inúmeros livros que escreveu. Com mais de 50 livros publicados, Bartolomeu Campos de Queirós expôs para os leitores sua infância dolorida (perdeu a mãe quando contava entre seis e sete anos de idade), sua “fé cansada”, seu “silêncio limpo”, sua “solidão”, para repetir palavras do poeta Carlos Pena Filho, em “Poema de Natal”.  &lt;br /&gt;Bem-humorado, apreciador do silêncio, Bartolomeu costumava se definir assim: “Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar”.  &lt;br /&gt; Em tempo: Liz Page, diretora executiva do IBBY (International Board Books for Young People), em comunicação enviada à FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), informou a manutenção do nome de Bartolomeu Campos de Queirós como candidato do Brasil para o Prêmio Hans Christian Andersen 2012. O nome do vencedor será divulgado durante a realização da Feira de Livros Infantis em Bolonha (Itália, 19 a 23 de março de 2012) e o prêmio será entregue no Congresso IBBY (Londres, 23 a 26 de agosto de 2012).  Que o grande Prêmio Internacional venha, mais uma vez, para o Brasil.&lt;br /&gt;( Texto publicado no jornal “ Contraponto”, em 27 de janeiro de 2012)  &lt;br /&gt;&lt;iframe width="300" height="233" src="http://www.youtube.com/embed/1-z-8O31_qc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="199" src="http://www.youtube.com/embed/hQ3vnQFcPq4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6387539634073112553?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6387539634073112553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6387539634073112553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6387539634073112553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6387539634073112553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2012/01/bartolomeu-campos-de-queiros-o-voo-do.html' title='BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS:  O  VOO DO PÁSSARO'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-79BGo-NovC0/TyLwaoX9nOI/AAAAAAAABBI/XhqDAxoO1nk/s72-c/DSC2623cropweb52.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4633887766624934737</id><published>2012-01-20T11:38:00.006-02:00</published><updated>2012-01-20T13:30:40.517-02:00</updated><title type='text'>Infâncias:"pedagogia de lembranças"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aynB0XDVkgw/TxmIUPE-VsI/AAAAAAAABA8/cuhfEYuJs_s/s1600/digitalizar0027.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-aynB0XDVkgw/TxmIUPE-VsI/AAAAAAAABA8/cuhfEYuJs_s/s200/digitalizar0027.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699736684640229058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;INFÂNCIAS: PEDAGOGIA DE LEMBRANÇAS &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária –FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;Cultivar uma relação afetiva com a memória da infância, no caso do adolescente, pode ser uma forma de encontrar caminhos e significados para o presente que ele vive. &lt;br /&gt;(Heloísa Prieto. Infâncias)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heloísa Prieto é escritora, tradutora e coordenadora editorial. Participou como coautora da série “Mano”, com o jornalista Gilberto Dimenstein. Em 2011, organizou a antologia “Infâncias” (Ed. Escrita Fina) uma reunião de crônicas, contos, relatos, depoimentos.   Oito escritores foram convidados para escrever sobre a infância. Por ordem de apresentação no livro, encontramos textos de Gilberto Dimenstein, Tatiana Belinky, Cristina Soares, Luiz Ruffato, Daniel Munduruku, Heloísa Pires Lima, Sonia Manski, Marcelo Coelho. &lt;br /&gt;O livro apresenta fotografias de Adriana Veiga, arte-educadora com especialização em Artes Plásticas. A capa é uma belíssima fotografia de duas crianças brincando, de modo descontraído, em uma praia de azul intenso. Adriana sempre demonstrou interesse pelo universo onírico e pelo mundo cotidiano das crianças.   &lt;br /&gt;Gilberto Dimenstein abre a antologia com um pequeno texto que é uma reflexão sobre o segredo da juventude. Para o jornalista, se existe algum segredo de conservar a juventude ele reside em manter um permanente diálogo com a criança que existe em nós. &lt;br /&gt;Tatiana Belinki preferiu escrever um poema em estrofes de apenas dois versos, tudo de forma bem jocosa como neste exemplo: &lt;br /&gt;“Se quiser viver feliz, &lt;br /&gt;Chupe balas de verniz”. (p.8) &lt;br /&gt;O próprio título do poema revela o tom de brincadeira: “Conselhos (in) úteis. &lt;br /&gt;Cristina Soares fez a opção por um conto e dividiu-o em quatro episódios distintos. “Nascida no KM 11”, “Sob 14 graus de miopia”,” As Marias da minha vida”,” “O velho Samuca era o cara”. Cada conto retrata uma fase diferente da vida de uma menina muito sapeca que nasceu no KM 11- “quinto dos infernos”; que era muito míope – conheceu o expressionismo antes mesmo de conhecer Van Gogh, que teve muitas Marias atravessando o caminho de sua vida e um avô que se chamava Samuca.&lt;br /&gt;Luiz Ruffato fala sobre a mudança de local de residência e a luta da família para ter a casa própria. Todos ajudaram na construção da nova casa, mas a mudança acarretou modificações na vida do menino que sentia saudades do quintalzinho “onde vivia em camaradagens com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas.” (p.23-24). A adaptação foi muito difícil para quem estava acostumado a um mundo de liberdade. &lt;br /&gt;Com o título “Saudades de amanhã”, Daniel Munduruku descreve a morte da pequena Mani, uma indiazinha diferente de todas as outras –” era muito branca e frágil, adoecia constantemente”. (p.30) &lt;br /&gt;No dia em que completou seis anos, Mani amanheceu muito doente, foi definhando, definhando e morreu. Antes de morrer, a menina fez um pedido à mãe – que seu corpo fosse enterrado embaixo da rede onde dormia. O desejo da filha foi satisfeito.  Depois de algum tempo a mãe notou que no lugar onde a menina fora enterrada estava brotando uma folhagem diferente. A comunidade foi chamada para resolver o que fazer com aquela planta. Pensaram, pensaram e resolveram arrancar. Quando puxaram a folhagem, veio uma raiz branca, era a raiz da mandioca. Todos compreenderam o significado das últimas palavras da menina: “É preciso morrer para que a fartura nasça para nosso povo”. &lt;br /&gt;O texto de Daniel Munduruku é uma lenda indígena que dá uma explicação mítica para a origem da mandioca, alimento essencial na alimentação dos índios.   &lt;br /&gt;Heloísa Pires Lima apresenta um relato sobre o trabalho de Eglantyne Jebb, uma inglesa que dedicou a vida às crianças.  Ela morreu em 1928, mas o que redigiu se tornou mais tarde, em 1959, a Declaração Universal dos Direitos das Crianças. No Brasil, Heloísa Lima luta contra o preconceito racial e adota o lema de um dos princípios da Declaração: “nenhuma criança deve ser prejudicada de forma alguma por motivos de raça, credo, cor, gênero, idioma, casta, situação ao nascer ou padecer de alguma deficiência física”. (p. 41)&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista de 1ª. pessoa, Sonia Manski traz o relato de uma menina que era do tempo em que “criança não tinha querer”. A mãe insistia para a menina estudar piano. Não foi consultada se gostava ou não de tocar piano, devia estudar uma hora, todos os dias. Revoltada, resolveu adiantar o relógio, assim o tempo passaria mais depressa. A mãe desconfiou, mas diante da pergunta se havia mexido nos ponteiros do relógio, a menina foi taxativa: “Não”, “Não”.  &lt;br /&gt;Anos mais tarde, reabilitada da imposição materna comprou um teclado.  Hoje toca teclado quando sente vontade.  &lt;br /&gt; Quais seriam os desejos do menino Marcelo Coelho? Eram muitos – um helicóptero com controle remoto que voasse de verdade, uma viagem com tudo pago para Disney, uma completa redecoração no seu quarto. Desejos todos ligados aos apelos comerciais. No meio de tudo isso, vem a história do menino Gabriel – uma história comovente e cheia de ternura. &lt;br /&gt;Contos, relatos ficcionais ou reais, depoimentos e crônicas se entrecruzam na reunião desses textos, constituindo uma verdadeira “pedagogia de lembranças”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; NOTA LITERÁRIA &lt;br /&gt;Enviamos o livro “Confesso que li” para a escritora Eloí Bocheco (SC) e recebemos esta mensagem: &lt;br /&gt;“Encantei-me com os depoimentos de escritores paraibanos sobre suas memórias literárias e modos de se relacionar com a leitura desde a infância. &lt;br /&gt;A família e a escola aparecem com freqüência nas histórias de iniciação literária dos autores, ora com acertos, ora com equívocos no modo de criar a aproximação com os livros. &lt;br /&gt;Tendo vivido em casas cheias de livros, ou com a completa ausência deles, os autores criaram, desde cedo, vínculos com as palavras através dos repertórios de leitura disponíveis em seu tempo e ao seu alcance (Clássicos nacionais e estrangeiros, Coleção Tesouro da Juventude, Almanaque Fontoura, história em quadrinhos, livrinhos de faroeste, narrativas bíblicas, contos de fadas, lendas do folclore brasileiro, cordel, dentre outros recursos de leitura citados). &lt;br /&gt;O que emociona é a paixão com que os depoimentos falam da “felicidade da leitura” e o modo como os autores se entregam à felicidade de ser leitor. &lt;br /&gt;Parabéns à Neide Medeiros Santos e à Yó Limeira, organizadoras da excelente obra”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em tempo: Eloí Bocheco é autora de “Roda Moinho” – Menção Honrosa no Prêmio de Literatura Infantil e Juvenil da Companhia Editora de Pernambuco em 2010. O livro foi publicado em 2011 pela Editora CEPE. Recife, PE.  Este mesmo livro foi finalista do Prêmio João de Barro da Prefeitura de Belo Horizonte em 2006. &lt;br /&gt;Eloí é uma das integrantes do livro “Cuentos infantiles brasileños”. San José, Costa Rica, Editorama, 2011. Figura, entre outros, ao lado das escritoras Ana Maria Machado e Lygia Bojunga Nunes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4633887766624934737?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4633887766624934737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4633887766624934737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4633887766624934737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4633887766624934737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2012/01/infanciaspedagogia-de-lembrancas.html' title='Infâncias:&quot;pedagogia de lembranças&quot;'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aynB0XDVkgw/TxmIUPE-VsI/AAAAAAAABA8/cuhfEYuJs_s/s72-c/digitalizar0027.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7817408804477412190</id><published>2012-01-20T11:05:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T11:12:14.361-02:00</updated><title type='text'>Moacyr Scliar: o dom da palavra mágica</title><content type='html'>Moacyr Scliar: o dom da palavra mágica&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ano- Novo, vida nova, é um dito clássico. Que, contudo, raramente se traduz em mudança real. Na maioria das vezes, continuamos levando nossas vidas, mantendo nossas rotinas, postergando nossos projetos revolucionários. &lt;br /&gt; (Moacyr Scliar. A síndrome do ninho vazio, em 09/01/2011)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Moacyr Scliar: contos e crônicas para ler na escola” (Objetiva, 2011), seleção da professora Regina Zilberman, foi publicado após o encantamento do escritor e reúne textos já veiculados em livros, revistas, jornais. Na apresentação do livro, Zilberman destaca que “Scliar mostra-se não apenas enraizado na vida brasileira, mas sobretudo um escritor comprometido com nossa literatura”. (p.13) &lt;br /&gt;O livro apresenta 49 textos, alguns considerados verdadeiras joias da ficção, como “Missa do galo” (p.51), reconto do texto machadiano sob o ponto de vista da personagem Conceição; “História de mãe e filho” (p.61) é um conto cheio de ternura que envolve um retrato/pintura, uma mãe e um filho. Aqui, mais uma vez, Machado de Assis está presente. Convém lembrar que Scliar era machadiófilo, fez releituras de  vários textos de Machado de Assis. &lt;br /&gt;Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre, no bairro do Bom Fim, e a crônica “Os Scliar do Bom Fim” (p. 187) fala sobre sua origem judia, seus tios e primos. Os Scliar tinham um traço em comum: eram todos muito cultos e leitores da Bíblia, o denominador comum da família.  Uma cultura que não resultava de estudos no colégio ou na universidade, mas da leitura desse grande livro. &lt;br /&gt;A herança judaica de Scliar leva-o a destacar o papel das mulheres e da família em seus textos. Neste livro, encontramos contos e crônicas que falam sobre a presença da mulher como personagem principal. “A história de Lilith”, “Missa do galo”, “Bonecas”, Mães-coragem”, “Mulheres arteiras, mulheres artistas”, “A primeira transgressora” e  “A imbatível Tamar” são bons exemplos de textos em que a mulher é figura de proa. &lt;br /&gt; “Bonecas” (p. 99) condiz com o próprio momento que estamos vivenciando. A crônica fala sobre os presentes dados às meninas no Natal – bonecas simples, sofisticadas, com sensores eletrônicos, grandes, pequenas, tudo depende do poder aquisitivo da família. &lt;br /&gt; Scliar aproveita o tema da boneca para discorrer a respeito da comovente narrativa que envolve Kafka e uma menina freqüentadora de um  parque em Berlim. A menina havia perdido uma boneca no parque Steglitz, Kafka encontra a menina muito chorosa e para consolá-la cria uma história fantástica – a boneca não havia desaparecido, apenas tinha viajado. Para saber mais sobre esta história, Scliar indica a biografia escrita por Gérard- Georges Lemaire, publicada em edição de bolso (L&amp;PM). &lt;br /&gt;Mesclando história e ficção, há outro livro muito bonito de Jordi Sierra i Fabra “Kafka e a boneca viajante”, com tradução de Rubia Prates Goldini e que foi publicado, no Brasil, pela editora Martins Fontes (2008). Este livro trata do mesmo tema da boneca viajante e conquistou o prêmio de Melhor Livro para Jovens da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2009.   &lt;br /&gt; Algumas crônicas vêm marcadas pelo humor –“A noiva fujona” (p. 87) é um exemplo de jocosidade. O casamento estava marcado para o último dia de abril. Quando faltava apenas quatro dias, a noiva desapareceu. Policiais desconfiaram do noivo – talvez ele estivesse envolvido no desaparecimento da noiva.  Era tudo mentira, a noiva simplesmente havia fugido, tinha desistido do casamento. O fato é verídico e aconteceu na cidade de Duluth, na Geórgia. &lt;br /&gt; “Palavra mágica” (p. 125) fala sobre mudanças, mudança na política, mudança na vida, mudança na fisionomia e lembramos o verso de Camões – “todo mundo é feito de mudanças”. Mas a principal mudança é a mudança interior, esta é a tarefa mais difícil, é uma verdadeira viagem e significa voltar mudado. &lt;br /&gt; Em “Coração de companheiro” (p.215), uma das últimas crônicas do livro, Scliar ressalta a participação de Carolina na vida de Machado de Assis do ponto de vista literário. Carolina era portuguesa, culta, versada em gramática e ajudava o escritor a corrigir os textos.  Atribui, ainda, à Carolina, a mudança de estilo do escritor de romântico para realista.  &lt;br /&gt; O título da crônica “Coração de companheiro”,  uma das últimas crônicas do livro, refere-se à primeira estrofe do soneto” À Carolina”, considerado um mais bonitos da lírica machadiana. Neste soneto, Machado extravasa a dor da solidão, o sentimento do ninho vazio.  &lt;br /&gt;  “Moacyr Scliar: contos e crônicas para ler na escola” é uma leitura recomendada para este início de férias de janeiro. É uma leitura que permite o leitor conhecer um dos melhores “narradores urbanos da ficção brasileira” e um mestre que tinha o dom da palavra mágica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7817408804477412190?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7817408804477412190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7817408804477412190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7817408804477412190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7817408804477412190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2012/01/moacyr-scliar-o-dom-da-palavra-magica.html' title='Moacyr Scliar: o dom da palavra mágica'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5899544115757894531</id><published>2012-01-20T11:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T11:04:43.947-02:00</updated><title type='text'>É tempo de almanaque</title><content type='html'>É TEMPO DE ALMANAQUE &lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; O Tempo inventou o almanaque... E choviam almanaques, muitos deles entremeados e adornados de figuras, de versos, de contos, de anedotas, de mil coisas recreativas.  &lt;br /&gt; (Machado de Assis. In: Almanaque Machado de Assis, de Luiz Antonio Aguiar) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O almanaque é um livreto muito antigo e já circulava, no Brasil, na época de Machado de Assis. Apresentava assuntos variados, curiosidades, contos, poemas, matéria humorística e recreativa. O bruxo do Cosme Velho era um leitor assíduo dos almanaques. &lt;br /&gt; Os almanaques do “Capivarol” e do “Biotônico Fontoura” eram distribuídos nas farmácias e lidos por crianças e adultos nos anos 30, 40 e 50 do século XX. O “Almanaque do Tico-Tico” era vendido nas bancas de revistas e jornais. &lt;br /&gt; Raimundo Magalhães Jr., na biografia que escreveu sobre a vida de Augusto dos Anjos – “Poesia e Vida de Augusto dos Anjos” (Civilização Brasileira/MEC/INL, 1977), relata que Augusto dos Anjos era leitor de almanaques e o gosto pelas charadas, logogrifos, enigmas pitorescos e adivinhações, certamente, adveio dessas leituras.&lt;br /&gt; No livro “Confesso que li” (Ideia, 2012), o poeta José Leite Guerra e o jornalista William Costa relembram, entre as leituras da infância, o “Almanaque do Tico-Tico” (José Leite) e o “Almanaque Fontoura” (William). José Leite ganhou de um tio, como presente de Natal, o “Almanaque do Tico-Tico”.  William Costa trazia para casa o “Almanaque Fontoura” que pegava no balcão da farmácia. À noite, lia para seu Chico, um vizinho que não sabia ler, as histórias do Almanaque. Sério e compenetrado, sentia-se orgulhoso porque já era um menino leitor.  &lt;br /&gt; Os almanaques não morreram, sofreram modificações e hoje estão vestidos de nova roupagem. Em 2011, a Editora Ática publicou “Almanaque Ática - Recreio” (Ed. Ática, 2011), reunindo textos literários publicados na revista Recreio e outras matérias divertidas. Joel Rufino dos Santos e Ana Maria Machado, escritores atuantes dessa revista, comparecem neste novo almanaque com as histórias apresentadas nos anos de 70/80 do século XX.   Foram introduzidos textos de escritores mais modernos, como Ângela Carneiro e Rosana Rios. O livro foi ilustrado por várias mãos. &lt;br /&gt; “Almanaque Ática - Recreio” está dividido em dez capítulos temáticos: Escola, Natureza, Fantasia, Brasil, Saúde, Folclore, Família, Esportes, Arte e Férias. Cada capítulo está subdividido em várias seções, mas, em todos os capítulos, dois assuntos estão sempre presentes – Literatura e Criatividade.  &lt;br /&gt; No primeiro capítulo – Escola aparece os seguintes itens: Literatura, Humor, Profissão, Teste, Convivência, Atitude, Criatividade. Uma amostragem de cada seção do primeiro capítulo nos dá uma visão do conteúdo do livro. &lt;br /&gt; Literatura – o texto escolhido é de Fernanda Lopes de Almeida, “A Professora de Horizontologia”, um excerto do livro” A Fada que tinha ideias” que foi muito lido nos anos 1980 nas escolas por alunos e professores. A protagonista da história era uma professora, a fadinha Clara Luz, que utilizava métodos bem modernos de ensino. Este livro teve inúmeras reedições. &lt;br /&gt; Humor – a parte de humor compreende piadas, anedotas que devem ser memorizadas para as crianças se divertirem com os colegas. &lt;br /&gt; Profissão – a profissão destacada é do bibliotecário. E quem é o bibliotecário? “É aquele que ajuda a escolher livros legais e outras fontes bacanas de conhecimento para que a biblioteca fique sempre atualizada”. (p. 15).&lt;br /&gt; Teste – são apresentados enigmas de Matemática com problemas para a criança resolver.  As respostas podem ser conferidas no final da página e o leitor soma 1 ponto para cada resposta certa. &lt;br /&gt; Convivência – este item procura ensinar a boa convivência na escola entre colegas e professores. Evitar as brincadeiras de mau gosto, procurar gravar o nome dos colegas, ser cordial com todos. São regras de bem viver.&lt;br /&gt; Atitude – está relacionado com o anterior. Orienta a não colocar apelidos maldosos nos colegas, pior se esse apelido for por alguma deficiência física. É um assunto que requer muita cautela. &lt;br /&gt; Criatividade – nesta última parte, a criança é convidada a fazer pequenos trabalhos manuais, como marcadores de livros, criar uma pasta exclusiva, um trabalho com papel recortado em estilo mosaico, semelhante aos trabalhos feitos com pedaços de cerâmica, cacos de vidro. Aqui, a hora e a vez é da imaginação.  &lt;br /&gt; Os leitores dos antigos almanaques, certamente, irão encontrar muitas afinidades entre o “Almanaque da Revista Recreio” e os almanaques do tempo perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5899544115757894531?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5899544115757894531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5899544115757894531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5899544115757894531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5899544115757894531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2012/01/e-tempo-de-almanaque.html' title='É tempo de almanaque'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5792303748217110633</id><published>2011-12-24T23:01:00.005-02:00</published><updated>2011-12-24T23:44:53.419-02:00</updated><title type='text'>Ana Maria Machado: retalhos de uma vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MoqXxWwxboU/TvZ_9iX4rjI/AAAAAAAABAY/OuGJRsbKSKo/s1600/bisa%2Bbia%2Bbisa%2Bbel.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MoqXxWwxboU/TvZ_9iX4rjI/AAAAAAAABAY/OuGJRsbKSKo/s200/bisa%2Bbia%2Bbisa%2Bbel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689875874404937266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria Machado: retalhos de uma vida&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O maior prêmio para o escritor é o leitor, que está longe e com quem você pode dialogar. &lt;br /&gt; (Ana Maria Machado. Teia de Autores) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No dia 15 de dezembro, a escritora Ana Maria Machado assumiu a presidência da Academia Brasileira de Letras. É a segunda mulher que ocupa o relevante cargo na ABL. A primeira foi Nélida Piñon (1996/1997). &lt;br /&gt; A trajetória literária e artística de Ana Maria Machado é rica e diversificada. Dedicou-se, inicialmente, à pintura, foi aluna de Aluísio Carvão durante três anos no ateliê do Museu de Arte Moderna no Rio. Acalentou o sonho de ser artista plástica, mas a escolha do curso de Letras mudou o seu destino, dedicou-se à literatura e virou escritora.  &lt;br /&gt; Em 1970, perseguida pelo regime militar, refugiou-se na França e começou a enviar textos para uma nova revista que surgia no Brasil destinada ao público infantil – a revista Recreio. Com Ruth Rocha e Joel Rufino dos Santos, companheiros literários da revista, publicaram muitas histórias que fizeram sucesso.  &lt;br /&gt; Em Paris, foi aluna de Roland Barthes e defendeu tese de doutorado sobre o nome dos personagens de Guimarães Rosa. “O recado do nome” é o  título da tese que foi transformada em livro.  Em Londres, trabalhou como correspondente da BBC. &lt;br /&gt; Quando voltou ao Brasil, dedicou-se à atividade jornalística.  De 1973 a 1980 chefiou o sistema de radiojornalismo na Rádio Jornal do Brasil e escrevia uma coluna literária para o “Jornal do Brasil”. Ainda havia “nuvens de fumaça no ar” e nem tudo podia ser publicado. A respeito desse período, Ana Maria assim se expressa: “Aprendi que a censura cresce no anonimato, como toda forma de covardia.” (Silenciosa algazarra. 2011: 207) &lt;br /&gt; “Bisa Bia, Bisa Bel”, publicado em 1982, ganhou vários prêmios e se tornou um clássico da literatura infantil brasileira. A trama se desenvolve em três tempos distintos: passado, presente e futuro. A protagonista da história tem muitas faces – é bisavó no tempo passado; é a menina Isabel no tempo presente,  é a neta no tempo futuro.&lt;br /&gt; Na área do ensaio, escreveu, entre outros, os livros: “Texturas: sobre leituras e escritos (Nova Fronteira); “Contracorrente: conversas sobre leitura e política” (Ed. Ática); “Como e por que ler os Clássicos Universais desde cedo”. (Objetiva); “Ilhas no tempo: algumas leituras”. (Nova Fronteira). Em 2011, publicou “Silenciosa algazarra” (Companhia Das Letras). Este último livro foi analisado em nossa coluna.&lt;br /&gt; Em 2001, centenário de nascimento de José Lins do Rego, Ana Maria esteve em João Pessoa acompanhada das filhas do escritor paraibano e do xilógrafo Ciro Fernandes para fazer o lançamento do livro “O menino que virou escritor”, uma história romanceada da vida de José Lins do Rego. &lt;br /&gt; A escritora foi, também, dona de livraria e durante dezoito anos dirigiu a Livraria Malasartes, no Rio de Janeiro,  voltada para o público infantil e juvenil. No livro “Contracorrente. Conversas sobre leitura e política.” (Ática: 1999), ela conta um fato que merece ser relembrado. &lt;br /&gt;   Num dia quente de dezembro, quando se dirigia por um corredor do centro comercial onde funcionava a livraria, ouviu alguém chamando insistentemente pelo seu nome. Estava carregada de compras de Natal, e distinguiu o garçon José que trabalhava no restaurante do andar térreo. Ao alcançá-la, ele disse: &lt;br /&gt; “- Desculpe, Ana, mas eu estava há dias esperando você passar, porque queria lhe agradecer.” (1999:p.132)&lt;br /&gt; A escritora, no primeiro momento, não entendeu o porquê do agradecimento, mas logo o rapaz tratou de esclarecer: &lt;br /&gt; “É que eu li o livro de eco e agora eu sei”. (p. 133)&lt;br /&gt; Como na livraria existia uma coleção – “O livro do som”, “O livro da luz”... para crianças, ela pensou que se tratava de um desses livros, mas ele explicou que se referia ao livro de Umberto Eco – “O nome da rosa”. E veio a complementação. Depois de assistir ao filme “O nome da rosa”, comprei  o livro na livraria Malasartes. &lt;br /&gt; Ana Maria tratou de alimentar o gosto pela leitura do rapaz recém-chegado ao “tesouro” e presenteou-o com dois livros irresistíveis. “O barão das árvores”, de Ítalo Calvino e “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez.  &lt;br /&gt; Autora de mais de cem livros para o público infantil e juvenil, ganhadora do Prêmio Hans Christian Andersen (Nobel da literatura infantil), tradutora, romancista, conferencista internacional, professora, jornalista, ensaísta, professora visitante da Universidade de Berkeley, esta é a nova presidente da Academia Brasileira de Letras- uma escritora múltipla. &lt;br /&gt; MENSAGEM NATALINA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que o (a) leitor (a) &lt;br /&gt; “encontre a cada dia&lt;br /&gt; esta fina alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; de reinventar o mundo&lt;br /&gt; tornando-o mais profundo.” &lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5792303748217110633?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5792303748217110633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5792303748217110633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5792303748217110633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5792303748217110633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/12/ana-maria-machado-retalhos-de-uma-vida.html' title='Ana Maria Machado: retalhos de uma vida'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MoqXxWwxboU/TvZ_9iX4rjI/AAAAAAAABAY/OuGJRsbKSKo/s72-c/bisa%2Bbia%2Bbisa%2Bbel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6829424708451600620</id><published>2011-12-17T09:27:00.005-02:00</published><updated>2011-12-17T09:40:46.778-02:00</updated><title type='text'>Crônicas ambientais: um mundo cheio de cores, cheiros e sons</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_f3qZ4UKVBc/Tux_tPD7CcI/AAAAAAAABAM/iTwggKS62RU/s1600/134855_1528219561519_1115606353_31158336_7016035_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_f3qZ4UKVBc/Tux_tPD7CcI/AAAAAAAABAM/iTwggKS62RU/s200/134855_1528219561519_1115606353_31158336_7016035_o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687060844575918530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-nyFOuLWe3iE/Tux_h_mX8RI/AAAAAAAABAA/XGHKX-siVWM/s1600/LV273649_N.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 122px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nyFOuLWe3iE/Tux_h_mX8RI/AAAAAAAABAA/XGHKX-siVWM/s200/LV273649_N.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687060651446890770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônicas ambientais: um mundo cheio de cores, cheiros e sons&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Impregne um pouco a sua alma&lt;br /&gt; do verde que está no ar.&lt;br /&gt; (Jomar Morais Souto. Itinerário Lírico da Cidade de João Pessoa)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem passa pela Avenida Beira-Rio em João Pessoa-PB observa que os paus d´arco róseos estão todos floridos. Isso nos transporta para um tempo em que a cidade era coberta de verde e de flores.  As residências tinham jardins floridos, com cheiros de jasmins e cantos de passarinhos. Os tempos mudaram ... hoje apenas os paus d´arco da Beira Rio, da Lagoa e da Mata do Buraquinho teimam em oferecer, na época natalina, um colorido róseo e amarelo. As casas foram substituídas por edifícios, são construções sem alma e sem passarinhos. &lt;br /&gt; Essas divagações surgiram após a leitura do livro de Luiz Eduardo Cheida – “Bichos, plantas e seus parentes – crônicas ambientais”, da Editora Aymará, com prefácio de Marina Silva.   &lt;br /&gt; No prefácio do livro, Marina relembra sua infância e adolescência no Seringal Bagaço que ficava a 70 km da capital do Acre. Vivia em um mundo cercado por uma imensa floresta. O barulho das abelhas mangangás na copa das castanheiras é uma das suas primeiras memórias e sobre este mundo da infância afirma: “Era um mundo cheio de cores, de cheiros e de sons”.&lt;br /&gt; As crônicas ambientais do médico e escritor Luiz Eduardo Cheida levam o leitor a mergulhar no passado e traz de volta o paraíso perdido por Marina. São 40 crônicas de assuntos variados: há uma alga que se emociona, um cachorro que joga baralho, uma árvore que filosofa, uma abelha que aprende e o homem que dialoga com todos eles, afinal homens, bichos e plantas são todos parentes. &lt;br /&gt; O conto/crônica “As Pombas” é o relato de uma invasão de pomba-amargosa em uma região do Paraná. Elas estavam acabando com o milharal de seu Fulgêncio e dona Constantina. Depois de várias reuniões e discussões, os sitiantes chegaram a uma conclusão – para acabar com as pombas só trazendo o gavião de volta. Consultado, o gavião impôs uma condição: “Plantem árvores. Ninho em poste de telefone eu não faço.” (p.24)  &lt;br /&gt; O desejo do gavião foi satisfeito e como diz Guimarães Rosa: “Pôs-se a fábula em ata”. &lt;br /&gt; A pergunta inocente de uma criança de quatro anos na crônica “Sociedade de risco” (p.99) pode suscitar inúmeras reflexões. &lt;br /&gt; “ – ÁRVORE, QUANDO MORRE,  também vai para o céu?” (p. 99)  &lt;br /&gt; “Bye bye bee” (p. 137) revela a preocupação do cronista com o desaparecimento das abelhas e a extinção de muitas espécies. Revistas especializadas afirmam que, nos últimos dois anos, 37% das colmeias desapareceram nos Estados Unidos.  No Brasil, também houve perdas, o mesmo acontecendo na Austrália, na China e no Canadá. &lt;br /&gt; E qual foi o motivo para o desaparecimento das abelhas? Querem saber? O motivo é muito simples – faltam flores na natureza, estão destruindo as matas. Os herbicidas, fungicidas e inseticidas também matam as abelhas.&lt;br /&gt; Atualíssima é a crônica “Cadê meu zap”?(p.145). Trata do problema dos agrotóxicos nas verduras e frutas. Nesta crônica, involuntariamente, o pimentão é o vilão. Em uma escala de zero a cem, o pimentão fica com 64, 36% de agrotóxico, seguindo do morango, cenoura, alface, tomate.  &lt;br /&gt;  Crônicas que falam sobre a destruição das matas, que lamentam a ausência das flores,  nos transportam para  uma gravura do pintor paraibano Hermano José – “Cabo Branco até quando...” &lt;br /&gt; O pintor Hermano José é amante da natureza e defensor ferrenho da preservação da barreira do Cabo Branco. Nos anos de 1970, ele já alertava para o perigo da destruição das nossas matas e os cuidados com a barreira do Cabo Branco.  &lt;br /&gt;  A respeito da gravura “Cabo Branco até quando...”, a professora e crítica de arte Terezinha Fialho assim se expressou: &lt;br /&gt; “A gravura de Hermano José, uma sanguínea, é belíssima [...] O quadro é um grito, uma denúncia de amante profundamente ferido. Defendo a tese de que bastaria este quadro para provar, se necessário fosse, o amor-devotamento de Hermano José pelas falésias, pelo mar.” &lt;br /&gt; O texto de Terezinha Fialho – “Hermano José, as falésias e o mar” se encontra no livro” Hermano José”. FMC: Textoarte. João Pessoa, 2004. &lt;br /&gt; Começamos com uma epígrafe do poeta Jomar Morais Souto, um hino de louvor ao verde da cidade de João Pessoa, apresentamos fragmentos das crônicas ambientais de Luiz Eduardo Cheida e concluímos com a denúncia do quadro de Hermano José. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="300" height="182" src="http://www.youtube.com/embed/vkjmBzgyEA0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6829424708451600620?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6829424708451600620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6829424708451600620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6829424708451600620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6829424708451600620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/12/cronicas-ambientais-um-mundo-cheio-de.html' title='Crônicas ambientais: um mundo cheio de cores, cheiros e sons'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_f3qZ4UKVBc/Tux_tPD7CcI/AAAAAAAABAM/iTwggKS62RU/s72-c/134855_1528219561519_1115606353_31158336_7016035_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5355039671578649408</id><published>2011-12-10T09:27:00.003-02:00</published><updated>2011-12-10T09:51:18.837-02:00</updated><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS REVISITADO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-OAyfKLbGnC0/TuNEkDPh6NI/AAAAAAAAA_c/stjyYJi9kyM/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 189px; height: 137px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-OAyfKLbGnC0/TuNEkDPh6NI/AAAAAAAAA_c/stjyYJi9kyM/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684462540808120530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-jlAezDqpvMM/TuNEdoaXbQI/AAAAAAAAA_Q/cfpds6ZJbsU/s1600/13contos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jlAezDqpvMM/TuNEdoaXbQI/AAAAAAAAA_Q/cfpds6ZJbsU/s200/13contos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684462430526598402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUGUSTO DOS ANJOS REVISITADO &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária –FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu sou aquele que ficou sozinho&lt;br /&gt; Cantando sobre os ossos do caminho&lt;br /&gt; A poesia de tudo quanto é morto! &lt;br /&gt; (Augusto dos Anjos. O Poeta do Hediondo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dois bons livros para jovens publicados em 2011 se voltam para a poesia e, de forma mais específica, para a poesia de Augusto dos Anjos. Da editora Noovha América, recebemos “13 Contos de Medos e Arrepios com Poemas de Augusto dos Anjos”, de Almir Correia, ilustrado por Alexandre Jubran. A editora Ática nos enviou “Poesia faz pensar”, da série “Para gostar de ler”, coletânea de poemas que contou com a organização de Carlos Felipe Moisés. &lt;br /&gt;O livro de Almir Correia se compõe de 13 contos. As tramas do conto interagem com 13 poemas de Augusto dos Anjos. As ilustrações de Alexandre Jubran são todas em preto e branco e criam uma atmosfera soturna. Alguns títulos já deixam transparecer o ambiente fantasmagórico do livro – “A bota do cemitério”, “O caixão fantástico”, “A noiva suicida”, “O carrinho de bebê macabro”.&lt;br /&gt;“O caixão fantástico” é título do conto e do poema de Augusto dos Anjos. O conto relata a morte de um homem muito rico que foi enterrado em um caixão de ouro. Raul, o protagonista do conto, observa o interesse que o precioso objeto desperta em várias pessoas – elas vão ao cemitério na calda da noite para roubar o caixão de ouro, mas o caixão era amaldiçoado, morreram todos que tentaram roubá-lo.  &lt;br /&gt;O poema de Augusto dos Anjos “O caixão fantástico” é menos tenebroso. No “Caixão fantástico”, talvez repousem musas ou o próprio Pai do poeta.   &lt;br /&gt;Se a poesia “além de levar a sentir também faz pensar,” como afirma Carlos Felipe Moisés, o livro organizado pelo crítico literário atende aos dois sentidos: reúne poemas que se caracterizam pelo alto grau de sensibilidade e outros que oferecem ferramentas de indagação com o objetivo de compreender o mundo. &lt;br /&gt; “Poesia faz pensar” está dividido em cinco tópicos: “É tudo quanto sinto um desconcerto”; “Um contentamento descontente”; “Errei todo o discurso de meus anos”; “Continuamente vemos novidades”; “Se lá no assento etéreo onde subiste”. O organizador da coletânea atribuiu títulos aos tópicos  partindo  sempre de versos de poetas consagrados:  Camões, Augusto dos Anjos,  Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;Cada grupo temático vem constituído de três partes: uma reflexão sobre o fazer poético, reunião de poemas de autores de épocas diversas e um comentário sobre os poemas que integram cada grupo. &lt;br /&gt;Na terceira parte que traz o título - “Errei todo o discurso dos meus anos”, o crítico assim se expressa: “O ponto de partida da reflexão que conduz a esses e outros temas correlatos pode ser assinalado em sua expressão mais singela na tríplice interrogação de Augusto dos Anjos: Quem sou? Para onde vou? Qual a minha origem?” (p.50) &lt;br /&gt;Na apresentação deste tópico, Carlos Felipe Moisés assevera que essas perguntas traduzem uma dúvida universal de todos os tempos – os poetas estão à procura da verdade, mas é necessário que esta resista ao assédio da dúvida e à lucidez do espírito crítico.   &lt;br /&gt;Mas quem são os poetas que estão reunidos nesse tópico que parte da tríplice interrogação augustiniana? Por ordem de apresentação: Camões, Bocage, Castro Alves, Augusto dos Anjos, Alberto Caeiro, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. &lt;br /&gt;O poema selecionado de Augusto dos Anjos é “Poema Negro” (p.50). O texto não aparece integral, apenas as três primeiras estrofes, mas são suficientes para constatar num “misto de revolta e perplexidade” que a passagem dos séculos assombra o poeta do EU.   &lt;br /&gt;Do heterônimo Alberto Caeiro, o crítico chama a atenção do leitor para o aparente jogo de palavras: “O que nós vemos das cousas são as cousas./ Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?”. E vem a lição do mestre Caeiro: chegou a hora de desnudar a alma e começar a “desaprender”. &lt;br /&gt;Os dois livros apresentados são publicados um ano antes do centenário da publicação do EU. A Academia de Letras e Artes do Nordeste, sob a presidência da professora Maria do Socorro Aragão, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPB, está organizando um congresso para o próximo ano em comemoração ao centenário da publicação do EU. Certamente, aqui, na Paraíba, terra de Augusto dos Anjos, serão publicados muitos livros sobre o poeta mais lido do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5355039671578649408?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5355039671578649408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5355039671578649408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5355039671578649408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5355039671578649408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/12/augusto-dos-anjos-revisitado.html' title='AUGUSTO DOS ANJOS REVISITADO'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OAyfKLbGnC0/TuNEkDPh6NI/AAAAAAAAA_c/stjyYJi9kyM/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8470868848872170614</id><published>2011-11-27T15:27:00.003-02:00</published><updated>2011-11-27T15:37:27.965-02:00</updated><title type='text'>GONÇALVES DIAS: “um poeta mestiço como sua pátria”.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-olhuTH_gsBg/TtJ0aXnY9eI/AAAAAAAAA_E/LHLYrpxMR6I/s1600/dove_sahara_4922.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-olhuTH_gsBg/TtJ0aXnY9eI/AAAAAAAAA_E/LHLYrpxMR6I/s200/dove_sahara_4922.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679730076432266722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rNmqGyI-ZSQ/TtJz5zBpDXI/AAAAAAAAA-4/8xVG1X2I_N4/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rNmqGyI-ZSQ/TtJz5zBpDXI/AAAAAAAAA-4/8xVG1X2I_N4/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679729516854447474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GONÇALVES DIAS: “um poeta mestiço como sua pátria”. &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; Não chores, meu filho; &lt;br /&gt; Não chores, que a vida&lt;br /&gt; É luta renhida: &lt;br /&gt; Viver é lutar.  &lt;br /&gt; (Gonçalves Dias. Canção do Tamoio. Canto I) &lt;br /&gt; Álvaro Cardoso Gomes é o organizador da coleção “Meu amigo escritor” (Ed. FTD). Esta coleção objetiva aproximar os jovens dos grandes escritores da Literatura Brasileira e Portuguesa. Dentro desta proposta, encontramos o livro “O poeta do exílio” (FTD, 2011), de Marisa Lajolo.&lt;br /&gt; Marisa Lajolo é professora de Teoria da Literatura e se dedica a pesquisar e escrever livros sobre leitura e literatura infantil. É estudiosa da obra de Monteiro Lobato e já publicou vários livros sobre o criador do sítio do Picapau Amarelo. Em 2008, o livro “Monteiro Lobato livro a livro”, organizado em parceria com João Luís Ceccantini, ganhou o Prêmio Jabuti. &lt;br /&gt; Lajolo é, portanto, uma crítica literária que sabe lidar muito bem com a literatura destinada às crianças e aos jovens. &lt;br /&gt; Na apresentação do livro “O poeta do exílio”, a autora explica que Gonçalves Dias esteve sempre presente em sua vida. Seu pai era admirador do poeta maranhense e sabia de cor e declamava com muito gosto “I - Juca Pirama” e outros poemas do autor.  Marisa e os irmãos pequenos cresceram ouvindo o pai recitar esses poemas. &lt;br /&gt;   O convite para escrever um livro sobre o poeta que habitou a casa de sua infância foi aceito com entusiasmo.  Ela não hesitou e começou a tarefa de ler e reler os livros do poeta, as biografias escritas sobre o vate, a encher os livros de “papeizinhos amarelos marcando páginas”. E surgiram as dúvidas: contar a vida do poeta do nascimento até a morte ou começar da morte e chegar ao nascimento?  A autora encontrou na música o “link” da história – uma banda, um festival escolar de música, um casal de jovens apaixonados e assim surgiu o livro.   &lt;br /&gt; Toda história tem um começo e esta se inicia com a inscrição de uma música no II Festival Vozes de Classe, um festival estudantil dos alunos da Escola Luís Gama. Júlia era compositora da banda SIM, NÃO &amp; TALVEZ e compôs uma música inspirada num poema de Gonçalves Dias. A música foi finalista do concurso.    &lt;br /&gt;A ideia de escolher Gonçalves Dias para compor a música da banda foi do colega Pedro e foi, também, de Pedro, a ideia de criar um blog. Nesse blog, que recebeu a denominação de BlogDoDias, eles colocaram tudo que encontraram sobre o poeta - poemas, cartas familiares, artigos de jornais antigos, documentos pesquisados nos Anais da Biblioteca Nacional.&lt;br /&gt; O blog deixou a turma entusiasmada. Todos acompanhavam o que Júlia e Pedro escreviam, ninguém sabia o que era realmente verdade e o que era ficção. Nas pesquisas feitas, descobriram que Gonçalves Dias trabalhou para o governo e fez muitas viagens pelo Brasil, apresentando relatórios dessas viagens.  Mesmo sendo um bom poeta, não podia viver só de poesia. &lt;br /&gt; A história da vida de Gonçalves Dias não segue uma linearidade. Os dois primeiros capítulos falam sobre o naufrágio que levou o poeta à morte e o terceiro discorre sobre a sua origem e seu nascimento. Gonçalves Dias era filho de um português com uma brasileira “cafuza, mulata”. &lt;br /&gt; Durante o desenvolvimento da história, o leitor encontra a interferência da narradora. Com notas em destaque com campo na cor verde e o título de “Meio de campo”, aparecem chamamentos ao leitor e perguntas que exigem um posicionamento diante de certos fatos e acontecimentos. &lt;br /&gt; Vejamos um exemplo de “Meio de campo”. No terceiro capítulo – “Um poeta mestiço como sua pátria” (p.74-115), vem esta nota: &lt;br /&gt; “E você, leitor? Olhe à sua volta: negros, mulatos, loiros, morenos, índios, ruivos... de quantas cores é nosso país, sua escola, sua família, nossa vida?” (p. 81)  &lt;br /&gt;  Nas ruas de Caxias, cheias de negros e índios acorrentados, o menino Tonico presenciava os maus tratos infligidos aos negros e aos índios e isso o motivou a ter horror à escravidão dos africanos e à violência contra o indígena. Essas lições da infância foram depois transformadas em belíssimos poemas que exaltam essas duas raças. &lt;br /&gt; Coube ao professor Joel a indicação para a leitura do texto em prosa de Gonçalves Dias – “Meditação”, uma longa composição em prosa inspirada em questões de “igualdade, de justiça e de liberdade”. O texto vem envolvido em um tom profético e nele o poeta exprime revolta pelas desigualdades sociais e condena veementemente o cativeiro. &lt;br /&gt; Mas o livro não fala só de poesia, a vida amorosa do poeta é contada com detalhes. Gonçalves Dias foi infeliz no amor. Apaixonou-se por Ana Amélia e a família da moça, principalmente a mãe, se opôs a essa união. Desiludido, o poeta procurou os braços acolhedores de Olímpia Coriolano da Costa e casaram-se no Rio de Janeiro, mas Olímpia não tinha os encantos nem os olhos negros, negros de Ana Amélia decantados no poema “Seus olhos”. Segue a última estrofe desse poema: &lt;br /&gt; “Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, &lt;br /&gt; Assim é que são:&lt;br /&gt; Eu amo esses olhos que falam de amores&lt;br /&gt; Com tanta paixão”. &lt;br /&gt; “O poeta do exílio” é uma biografia romanceada, um romance juvenil, uma nova maneira de conhecer a vida e a obra poética de Gonçalves Dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8470868848872170614?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8470868848872170614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8470868848872170614' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8470868848872170614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8470868848872170614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/11/goncalves-dias-um-poeta-mestico-como.html' title='GONÇALVES DIAS: “um poeta mestiço como sua pátria”.'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-olhuTH_gsBg/TtJ0aXnY9eI/AAAAAAAAA_E/LHLYrpxMR6I/s72-c/dove_sahara_4922.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-960686150283784452</id><published>2011-11-20T18:39:00.004-02:00</published><updated>2011-11-29T09:14:54.887-02:00</updated><title type='text'>Em busca do tempo perdido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-0TR-pWbfBMk/TsllxY4MQ-I/AAAAAAAAA-s/vbKEGaKJ6Q4/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0TR-pWbfBMk/TsllxY4MQ-I/AAAAAAAAA-s/vbKEGaKJ6Q4/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677180704443352034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em busca do tempo perdido &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; Lá vai o trem com o menino &lt;br /&gt; Lá vai a vida a rodar&lt;br /&gt; Lá vai ciranda e destino&lt;br /&gt; Cidade e noite a girar. &lt;br /&gt; (Edu Lobo. O Trenzinho do Caipira) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; “A morena da estação”, livro de Ignácio de Loyola Brandão, publicado pela Editora Moderna (2010), é uma narrativa multifacetada. Pequenos contos, crônicas, curiosidades, lendas. Fatos reais e ficcionais convivem fraternalmente.  &lt;br /&gt; Ignácio de Loyola Brandão nasceu em 1936, em Araraquara. É filho de ferroviários e andou muito de trem na infância e adolescência. Costuma dizer que cresceu entre vagões e locomotivas. &lt;br /&gt; No prefácio, o autor afirma: “Quando terminei este livro, escrito com afeto, percebi que acabou sendo uma espécie de memória da infância e adolescência”. &lt;br /&gt; O livro está dividido em duas partes – 1ª. “Ontem”, 2ª. “Hoje e amanhã, talvez o futuro” e apresenta 42 pequenos capítulos que podem ser lidos de forma independente. &lt;br /&gt; Fotografias antigas (1915, 1933), charges, cartões postais ilustram as páginas do livro e encaminham o leitor para o tempo em que o trem era o meio de transporte mais utilizado no interior do Brasil. As imagens recriam um ambiente e uma maneira de viver que pertencem ao passado. &lt;br /&gt; Os  contos e as crônicas nos levam ao reencontro com o tempo perdido. Em diversas partes do livro, há referências ao tempo “proustiano”.  &lt;br /&gt; A crônica “O delicioso Filé à Arcesp” (p.45) integra a parte dos textos de “Ontem” e vem a explicação sobre  o nome deste filé. &lt;br /&gt; Os caixeiros-viajantes percorriam o estado ou o país vendendo produtos e andavam sempre de trem. Usavam terno e gravata e, a maioria, chapéu. Carregavam uma pasta de couro na qual levavam um bloco para os pedidos e catálogos dos produtos que vendiam, almoçavam ou jantavam no trem, por isso preferiam composições que tivessem carro-restaurante. Para agradá-los, um cozinheiro decidiu fazer um prato substancioso e acessível, surgiu, assim, o filé à Arcesp. (A sigla Arcesp significa Associação dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo). &lt;br /&gt; A receita do filé se encontra na p. 48. Não fiz, não provei, mas me pareceu delicioso. &lt;br /&gt; Havia “O Trem barateiro” (p. 92). Este trem mereceu uma mini crônica. Partia de Araraquara e seguia para Presidente Vargas. E o preço? Era mesmo barato? Não. O nome “trem barateiro” se devia ao ataque das baratas voadoras, elas atacavam os passageiros e assustavam as mulheres.  &lt;br /&gt; O capítulo “O fascínio do trem nas telas” (p. 112-121) rememora os grandes filmes em que o trem desempenhava um papel preponderante.  São citados, entre outros, “Dr. Jivago”, seguindo-se “Desviando caminhos” (Canadian Pacific, 1949), “Pacto Sinistro” ( Strangers on a train, 1951), “Conspiração do silêncio” ( Bad Day at Balck Rock, 1955). Nas páginas 116 e 117, o leitor encontra os cartazes desses filmes. Nessa relação, não poderia faltar “ Expresso do Oriente” com direito a postal de divulgação. Um capítulo que interessa aos cinéfilos paraibanos. &lt;br /&gt; “A morena da estação” (p.124) é um conto cheio de mistérios. Quem seria a moça morena que deixou Alcino apaixonado? Ela usava um perfume inesquecível e entregou ao rapaz uma mala de couro vermelho. Desceu do trem, subiu e deixou Alcino com a mala. O conto começa e termina de forma misteriosa. Nada é desvendado.   &lt;br /&gt; O penúltimo texto da 1ª parte – “O trem dos torcedores” (p.138) fala sobre as partidas de futebol dos anos 60, na cidade natal do escritor – Araraquara. Nessa época, a “Ferroviária” pertencia à divisão especial e enfrentava os grandes clubes – São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras. Durante muitos anos, o trem despejava os torcedores dentro do estádio da Fonte Luminosa. Era o único estádio de São Paulo que colocava os torcedores dentro do campo. Um orgulho para os araraquarenses. &lt;br /&gt; A 2ª parte do livro – “Hoje, amanhã, talvez o futuro” é composta por histórias mais reais e contemporâneas. O narrador não está à procura do tempo perdido. São histórias de trens velozes, de metrôs, do espantoso trem com 330 vagões (e isso é no Brasil, caro leitor, na Estrada de Ferro Carajás). &lt;br /&gt; O livro de Ignácio de Loyola Brandão me transportou a um passado mais recente, a uma exposição de pintura que tive oportunidade de ver em Bruxelas no ano de 1997.  No Museu de Belas Artes de Bruxelas, no dia 11 de maio de 1997, vi a exposição do pintor belga Paul Delvaux – 100 telas todas retratando trens. Tenho ainda hoje, no álbum das recordações de viagens, o bilhete do Museu e um cartão postal de um quadro do pintor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-960686150283784452?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/960686150283784452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=960686150283784452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/960686150283784452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/960686150283784452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/11/em-busca-do-tempo-perdido.html' title='Em busca do tempo perdido'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0TR-pWbfBMk/TsllxY4MQ-I/AAAAAAAAA-s/vbKEGaKJ6Q4/s72-c/Unknown.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-9029971960930967413</id><published>2011-11-02T15:56:00.002-02:00</published><updated>2011-11-02T15:59:53.100-02:00</updated><title type='text'>“VERDE QUE TE QUERO VERDE”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-MADTcFHfESQ/TrGFEiFTvfI/AAAAAAAAA-g/OQJkNSmep7g/s1600/arvores-do-brasil-cada-poema-no-seu-galho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MADTcFHfESQ/TrGFEiFTvfI/AAAAAAAAA-g/OQJkNSmep7g/s200/arvores-do-brasil-cada-poema-no-seu-galho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670459718751206898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“VERDE QUE TE QUERO VERDE”&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O verde está em todas as coisas, em tudo ele transparece. Inclusive na água mais negra. Na água barrenta, dourada de sol – e esverdeada. Transparece até no céu azul profundamente verde. &lt;br /&gt; (Thiago de Mello. Amazonas: água, pássaros, seres e milagres) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lalau e Laurabeatriz são grandes amigos e gostam de escrever livros para crianças. Lalau é paulista, poeta e publicitário. Laurabeatriz é carioca, artista plástica e ilustradora. Os dois já escreveram muitos livros juntos, todos voltados para a defesa da flora e da fauna do Brasil.&lt;br /&gt; “Árvores do Brasil: cada poema no seu galho” (Ed. Peirópolis, 2011) é mais um livro da dupla de amigos da natureza.  Ao todo, são 15 poemas, 15 árvores louvadas e 15 animais. Para as árvores – poemas; para os animais – descrições objetivas. &lt;br /&gt; Algumas das árvores citadas no livro são bem conhecidas no Nordeste, como pau-brasil, juazeiro, mulungu, ipê-roxo, aqui denominado pau-d´arco roxo, jenipapo e ipê-do-cerrado, que corresponde ao nosso pau d´arco amarelo. Esta última árvore citada enfeita o Parque Solon de Lucena (Lagoa) e a Avenida Getúlio Vargas, em João Pessoa. O jornalista e cronista Carlos Pereira é admirador do pau d´arco amarelo, e já escreveu inúmeras crônicas sobre a beleza do colorido dessa árvore. &lt;br /&gt; As árvores (através de poemas) e os animais (explicações técnicas) estão reunidos em 15 duplas: 1) Pau-brasil (jaguatirica); 2) araucária (gralha azul); 3) jequitibá (quati); 4) ipê-do-cerrado (soldadinho); 5) buriti (maracanã-do-buriti); 6) jatobá-do-cerrado (anta); 7) juazeiro (veado-catingueiro); 8) mulungu (sofrê); 9) umbuzeiro (periquito-da-caatinga); 10) ipê-roxo (caburé); 11) jenipapo (surucuá-de-barriga-vermelha); 12) pau-formiga (tamanduá-mirim); 13) castanheira-do-pará (cutia); 14) piquiá (paca); 15) mogno (uacari, macaco-da-noite, macaco-aranha).&lt;br /&gt; Lendo as informações sobre estas árvores que aparecem após os poemas, o leitor aprende muito. &lt;br /&gt;O “pau-brasil” ou “ibirapitanga”, era o nome utilizado pelos índios, é de origem tupi-guarani e significa “madeira vermelha”. É necessário ter muito carinho com esta árvore, ela se encontra na lista do IBAMA de espécies ameaçadas de extinção, na categoria vulnerável.&lt;br /&gt; O jequitibá é o símbolo da fraternidade nacional, é a maior árvore da mata atlântica, mede de 35 a 45 metros de altura. Por seu alto porte, os índios chamavam de “gigante da floresta”. &lt;br /&gt;  A fruta do juazeiro é rica em vitamina C, sobrevive aos tempos de seca e está sempre verde. O fruto é conhecido como juá. No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, no meio da caatinga árida, somente os juazeiros despontam na planície avermelhada como duas manchas verdes.&lt;br /&gt; O umbuzeiro foi chamado por Euclides de Cunha como “árvore sagrada do sertão”. Sua raiz conserva água e produz uma batata que, em período de seca, é utilizada como alimento. &lt;br /&gt;    O jenipapo tem muitas utilidades. A polpa do fruto serve para fazer licor, refresco, vinho, refrigerantes e doces. Os mais velhos se lembram muito bem do licor de jenipapo servido pelo prefeito Odorico Paraguaçu no seriado “O bem-amado”. O nome dessa árvore é de origem indígena e significa “fruto que serve para pintar”. Os índios utilizavam a tintura de jenipapo para pintar o corpo. &lt;br /&gt; A castanheira-do-pará está entre as maiores árvores da Amazônia, chega a atingir 50 metros e pode viver mais de 500 anos. A madeira é de excelente qualidade, mas o corte desta árvore está proibido por lei no Brasil. &lt;br /&gt; O mogno serve, entre outras coisas, para fabricar instrumentos musicais. A madeira tem um aspecto castanho-avermelhado e é muito bonita. Atenção rabequistas, violinistas e violeiros, o corte do mogno está proibido no Brasil. &lt;br /&gt; Este livro apresenta outras peculiaridades – informações importantes para quem gosta do “verde que te quero verde”. &lt;br /&gt; - 2011 foi declarado o Ano Internacional da Floresta pelas Nações Unidas para estimular a reflexão e a ação humana em prol da conservação e gestão de todos os tipos de floresta do planeta. &lt;br /&gt; - Livro verde é o livro impresso em papel certificado pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal. “Árvores do Brasil: cada poema em seu galho” é um livro verde. &lt;br /&gt; - Livro que traz o selo FSC (Forest Stewardship Council) Conselho de Manejo Florestal indica que o livro foi produzido com madeira legal e não acarretou a destruição de florestas primárias, como a Amazônia. Na penúltima página de “Arvores do Brasil...” (p.51), encontra-se um selo bem delicado com a marca FSC.&lt;br /&gt; Falei pouco sobre os poemas, quis despertar a curiosidade dos leitores. Começamos com uma epígrafe do poeta Thiago de Mello e para encerrar estes versos de Lalau que se encontra no último poema. É dedicado ao mogno:  &lt;br /&gt; “Que entre mogno e homem&lt;br /&gt; Jamais exista duelo&lt;br /&gt; E que esta sublime amizade &lt;br /&gt; Receba bênçãos e versos&lt;br /&gt; De Thiago de Mello.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-9029971960930967413?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/9029971960930967413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=9029971960930967413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/9029971960930967413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/9029971960930967413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/11/verde-que-te-quero-verde.html' title='“VERDE QUE TE QUERO VERDE”'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MADTcFHfESQ/TrGFEiFTvfI/AAAAAAAAA-g/OQJkNSmep7g/s72-c/arvores-do-brasil-cada-poema-no-seu-galho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4517893113003930819</id><published>2011-10-15T08:15:00.008-03:00</published><updated>2011-10-15T08:37:31.407-03:00</updated><title type='text'>O LENHADOR no Museu da Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_KBZ6fo4axg/TplsB5kg3kI/AAAAAAAAA-U/S0wUbM93K-w/s1600/lenhador.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_KBZ6fo4axg/TplsB5kg3kI/AAAAAAAAA-U/S0wUbM93K-w/s200/lenhador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663676786284748354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O LENHADOR no Museu da Língua Portuguesa&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; Catullo não morreu: luarizou-se...&lt;br /&gt; (Mário Quintana. Um Epitáfio para Catullo da Paixão Cearense)&lt;br /&gt; Francisco Marques (Chico dos Bonecos) “poeta, contista e desenrolador de brincadeiras” lançou, no dia 8 de outubro, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, o livro” O Lenhador” (Editora Peirópolis, 2011), com ilustrações de Manu Maltez. &lt;br /&gt; O autor do poema, Catullo da Paixão Cearense, nasceu no dia 8 de outubro de 1863, em São Luís do Maranhão. Aos dez anos, foi morar no sertão do Ceará e aos dezessete se mudou com os pais para o Rio de Janeiro, ali se fixando definitivamente.  O sobrenome Paixão Cearense não adveio de ter morado no Ceará, é uma herança paterna, seu pai se chamava Amâncio José Paixão Cearense. Inicialmente, Catullo sentiu-se atraído pela música, começou tocando flauta, mas logo se voltou para o violão que se tornou um amigo inseparável. Seus poemas são muito musicais e se prestam para leitura em voz alta, como fez Francisco Marques no Museu da Língua Portuguesa.   &lt;br /&gt; “O lenhador” é considerado um texto ecológico, integra o primeiro livro publicado por Catullo – “Meu Sertão”. A respeito desse poema, Mário de Andrade assim se expressou: “O poema é digno do espantoso inventor de metáforas e com uma temática espantosamente contemporânea para um poema de 1918”. &lt;br /&gt; Muito anos depois, Manoel de Barros que muito entende da natureza, das árvores e dos passarinhos, saudou  o poeta com estas palavras: &lt;br /&gt;“Oi Catullo! Sabemos pouco ou quase nada sobre o coração das árvores. Eu, de minha parte, só penso em desver este mundo tão malvado com a natureza. Mas para desver este mundo precisei inventar outro”. &lt;br /&gt; Catullo, como Manoel de Barros, inventou outro mundo. No poema “O Lenhador,” a oralidade e o tom teatral são elementos marcantes – é como se o coração do narrador estivesse sangrando de dor diante do machado insensato. Catullo é, também, autor da canção “Luar do sertão”, considerado “o hino nacional do coração brasileiro”. &lt;br /&gt;Há duas versões do poema “O lenhador”. A primeira traz a data de 1918 e foi escrita em linguagem matuta, a segunda é de 1921,  a linguagem é mais erudita. Preferimos a versão de 1918, é espontânea e a linguagem mais saborosa. &lt;br /&gt;Um registro da primeira estrofe dos poemas comprova o que afirmamos: &lt;br /&gt;Um lenhado derribava&lt;br /&gt;as árvre, sem precisão, &lt;br /&gt;e sempre a vó li dizia:&lt;br /&gt;“ Meu fio: tem dó das árvre, &lt;br /&gt; que as árvre tem coração!”(1918) &lt;br /&gt;.....................................................&lt;br /&gt;Um lenhador derribava, &lt;br /&gt;à toa, sem precisão, &lt;br /&gt;tudo quanto ele encontrava&lt;br /&gt;que fosse vegetação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua pobre avozinha, &lt;br /&gt;toda a noite e todo o dia, &lt;br /&gt;(mas sempre falando em vão...) &lt;br /&gt;sem se cansar lhe dizia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu filho.. Tem compaixão! &lt;br /&gt;Respeita a imagem das árvores, &lt;br /&gt;porque elas têm coração.” (1921) &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O neto parecia indiferente aos conselhos da avó, desmatava, queimava as árvores, nada escapava do machado do lenhador: ipês cheiinhos de flores eram derrubados, nem uma velha laranjeira que tinha fornecido as flores para o casamento da avó foi poupada, ficou toda desgalhada.  E a avozinha sempre repetindo: “Meu fio: tem dó das árvre,/ que as árvre tem coração!”&lt;br /&gt;Um dia, quando “o tinhoso” derrubava um grande ipê, viu o sangue jorrando do tronco, assombrou-se e fugiu correndo. Foi perseguindo por todas aquelas árvores que tinha derrubado. O poema  “O Lenhador” merece ser lido, decorado por inteiro e declamado para a família, para os amigos, “para a irmãzinha natureza...”&lt;br /&gt;Não poderia deixar de fazer referências às belas ilustrações de Manu Maltez. A economia das cores – apenas o cinza e o vermelho – denuncia,   respectivamente, a morte das árvores e as feridas abertas pelo machado impiedoso do lenhador.  &lt;br /&gt;Alberto Manguel, no livro “Diário de Lecturas”,  afirma que há livros que lemos com reverência, com respeito, livros que ficam gravados na nossa memória. “O lenhador” é um desses livros.&lt;br /&gt;Quer saber mais sobre este livro, sobre a vida de Catullo, sobre o que disseram os biógrafos? Leia-o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas mais famosas composições são Luar do Sertão (em parceria com João Pernambuco), de 1908, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e Flor amorosa, composta juntamente com Joaquim Calado em 1867. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da ´modinha´.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="157" src="http://www.youtube.com/embed/vsATs32Z0o0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="199" src="http://www.youtube.com/embed/MiD6yn1TDFk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4517893113003930819?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.museulinguaportuguesa.org.br/noticias_interna.php?id_noticia=225' title='O LENHADOR no Museu da Língua Portuguesa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4517893113003930819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4517893113003930819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4517893113003930819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4517893113003930819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/10/o-lenhador-no-museu-da-lingua.html' title='O LENHADOR no Museu da Língua Portuguesa'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_KBZ6fo4axg/TplsB5kg3kI/AAAAAAAAA-U/S0wUbM93K-w/s72-c/lenhador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8813102531311633201</id><published>2011-10-04T15:21:00.003-03:00</published><updated>2011-10-04T15:28:24.023-03:00</updated><title type='text'>SER ÍNDIO: UMA ATITUDE DE CORAGEM E SUPERAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_DI212O4rJU/TotPmdyMt6I/AAAAAAAAA-M/rBEIv5Fei9M/s1600/livro_10.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_DI212O4rJU/TotPmdyMt6I/AAAAAAAAA-M/rBEIv5Fei9M/s200/livro_10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659704878969960354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SER ÍNDIO: UMA ATITUDE DE CORAGEM E SUPERAÇÃO &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao escrever, dou conta da minha ancestralidade, &lt;br /&gt; do caminho de volta,&lt;br /&gt; do meu lugar no mundo. &lt;br /&gt; (Graça Graúna) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O escritor Daniel Munduruku esteve em João Pessoa e participou do II Seminário de Leitura na Rede (15 e 16 de setembro de 2011), realizado no auditório da Federação das Indústrias (SESI). De forma descontraída, o professor/filósofo dialogou com professores e mediadores de leitura e explicou o que ser índio no Brasil atual. &lt;br /&gt; Filho da nação Munduruku, natural de Belém do Pará, Daniel Monteiro Costa adotou o sobrenome de Munduruku em homenagem a seu povo. Na conversa com o público, relatou que quando era criança tinha vergonha de ser índio. Na escola, os colegas diziam que índio era habitante da selva, da mata, e que se parecia com os animais. O menino ouvia essas histórias, sofria, e não podia negar sua origem – tinha cara de índio, cabelo de índio e pele de índio, chegou a desejar não ter nascido índio. &lt;br /&gt; Mas, sempre existe um mas nas histórias, quer sejam reais, quer sejam fictícias, apareceu o avô que procurou mostrar ao menino Daniel a beleza e a riqueza dos povos indígenas e o que esse povos representavam para a sociedade brasileira. Hoje reconhece que o avô tinha razão. Quando deixou a aldeia e foi estudar e morar em São Paulo assumiu o compromisso de divulgar o modo de ser e de fazer dos índios brasileiros. E vem cumprindo muito bem a promessa. &lt;br /&gt; Os inúmeros livros que já publicou sobre a cultura, os mitos, as histórias indígenas, as palestras que tem proferido em seminários, congressos, encontros de literatura infantil, feiras de livros, tudo atesta o trabalho de um escritor verdadeiramente comprometido com seu povo. &lt;br /&gt; O livro “Coisas de Índio”, versão infantil e adulto (Ed. Callis), oferece um amplo panorama sobre as comunidades indígenas do Brasil. Com este título –” Coisas de índio “-, o escritor procurou minimizar o valor negativo da expressão e trazer o rico universo indígena para conhecimento das crianças e dos adultos. &lt;br /&gt; Em 2011, Daniel Munduruku publicou “Coisas de onça” (Ed. Mercuryo Jovem), com ilustrações de Ciça Fittipaldi. &lt;br /&gt; O escritor é graduado em Filosofia e Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Escreveu mais de 40 livros para crianças e jovens, conquistou vários prêmios no Brasil e no exterior. Mora em Lorena, interior de São Paulo, e desenvolve um trabalho com escritores indígenas com o objetivo de difundir a literatura produzida por esses povos. &lt;br /&gt; Ciça Fittipaldi é artista plástica, formada em Arquitetura e Urbanismo e dedicou-se à Antropologia. É professora de Artes da Universidade Federal de Goiás. Seu compromisso com a literatura indígena adveio de uma rica experiência que teve nos anos 1990 quando viveu entre os índios Nhambiquara.  A coleção Morena (Ed. Melhoramentos), textos e ilustrações de Ciça Fittipaldi, é um conjunto de livros que aborda os mitos mais representativos dos índios.&lt;br /&gt; “Coisas de onça” reúne três histórias de onça contadas pelo velho pajé Bijau e pela velha Kulahã. Nas aldeias, é costume os velhos contarem histórias para os mais novos, eles são considerados os “guardiões da memória”. &lt;br /&gt; “A onça e o coelho esperto” é uma variante de “O Bicho Folharal”, conto recolhido por Gustavo Barroso e registrado por Câmara Cascudo em “Contos Tradicionais do Brasil”. No conto de Gustavo Barroso, o espertinho da história é a onça que engana a raposa. No conto indígena, o coelho consegue enganar a onça, mas o artifício usado pelos animais (onça e coelho) é quase o mesmo, lambuza-se de mel de abelhas e conseguem ludibriar o inimigo. &lt;br /&gt; Kulahã contou a história de “A onça e a raposa”. Esta é a mesma versão de “O Bicho Folharal”, até os animais protagonistas são os mesmos – a onça e a raposa. &lt;br /&gt; O terceiro conto “A onça e o veado” conta como esses dois animais construíram uma casa. O veado limpa o terreno para construir sua casa.   No outro dia, quando volta para dar continuidade ao trabalho, encontra forquilhas e paus amarrando a casa e assim sucessivamente. Todo dia alguém colocava mais alguma coisa e o veado atribuiu o fato a Tupã. Só quando terminou a construção, o veado descobriu que tinha sido a onça que o havia ajudado e o jeito foi conviver com este animal que não merecia muita confiança, mas chegou um momento que o medo dominou e  não foi mais possível a convivência. Resultado: abandonaram a casa.    &lt;br /&gt; Para escrever estas histórias, Daniel Munduruku fez pesquisas nos “Contos Populares” de Sílvio Romero, nas “Lendas de árvores e de plantas” de Altimar Pimentel e em outros livros que contam histórias da literatura oral e popular. &lt;br /&gt; “Bem poucas palavras” é o texto introdutório do livro e Daniel Munduruku termina suas palavras com este pedido que transcrevemos: &lt;br /&gt; “Aqui fica registrado meu pedido a todos os leitores que, ao tomar contato com este texto, elevem seu pensamento ao Criador, agradecendo pela sabedoria que estes antepassados deixaram escrita na memória da gente brasileira”. &lt;br /&gt; Os livros “Coisas de índio”, nas duas versões – criança e adulto, podem ser encontrados na livraria Esquina das Letras. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="300" height="233" src="http://www.youtube.com/embed/jY47_GjdMw4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8813102531311633201?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8813102531311633201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8813102531311633201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8813102531311633201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8813102531311633201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/10/ser-indio-uma-atitude-de-coragem-e.html' title='SER ÍNDIO: UMA ATITUDE DE CORAGEM E SUPERAÇÃO'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_DI212O4rJU/TotPmdyMt6I/AAAAAAAAA-M/rBEIv5Fei9M/s72-c/livro_10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7847878667449301009</id><published>2011-10-04T15:04:00.003-03:00</published><updated>2011-10-04T15:14:25.321-03:00</updated><title type='text'>Moçambique: um país tão longe e tão perto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-S7vnSoCTHYI/TotMTP3gh5I/AAAAAAAAA98/tSjgLHoVlfE/s1600/mocambique.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 90px; height: 136px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S7vnSoCTHYI/TotMTP3gh5I/AAAAAAAAA98/tSjgLHoVlfE/s200/mocambique.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659701250281736082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Moçambique: um país tão longe e tão perto&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; escrevo mediterrâneo&lt;br /&gt; na serena voz do Índico.&lt;br /&gt; (Mia Couto. Poema Mestiço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Moçambique fica na costa oriental da África Austral, do outro lado do continente africano, e integra o grupo de países de língua portuguesa. Conseguiu a independência política de Portugal em 1975 depois de muitas lutas, tornando-se uma república multipartidária.  É sobre este país, sua gente, suas histórias, que o escritor Júlio Emílio Braz escreveu “Moçambique” (Ed. Moderna, 2011). &lt;br /&gt; O livro se compõe de textos adaptados e recontados por Antônio César Gomes Sobreira, pesquisados nos seus cadernos de viagens e diários. Gomes Sobreira nasceu em Portugal, em 13 de abril de 1915.  Saiu de Portugal com um ano de idade, acompanhou os pais e permaneceu por quatro anos na colônia portuguesa de Moçambique. O pai era engenheiro e foi trabalhar naquele país.  Com apenas dois meses de permanência em Cazula, uma aldeia do alto Zambeze, a mãe faleceu de causa desconhecida. Quatro anos depois, o pai resolveu enviar o filho para Portugal para a casa de um tio materno, aí foi criado e educado. Estudou na Universidade de Coimbra e se tornou um proeminente escritor e lingüista, só retornou a Moçambique depois de adulto. Faleceu em 14 de agosto de 2007, na cidade de Nampula.   &lt;br /&gt; Na apresentação do livro, Júlio Emílio Braz explica que o interesse pela África começou quando lançou os olhos para aquele continente à procura de suas próprias origens. No processo de auto-descobrimento, se voltou para os países que apresentam identidades étnicas e culturais com o Brasil, como Cabo Verde, Guiné Bissau, Angola, Timor Leste, este último em plena Ásia, e Moçambique. &lt;br /&gt;  Vamos começar nossa viagem pelas histórias e contos moçambicanos, utilizando-se dos escritos do escritor, professor, folclorista e lingüista Antônio César Gomes Sobreira. Foram compiladas dezessete histórias. Nas Notas Finais do livro,  o leitor encontra a biografia de Antônio César Gomes Sobreira, Bibliografia, O que é Moçambique?  Dados sobre o autor e a obra. &lt;br /&gt; A maioria dos contos é apresentada em prosa, mas encontramos um poema – “O filho desobediente” e uma peça teatral infantil, adaptada de um conto chuabo – “O coelho e a festa dos animais com chifres”. &lt;br /&gt; O poema foi coletado num hospital de Nhamatanda durante a guerra civil, em meados de 1981, e publicado no livro “Gorongosa – Poemas para crianças inteligentes, de Antônio Sobreira, Livros da Nação. Sofala. Moçambique, 1994.” É um poema narrativo e conta a história de uma mulher que não tinha filhos. Aí a mulher teve uma ideia – resolveu criar um menino com pedaços de madeira e barro. Depois que terminou o trabalho, pediu-lhe que não brincasse longe de casa. A criança cresceu e começou a se aventurar e sair para mais distante. Veio a chuva e começou a dissolver o menino. A mãe ainda conseguiu salvá-lo nas primeiras vezes e reconstituí-lo, mas como as fugas aconteciam com freqüência um dia não foi possível refazer o filho querido que se desmanchou para sempre. &lt;br /&gt; “O coelho e a festa dos animais com chifres” é uma peça adaptada de um conto chuabo. Em nota de rodapé, vem esta explicação: “Povo chuabo – concentra-se no centro sul da província de Zambezia, Moçambique, até a fronteira com o Maluí. O nome Chuabo significa “povo forte”, pois esse grupo ocupa as imediações do que foram os principais fortes portugueses no período da colonização.” (p.61)  &lt;br /&gt; A peça teatral envolve uma festa na floresta na qual só podia participar animais com chifres. O coelho resolve participar da festa e arranja uns chifres  colocando-os na local das orelhas.  A coelha, sua mulher, insiste para que não use esse artifício, pois poderia ser descoberto. Mas o coelho é insistente e não atende ao pedido. Vai à festa, bebe, dança e brinca com todos, mas no fim é desmascarado pelos animais chifrudos e recebe uma boa sova. Essa peça/conto apresenta afinidades com o texto popular “A festa no céu”, muito difundido no Brasil.  &lt;br /&gt; Os outros contos têm como protagonistas macacos mentirosos, amigos desleais, um gato corajoso e uma moça que nunca fala. Cada conto vem de uma região diferente de Moçambique. As notas de rodapé indicam o título do livro do professor Gomes Sobreira de onde foram retiradas as histórias.&lt;br /&gt; O livro é dedicado à irmã Maria Jacinta de Souza, freira de uma congregação religiosa com sede em Maputo. Ela prestou uma inestimável ajuda a Júlio Emílio Braz na produção deste livro. &lt;br /&gt; O escritor brasileiro costuma se apresentar nos colégios e contar histórias para as crianças. Em uma das visitas que fez a São Paulo, esteve em um colégio de freiras e soube que a congregação possuía um colégio na cidade de Maputo. As conversas com as freiras levaram-no a entrar em contato com a irmã Maria Jacinta de Souza, diretora do colégio de Maputo, que lhe enviou um rico material com lendas e mitos naturais de Moçambique.&lt;br /&gt;  Durante as explicações dadas pelo autor, encontramos inúmeras referências ao poeta Fernando Pessoa. Nas palavras que encerram o livro, aparece esta pergunta: “Cada um tem o Alberto Caeiro que merece ou pode ter, não é mesmo?” (p. 144)&lt;br /&gt;  Antônio César Gomes Sobreira e irmã Maria Jacinta – será que eles existiram mesmo? Somente quando terminei de ler o livro fiquei sabendo o que era real e o que era fantasia. Para desvendar o mistério, é necessário a leitura do livro. &lt;br /&gt;  &lt;iframe width="300" height="233" src="http://www.youtube.com/embed/cMC-BqtEVm0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7847878667449301009?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7847878667449301009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7847878667449301009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7847878667449301009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7847878667449301009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/10/mocambique-um-pais-tao-longe-e-tao.html' title='Moçambique: um país tão longe e tão perto'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S7vnSoCTHYI/TotMTP3gh5I/AAAAAAAAA98/tSjgLHoVlfE/s72-c/mocambique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4596589516274270723</id><published>2011-09-25T09:39:00.004-03:00</published><updated>2011-09-25T09:53:17.957-03:00</updated><title type='text'>Biblioteca Nacional: um tesouro inestimável</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-0eGjru92wAI/Tn8hUQ967AI/AAAAAAAAA9s/irLxIaumwzQ/s1600/ludi.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 108px; height: 157px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0eGjru92wAI/Tn8hUQ967AI/AAAAAAAAA9s/irLxIaumwzQ/s200/ludi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656276289036413954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Biblioteca Nacional: um tesouro inestimável&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O livro é uma extensão da memória e da imaginação. &lt;br /&gt; (Jorge Luis Borges) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Biblioteca Nacional, também chamada de Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, está localizada na Avenida Rio Branco, 219, Praça da Cinelândia. No dia 29 de outubro de 2010, completou 200 anos de existência. A história dessa biblioteca foi contada por Luciana Sandroni no livro “Ludi e os Fantasmas da Biblioteca Nacional” (Ed. Manati, 2011), que recebeu ilustrações de Eduardo Albini.&lt;br /&gt; Luciana Sandroni já escreveu vários livros para crianças. “Ludi e os Fantasmas da Biblioteca Nacional” integra a série de livros de muito sucesso, destacando-se” Ludi vai à praia”, “Ludi na TV” e” Ludi na revolta da vacina”. Por este último livro, a autora recebeu o prêmio Carioquinha da Prefeitura do Rio de Janeiro e o prêmio O Melhor para Criança da FNLIJ.  Com “Minhas memórias de Lobato”, conquistou o prêmio Jabuti. &lt;br /&gt; O leitor deve estar curioso para saber como surgiu a Biblioteca Nacional. A história é longa, requer pesquisas, mas com o auxílio de Luciana Sandroni tudo se torna mais fácil. A história vai começar...  &lt;br /&gt; D. João I, rei de Portugal, e fundador da dinastia de Avis, foi o idealizador da primeira biblioteca ou “livraria” de Lisboa, denominação dada antigamente às bibliotecas em Portugal. Esse monarca era amante de obras raras e adquiriu muitos livros para o acervo da biblioteca. Em 1755, ocorreu em Lisboa um terremoto que destruiu grande parte dos livros da biblioteca. Alguns anos mais tarde, D. José I, outro rei de Portugal, procurou refazê-la adquirindo novas aquisições de obras raras.&lt;br /&gt; Quando Napoleão Bonaparte invadiu Portugal, a família real se transferiu para o Brasil e, no sufoco da fuga, os livros da biblioteca que estavam encaixotados para embarque ficaram esquecidos no porto, somente dois anos depois chegaram ao Brasil.  &lt;br /&gt; A Biblioteca Nacional foi criada em 1810 por D. João VI e funcionou, inicialmente, no prédio da Ordem Terceira do Carmo, que ficava nas proximidades do Paço Municipal. Antes de se instalar definitivamente no prédio da Avenida Rio Branco (1910), a biblioteca passou por outros lugares. Chegou a hora de acompanhar a família Manso e visitar a atual Biblioteca Nacional.  &lt;br /&gt; A família Manso, criação da escritora Luciana Sandroni, é constituída pelo casal Marcos e Sandra, pelos filhos Ludi, Rafa e Chico, além de Margarida, auxiliar dos trabalhos domésticos, carinhosamente chamada de Marga. &lt;br /&gt;  Sábado foi o dia escolhido para visitar a Biblioteca Nacional. Enquanto tomavam café, Dona Sandra começou a falar sobre as relíquias guardadas na Biblioteca, todos ouviam com atenção, estavam curiosos. Os meninos já imaginavam que naquele prédio antigo devia habitar fantasmas e pensavam em aventuras com esses seres cheios de mistérios.  &lt;br /&gt; A visita tem início com a descrição da biblioteca – um prédio em estilo eclético, que é uma mistura de vários estilos da arquitetura – clássico, medieval, barroco. O guia da visita foi o senhor Botelho, “um senhor gordinho, de gravata borboleta, que parecia saído de um filme da década de 1940”. (p.37)&lt;br /&gt; Depois da descrição do prédio, o que mais chamou a atenção dos visitantes foi o salão enorme, todo de mármore e cheio de colunas, uns lustres muito bonitos e uma escadaria coberta por tapete vermelho. É um prédio de quatro andares e no teto se avista um vitral todo colorido, vindo da França. A biblioteca parece um verdadeiro palácio. &lt;br /&gt; No acervo da biblioteca, além de muitos e muitos livros há outras preciosidades que a família Manso vai descobrindo aos pouquinhos. Na Sala dos Periódicos, há várias estantes e aparelhos de microfilme. Lá se encontram jornais antigos e contemporâneos. São 9 mil jornais de todos os estados do Brasil. Eles estão microfilmados e alguns digitalizados. É possível ler o exemplar número 1 do “Jornal do Brasil” e também o número 1 do” Diário de Pernambuco” que traz a data de 1825, o jornal mais antigo da América Latina. &lt;br /&gt; Na Sala de Iconografia, estão os livros que possuem mais imagem do que texto. Nesta sala se encontram, ainda, desenhos, caricaturas e gravuras de artistas famosos, como Debret e Rugendas. Há, também, fotos de Marc Ferrez e de muitos fotógrafos que registraram imagens do Brasil de um tempo passado. &lt;br /&gt;  Na sala 4, chamada Sala dos Manuscritos e Cartografia, há manuscritos importantíssimos, como o projeto da Lei Áurea, o processo criminal de Tiradentes, as cartas de D. Pedro I para a Marquesa de Santos e os preciosos manuscritos de Machado de Assis e Euclides da Cunha, além da partitura original de “O Guarani”, de Carlos Gomes. Todas essas preciosidades não podem ser manuseadas, só é possível conhecê-las na internet. &lt;br /&gt; A visita é marcada pela presença de fantasmas de escritores, apagar de luzes, barulhos estranhos, muita coisa fruto das artimanhas da pequena Ludi que gosta de armar confusões. &lt;br /&gt; A Biblioteca Nacional é uma das maiores do mundo.  Se os argentinos se orgulham de Buenos Aires ter um elevado número de livrarias, os brasileiros se jactam, para usar um termo caro ao escritor Jorge Luis Borges, de ter a maior e  melhor biblioteca da América Latina. &lt;br /&gt; Para saber mais sobre a Biblioteca Nacional, indicamos a leitura do livro “Ludi e os Fantasmas da Biblioteca Nacional”. É um livro divertido e muito informativo. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="320" height="247" src="http://www.youtube.com/embed/m4IwS7OChT0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4596589516274270723?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4596589516274270723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4596589516274270723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4596589516274270723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4596589516274270723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/09/biblioteca-nacional-um-tesouro.html' title='Biblioteca Nacional: um tesouro inestimável'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0eGjru92wAI/Tn8hUQ967AI/AAAAAAAAA9s/irLxIaumwzQ/s72-c/ludi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1437314037034614464</id><published>2011-09-12T08:56:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T09:07:31.064-03:00</updated><title type='text'>lima barreto para jovens</title><content type='html'>Lima Barreto para jovens&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; As glórias das letras só as têm quem a elas se dá inteiramente; nelas, como no amor, só é amado quem se esquece de si inteiramente e se entrega com fé cega. &lt;br /&gt; (Lima Barreto. Os Bruzudangas) &lt;br /&gt; Clara dos Anjos e outros contos (Org. Ivan Marques. Ed. Scipione, 2011) reúne oito contos de Lima Barreto ilustrados por Marlette Menezes. O livro traz notas e textos críticos do professor de Literatura Brasileira da USP, Ivan Marques. Os textos do ensaísta vêm acompanhados de fotografias do Rio de Janeiro do início do século XX e tratam da questão racial do Brasil. A sua leitura permite uma compreensão mais aprofundada do pensamento e da obra de Lima Barreto.   &lt;br /&gt;  Nos primeiros anos do século XX, os escritores mais prestigiados eram o romancista Coelho Neto e o poeta Olavo Bilac. Os dois cultivavam uma linguagem “castiça, empolada”. Lima Barreto repudiava este tipo de linguagem. O maior desejo do escritor era ser lido por pessoas simples e escrevia como o povo falava. Enquanto aqueles que procuravam a “literatura dos dicionários” são hoje esquecidos, a literatura de Lima Barreto permanece atual.  &lt;br /&gt; O Rio de Janeiro, principalmente a zona suburbana, foi o cenário escolhido para suas histórias. Os protagonistas de seus romances e contos são negros, mulatos e mestiços, aqueles que estavam à margem das classes dominantes. &lt;br /&gt;Ivan Marques observa que a literatura combativa e forte do escritor é um instrumento afiado de ironia e senso crítico. Ele tudo questiona e a todos caricaturiza, especialmente os políticos, os burocratas e os literatos de seu tempo.      &lt;br /&gt; O conto de abertura da coletânea, “Clara dos Anjos”, foi publicado em 1904, é o embrião do futuro romance que recebeu o mesmo título do conto. É o texto que marca o início da carreira do escritor.  &lt;br /&gt; Clara dos Anjos, a protagonista, é uma pobre mulata suburbana. Seu pai era carteiro, gostava de música, tocava flauta e compunha valsas, tangos e acompanhamentos para modinhas. Acostumada às musicatas do pai, cresceu apaixonada pela “melancolia dos descantes e cantarolas”. Estava com dezessete anos quando conheceu Júlio Costa, um exímio cantor de modinhas. Quando ouviu o seresteiro cantar, o coração de Clara bateu mais forte, e Júlio só tinha olhos para “os seios empinados, volumosos e redondos” da moça. &lt;br /&gt; Depois de algum tempo de namoro às escondidas, de encontros fortuitos no quarto da namorada durante a noite, a moça estava totalmente presa aos caprichos do ousado amante. O resultado era previsível. Clara dos Anjos engravida e o seresteiro Júlio desaparece de sua vida. A moça resolve procurar a mãe do rapaz e conta-lhe o que aconteceu entre os dois. A mãe de Júlio recebe-a rispidamente e manda-a embora afirmando que não tinha filho para casar-se com gente da laia de Clara. &lt;br /&gt; Diante da recusa da mãe de Júlio em aceitá-la como nora, Clara reconhece  seu estado de inferioridade. Quando vai ao encontro de sua  mãe, chora e entre soluços diz: &lt;br /&gt; “Mamãe, eu não sou nada nesta vida”. (p.29) &lt;br /&gt;  O sofrimento de Clara dos Anjos é um reflexo pungente das humilhações sofridas por todos os mulatos nos primeiros anos do século XX, no Brasil, incluindo-se, aqui, o próprio Lima Barreto. &lt;br /&gt; O último conto da coletânea é “Miss Edith e seu tio”. O local escolhido para o desenvolvimento do enredo é a pensão “Boa Vista”, situada na praia do Flamengo. A pensão era administrada por  Madame Barbosa, uma viúva de cerca de cinqüenta anos, auxiliada por Angélica, o braço direito da patroa. Angélica era cozinheira, copeira, arrumadeira, e lavadeira “Preta fiel” e submissa às ordens da patroa, cultivava uma gratidão ilimitada por Madame Barbosa. &lt;br /&gt;   Havia muitos hóspedes na pensão. Dona Sofia, viúva de um comerciante português; Dr. Magalhães, um bacharel habilidoso que tentava conquistar Dona Sofia; Melo, um empregado público; doutor Florentino que gostava de citar os Evangelhos. Viviam todos em harmonia. Para quebrar a monotonia da pensão, apareceram novos hóspedes – um casal de ingleses, melhor, um tio acompanhado de uma sobrinha. Pediram quartos separados e receberam toda a atenção de Madame Barbosa. Eram estrangeiros, gente muita fina, ingleses, surgindo até certo ciúme por parte dos hóspedes mais antigos. &lt;br /&gt; Tio e sobrinha eram discretos, pouco se comunicavam com os hóspedes, mas é a astuta Angélica quem vai descobrir a farsa, e vem esta observação da sábia mulher: &lt;br /&gt;“– Que pouca vergonha! Vá a gente a fiar-se nesses estrangeiros... Ele são gente como nós...” (p. 103)&lt;br /&gt; O que Angélica presenciou entre o tio e a sobrinha só o leitor lendo o conto para saber. &lt;br /&gt; Neste conto, Lima Barreto exerce a função crítica da literatura. Na opinião de Ivan Marques: “revela a força dos fracos, o talento dos negros, a beleza selvagem do Brasil”. (p.13) &lt;br /&gt; E os outros seis contos? Estão à espera do leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1437314037034614464?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1437314037034614464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1437314037034614464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1437314037034614464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1437314037034614464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/09/lima-barreto-para-jovens.html' title='lima barreto para jovens'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-970444467475227977</id><published>2011-08-28T17:39:00.002-03:00</published><updated>2011-08-28T17:50:37.862-03:00</updated><title type='text'>Memórias de um menino pescador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-VOqt4mUzyhI/TlqoE6I_sFI/AAAAAAAAA9k/2qvesj15L6M/s1600/Unknown-122.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 122px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VOqt4mUzyhI/TlqoE6I_sFI/AAAAAAAAA9k/2qvesj15L6M/s200/Unknown-122.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646009885142265938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Memórias de um menino pescador &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Deixa-te levar pela criança que foste. &lt;br /&gt;	(José Saramago. Livro dos Conselhos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	A aldeia é Azinhaga, termo de origem árabe “as-zinaik” que significa “rua estreita”. O rio que banha a aldeia se chama Almonda. Foi aí que nasceu o escritor português José Saramago no ano de 1922.  &lt;br /&gt;	Quando ainda não tinha dois anos, os pais migraram para Lisboa. A casa dos avós em Azinhaga não foi esquecida, era sempre visitada pelo menino, vinha passar férias na pequena cidade. &lt;br /&gt;	Em 2006, Saramago publicou “As pequenas memórias” (Companhia das Letras), um livro autobiográfico com retalhos de sua infância e parte da adolescência.  Em 2011, a Companhia das Letrinhas lançou “O silêncio das águas”, com ilustrações de Manuel Estrada. Este último livro é um fragmento de “As pequenas memórias.” &lt;br /&gt;Um dos divertimentos de Saramago quando ia visitar a avó, em Azinhaga, era pescar no rio Almonda. O livro “O silêncio das águas” narra a história de uma pescaria e as aventuras vivenciadas pelo menino.&lt;br /&gt;A presença do rio é marcante na vida do escritor português.   Saramago escreveu “Protopoema” que é uma homenagem ao rio de sua aldeia:  &lt;br /&gt;Do novelo emaranhado da memória, na escuridão de nós cegos, puxo um fio que me parece solto.&lt;br /&gt;Devagar o liberto, de medo que se desfaça entre os dedos. &lt;br /&gt;É um fio longo, verde e azul, com cheiro de limos, e tem a macieza quente do lodo vivo. &lt;br /&gt;É um rio.&lt;br /&gt;[...] &lt;br /&gt;No livro “Viagem a Portugal”, o escritor lamenta que o Almonda seja, atualmente, um rio de águas mortas, envenenadas.   Quando criança tomou muito banho em suas águas. Se não eram muito límpidas, não estavam contaminadas.  &lt;br /&gt;Vamos acompanhar Saramago e suas aventuras de menino pescador. Certa vez, munido dos apetrechos necessários saiu para pescar e ficou esperando que aparecesse algum peixe para ser fisgado. Nas horas de pescaria, gostava de ouvir o silêncio das águas. &lt;br /&gt;De repente, sentiu um puxão muito forte, puxou, puxou e nada veio na linha.  Anzol, boia, chumbada, tudo tinha desaparecido nas águas turvas do rio. Só podia ser um peixe muito grande o responsável por tamanho estrago. Surgiu, então, uma ideia, correu até a casa da avó, armou outra vez a vara de pescar e voltou para ajustar as contas definitivas com aquele peixe monstruoso. &lt;br /&gt; Ao contar a avó o que lhe tinha acontecido e revelar que estava pronto para nova aventura, ela o alertou que seria difícil encontrar o peixe no mesmo local, mas o menino estava tão obstinado na operação de resgate que não ouviu, não podia ouvir e não queria ouvir o que avó lhe dizia. &lt;br /&gt;Voltou ao rio, lançou o anzol e esperou. Foi nesse momento de grande expectativa que descobriu não existir no mundo “um silêncio mais profundo que o silêncio da água.”&lt;br /&gt;Para saber se o menino conseguiu fisgar o peixe fujão, recomendamos a leitura de dois livros. Se for um leitor experiente, “As pequenas memórias”; se for leitor iniciante, irá gostar de ler “O silêncio das águas”.&lt;br /&gt; Os vocábulos “experiente” e “iniciante” se referem às faixas etárias: fase juvenil, fase infantil.  &lt;br /&gt;Não poderia deixar de comentar as ilustrações de Manuel Estrada no livro “O silêncio das águas”. Para representar a expressão “boca do rio”, indicativo da foz do rio Almonda, Estrada desenhou uma boca enorme e uma enxurrada de água saindo pela boca. &lt;br /&gt;As aves aquáticas, sempre espertas, ficam esperando algum peixe mais distraído, elas estão espalhadas em todas as páginas do livro. Muitas vezes se rivalizam com o pescador.&lt;br /&gt;A avó retratada por Manuel Estrada é uma velhinha de óculos, avental, sentada em uma cadeira perto da janela fazendo crochê. Não falta um gato que brinca com um  novelo de lã.  As vovós modernas poderão reclamar do protótipo à moda antiga.  Temos de retornar aos anos 30 e 40 do século XX, assim eram as nossas avós. &lt;br /&gt; José Saramago é o único escritor de língua portuguesa que ganhou o Nobel de literatura. Com a publicação deste livro para crianças o escritor luso fica mais próximo do leitor infantil brasileiro.  &lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/57hrNEkajVQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-970444467475227977?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/970444467475227977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=970444467475227977' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/970444467475227977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/970444467475227977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/08/memorias-de-um-menino-pescador.html' title='Memórias de um menino pescador'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VOqt4mUzyhI/TlqoE6I_sFI/AAAAAAAAA9k/2qvesj15L6M/s72-c/Unknown-122.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1216407147385200196</id><published>2011-08-22T08:38:00.003-03:00</published><updated>2011-08-22T08:48:09.800-03:00</updated><title type='text'>Ronaldo Correia de Brito: crônicas para ler na escola”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-N2W7iLfXZ7c/TlJAP7dxjeI/AAAAAAAAA9c/887x2V6hBDk/s1600/Unknown-121.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 117px; height: 166px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-N2W7iLfXZ7c/TlJAP7dxjeI/AAAAAAAAA9c/887x2V6hBDk/s200/Unknown-121.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643643925453442530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Livros, autores, leitores &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;	Tu escreves como o pássaro canta. Teu gorjeio? &lt;br /&gt;	Versos. Se não cantares, as manhãs seriam menos &lt;br /&gt;	vermelhas e os crepúsculos menos azuis. &lt;br /&gt;	(Tu Fu. Poeta chinês da dinastia de Thang. Trad. Cecília Meireles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	“Ronaldo Correia de Brito: crônicas para ler na escola” é um dos últimos livros da coleção de crônicas para jovens da editora Objetiva.  O autor é bem conhecido dos leitores brasileiros.  As peças infantis “O Baile do Menino Deus”, “Bandeira de São João” e “Arlequim de Carnaval”, parceria com Assis Lima, já percorreram várias regiões do Brasil e tem agradado a todos, indistintamente. &lt;br /&gt;	Conheci Ronaldo nos idos de 1990, na apresentação do espetáculo “O Baile do Menino Deus”, no Teatro Guararapes, em Recife. Convidei-o, algum tempo depois, para uma conversa com os alunos de Literatura Infantil na UFPB. O escritor atendeu nosso pedido e veio a João Pessoa. A versatilidade do médico/escritor encantou os alunos e o livro “O Baile do Menino Deus” foi comprado por muitos.  Alguns já eram professores e encenaram a peça nas suas escolas.  Depois, encontrei o escritor no Seminário de Literatura Infantil na FAFIRE, Recife. Nos últimos tempos, os encontros foram com os livros – “Faca”, O pavão misterioso” (recriação), “Galileia”. Agora, nos chega um livro de crônicas. &lt;br /&gt;	O livro contém 41 crônicas de facetas diversas. Algumas se caracterizam por certa dose de humor, outras relembram fatos passados na infância. Destacamos aquelas que se voltam para livros, autores e leitores.&lt;br /&gt;	“O leitor e a bibliotecária” remete para a cidade de Crato, onde o autor passou parte da infância e adolescência. Havia uma biblioteca da diocese. Foi lá que o menino leu muitos livros, quase todos voltados para o Cristianismo. E segue esta observação: ‘Imagino que sou a única pessoa do mundo que leu a coleção Grandes Romances do Cristianismo, de que fazem parte títulos como Perseguidores e Mártires, Quo Vadis?, Otávio, Papai Falot, Ben-Hur, Os Últimos Dias de Pompeia, Os Noivos e por aí afora.” (p. 83).&lt;br /&gt;   Quando completou 14 anos, teve acesso à biblioteca da Faculdade de Filosofia de Crato e conheceu livros melhores. A bibliotecária descobriu que o adolescente gostava de ler e sempre avisava quando chegava um livro novo. Foi essa bibliotecária modesta, com seu fetiche pelo objeto livro e sua admiração pelo jovem leitor, que o seduziu para a leitura. &lt;br /&gt;	 Convidado para a Festa Literária Internacional de Paraty, pediram-lhe que falasse sobre seu livro de cabeceira. E veio o dilema – se fosse para falar sobre os livros que se lê antes de dormir, os livros que estão na mesinha de cabeceira, nesse caso não existe nenhum, o escritor não costuma ler à noite e não conserva livros no quarto de dormir. Qual seria esse livro, o livro marcante que, embora distante da cabeceira, é sempre relido? E veio a confissão: “História Sagrada, que nada mais é do que uma seleta de textos da Bíblia hebraica, apresentada em dois subtítulos: Antigo Testamento e Novo Testamento”. (p. 32).&lt;br /&gt;	Embora não seja católico praticante, Ronaldo considera que a “Bíblia, livro possível de ser lido de muitas maneiras, é um legado de histórias a que podemos recorrer sem crença religiosa ou com fé de um crente. Inesgotável, possui as imagens dos sonhos, a épica, a tragédia, a poesia, a invenção, a genealogia, a retórica e os números.” (p. 33-34).     &lt;br /&gt;	Uma das últimas crônicas - “Memória e bytes” está relacionada com uma conversa que teve com um amigo sobre poesia. O autor tentou se lembrar de um poema de Tu Fu, poeta chinês da dinastia de Thang, que foi traduzido no Brasil por Cecília Meireles. A memória o traiu, só se lembrava da primeira estrofe. Prometeu ao amigo que mandaria o poema por e-mail.  Quando chegou em casa, conseguiu reaver o poema e enviou para o amigo, mas houve desconexão na hora da remessa e o poema extraviou-se. Desistiu de enviar o poema pelo correio eletrônico. Resultado: qualquer dia, quando encontrar o amigo, irá recitar as estrofes restantes. &lt;br /&gt;	Aqui vão as duas primeiras estrofes do poema de Tu Fu, citado na crônica “Memória e bytes”.   O poema, como um todo, só o leitor consultando o livro “Poemas chineses Li Po e Tu Fu”, tradução de Cecília Meireles. Ed. Nova Fronteira. &lt;br /&gt;	“Vinde! Em redor de minha casa canta um riacho alegre como a primavera. Vereis talvez gaivotas, se o vento se levantar.” &lt;br /&gt;	A estrofe seguinte que foi esquecida:  &lt;br /&gt;	“Como jamais recebo visitas, não mando varrer as aleias&lt;br /&gt;	do meu jardim. Pisareis num tapete de folhas.”&lt;br /&gt;	[...] 	 &lt;br /&gt;	O poema prossegue. Fica a sugestão para a leitura completa. &lt;br /&gt;	A epígrafe do texto “Livros, autores, leitores” é a primeira estrofe de um poema de Tu Fu, pinçado do livro traduzido por Cecília Meireles.  &lt;br /&gt;&lt;iframe width="300" height="255" src="http://www.youtube.com/embed/rwZKbmEW6YQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1216407147385200196?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1216407147385200196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1216407147385200196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1216407147385200196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1216407147385200196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/08/livros-autores-leitores-neide-medeiros.html' title='Ronaldo Correia de Brito: crônicas para ler na escola”'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N2W7iLfXZ7c/TlJAP7dxjeI/AAAAAAAAA9c/887x2V6hBDk/s72-c/Unknown-121.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-981734289498701098</id><published>2011-08-16T09:01:00.004-03:00</published><updated>2011-08-16T09:09:32.346-03:00</updated><title type='text'>Edgar Allan Poe: uma mente brilhante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pYhi_EzmSCU/TkpdIEA4V5I/AAAAAAAAA9U/ZrG7fUhWBEs/s1600/images-580.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pYhi_EzmSCU/TkpdIEA4V5I/AAAAAAAAA9U/ZrG7fUhWBEs/s200/images-580.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641423876332738450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-8193H-qEzk8/TkpcxcWkKkI/AAAAAAAAA9M/SZUAxCYJVtc/s1600/images-578.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8193H-qEzk8/TkpcxcWkKkI/AAAAAAAAA9M/SZUAxCYJVtc/s200/images-578.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641423487729150530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Allan Poe: uma mente brilhante&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, &lt;br /&gt;	Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais, &lt;br /&gt;	E já quase adormecia, ouvi o que parecia&lt;br /&gt;	O som de alguém que batia levemente a meus umbrais. &lt;br /&gt;	“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;		É só isto, e nada mais.” &lt;br /&gt;	(O corvo, primeira estrofe. Tradução Fernando Pessoa) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Jordi Sierra i Farra é catalão, nasceu em Barcelona, na Espanha.  Amante da música foi, inicialmente, crítico musical. A partir de 1980, resolveu dedicar-se à literatura para jovens e já publicou cerca de 260 títulos. Em 2004, criou a Fundación Jordi Sierra i Fabra, na Espanha, e a Fundación Taller de Letras Jordi Sierra i Fabra para América Latina, na Colômbia. As duas fundações desenvolvem trabalhos sociais destinados aos jovens na área de promoção da leitura. &lt;br /&gt;	Jordi Sierra i Fabra vem publicando biografias romanceadas de grandes autores da literatura mundial. O livro Kafka e a boneca viajante (Ed. Martins Fontes, 2008) foi muito bem recebido pela crítica e ganhou o Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil em 2007, concedido pelo Ministério de Cultura da Espanha. No Brasil, o livro foi traduzido por Rubia Prates Goldini e conseguiu o prêmio FNLIJ, 2009, como a Melhor Tradução para Jovem. Um comentário sobre este livro se encontra em “Livros à espera do leitor” (2009: 55-58).&lt;br /&gt;Agora, o escritor catalão volta à temática da biografia romanceada e presenteia os leitores com o livro Poe: a vida brilhante e sombria de um gênio. José Rubens Siqueira foi responsável pela tradução e as ilustrações ficaram a cargo de Alberto Vásquez. O selo é da editora Ática, 2011. &lt;br /&gt;   Dividido em 10 capítulos, o leitor acompanha a trajetória de Poe, da infância aos últimos dias de sua vida, uma vida marcada por mortes prematuras de familiares, decepções amorosas e privações financeiras. &lt;br /&gt;Edgar Allan Poe perdeu sua mãe quando contava apenas três anos. A mãe era uma artista de teatro e morreu aos 24 anos de tuberculose. O pai havia abandonado a família e Edgar, que era o segundo filho, foi adotado pelo casal John e Frances Allan. Com a adoção, o menino ganhou o nome de Edgar Allan Poe. &lt;br /&gt;O menino Edgar, parafraseando a Bíblia, crescia em graça e sabedoria. Nas festas de aniversário, recitava A balada do último menestrel, obra do escritor Walter Scott. Era um poema muito popular na época. Todos olhavam encantados para aquela criança que revelava, desde muito cedo, pendores para a arte literária. &lt;br /&gt;Quando estava com seis anos, a família dos pais adotivos viajou para a Escócia, terra do Sr. John Allan, e o menino acompanhou o casal.  Durante os cinco anos de permanência na Escócia e em Londres, passou por três escolas e começou a escrever poemas. Como os negócios iam mal, John Allan resolveu voltar para os Estados Unidos.      &lt;br /&gt;Fixando-se em Richmond, Poe foi estudar na escola particular de Joseph Clarke, um professor irlandês irritadiço, mas amante do latim, língua utilizada em suas aulas. E foi a este professor que John Allan mostrou os primeiros poemas escritos pelo filho adotivo com o objetivo de saber se os poemas tinham algum valor e se podiam ser publicados. O professor desaconselhou a publicação dos poemas, alegando que o jovem poeta tinha apenas 11 anos, faltava-lhe amadurecimento literário. &lt;br /&gt;Aos 14 anos, Poe apaixonou-se por Jane Stanard, uma senhora casada, 16 anos mais velha do que o futuro escritor. Foi um amor platônico que durou pouco.  Jane Stanard gostava de conversar com o adolescente. Escutar a voz daquela mulher encantadora era algo fascinante. Conversavam sobre arte e literatura.  Poe revelou certa vez: &lt;br /&gt;“- Quero ser poeta, minha senhora”. (p.24) &lt;br /&gt;Mas a vida de Edgar Allan Poe parecia marcada pelo fantasma da morte. Jane Stanard foi acometida de um tumor cerebral e, de repente, em apenas um ano, “Todas aquelas tardes de confissões, todos aqueles momentos mágicos, todos aqueles minutos, horas, dias...” (p.24) desapareceram para nunca mais.  No túmulo de Jane Stanard, estava escrito na lápide: “Amada com devoção por seu esposo e filhos”. (p. 25) No silêncio, amargurado, triste com a partida da mulher amada, o jovem poeta repetiu baixinho: “E por Edgar Allan Poe”. (p.25)&lt;br /&gt;O tempo tudo cura e Poe estava novamente apaixonado. A moça era uma vizinha, Elmira Royster, 15 anos, um ano mais velha do que Poe. Nova separação, desta vez por causa dos estudos. O pai resolveu colocar o filho para estudar em Charlottesville. Pouco tempo depois, morreu a mãe adotiva e Edgar estava novamente órfão. Órfão do carinho e das atenções de Frances Allan. Quando veio passar as férias em casa, outro golpe. Seu pai sentenciou:  &lt;br /&gt;“- Você não volta para a universidade”. (p. 28)&lt;br /&gt; A partir desta data, começou a luta para conseguir emprego.  Trabalha em jornais e revistas dos Estados Unidos, mas o que ganha é insuficiente para pensar em casamento. Mesmo assim, casa-se com a prima Sissy, esse fato não diminuiu as dificuldades financeiras.  Em 1838, não era mais um desconhecido, era autor de alguns dos melhores contos publicados pela imprensa americana e um crítico muito ousado, mas nada parecia dar certo para aquele escritor inovador, iniciador de uma batalha contra o conservadorismo na literatura. A doença e morte da mulher, suas brigas constantes com os editores de jornais e revistas, tornou-o depressivo.  &lt;br /&gt;  Edgar Allan Poe é considerado um mestre do conto, pai das narrativas psicológicas e de terror, precursor da literatura policial e da ficção científica, renovador do romance gótico e pioneiro da literatura americana. Sua influência se estende a escritores como Kafka, Borges, Lovecraft e Ray Bradbury. Foi uma mente brilhante. &lt;br /&gt;Poe: a vida brilhante e sombria de um gênio traz ilustrações em preto e branco de corvos de tamanhos variados. Alguns tomam a página inteira, outros são minúsculos.  Corpos de homens com cabeças de corvos promovem um encontro com o famoso poema de Edgar Allan Poe – The Raven. &lt;br /&gt;O livro apresenta trechos do poema “O Corvo” (tradução de Fernando Pessoa), e trechos dos seguintes contos e poemas: “Manuscrito encontrado numa garrafa”, “A queda da casa de Usher”, “A máscara da Morte Escarlate”, “Ligeia”, “O coração denunciador”, “Os fatos no caso de monsieur Valdemar”&lt;br /&gt;&lt;iframe width="200" height="180" src="http://www.youtube.com/embed/LjV_93B3UZc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;.     &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-981734289498701098?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/981734289498701098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=981734289498701098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/981734289498701098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/981734289498701098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/08/edgar-allan-poe-uma-mente-brilhante.html' title='Edgar Allan Poe: uma mente brilhante'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pYhi_EzmSCU/TkpdIEA4V5I/AAAAAAAAA9U/ZrG7fUhWBEs/s72-c/images-580.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7656893760160561485</id><published>2011-08-07T15:42:00.002-03:00</published><updated>2011-08-07T20:55:17.668-03:00</updated><title type='text'>Histórias de Trem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3dfK6sHSaqo/Tj8jr0dlVpI/AAAAAAAAA80/ehoItCBPQnE/s1600/images-577.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 139px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3dfK6sHSaqo/Tj8jr0dlVpI/AAAAAAAAA80/ehoItCBPQnE/s200/images-577.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638264494215222930"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Histórias de Trem&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antigamente&lt;br /&gt; via-se o trem &lt;br /&gt;  rasgando a paisagem verde&lt;br /&gt; resfolegando cansado...&lt;br /&gt; (Cláudio Limeira. Réquiem para Maria Fumaça)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Trem de histórias – Antologia de contos juvenis (Caki Books Editora, 2011) reúne textos de autores e ilustradores associados da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil. Compreende contos, crônicas e poesias. O trem é o personagem fulcral dessas histórias.  &lt;br /&gt; Antônio Nunes (Tonton), um dos integrantes da antologia, é paraibano de João Pessoa, professor da UFPE e autor premiado de livros para o público infantil e juvenil. É coordenador regional da AEILIJ em Pernambuco. &lt;br /&gt; Trem de histórias traz de volta as lembranças das viagens de trem pelo interior do Brasil. Algumas vêm revestidas de um tom nostálgico. “O trem que não se foi”, de Alessandra Pontes Roscoe, é um bom exemplo; “Um trem para as meninas”, de Antônio Nunes (Tonton), retrata o cotidiano de uma família e o presente dado à filha – um trenzinho todo artesanal feito de madeira.  A antiga parada de trem “Estação Ponte D´Uchoa” é motivo para divagações; “Trem de infância”, de Cláudia Gomes, é um poema de sabor bem mineiro; o bonde, primo-irmão do trem, é destaque no texto de JP Veiga – “O trilho”.&lt;br /&gt; São 20 histórias que transportam o leitor para paisagens que só podem ser desfrutadas em uma viagem de trem. Alguns textos  remetem a conhecidos poemas: Manuel Bandeira – “Trem de ferro”; Ascenso Ferreira – “Trem de Alagoas”; Marcus Accioly – “do trem-de-ferro”; Joaquim Cardozo – “Última Visão do Trem Subindo ao Céu” e Cláudio Limeira – “Réquiem para Maria Fumaça”.  &lt;br /&gt;As bonitas ilustrações do livro começam com uma xilogravura de um trem Maria Fumaça na capa.  Esta ilustração nos lembra o poema de Ascenso Ferreira – “Trem de Alagoas” – um trem deslizando nos trilhos, soltando fumaça. Compondo a paisagem, um cajueiro carregadinho de frutos.  Em terceiro plano, avistam-se bueiros de antigos engenhos. É uma ilustração saudosista e muito poética.    &lt;br /&gt;Identifiquei-me com a crônica de Luiz Antônio Aguiar – “Esse trem que me falta na lembrança” (Trem de histórias, p.55). Como o escritor, não conheci o trem na minha infância. Nasci e passei os primeiros anos de vida em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte despovoada de trens e de trilhos. Sinto a nostalgia de não ter viajado de trem na fase da aurora da vida.&lt;br /&gt;Quando ouve falar em trem, Luiz Antônio Aguiar confessa que escuta o tchu-tchu do seu coração e bate uma saudade muito grande. Ele se recorda das músicas de Milton Nascimento e das cidades históricas de Minas Gerais – Ouro Preto, o convento de Caraça, tudo ali parece parado no tempo. &lt;br /&gt;“Minha primeira viagem de trem” é o conto de Rosana Rios. A viagem foi feita na adolescência com um grupo de amigos.  O trem saiu da estação Júlio Prestes e rumou para Mairinque, corria a década de 70. E foi um passeio inesquecível. Na volta, arranjou um namorado, companheiro de viagem. &lt;br /&gt;As viagens de trem foram responsáveis por muitos encontros e desencontros, lenços balançando ao vento nas despedidas, choro das pessoas que ficavam nas plataformas, saudades e coração partido naqueles que iam em busca de novas aventuras. &lt;br /&gt;Simone Pedersen conta uma história do ponto de vista de um maquinista de trem,  o título é “O condutor”.  Um trem turístico  parte da Estação da Luz e vai para Santos. A viagem é demorada, com paradas para apreciar a paisagem. O trem anda por trilhas sinuosas, invade a privacidade da mata,  desnuda flores, plantas, árvores e quedas de água. Para o condutor, esta é a melhor viagem da semana. As pessoas vão para um passeio, transbordam felicidade, “vão salgar a alma na praia”.     &lt;br /&gt;    Uma pesquisa sobre o trem na poesia brasileira, trabalho desenvolvido com os alunos de Literatura Infantil na UFPB, me levou a muitas descobertas e amenizou o vazio deixado por essa saudade esquisita e inexplicável do trem que não povoou a minha infância. &lt;br /&gt;O livro “Trem de histórias” veio relembrar os poemas que deram margem à pesquisa e reviver um período que deixou boas lembranças, lembranças poéticas.  &lt;br /&gt;Nota: No jardim da sede UBE/PE, Rua Santana, bairro de Casa Forte, existe um vagão antigo de trem que funciona como biblioteca. O vagão está cheio de livros e de sonhos.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9e977133eb972077" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v2.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9e977133eb972077%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331912023%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D75ADD185D7FEE9BEF908632E9FCA775582A459EC.7AC2D33FF73D518A72F5FA85D8D03F463F8C91BB%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9e977133eb972077%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DHAG9AUYG9Da4JFbW4hNQhnVz4Sc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v2.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9e977133eb972077%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331912023%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D75ADD185D7FEE9BEF908632E9FCA775582A459EC.7AC2D33FF73D518A72F5FA85D8D03F463F8C91BB%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9e977133eb972077%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DHAG9AUYG9Da4JFbW4hNQhnVz4Sc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7656893760160561485?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=9e977133eb972077&amp;type=video/mp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7656893760160561485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7656893760160561485' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7656893760160561485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7656893760160561485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/08/historias-de-trem.html' title='Histórias de Trem'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3dfK6sHSaqo/Tj8jr0dlVpI/AAAAAAAAA80/ehoItCBPQnE/s72-c/images-577.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1043282969064991630</id><published>2011-07-31T21:45:00.003-03:00</published><updated>2011-07-31T22:11:58.763-03:00</updated><title type='text'>O essencial de Kafka para jovens</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LD7HLls5WAo/TjX76S9N8xI/AAAAAAAAA8s/00L8hA-aCaY/s1600/essencial%2Bkafka.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-LD7HLls5WAo/TjX76S9N8xI/AAAAAAAAA8s/00L8hA-aCaY/s200/essencial%2Bkafka.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635687487663633170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O essencial de Kafka para jovens &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Tudo que não é literatura me aborrece. &lt;br /&gt; (Franz Kafka) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Essencial Franz Kafka”, seleção, introdução e tradução de Modesto Carone (Penguin Companhia, 2011) é um livro que introduz o leitor jovem no mundo enigmático e fantasmagórico de Kafka. Contos, parábolas, aforismos e a novela “Metamorfose” integram este instigante livro. Cada texto vem antecedido de um breve comentário do tradutor que é profundo conhecedor da obra de Kafka. Dos 13 contos selecionados, dois nos chamaram a atenção - “O cavaleiro do balde” e “Na galeria”. &lt;br /&gt; “O cavaleiro do balde” foi escrito no inverno de 1916. Nessa época, Kafka morava em Praga, na Rua dos Alquimistas, mas o conto só foi publicado em 1921 em um suplemento de Natal, jornal Prager Press, no dia 25 de dezembro. O texto pode ser lido como conto de fadas à maneira kafkiana ou um conto de Natal.&lt;br /&gt; O protagonista é um homem anônimo que está sem carvão. O frio é intenso, mesmo assim ele arrisca sair de casa e vai até a uma carvoaria para pedir um pouco de carvão. Está sem dinheiro e caminha pelas ruas duras de gelo conduzindo um balde. Diante da porta de uma carvoaria, ele pára e pede: &lt;br /&gt; “- Por favor, carvoeiro, me dê um pouco de carvão. Meu balde já está tão vazio que posso cavalgar nele. Seja bom. Assim que puder eu pago.” (p.130) &lt;br /&gt; O carvoeiro diz que não está ouvindo bem e pede ajuda da mulher para atender a um freguês antigo. Ele o reconhece pela fala e sente-se tocado por aquela voz aflita. A mulher finge não ouvir a súplica do homem e grava bem estas palavras: “pago tudo, mas não agora, não agora”. &lt;br /&gt;As duas palavras “não agora”, parecem um som de sino e se misturam de forma perturbadora ao toque do anoitecer da igreja vizinha.   Sabendo que não ia haver pagamento, a mulher desamarra o avental e enxota o pobre homem. Diante da recusa do pedido, o cavaleiro diz em tom de solilóquio: &lt;br /&gt; “Meu balde tem todas as vantagens de um bom animal de corrida, mas não resistência; ele é leve demais; um avental de mulher tira-lhe as pernas do chão.” (p.131)    &lt;br /&gt; E o conto termina de forma poética e nostálgica, com destaque para o pensamento do protagonista: &lt;br /&gt; “E com isso ascendo às regiões das montanhas geladas e me perco para nunca mais”. (p.131) &lt;br /&gt; Quem visita a cidade de Praga encontra, em uma das principais praças do centro, uma estátua de bronze com um cavaleiro cavalgando um balde, homenagem ao famoso conto de Kafka.  &lt;br /&gt; “Na galeria” é outro texto que merece um olhar mais atento. O conto foi escrito depois que Kafka visitou uma exposição de quadros de Picasso numa galeria de Praga na companhia do amigo Gustav Janouch. Janouch comentou com Kafka que o pintor espanhol distorcia deliberadamente os seres e as coisas. Kafka não concordou com a opinião do amigo e deu esta interpretação: “Ele apenas registra as deformidades que ainda não penetraram em nossa consciência”. E complementa: “A arte é um espelho que adianta como um relógio”. &lt;br /&gt; Modesto Carone escreveu um longo ensaio sobre este minúsculo conto que foi publicado em “Novos Estudos CEBRAP”, 2008, com o título de “Na galeria, ou o realismo de Franz Kafka”. &lt;br /&gt; Para Carone, Kafka estava “sugerindo que Picasso refletia algo que um dia se tornaria lugar-comum da percepção – não as formas, mas as deformidades”. (p.155) &lt;br /&gt; Na percuciente análise deste conto, formado apenas por dois parágrafos, Carone discute aspectos do emprego verbal. No primeiro parágrafo, há predomínio do subjuntivo que em alemão, tanto quanto em português, designa a irrealidade, um estado de dúvida. No segundo parágrafo, a abundância de verbos no modo indicativo indica o espaço afirmativo da realidade.&lt;br /&gt; Ainda é Carone quem assevera: “Tanto o primeiro parágrafo como o segundo têm o mesmo cenário e no fundo narram o mesmo acontecimento, embora as perspectivas sejam diferentes e a atmosfera dos dois não seja a mesma.” (p.157) &lt;br /&gt; Os aforismos que se encontram neste livro foram reunidos a partir das conversas de Kafka com o poeta Gustav Janouch, autor do livro “Conversando com Kafka”, das anotações dos diários, escritos de 1909 a 1923-1924 e do período em que o pensador de Praga morou com a irmã Otla, em uma propriedade de Zürau. &lt;br /&gt; Carone considera que este tipo de escrita testemunha a preocupação do escritor com a vida e a morte. Os aforismos também coincidem com o gosto de Kafka pela narrativa breve (contos, novelas, parábolas). 109 aforismos foram reunidos neste livro. &lt;br /&gt; Apresentamos apenas uma parte mínima do rico universo kafkiano, o resto fica para o desvelamento dos leitores. Concluímos estas breves observações com este aforismo de Kafka: &lt;br /&gt; “O verdadeiro caminho passa por uma corda que não está situada no alto, mas logo acima do chão. Parece mais destinada a fazer tropeçar do que a ser trilhada”. (p. 189)&lt;br /&gt;&lt;iframe width="200" height="180" src="http://www.youtube.com/embed/EraHERAUFkw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1043282969064991630?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1043282969064991630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1043282969064991630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1043282969064991630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1043282969064991630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/07/o-essencial-da-kafka.html' title='O essencial de Kafka para jovens'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LD7HLls5WAo/TjX76S9N8xI/AAAAAAAAA8s/00L8hA-aCaY/s72-c/essencial%2Bkafka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7484794180668654247</id><published>2011-07-23T10:02:00.002-03:00</published><updated>2011-07-23T10:08:37.717-03:00</updated><title type='text'>“Silenciosa algazarra” – a vertente crítica de Ana Maria Machado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-WIhlh6i7fdo/TirHHz04tPI/AAAAAAAAA8k/it6mMOBxSqg/s1600/Unknown-115.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 104px; height: 155px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-WIhlh6i7fdo/TirHHz04tPI/AAAAAAAAA8k/it6mMOBxSqg/s200/Unknown-115.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632533220965266674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Silenciosa algazarra” – a vertente crítica de Ana Maria Machado&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Crítica sempre faz falta. Um artista precisa se acostumar a ver seu trabalho ser comentado pelos outros, virar objeto de discussão de leituras alheias. &lt;br /&gt; (Ana Maria Machado. Silenciosa Algazarra, p.269) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Silenciosa algazarra: reflexões sobre livros e práticas de leitura (Companhia Das Letras, 2011) é o mais recente livro de Ana Maria Machado na vertente da crítica literária. O livro reúne quatorze ensaios com temas diversos: a censura, a prática da leitura com crianças em hospitais, aspectos da intertextualidade na literatura infantojuvenil, a importância da leitura, entre outros. Esses textos selecionados foram apresentados em congressos, seminários e palestras no Brasil e no exterior. Ainda consta a monografia inédita” Contador que conta um conto faz contato em algum ponto”, texto premiado pelo Instituto Goethe, no concurso comemorativo ao bicentenário dos irmãos Grimm.  &lt;br /&gt; Na monografia que conquistou o prêmio do Instituto Goethe, a escritora discorre, inicialmente, sobre aspectos teóricos dos contos populares e depois compara contos recolhidos pelos irmãos Grimm com as versões brasileiras desses contos apresentadas por Monteiro Lobato no livro “Histórias de tia Nastácia”. &lt;br /&gt; No ensaio “A importância da leitura”, apresentado no Encontro Nacional “Crer para Ver”, São Paulo (novembro de 2008), Ana Maria Machado remete o leitor a ideias prazerosas sobre o ato de ler. Para Clarice Lispector, era uma “felicidade clandestina”; Jorge Luis Borges imaginava que “o paraíso era uma biblioteca infinita”; Virgínia Woolf confidenciou, numa carta,  que “o céu deve ser uma longa leitura contínua, sem que a gente nunca se canse”; Katherine Mansfield garantia que não havia “maior alegria que a de ler”. &lt;br /&gt; Diante das opiniões de escritores mundialmente consagrados, o que nos diz Ana Maria? &lt;br /&gt; “A leitura abre horizontes mentais e emocionam de forma fantástica. Faz nossa inteligência crescer e permite que nossa passagem pelo mundo seja mais útil para nós mesmos, nossa família, nossa comunidade, nossa sociedade, toda a espécie humana”. (p.27)&lt;br /&gt; Em “História em hospitais”, a escritora relata a experiência que teve com a leitura de alguns de seus livros para crianças hospitalizadas e dá exemplos com livros de outros autores. Ela cita o livro de Graciliano Ramos – “A terra dos meninos pelados” como um livro capaz de fascinar a garotada que passa pela experiência da calvície devido à quimioterapia. &lt;br /&gt; A leitura para crianças internadas em hospitais, nas palavras de Ana Maria, “pode lhes revelar formas de enfrentar seus problemas ou simplesmente distraí-las”. (p.63) &lt;br /&gt; “Nas asas da liberdade” foi fruto de uma palestra realizada em Lima (Peru), no 1º. Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil, em 2010. &lt;br /&gt; Além de problemas relacionados com a censura, a ensaísta apresenta depoimentos pessoais que revelam o espírito de independência que acompanha a escritora desde pequena. &lt;br /&gt; A revelação que se segue denota como foi o primeiro contato da escritora com a censura: &lt;br /&gt; “Meu primeiro contato com a censura não foi como criadora, e sim como leitora: na realidade antes de ser leitora, durante a primeira ditadura que vivi, a de Getúlio Vargas, que governou o Brasil de 1930 a 1945. Eu nasci na última semana de 1941.” (p. 197) &lt;br /&gt; Ana Maria gostava muito das histórias de Monteiro Lobato que eram lidas por seus pais em casa. Naquela época,  não sabia que os livros de Lobato sofriam variados graus de repressão e recebia orientação dos pais para que não falasse sobre essas leituras.  &lt;br /&gt;Nos últimos da ditadura Vargas, o pai de Ana Maria, que era jornalista no Rio de Janeiro, escreveu um artigo no jornal que o censor do governo não aprovou. Por conta disso, o jornal foi apreendido e o pai foi preso. Naquela ocasião, Ana Maria estava na companhia do pai e os dois foram levados  para o cárcere. As autoridades permitiram que a menina ficasse com o pai por algumas horas, depois o tio foi chamado e levou-a para casa. Contava apenas três anos. &lt;br /&gt; Algum tempo depois a família se mudou para Buenos Aires, e Ana Maria, que já estava com seis anos,  foi matriculada em uma escola. &lt;br /&gt; Um dia, a professora mandou  fazer um desenho sob o título: “Esta es mi bandera”. Como brasileira, a menina desenhou a bandeira brasileira e cunhou a frase: “Esta es mi bandera”. A professora explicou que ela devia desenhar a bandeira argentina. Veio um novo desenho, agora sob o título: “Esta es tu bandera”. Novo protesto da professora e a ordem: desenhe a bandeira da Argentina com o título sugerido. A reação da pequena foi desenhar duas bandeiras e a brasileira maior do que a da Argentina. Por este ato de rebeldia, a menina foi expulsa da sala de aula e o pai chamado à diretoria.  Para continuar estudando naquele colégio, o pai pediu a interferência do embaixador brasileiro na Argentina.    &lt;br /&gt; Quando voltou ao Brasil, ainda criança, foi estudar em um colégio religioso. Certa vez, no pátio, foi feita uma fogueira dos livros de Monteiro Lobato. A mãe não deixou que a menina levasse os livros de Lobato que tinha em casa. Curiosa como toda criança, ela perguntou à professora o motivo da queima dos livros e ouviu esta explicação: Lobato era comunista e alguns livros dele falavam mal da religião e desrespeitava a igreja. &lt;br /&gt; Esses  acontecimentos levaram-na a refletir alguns anos mais tarde que “censura não parte somente de governos ditatoriais, ela está associada, também, a fundamentalismos religiosos ou políticos.” (p. 200)&lt;br /&gt; Mas, foi em 1969 que a escritora sentiu os efeitos reais da censura. Eram os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Foi presa e proibida de dar aulas na universidade. Partiu para o exílio. Na Europa, durante três anos, enviou contos infantis para a revista Recreio.   Nascia, assim, a escritora Ana Maria Machado. &lt;br /&gt; O período da ditadura militar foi muito fértil para os escritores de literatura infantil no Brasil. São palavras da autora: “... a literatura infantil corria em trilhos mais discretos. Era coisa de mulher e de crianças, não era algo que esses generais lessem e ouvissem em toda parte, como a música popular.” (p.204/205). &lt;br /&gt; É compreensível que, nesse período,  Ruth Rocha tenha publicado a história do “Reizinho Mandão” e Ana Maria “Era uma vez um tirano”. Nas entrelinhas, evidenciava-se o protesto contra os governos autoritários, mas eram livros para crianças...   &lt;br /&gt; Há outros ensaios que merecem leituras e reflexões. Fica a sugestão da semana para os leitores adultos.  &lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/4c6rSTLs75c" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7484794180668654247?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.anamariamachado.com/' title='“Silenciosa algazarra” – a vertente crítica de Ana Maria Machado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7484794180668654247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7484794180668654247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7484794180668654247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7484794180668654247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/07/silenciosa-algazarra-vertente-critica.html' title='“Silenciosa algazarra” – a vertente crítica de Ana Maria Machado'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WIhlh6i7fdo/TirHHz04tPI/AAAAAAAAA8k/it6mMOBxSqg/s72-c/Unknown-115.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8376339183225094695</id><published>2011-07-17T21:08:00.006-03:00</published><updated>2011-07-17T21:23:48.412-03:00</updated><title type='text'>Professoras que marcaram vidas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-bf_VdkUWnR4/TiN9Dv8yrUI/AAAAAAAAA8c/9AlkohVIBag/s1600/cronica.doses%2Bde%2Bsonho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-bf_VdkUWnR4/TiN9Dv8yrUI/AAAAAAAAA8c/9AlkohVIBag/s200/cronica.doses%2Bde%2Bsonho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630481462507777346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-KZzwZgYbwTg/TiN85gccYRI/AAAAAAAAA8U/H1UsTdSf2mA/s1600/Unknown-107.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-KZzwZgYbwTg/TiN85gccYRI/AAAAAAAAA8U/H1UsTdSf2mA/s200/Unknown-107.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630481286546874642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professoras que marcaram vidas&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um bom professor revela o mundo inteiro às crianças, torna-lhes possível aprender a usar suas mentes e, de muitas maneiras, prepara-as para a vida. &lt;br /&gt; (Golda Meir. Minha Vida) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta semana trago para os leitores a história de duas professoras – uma fictícia, outra real. “A professora encantadora”, de Márcio Vassalo (Ed. Abacatte, 2010), ilustrado por Ana Terra, é um texto ficcional. “Doses de sonho”, de Eloí Bocheco, texto premiado no Concurso “Leia Comigo” (FNLIJ, 2011), é uma história real e pode ser lida no blog “Sala de Ferramentas”.  &lt;br /&gt; Maísa, “A professora encantadora”, era uma professora especial.  Olhava para tudo com olho de “assombro e estranheza”, suas aulas eram agradáveis e surpreendentes. Quando estava dando aulas, não queria ser interrompida e colocava este aviso na porta: “Não entre, estamos suspirando”. Suspirar significava diminuir o medo no coração, dividir silêncio e multiplicar poesia no pensamento.&lt;br /&gt; A professora Maísa ensinava os alunos a não ter medo de errar, a escutar, a esperar, a pensar. Ela não tinha pressa para nada e explicava que as surpresas deliciosas estavam guardadas nas coisas simples da vida.&lt;br /&gt; Esta professora tinha uma maneira cativante  de ensinar – ela mostrava aos alunos que estranho pode ser só o que a gente ainda não conhece; que alguém só sabe ensinar  quando não consegue parar de aprender; que errar pode ser uma forma de caminhar. &lt;br /&gt; A ilustradora Ana Terra, responsável pelas ilustrações do livro,  apresenta uma professora bem moderna. Maísa usava bolsas multicoloridas e parecia estar sempre flutuando. Era uma professora meio maluquinha – subia em uma escada para dar certas explicações, escrevia bilhetes na porta da sala para não ser interrompida, tinha sempre um poema para dar de presente aos alunos. &lt;br /&gt; Ana Schirley lecionava na Escola Juçá Barbosa Calado, na cidade de Capinzal, meio-oeste de Santa Catarina. Chegava à escola com os braços cheios de livros. Havia o livro didático de Antônio Ravanelli, mas era pouco usado, o que ela gostava mesmo era de ler poesias, crônicas e capítulos de livros. Lia em voz alta e, naquelas sessões de leitura, os alunos sentiam que as palavras tinham poder, eram arrebatadoras. A própria professora se deliciava com o que lia. &lt;br /&gt; Os textos que a professora Ana Schirley trazia para a sala de aula eram datilografados em estêncil, na máquina de escrever, e impressos em mimeógrafo a álcool. Cada aluno recebia uma cópia, depois a voz apaixonada da professora invadia a sala e as palavras saíam macias como seda. &lt;br /&gt; “O anjo da noite”, na visão poética de Cecília Meireles, era um dos textos preferidos pela professora.  A mestra cuidava da memória literária e abria ruas sem fim na imaginação dos seus alunos. &lt;br /&gt; De Cecília Meireles, apresentou “Ou isto o aquilo”, uma coletânea de poemas para crianças. Era um livro mágico. Trazia textos de outros poetas para a sala de aula. Ainda, lia o “Sermão da Sexagésima”, do padre Antônio Vieira. Fazia uma escolha criteriosa de textos para suas aulas. &lt;br /&gt; A crônica “O Cajueiro”, de Rubem Braga, na leitura da professora, encantava a turma toda.  Ele caía devagarinho, com muito cuidado para não machucar a casa, e estava cheio de flores. Era setembro.  A carta da irmã do cronista esclarece este detalhe. &lt;br /&gt; Eloí mora em uma região onde não se vê um cajueiro, mas confessa que era apaixonada por aquela árvore, sentimento afetivo despertado pelo texto de Rubem Braga que ganhava mais vida quando era lido por Ana Schirley. ( Esta crônica, lembrada por Eloí, levou-me ao passado e veio na minha memória a crônica “A corujinha da madrugada” do mesmo autor e de surpreendente beleza.) &lt;br /&gt; O chão da escola era carcomido, as carteiras riscadas, as vidraças em pedaços, a sala era feia, o quadro de giz esburacado, mas tudo isso era esquecido. Os alunos ficavam seduzidos pelos rituais de leitura empregados por aquela professora dedicada e comprometida com os verdadeiros ideais da educação. &lt;br /&gt; Nas palavras de Eloí Bocheco: “as aulas eram noturnas, mas dentro de nós, o sol brilhava”.  &lt;br /&gt; Golda Meir, no livro “Minha Vida”, revela um grande sonho que teve aos quatorze anos - gostaria de ter sido professora por considerar essa profissão a mais nobre e mais satisfatória de todas as profissões. &lt;br /&gt; Maísa, a professora idealizada por Márcio Vassalo, e Ana Schirley, a professora real de Eloí Bocheco, representam o ideal almejado um dia por Golda Meir. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="300" height="255" src="http://www.youtube.com/embed/b93ZBBJBz2U" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8376339183225094695?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://wwwsaladeferramentas.blogspot.com/2011/05/doses-de-sonho-premio-leia-comigo-da.html' title='Professoras que marcaram vidas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8376339183225094695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8376339183225094695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8376339183225094695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8376339183225094695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/07/professoras-que-marcaram-vidas.html' title='Professoras que marcaram vidas'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bf_VdkUWnR4/TiN9Dv8yrUI/AAAAAAAAA8c/9AlkohVIBag/s72-c/cronica.doses%2Bde%2Bsonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6673673448237888207</id><published>2011-07-10T16:07:00.005-03:00</published><updated>2011-07-10T16:15:20.355-03:00</updated><title type='text'>O Presente Misterioso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-OrYndlaCnP8/Thn5FfRheGI/AAAAAAAAA78/q7HI3MpT8Ek/s1600/images-465.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 122px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OrYndlaCnP8/Thn5FfRheGI/AAAAAAAAA78/q7HI3MpT8Ek/s200/images-465.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627803082065803362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Presente Misterioso&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.&lt;br /&gt;(Artur da Távola) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2010 me reservou encontros com muitos livros de literatura para crianças e jovens, livros que podem ser lidos com prazer pelos adultos. Foi uma agradável surpresa a leitura de “O dom” (Ed. SM), de Susie Morgenstein, ilustrado por Cheng Jiang Hong e traduzido no Brasil por Pádua Fernandes. &lt;br /&gt;O livro vem acompanhado de um CD com narração da história por Caco Ciocler, ator de teatro, cinema e televisão, com formação em Arte Dramática (USP). Moacyr Scliar escreveu o posfácio e afirma que contar histórias faz parte da tradição judaica. O escritor cita a Bíblia e o Talmude como fontes de muitas histórias. &lt;br /&gt;  Mas isso ainda diz pouco, parafraseando o retirante Severino. Nas faixas de 1 a 12 do CD, a narração vem intercalada por excertos de peças de Louis Dunoyer. Nas outras, de 13 a 19, executam-se excertos de Bach e Paganini. Para completar o quarteto de excelência, o intérprete de violino é Joshua Epstein. &lt;br /&gt;Para que público se destina este livro? Para crianças, jovens, para os contadores de histórias, para mim e para você, meu leitor especial. &lt;br /&gt;Vamos deixar as informações sobre o livro e rumamos em direção à história.  &lt;br /&gt;Havia uma família judia que morava em um minúsculo barraco, em uma região do leste da Europa. Não guardava tesouros antigos ou objetos preciosos, assim não temiam os ladrões. &lt;br /&gt;A família Oifetzmil era constituída pela mãe, pai e dois filhos. Chegou um terceiro filho e os pais se sentiram abençoados com a chegada do novo rebento. Era um bebê grande e de aparência saudável. Os pais chamaram-no Oycher, que significa “riqueza” em iídiche. &lt;br /&gt;Quando completou oito dias de nascido, Oycher foi circuncidado, segundo a tradição e costume do povo judeu. Nesse mesmo dia, a família recebeu um presente inesperado – um homem desconhecido trouxe uma caixa para o menino com esta recomendação: “Ninguém abrirá esta caixa até o terceiro aniversário do menino. Nesse dia, após soprar as velinhas, quando lhe cortarem os cabelos pela primeira vez, ele tomará o presente nas próprias mãos.” (p. 12-13) &lt;br /&gt;Após estas palavras, o homem desapareceu e começou o interesse dos vizinhos, amigos, familiares para descobrir o conteúdo da caixa. Surgiram as mais variadas opiniões. &lt;br /&gt;Herchel, o mascate, segurou a caixa e declarou: contém dinheiro; Shayndel, a dona da padaria, tinha outra opinião – são passagens para a América; Feivel, o sapateiro, não tinha ideia alguma, mas arriscou: o conteúdo dessa caixa vai ajudar a criança a trilhar o caminho da liberdade; Beryl, o ferreiro, não concordava. Para ele, o pequeno baú continha uma arma secreta contra os “pogroms”. &lt;br /&gt;Em nota de rodapé, aparece a explicação para este vocábulo: “O termo designa os ataques (agressões, estupros, roubos e assassinatos) cometidos contra os judeus com apoio das autoridades, na Rússia czarista”. (p.18) &lt;br /&gt;Schia, o escrivão, examinava tanto a criança como a caixa e fez a seguinte revelação: &lt;br /&gt;“Meu querido Oycherel, nessa caixa você encontrará uma linguagem universal. Não existe língua mais bela. Não precisará conhecer o alfabeto nem a acentuação.” (p.19) &lt;br /&gt;  Oycherel é diminutivo de Oycher. &lt;br /&gt;  Moische, o alfaiate, repreendeu Schia e disse: &lt;br /&gt;“Uma língua não pode ser escondida numa caixa. Eu é que sei o que há aí dentro. Vou lhes dizer e verão se não estou certo, meus amigos. Boas ferramentas são o melhor presente.” (p.20) &lt;br /&gt;Para o velho Moische, a caixa continha uma ferramenta. O menino teria uma profissão, o que seria um escudo contra a pobreza.  &lt;br /&gt;Faltava a opinião do rabino. Este profetizou: “Aí dentro está o diabo”. E completou: “O que há nessa caixa de vícios impedirá seu filho de cumprir as seiscentas e treze mitzvót.” (p. 26). &lt;br /&gt;Mitzvót são os mandamentos e regras de conduta cotidiana que devem ser seguidos pelo judeu praticante. &lt;br /&gt;Houve silêncio geral depois das palavras do rabino. &lt;br /&gt;O dia do aniversário de Oycher se aproximava. O menino estava com dois anos e meio, não falava, só sabia repetir essas sílabas: “gaga gugu”. &lt;br /&gt;Chegou o dia do 3º. aniversário de Oycher, a misteriosa caixa seria aberta. Para surpresa de todos, Oycher, que até aquela data não falava nada, quando abriu a caixa pronunciou, de forma bem clara: “violino”. &lt;br /&gt;A história prossegue, mas vou terminar por aqui. Não disse tudo, mas disse o essencial. &lt;br /&gt;Quem quiser saber o que aconteceu depois leia o livro, e sinta “a delícia das coisas simples.” A leitura é uma delas. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="350" height="229" src="http://www.youtube.com/embed/gZDc7_4DUtc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6673673448237888207?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6673673448237888207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6673673448237888207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6673673448237888207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6673673448237888207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/07/o-presente-misterioso.html' title='O Presente Misterioso'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OrYndlaCnP8/Thn5FfRheGI/AAAAAAAAA78/q7HI3MpT8Ek/s72-c/images-465.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-2341579504100481905</id><published>2011-07-03T16:32:00.000-03:00</published><updated>2011-07-03T16:33:52.440-03:00</updated><title type='text'>Urupemba: a cidade dos segredos</title><content type='html'>Urupemba: a cidade dos segredos&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andorinha no fio&lt;br /&gt; escutou um segredo.&lt;br /&gt; Foi à torre da igreja, &lt;br /&gt; cochichou com o sino. &lt;br /&gt; E o sino bem alto: &lt;br /&gt; delém-dem&lt;br /&gt; delém-dem&lt;br /&gt; delém-dem&lt;br /&gt; dem-dem!&lt;br /&gt; Toda a cidade &lt;br /&gt; ficou sabendo. &lt;br /&gt; ( Segredo. Henriqueta Lisboa) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Socorro Acioli nasceu em Fortaleza. É jornalista e escreve livros para crianças e jovens. Foi aluna de Gabriel García Márquez na oficina de criação literária em Cuba (2006) e bolsista da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique (2007). É uma cearense andarilha. &lt;br /&gt; Em 2010, a escritora publicou dois livros pela editora Biruta – “A Bailarina Fantasma” e “ Inventário de Segredos”. Os dois livros receberam o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. Destinam-se ao público infantojuvenil. &lt;br /&gt;É sobre “Inventário de Segredos”, mais próximo das raízes nordestinas – é um cordel – que  teceremos algumas considerações. &lt;br /&gt;  Os personagens forma inspirados em pessoas que a autora conheceu em suas andanças pelo interior do Nordeste. O cenário escolhido para o desenvolvimento da história foi uma pequena cidade chamada Urupemba. &lt;br /&gt; Vamos conhecer alguns dos personagens, seus dramas, aspirações e, principalmente, os segredos. &lt;br /&gt; Amadeu Bezerril era o moço mais bonito da cidade, mas não gostava de namorar. A mãe preocupada arranjou uma namorada para o filho – Belinha, uma moça bonita e bem faceira, só ela seria capaz de conquistar o coração do moço. Conversavam, trocavam receitas, beijos bem ligeiros, nada de beijo demorado. Um dia, Amadeu contou-lhe um segredo que guardava a sete chaves e Belinha perdeu o namorado. &lt;br /&gt; Mas Belinha não desistiu, apaixonou-se pelo carteiro, mas o coração do carteiro já pertencia a Dulcineia. Pobre Belinha! Parece que nasceu mesmo para titia. &lt;br /&gt; Dr. Geraldo era doutor sem diploma. Chegou em Urupema fugido da capital. “No curso de medicina/Perdeu a prova final”. E Dr. Geraldo curava toda doença com a tal da homeopatia. “Remédio branco e docinho/ Mas sem nada de alquimia”.  &lt;br /&gt; Bem próximo de Dr. Geraldo existia uma pessoa que manipulava o remédio. Quem era essa pessoa? É segredo. &lt;br /&gt; Raimunda Girleuda Batista era o nome de batismo dessa moça. Resolveu, porém, ser artista e pensou com seus botões: “Girleuda  é lá nome de gente?” Conseguiu nova certidão com o juiz da cidade  e passou a se chamar Keylanne Mary Batista. O juiz guardava um segredo bem escondido, só Raimunda sabia. É fácil entender porque Raimunda conseguiu mudar o nome de maneira tão rápida. &lt;br /&gt; O ex-prefeito Quirino era casado com Rita. “Comprava vestidos e joias/Tudo para vê-la contente”. Quirino morreu de repente e ficou sabendo que era marido traído. O segredo só foi revelado depois que virou defunto.&lt;br /&gt; Em Urupemba todo mundo tem segredo – a moça namoradeira, o moço bonito, o carteiro, o juiz, o prefeito, o padre, o sacristão. Alguns segredos foram revelados, outros estão guardadinhos nas páginas do livro “Inventário de Segredos”. Guardei-os para os leitores curiosos. &lt;br /&gt; O livro começa com o segredo de Amadeu, o rapaz que não gostava de namorar,  e termina com Zacarias, o padre que tudo ouviu, anotou em um livro e como vai morar em outra cidade deixou este inventário&lt;br /&gt; Mateus Rios fez as ilustrações. São bem jocosas, condizentes com o texto verbal. O livro é apresentado como se fosse um  livro bem antigo, quase artesanal. A cor da capa e das folhas internas em sépia e os tons sombrios das ilustrações conferem um ar de “antigamente”. &lt;br /&gt; Nota. Urupemba, variante de urupema, é uma espécie de peneira de fibra vegetal utilizada na culinária para peneirar milho verde e fazer pamonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-2341579504100481905?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/2341579504100481905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=2341579504100481905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2341579504100481905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2341579504100481905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/07/urupemba-cidade-dos-segredos.html' title='Urupemba: a cidade dos segredos'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6236495318287423380</id><published>2011-06-23T13:18:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T13:30:35.154-03:00</updated><title type='text'>VERMELHO: a cor da amargura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-sQwXXWm8eRw/TgNonhowXiI/AAAAAAAAA70/Yr5vdSKbFTU/s1600/images-358.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sQwXXWm8eRw/TgNonhowXiI/AAAAAAAAA70/Yr5vdSKbFTU/s200/images-358.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621451788142009890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;VERMELHO: a cor da amargura&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária - FNLIJ/PB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um tomate fatiado pode concentrar muitas metáforas, memória afetiva e poesia. Em Vermelho Amargo, Bartolomeu Campos de Queirós nos transporta para os mil olhos do menino-narrador e, quando damos conta, é nossa infância que passa a coadjuvar seu olhar sensível. &lt;br /&gt; (Gabriel Vilela. Capa de Vermelho Amargo)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vermelho Amargo é o livro mais recente do escritor Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Cosac Naify, 2011). O lançamento ocorreu no 13º. Salão do Livro para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro, no dia 14 de junho. É o primeiro romance do escritor destinado aos adultos. Durante muitos anos, Bartolomeu publicou livros para crianças e jovens. Alguns são classificados como infantojuvenil, mas, pela profundidade filosófica, estão mais próximos do público adulto. &lt;br /&gt; No programa Sem Censura (TV Cultura), no dia 12 de junho de 2011, o escritor falou sobre “Vermelho Amargo e afirmou: É um retorno à minha infância. É a história de um tomate. Não é um livro fácil”. &lt;br /&gt; Aceitamos o desafio. Vamos seguir trilhas ásperas, pedregosas e caminhos tortuosos.  &lt;br /&gt; O livro não apresenta capítulos, está dividido por parágrafos, técnica utilizada, com muita mestria, pelo escritor.   &lt;br /&gt; A narrativa se inicia sob o ponto de vista de um menino-narrador: &lt;br /&gt; Mesmo em maio – com manhãs secas e frias – sou tentado a mentir-me. E minto-me com  demasiada convicção e sabedoria, sem duvidar das mentiras que invento para mim. (p. 7) &lt;br /&gt; Foi, também, no mês de maio – “manhã seca e fria de maio” que a mãe partiu. &lt;br /&gt; Mas é o tomate, imagem recorrente na narrativa, o “leitmotiv” do texto.  &lt;br /&gt;  A mãe, com muito afago, cortava o tomate em cruz, lavava-o com água pura, enxugava-o com um pano de prato muito branco e dispunha-o em uma travessa. Era um trabalho feito com muito amor. No almoço, o tomate era repartido entre os filhos.&lt;br /&gt; Diante dos olhos do menino, os tomates cortados em forma de cruz se “transfiguravam em pequenas embarcações ancoradas na baía da travessa. E barqueiros eram as sementes, vestidas em resina de limo e brilho”. (p.15) &lt;br /&gt; Quando a mãe partiu, a casa se tornou um lugar provisório, uma estação de trem com “indecifrável plataforma”. Os cômodos da casa se apresentavam sombrios – “antes bem-aventurança primavera” – agora abrigavam “passageiros sem linha do horizonte”. &lt;br /&gt;  A mãe foi substituída por uma nova moradora, a esposa do pai, totalmente diferente, e essa diferença se torna mais evidente na maneira de cortar o tomate.   &lt;br /&gt;A esposa do pai retalhava o tomate em fatias muito finas.  A fatia era tão transparente que era possível entrever o arroz branco do outro lado. Quando afiava a faca no cimento frio da pia, ela cortava o tomate sanguíneo, maduro, como se degolasse cada um dos enteados.  &lt;br /&gt;E o tomate passou a ter novos significados – era “a raiva vestida de vermelho empunhando uma faca”. (p.17) &lt;br /&gt;“As fatias delgadas escreviam um ódio e só aqueles que se sentem intrusos ao amor podem tragar”. (p.10) &lt;br /&gt;Vermelho Amargo é um livro que fala de perdas, de partidas, de vazio, do “obscuro filtrado pelas frestas das janelas”. &lt;br /&gt; Se a linguagem é intérprete de estados interiores, o estilo convulsivo e soluçante, presente em “Vermelho Amargo”, conota, na real acepção da palavra, a verdadeira dor da existência. &lt;br /&gt; Depois da leitura do livro, pode-se dizer que o vermelho é amargo quando o mundo afetivo é brutalmente fatiado. O vermelho tem sabor de fel quando não existe amor.  &lt;br /&gt; Bartolomeu aliviou a dor (catarse) quando conseguiu passar para o papel branco a sua própria história. A epígrafe que abre o livro é o melhor atestado do que afirmamos: &lt;br /&gt; Foi preciso deixar o vermelho sobre o papel branco para bem aliviar seu amargor.                                   &lt;br /&gt;  Vermelho Amargo pode ser encontrado na Livraria Esquina das Letras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; NOTAS LITERÁRIAS &lt;br /&gt; Pérolas pescadas da fala de Bartolomeu Campos de Queirós, no Programa Sem Censura (TV. Cultura, no dia 12 de junho de 2011): &lt;br /&gt; Sobre o avô: &lt;br /&gt; Meu avô escrevia nas paredes da casa. Quando morreu, sua casa era um bordado todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sobre o livro Vermelho Amargo: &lt;br /&gt; Vermelho Amargo é um retorno à minha infância. É a história de um tomate. É obscuro, não é uma leitura fácil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Memória: &lt;br /&gt; Não existe memória pura. Toda memória é fantasiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seu modo de escrever: &lt;br /&gt; Escrevo à mão, só depois do texto pronto passo para o computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A respeito dos críticos literários: &lt;br /&gt; A crítica é muito importante para tornar o escritor conhecido e reconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sobre bibliotecas: &lt;br /&gt; Minas Gerais tem 865 municípios, todos têm biblioteca pública. &lt;br /&gt; Observação pessoal: O exemplo de Minas Gerais deve ser seguido por todos os estados do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Literatura:&lt;br /&gt; A literatura é o único espaço que o homem tem para conversar com a fantasia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Experiência em Paris: &lt;br /&gt; Quando residiu em Paris para fazer pós-graduação, Bartolomeu morava perto de um lago. No local havia muitos peixes e gaivotas. Observando o ir e vir das gaivotas, chegou a esta conclusão: &lt;br /&gt; O peixe e o pássaro não deixam rastros por onde passam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="200" height="143" src="http://www.youtube.com/embed/9m1VDXNY7oU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="200" height="143" src="http://www.youtube.com/embed/Y0FKbNzdhmA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6236495318287423380?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6236495318287423380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6236495318287423380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6236495318287423380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6236495318287423380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/06/vermelho-cor-da-amargura.html' title='VERMELHO: a cor da amargura'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sQwXXWm8eRw/TgNonhowXiI/AAAAAAAAA70/Yr5vdSKbFTU/s72-c/images-358.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1376962427372287374</id><published>2011-06-19T21:30:00.003-03:00</published><updated>2011-06-19T21:34:39.788-03:00</updated><title type='text'>Ruth Rocha: um arquipélago de histórias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qOx_w9RymlE/Tf6VRYtDBGI/AAAAAAAAA7s/uaJnEAWyX_Q/s1600/Unknown-66.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 139px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qOx_w9RymlE/Tf6VRYtDBGI/AAAAAAAAA7s/uaJnEAWyX_Q/s200/Unknown-66.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620093510926664802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ruth Rocha: um arquipélago de histórias&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu disse o que eu acredito, eu disse sempre a verdade, eu acredito em justiça. &lt;br /&gt; (Ruth Rocha) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Arquipélago é um conjunto mais ou menos numeroso de ilhas de vários tamanhos, agrupadas em determinados ponto do oceano, assim nos ensina o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda. Ruth Rocha, por sua vasta e diversificada produção literária para crianças e jovens, pode ser comparada a um arquipélago de histórias. &lt;br /&gt; Esta prolífera escritora já escreveu cerca de 150 livros que transitam pelo reino da ficção infantil e juvenil, didáticos, paradidáticos, dicionário, almanaque. Traduziu muitos livros para crianças e conquistou os mais ambicionados prêmios na área infantil – Prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Academia Brasileira de Letras e três prêmios Jabutis. &lt;br /&gt; Vamos conhecer alguns livros que habitam os arquipélagos de Ruth Rocha.  &lt;br /&gt; Marcelo, martelo, marmelo alcançou um milhão de exemplares, fato comparável ao livro O Menino Maluquinho de Ziraldo. O personagem principal dessa história é um menino que não está satisfeito com o nome atribuído a certos objetos e resolve dar nomes que apresentem uma motivação semântica, assim “colher” deveria se chamar” mexedor”; “leite”, “suco de vaca”; “casa”, “moradeira”. Neste livro, a escritora revela uma preocupação com a linguagem e o significado das palavras. &lt;br /&gt; Boi, boiada, boiadeiro é composto por poemas inspirados nas telas do pintor naïf José Antônio da Silva. O cenário é o ambiente rural, com fazendas, plantação de algodão, arraial, fogueiras e louvações às festas juninas. A última estrofe do poema “Festa de São João”, rica em repetições (anáforas), vem marcada pela sonoridade e simplicidade de linguagem, características das cantigas populares: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não há moça sem beleza, &lt;br /&gt;Não há rico sem riqueza, &lt;br /&gt;Em rio não há floresta. &lt;br /&gt;Não há pasto sem capim, &lt;br /&gt;Não há verso sem um fim, &lt;br /&gt;Não há São João sem festa.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; A série de livros “histórias de reis”, compreendendo: O reizinho mandão, O rei que não sabia de nada, O que os olhos não vêem e Sapo vira rei vira sapo denota uma escritora comprometida com o social. Esses livros vêm revestidos de muito humor. O quinto livro, Uma história de rabos presos, é posterior à série. Stephanie Noleto Siqueira, no ensaio “Reis! Quem são eles, afinal?” afirma que este último livro” ambienta-se na época contemporânea, mas o assunto central é o mesmo, a má gestão política.” &lt;br /&gt;No rico universo literário de Ruth Rocha não faltam histórias ligadas ao feminismo. A mulher é apresentada sob um olhar diferente – é uma mulher com vez e voz. Os melhores exemplos dessa nova mulher podem ser encontrados nos livros Mulheres de coragem e Procurando firme. &lt;br /&gt;A escritora também se voltou para os livros didáticos. Com a educadora e escritora Anna Flora, editou a coleção Escrever e criar... uma nova proposta: Redação, jogos, literatura. São livros voltados para as quatro séries do ensino fundamental que valorizam a leitura e a redação. O projeto teve ampla repercussão entre os professores e ganhou um dos mais importantes prêmios literários do Brasil – Jabuti 2002. &lt;br /&gt;Monteiro Lobato apresentou a mitologia grega às crianças brasileiras nas décadas de 30 e 40 do século XX. Ruth Rocha se considera “filha de Lobato” e trouxe para meninos e meninas do século XXI a Odisséia e a Ilíada, atribuídas a Homero, epopéias antigas da literatura grega. São obras adaptadas. Esses livros receberam o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, foram publicados pela Editora Companhia das Letrinhas.  &lt;br /&gt; Ainda há muitos arquipélagos cheios de livros de Ruth Rocha, eles precisam ser descobertos.  As editoras FTD e Salamandra estão reeditando os livros de Ruth Rocha, vamos procurá-los nas prateleiras das livrarias, nas estantes das bibliotecas. &lt;br /&gt;As crianças irão gostar das histórias de Ruth Rocha. Para os pais e professores, recomendamos a leitura do livro “Vendo a vida com humor. Estudos sobre Ruth Rocha” Org. Vera Maria Tietzmann Silva. Cânone Editorial. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="225" height="198" src="http://www.youtube.com/embed/_GU5Lf5WX9g" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1376962427372287374?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1376962427372287374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1376962427372287374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1376962427372287374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1376962427372287374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/06/ruth-rocha-um-arquipelago-de-historias.html' title='Ruth Rocha: um arquipélago de histórias'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qOx_w9RymlE/Tf6VRYtDBGI/AAAAAAAAA7s/uaJnEAWyX_Q/s72-c/Unknown-66.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-605873784362461270</id><published>2011-06-12T16:07:00.000-03:00</published><updated>2011-06-12T16:08:28.869-03:00</updated><title type='text'>leitura para os pequenos</title><content type='html'>LEITURA PARA OS PEQUENOS &lt;br /&gt;  (Neide Medeiros Santos – Crítica literária - FNLIJ/PB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Acho que o maior prêmio para o escritor é o leitor que está longe e com quem você pode dialogar. &lt;br /&gt;  (Ana Maria Machado. Teia de Autores).  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Uma leitora do blog “nastrilhasdaliteratura”, brasileira que reside, atualmente, na Escócia, passou um e-mail solicitando uma relação de livros infantis de autores brasileiros para o filho de três anos.  Ela disse que tenta estimular o filho o mais que pode para  que se interesse pela língua portuguesa. A criança ainda não sabe ler, está na fase de ouvir histórias e a seleção de livros que fizemos vale para todas as mães que têm filhos nessa faixa etária. &lt;br /&gt;Por solicitação da Revista Crescer, elaboramos uma lista de bons livros para os pequenos que precisam de ajuda dos pais na hora da leitura. Aqui estão alguns dos livros selecionados para a revista, acrescidos de breves comentários. &lt;br /&gt;1. Palhaço, macaco, passarinho. Eucanaã Ferraz. Il. Jaguar. Companhia das Letrinhas, 2010. (Obs. Este livro ganhou o Prêmio FNLIJ – Melhor Livro para Criança – 2011). &lt;br /&gt;O palhaço, o macaco e o passarinho têm muitas coisas em comum – palhaço e macaco gostam de fazer macaquices, gostam de provocar o riso nas crianças e nos adultos.  O homem deseja ser passarinho para sair voando,  leve, leve. O cartunista Jaguar captou bem o texto curtinho de Eucanaã e fez ilustrações bem engraçadas, macaco e o homem estão sempre rindo. E o passarinho? Este só aparece de costas. Não, ele nem aparece, o que vemos é um homem com asas de passarinho voando.&lt;br /&gt;2. Curvo ou reto. Ana Maria Machado. Il. Luísa Baeta. Global&lt;br /&gt;Este livro ajuda a criança a descobrir que as coisas que nos cercam são sempre curvas ou retas. As ilustrações destacadas dão a dimensão dos objetos. A linguagem rimada agrada a criança que gosta de brincar de fazer rimas, isso ocorre, muitas vezes, de forma bem espontânea. &lt;br /&gt;3. Dez patinhos. Graça Lima (Texto e ilustração). Companhia das Letrinhas. &lt;br /&gt;Graça Lima se utiliza do recurso poético da parlenda para escrever e ilustrar esta historinha. São dez patinhos que vão desaparecendo pouco a pouco, ficam nove, oito, sete... até que não fica  mais nenhum. A história não termina com o fim dos patinhos, eles retornam e tudo começa de novo. As ilustrações trazem a marca da delicadeza do traço de Graça Lima. Na última página do livro, aparece uma brincadeira bem divertida. &lt;br /&gt;4. Palavrinha ou Palavrão.  Karin Sá Rego. Il.Daniel Kondo. Companhia das Letrinhas. &lt;br /&gt;Este livro apresenta um jeito gostoso de ensinar o que é onomatopeia. Esta palavrinha que parece um palavrão surge desde o início da história, mas, só, nas últimas páginas, as crianças descobrem o que é onamotopeia. Ela esteve sempre presente em todo o decorrer da narrativa, de forma imperceptível. É um livro que tem poesia, rima e muita alegria. &lt;br /&gt;5. O Sol e O Vento. Júlia Alba. Il. Taline Schubach. Callis. &lt;br /&gt;Toda criança gosta de apostar, de provar que é capaz de vencer. Este livro proporciona essa oportunidade. Quem é o mais forte – o vento ou o sol? O homem vai ser o elemento do desafio. &lt;br /&gt;6. João das Letras.  Regina Rennó (Texto e ilustração). FTD.&lt;br /&gt;Todos os habitantes daquela cidade tinham uma profissão – havia o sapateiro, a doceira, a costureira, mas ninguém sabia qual era a profissão de João. Só quando a história termina o leitor fica sabendo - o ofício de João era escrever e fazer sonhar os leitores de seus livros.&lt;br /&gt;7. A Paixão de A e Z.  Alonso Alvarez. Il. Marcelo Cips. Peirópolis.&lt;br /&gt;Este não é um livro que ensina as letras do alfabeto de A a Z, é uma história que une duas letras: A e Z. A letra  A está sempre presente nas palavras, mas o Z pouco aparece, isso não impede que surja uma paixão entre as duas letras. Elas estão unidas e bem juntinhas na palavra NatureZA. &lt;br /&gt;Dizem que quem conta história aumenta um ponto. Apresentei sete livros e sete é conta de mentiroso.  Procurem ler a revista Crescer do mês de junho, lá irão encontrar muitas outras dicas de leitura. O número sete vai ser somado a outros. Entrou por uma perna de pinto, saiu por uma perna de pato e acabou-se a fama de mentiroso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-605873784362461270?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/605873784362461270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=605873784362461270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/605873784362461270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/605873784362461270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/06/leitura-para-os-pequenos.html' title='leitura para os pequenos'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8055134103437564387</id><published>2011-06-06T20:42:00.002-03:00</published><updated>2011-06-06T20:47:27.185-03:00</updated><title type='text'>Macaquinho e a lua- A lua dentro do coco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-g5-D_BTyHMM/Te1mp7BSLII/AAAAAAAAA7k/2Yvnq87QnAo/s1600/images-6.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-g5-D_BTyHMM/Te1mp7BSLII/AAAAAAAAA7k/2Yvnq87QnAo/s200/images-6.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615257180804623490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Macaquinho e a lua&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Muita poesia, e poesia de qualidade, é fundamental na escola!!!&lt;br /&gt; (Ricardo da Cunha Lima)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ricardo da Cunha Lima é professor e autor de poesia para crianças. No ensaio, “A poesia para crianças é fundamental na escola”, ele afirma que a poesia infantil brasileira é considerada uma das melhores do mundo e que as crianças são fascinadas por sua musicalidade, irreverência e criatividade. &lt;br /&gt; Sérgio Capparelli e Eloar Guazzelli enveredaram pelo caminho da musicalidade, irreverência e criatividade na composição texto/ilustração de “A lua dentro do coco” (Projeto: 2010) que conquistou o prêmio de Melhor Livro de Poesia para Criança da FNLIJ (2011). &lt;br /&gt; Capparelli nasceu em Minas Gerais, mas já andou por tantos lugares que pode ser considerado cidadão do mundo. É formado em Jornalismo  (UFRGS), fez doutorado em Ciências da Comunicação  ( Université de Paris II), morou na China, na Itália. Na Itália, ele morou em uma cidadezinha chamada San Vito al Tagliamento e foi nesse lugar meio mágico que observou, certa noite, uma lua muito bonita no alto de uma montanha, decidiu escrever em versos uma antiga história que ele ouvira quando morava na China. &lt;br /&gt; Guazzelli, o ilustrador, percorreu caminhos mais brasileiros, nasceu em Vacaria (RS), atualmente mora e trabalha em São Paulo. É ilustrador, quadrinista, diretor de arte e animação e wap designer. Como seu companheiro Capparelli, já ganhou muitos prêmios e ilustrou diversos livros no Brasil e no exterior. Há um detalhe – gosta muito de desenhar a lua. &lt;br /&gt; “A lua dentro do coco” é uma poesia narrativa que tem como protagonista um macaquinho. A história se inicia de modo trágico – a mãe do macaquinho morre com um tiro dado por algum homem malvado. Vejam como o poeta faz a descrição da morte: &lt;br /&gt; “... ele OUviu &lt;br /&gt; TIROS e logo um assoVIO: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua mãe caiu sem vida, &lt;br /&gt; Flor rubra da despedida” &lt;br /&gt; Não é possível representar a disposição das palavras e dos versos como está no livro, mas vou tentar explicar. &lt;br /&gt; Algumas letras aparecem em destaque como se fossem maiúsculas, isso para conferir maior dramaticidade à morte da mãe do macaquinho e a palavra rubra está grafada na cor vermelha. &lt;br /&gt; A mãe morre diante de um espelho d´água de um rio. O ilustrador desenhou um rio, a mãe caindo dentro do rio e pingos de sangue colore a página em branco. &lt;br /&gt; Mas o tempo que tudo cura, vai se encarregar de curar a dor do macaquinho. Ele encontra amigos e logo começa a festa na floresta, contam lorotas, dão pulos e cambalhotas. &lt;br /&gt; Um dia... &lt;br /&gt; “Vejam, é uma lua cheia &lt;br /&gt; Que pelo céu passeia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por cima da sumaúma&lt;br /&gt; Entre fiapos de bruma.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para ilustrar esses versos, Guazelli coloca o macaquinho só, sentado, olhando a lua que passeia pelo céu. O vocábulo “cheia” aparece em negrito e a lua vem acompanhada de fiapos.  &lt;br /&gt; E surge o desejo de pegar a lua, trazer a lua para a terra. Macaquinho chama os companheiros e juntos formam uma grande pirâmide para alcançar a lua. Aproximam-se da lua que cada vez fica maior, enorme. &lt;br /&gt; “Era pequena e fica GRANDE, &lt;br /&gt; Enorme essa pirâmide!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E a pirâmide desmorona, os macaquinhos tombam, mas nenhum fica ferido, foi só um susto. &lt;br /&gt; “A lua cheia se despedaça” &lt;br /&gt; (...) &lt;br /&gt;Caiu do céu? Tombou no poço?  &lt;br /&gt;O que será que vai acontecer? No céu não brilha mais a lua cheia. Onde está a noite enluarada? No fundo do poço? &lt;br /&gt;Se o macaquinho foi capaz de superar a dor causada pela morte da mãe, encontrará solução para salvar a lua. Neste momento, aparece um COCO. O resto eu não conto não, fica por conta do leitor que irá procurar este livro nas livrarias, nas bibliotecas e ficará sabendo como termina a lenda/poema/história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8055134103437564387?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8055134103437564387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8055134103437564387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8055134103437564387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8055134103437564387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/06/macaquinho-e-lua-lua-dentro-do-coco.html' title='Macaquinho e a lua- A lua dentro do coco'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-g5-D_BTyHMM/Te1mp7BSLII/AAAAAAAAA7k/2Yvnq87QnAo/s72-c/images-6.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5185418699421841474</id><published>2011-05-27T22:26:00.007-03:00</published><updated>2011-05-27T22:43:46.422-03:00</updated><title type='text'>LIVROS QUE VIERAM DE LONGE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/--0MTOoDDb8Q/TeBSR2Yx3tI/AAAAAAAAA7I/937BOfbOiUI/s1600/images-5.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 112px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--0MTOoDDb8Q/TeBSR2Yx3tI/AAAAAAAAA7I/937BOfbOiUI/s200/images-5.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611575602314338002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-rc7x9GIlWMs/TeBSNYSC7oI/AAAAAAAAA7A/PJiHVeCNsZg/s1600/Unknown-4.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 103px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rc7x9GIlWMs/TeBSNYSC7oI/AAAAAAAAA7A/PJiHVeCNsZg/s200/Unknown-4.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611575525513555586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ssikE6slKH4/TeBSIOUqiNI/AAAAAAAAA64/gtFBC5ELJ8M/s1600/Unknown-3.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 104px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ssikE6slKH4/TeBSIOUqiNI/AAAAAAAAA64/gtFBC5ELJ8M/s200/Unknown-3.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611575436940839122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bG2uSyuy22Q/TeBSDohWs0I/AAAAAAAAA6w/qS13bev4ZQI/s1600/Unknown-2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 171px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bG2uSyuy22Q/TeBSDohWs0I/AAAAAAAAA6w/qS13bev4ZQI/s200/Unknown-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611575358074041154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVROS QUE VIERAM DE LONGE &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diariamente, a poesia me propõe hipóteses de vida, abre janelas para minha autoconsciência e me oferece planos poéticos de existência. E então escrevo. &lt;br /&gt; (Dilan Camargo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Moacir Scliar, escritor gaúcho, escreveu vários livros para jovens. Um dos seus livros traz o título “O irmão que veio de longe”.  “Livros que vieram de longe” nos chegaram da terra de Scliar, Rio Grande do Sul, presenteados por outro gaúcho.  São livros de poesias de Dilan Camargo, e menino que não gosta de poesia vai gostar, sim, desses livrinhos. São quatro livros: “O embrulho de Getúlio”. Scipione, 2004; “Brincriar”. Projeto, 2007; “Bamboletras”. Projeto, 2009 e o mais recente “Poeplano” . Projeto, 2010.&lt;br /&gt; Dilan Camargo é natural de Itaqui e passou a infância e a juventude em Uruguaiana, fronteira com a Argentina. Atualmente, mora em Porto Alegre. Quando criança, freqüentava a biblioteca pública da cidade e lia muita poesia.  Brincando, ele diz que lia “poesia por metro”. Será verdade? Difícil acreditar nessa história, mas se todo poeta é fingidor, Dilan Camargo é um fingidor. &lt;br /&gt; O primeiro poema do livro “O embrulho de Getúlio” é cheio de interrogações: &lt;br /&gt; O que está escondido &lt;br /&gt; dentro do embrulho? &lt;br /&gt; Será que borbulha? &lt;br /&gt; Será uma agulha? &lt;br /&gt; Surpresa. Não vou dizer o que contém o embrulho. Se o leitor tiver a curiosidade de ler o poema todinho vai descobrir. Será que vai ficar decepcionado? Não sei. Melhor conferir. &lt;br /&gt; “Brincriar”, como o próprio nome sugere, é cheio de poemas brincalhões. O último poema “Sete maravilhas” não fala sobre as sete maravilhas do mundo, mas das sete maravilhas da vida de criança. Vou repetir alguns versos deste poema, os outros vocês imaginem, melhor, ainda, leiam o livro.&lt;br /&gt; Primeira maravilha&lt;br /&gt; mãe, pai, &lt;br /&gt; filho, filha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A segunda vou pular. Botem a imaginação para funcionar. &lt;br /&gt; Lá vem a terceira: &lt;br /&gt; Terceira maravilha&lt;br /&gt; ler, escrever&lt;br /&gt; além da cartilha. &lt;br /&gt; E a quarta, a quinta, sexta e sétima? Estão bem explicadinhas no livro.&lt;br /&gt; “Bamboletras” foi ilustrado por Guazelli, um cartunista que gosta de brincar com os sentidos ocultos nos versos e cria histórias paralelas. Isso torna a leitura dos poemas mais divertida.  As ilustrações aparecem todas como se fossem quadrinhos. &lt;br /&gt; Dom Queixote &lt;br /&gt; Ele mesmo não se atura&lt;br /&gt; quando olha no espelho  &lt;br /&gt; a sua triste figura&lt;br /&gt; não quer ver nem por conselho. &lt;br /&gt; Para ilustrar este poema, Guazelli apresentou um “Queixote” com  queixo bem grande e pontudo, não “um cavaleiro de triste figura”, como o verdadeiro Dom Quixote, mas um cavaleiro de  feia figura.  E o que deseja Dom Queixote? &lt;br /&gt; Não quer atacar moinhos&lt;br /&gt; nem ser herói de epopeia&lt;br /&gt; só quer achar nos caminhos&lt;br /&gt; sua doce Dulcineia. &lt;br /&gt;Chegamos ao último livro desse mágico das palavras – “Poeplano”. O poeta se traveste de Zé Limeira, conhecido “poeta do absurdo”, e cria versos estapafúrdios. Não acreditam? Vejamos: &lt;br /&gt; Poeplano&lt;br /&gt; Num poeplano&lt;br /&gt;    me chamo fulano&lt;br /&gt; já fui freudiano&lt;br /&gt; até kafkiano&lt;br /&gt; sou mais franciscano&lt;br /&gt; não há engano. &lt;br /&gt;Faço mil planos: &lt;br /&gt;voar de aeroplano&lt;br /&gt;ser amigo de Beltrano&lt;br /&gt;usar o tutano&lt;br /&gt;passar de ano&lt;br /&gt;tocar piano &lt;br /&gt;virar drumoniano. &lt;br /&gt;Pode ser insano&lt;br /&gt;o meu poeplano&lt;br /&gt;mas é bem humano. &lt;br /&gt;Depois da leitura desses poeminhas brincalhões, Davi vai aprender a gostar de poesia. Não é Davi? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/t85mbvA2cCk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5185418699421841474?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.dilancamargo.com/' title='LIVROS QUE VIERAM DE LONGE'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5185418699421841474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5185418699421841474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5185418699421841474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5185418699421841474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/05/livros-que-vieram-de-longe.html' title='LIVROS QUE VIERAM DE LONGE'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--0MTOoDDb8Q/TeBSR2Yx3tI/AAAAAAAAA7I/937BOfbOiUI/s72-c/images-5.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4845090962104217967</id><published>2011-05-21T10:55:00.004-03:00</published><updated>2011-05-21T11:34:54.434-03:00</updated><title type='text'>CONTOS DA NATUREZA DE PAÍSES DISTANTES-Dawn Casey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-RN4d2N8Xoyo/TdfE4TTwa1I/AAAAAAAAA6A/90Zw32EC1dU/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 162px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RN4d2N8Xoyo/TdfE4TTwa1I/AAAAAAAAA6A/90Zw32EC1dU/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609168332448099154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; CONTOS DA NATUREZA DE PAÍSES DISTANTES&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ouvir histórias antigas e agir de acordo com seus conselhos nos ajuda a seguir adiante, comprometendo-nos a zelar pelo amanhã. &lt;br /&gt; (Dawn Casey. Contos da Natureza) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dawn Casey é escritora e professora primária na cidade de East Sussex, Inglaterra. Gosta muito de histórias tradicionais e acredita que o folclore pode ajudar a responder perguntas sobre questões da humanidade.  Neste livro, “Contos da natureza” (WMF Martins Fontes: 2010), ela reuniu contos de sete países diferentes, recontou-os e deu-lhes nova roupagem.  &lt;br /&gt; Austrália, Nigéria, Sudoeste dos Estados Unidos, Bali, Cazaquistão, Índia, País de Gales foram os países escolhidos para representar, através de contos, o amor à natureza, à Terra.   Cada texto vem precedido de informações sobre o país que dá origem ao conto. &lt;br /&gt;  O primeiro conto “A Mãe Sol” vem da Austrália, um relato que remete ao mito da criação. É uma lenda dos aborígenes australianos. O sol aparece como criador do mundo, dos animais e do próprio homem. Depois que a tarefa foi concluída, a Mãe Sol sobe para o céu e deixa este recado: “Cuidem da criação. Por seus antepassados, zelem pela Terra. Por seus filhos e pelos filhos de seus filhos, zelem pela Terra”. (p.15) &lt;br /&gt; Da Nigéria, um conto do povo edo “Por que o céu é tão longe”. Este conto fala sobre o vício da gula e do desperdício. Osata é uma mulher que nunca ficava satisfeita com o que comia, sempre queria mais e mais, desperdiçava comida. Um dia toda comida acabou e para resolver o problema Osata prometeu a Terra: “Nunca mais pegarei mais do que o necessário. Nunca, nunca mais.” (p.28)  &lt;br /&gt; Uma das lendas mais bonitas veio do Sudoeste dos Estados Unidos. É de origem indígena, do povo comanche. A personagem principal é uma menina que recebeu o nome de “Ela que Está Só”. A pequena era órfã de pai e mãe e a única coisa que possuía era uma bonequinha feita por seu pai de couro de antílope.   Na terra que a menina morava, houve uma grande seca, as plantas murcharam, os rios secaram, não havia caça para matar a fome dos homens. Os índios rezavam ao Grande Espírito pedindo chuvas para amenizar a situação devastadora da seca.  A solução encontrada pelo Ancião, espécie de sacerdote, foi fazer uma grande fogueira para homenagear o Grande Espírito.  Cada pessoa deveria jogar no fogo seu bem mais precioso. Ninguém teve  coragem de se desfazer dos seus bens, somente “Ela que Está Só”, que tinha apenas a bonequinha presenteada por seu pai, foi capaz de fazer esse sacrifício. &lt;br /&gt; Realizada a cerimônia e  queimada a bonequinha, voltou a chover sobre a terra, os campos floresceram, as colinas e os vales ficaram cobertos de flores azuis e brilhantes. &lt;br /&gt; Depois desse fato, “Ela que Está Só” recebeu um novo nome dado pelo Ancião, passou a se chamar “Ela que Amou seu Povo” e a partir daquele dia, “sempre que surge a lua da primavera, o Grande Espírito se lembra da oferenda da menininha e enche de flores as colinas e os vales da região. São flores azuis e brilhantes, como borboletas.” (p. 40) &lt;br /&gt; O conto de Bali é uma conversa entre os animais da floresta. Eles querem saber qual o papel de cada animal, todos participam - do mais poderoso, o tigre, até o menorzinho – o vagalume. Nessa história, o tigre funciona como o professor que ensina e dá lições aos alunos. &lt;br /&gt; Do Cazaquistão, a história de um “Jardim Mágico” que surgiu da generosidade de dois velhos amigos e do sonho de um jovem. &lt;br /&gt; O conto indiano tem origem nas tribos Bishnoi e baseia-se em uma história verdadeira. Os fatos narrados ocorreram em 1730 em uma aldeia conhecida por Khejarli. A história  se prende à defesa das florestas. &lt;br /&gt;Mulheres e crianças, compreendendo esposas e filhas, avós, lutam contra madeireiros para que não derrubem as árvores da região onde moram.  Diante da insensibilidade do chefe dos madeireiros, as mulheres argumentam: &lt;br /&gt;“Senhor, essas árvores são nossa vida. Suas raízes firmam o solo. Elas impedem os deslizamentos de terra na estação das monções. Sem elas, nossos campos e nossas casas seriam levados pelas águas.” (p.75) &lt;br /&gt;Mas o chefe não cede aos argumentos das mulheres. Amrita, uma menina, usa um artifício capaz de solucionar o problema. Leiam o conto para saber qual foi o artifício utilizado por Amrita.  &lt;br /&gt;O último conto é do País de Gales – “Água malcheirosa” – e  fala sobre o lixo que um casal depositava toda noite em um local que ia dar na casa de um duende. Diante da reclamação do duende, o casal procura uma solução e a mulher tem uma ideia salvadora.  &lt;br /&gt;É interessante observar nesses contos que as soluções para todos os problemas partem sempre de uma mulher ou uma menina. É a predominância do feminino, até o Sol é apresentado como Mãe Sol.  &lt;br /&gt;Este livro é uma leitura recomendada para todos aqueles que se preocupam com o desmatamento desordenado, com o futuro do nosso planeta, com a poluição ambiental. Quem sabe essa leitura não levará as pessoas a pensar de modo mais sensato!  Este pequeno livro pode não mudar o mundo, mas ajuda a repensar a questão da sobrevivência do planeta Terra.  &lt;br /&gt;Anne Wilson fez as ilustrações em estilo naïf, todas relacionadas com os países de origem dos contos e com as histórias apresentadas. Os contos são bonitos, alguns cheios de ternura e as ilustrações ajudam a compreender melhor a cultura de cada país.  &lt;br /&gt;Explicação: Os comentários desta coluna são frutos de leituras de livros recebidos via Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.  Leio-os, seleciono os melhores e apresento-os para os leitores. Depois de lidos, os livros cumprem uma nova missão – são distribuídos para bibliotecas de escolas públicas através do projeto “Mandala de Livros”.  Este projeto está sob a nossa coordenação.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/TFioeXpOTSY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4845090962104217967?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4845090962104217967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4845090962104217967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4845090962104217967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4845090962104217967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/05/contos-da-natureza-de-paises-distantes.html' title='CONTOS DA NATUREZA DE PAÍSES DISTANTES-Dawn Casey'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RN4d2N8Xoyo/TdfE4TTwa1I/AAAAAAAAA6A/90Zw32EC1dU/s72-c/Unknown.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5504382846822109240</id><published>2011-05-14T13:42:00.003-03:00</published><updated>2011-05-14T13:53:33.444-03:00</updated><title type='text'>MURURU NO AMAZONAS: um divisor de águas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-H5AVWiByVng/Tc6xmPDVPhI/AAAAAAAAA54/jKcE-A7UHvc/s1600/images-3.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 174px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-H5AVWiByVng/Tc6xmPDVPhI/AAAAAAAAA54/jKcE-A7UHvc/s200/images-3.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606613856556498450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MURURU NO AMAZONAS: um divisor de águas&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ser capaz, como um rio&lt;br /&gt;  que leva sozinho&lt;br /&gt;  a canoa que se cansa&lt;br /&gt;  de servir de caminho&lt;br /&gt;  para a esperança. &lt;br /&gt;  (Thiago de Mello. Como um rio) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Flávia Lins e Silva escreveu uma série de livros com relatos de viagens que tem como protagonista Pilar. Integram livros dessa série: “Diário de Pilar na Grécia”, “Cadernos de viagens de Pilar”, “A folia de Pilar na Bahia”. Flávia adora viajar e visitou lugares que considera fascinantes: Grécia, Machu Pichu e Amazonas. &lt;br /&gt; A respeito da região amazônica, afirma: “É o lugar mais maravilhoso que já conheci. Parece que o mundo está em pleno nascimento, com tudo se acabando de se formar, no exato momento em que descobrimos”. Flávia fez uma viagem pelo rio Amazonas e navegou pelo tranquilo rio Negro, passando pelas Anavilhanas indo até Apuaú. &lt;br /&gt; Certamente foi esse encontro de encantamento que deu origem a seu último livro – “Mururu no Amazonas” (Ed. Manati, 2010), indicado para o público juvenil e selecionado para o catálogo White Ravens da biblioteca infantojuvenil de Munique (2011). &lt;br /&gt; Se, antes, Pilar era a protagonista dos livros indicados para o público infantil, em “Mururu no Amazonas”, um romance juvenil, vamos encontrar uma menina-moça, que assim se apresenta: &lt;br /&gt; “Sou como meu nome: Andorinha. Vou de rio em rio e, quando o mundo esquenta, me arremesso de barriga na água. Na escola, me reinventaram e virei Dorinha. Desde então, carrego essa divisão em mim: sou Dorinha por fora e Andorinha por dentro”.  (p.13-14) &lt;br /&gt; A mãe conta que a menina aprendeu a remar antes mesmo de andar. Andar de barco é o que a menina mais gosta. Quando o rio sobe, ela não precisa se pendurar nos galhos para colher frutas, estica a mão e puxa. A árvore carregada de frutos fica bem na altura do barco. É, também, de barco que a menina vai para a escola.  Remando sobre o mato alagado, ela gosta de inventar caminhos.   &lt;br /&gt; Só esteve no rio Negro uma vez, ainda era miúda, e guarda boas recordações desse dia – nadou nas águas calmas da cor de café, café ralo que se finge de transparente. A observação que segue traz marcas poéticas: “Quem entra uma vez no Negro não se cura nunca: passa o resto dos dias feito eu, afogada em saudade. (p. 16-17) &lt;br /&gt;  A sábia frase de Heráclito: “Ninguém se banha duas vezes na água do mesmo rio” encontra ressonância na observação de Andorinha: “Já percebi uma coisa: não tem rio sempre igual. Nem a vida é sempre a mesma. A água vai transformando o mundo com o tempo, ditando a vida dos bichos e a vida da gente. (p. 20-21)  &lt;br /&gt; Uma das distrações de Andorinha é inventar nomes.  Remo poderia ser chamado de “ralamão.” A mão arde muito depois de remar. A formiga poderia se chamar “forminimiga”, pois estraga as  plantações de mandioca. E já que tem nome inventado para tudo, ela resolve criar um nome para seu casquinho (barco), ele vai se chamar “mururu”. Ela não sabe o que quer dizer, nome inventado não precisa ser explicado. &lt;br /&gt; Um dia a menina resolveu partir rio acima e encontrou um caboclo, o menino Guapiú, mas este lhe pede que o chame apenas de Piú. Os dois partem, cruzam as águas compridas do rio, procuram passagem de volta para as Anavilhanas (anavilhanas são ilhas que se formam no leito do rio) e de  repente entram em um grande espelho.  Paisagem deslumbrante é descrita com exclamações: “É o rio vestido de árvore! Tudo se mira na água: até o céu! Vaidoso, o céu passeia pelo rio, agora todo enfeitado de nuvens. A floresta também se admira, banhando-se no espelho da água.” (p. 41) &lt;br /&gt; Andorinha e Piú estão sozinhos naquele mundaréu de água, escondidos de tudo e de todos.  Talvez este seja o momento mais lírico do livro: &lt;br /&gt; “Deitado comigo, Piú se faz homem, cada vez mais homem, e eu já não sou quem era: sou mulher inaugurada”. (p.55)   &lt;br /&gt; Juntos, muito unidos, o casal contempla o despertar da natureza. Um tracajá fêmea (tartaruga) desovando, o jambeiro se vestindo de púrpura, as tartaruginhas nascendo e correndo para o rio. &lt;br /&gt; Não vamos contar o resto da história. Há ainda muita coisa bonita para descobrir, muitas águas para percorrer, muitos dias de chuva e de sol. &lt;br /&gt; Em nota inserida na última página do livro, vem esta observação que vale a pena ser registrada: &lt;br /&gt; “Este livro, Mururu no Amazonas, certamente é um divisor de águas na carreira da autora. Nele, Flávia deixa fluir o melhor de si, e o resultado é tão belo em sua nudez, tão justo em sua descabida medida, que o livro passa a ser uma obra ímpar, que inaugura a maturidade da escritora”.   &lt;br /&gt; Se Fernando Pessoa louvou o mar português, Lúcio Lins, o Cabo Branco, Flávia Lins e Silva escolheu o rio Amazonas. &lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/5fudmJAp3O4" frameborder="0" &lt;br /&gt;allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/PrskW_Qm0WA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5504382846822109240?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5504382846822109240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5504382846822109240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5504382846822109240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5504382846822109240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/05/mururu-no-amazonas-um-divisor-de-aguas.html' title='MURURU NO AMAZONAS: um divisor de águas'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-H5AVWiByVng/Tc6xmPDVPhI/AAAAAAAAA54/jKcE-A7UHvc/s72-c/images-3.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-2444811460015631632</id><published>2011-05-08T16:41:00.003-03:00</published><updated>2011-05-08T21:14:03.852-03:00</updated><title type='text'>Leonardo da Vinci: um artista múltiplo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--nF60Yv68x8/Tcb1urAsxbI/AAAAAAAAA5w/lMKiDTlSFEA/s1600/images%2Bvirgem.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--nF60Yv68x8/Tcb1urAsxbI/AAAAAAAAA5w/lMKiDTlSFEA/s200/images%2Bvirgem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604436968477607346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leonardo da Vinci: um artista múltiplo&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt; E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&lt;br /&gt; (Fernando Pessoa/ Álvaro de Campos. Tabacaria) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leonardo da Vinci (1452-1519) foi um artista múltiplo. Pintor, arquiteto, botânico, engenheiro, cientista, geólogo, matemático, escritor. Era um grande observador da natureza e do mundo. O artista tinha um caderno de rascunhos e registrava tudo o que via: estudos, desenhos e escrevia textos.  “Leonardo da Vinci: fábulas, alegorias e adivinhações” (SM, 2010), adaptação livre com ilustrações de Edith Derdyk, é a reunião desse trabalho pouco conhecido do público. &lt;br /&gt; A fábula, no sentido tradicional, é uma narrativa curta, protagonizada por animais irracionais que encerra uma moral implícita ou explícita. As fábulas escritas por Leonardo da Vinci condizem com a sua maneira de ver o mundo. Animais, minerais e objetos agem como seres humanos. Nas alegorias, o escritor utiliza figuras mitológicas e cria situações “bem-humoradas e inusitadas”. As adivinhações foram denominadas profecias e são pequenos textos com fórmulas enigmáticas e vêm carregadas de um tom visionário e fantástico. &lt;br /&gt; Dezoito textos integram esse livro, sendo seis fábulas, seis alegorias e seis adivinhações. &lt;br /&gt; Fábulas – “A pedra solitária no meio do caminho” relata o desejo de mudança de uma pedra – ela vivia no meio de flores, em um ambiente muito aprazível, mas tinha o desejo de viver junto com outras pedras. O desejo foi satisfeito, veio a desilusão e a prova de que nem sempre as mudanças são boas. &lt;br /&gt; Em “A tinta negra e o papel branco”, o papel reclama da tinta negra por ter maculado a sua brancura com sinais, manchas e garranchos. O papel capitula diante da explicação convincente da tinta negra: &lt;br /&gt; “É justamente por causa dessas palavras escritas com tinta negra que você não será jogado fora ao vento, não será queimado no fogo como alimento da fogueira de são João, não será usado para embrulhar objetos em vão ou simplesmente ir direto para o lixão!!!” (p.27) &lt;br /&gt; Alegorias - Nas alegorias, os protagonistas são animais. Da Vinci criou até animais inexistentes. Alguém conhece um “cerasta”? Ele está bem vivo nesta alegoria.  Vamos apresentá-lo. O cerasta é um animal estranho – tem quatro chifres pequenos que se movem no topo da cabeça. Esses chifres são utilizados de modo camuflado para conseguir pegar os pássaros. O animal estranho se enterra debaixo da terra, deixando apenas do lado de fora os quatro chifres. Os pássaros, na sua inocência, pensam que se trata de vermes ou minhocas e quando tentam comer os chifres são engaiolados e devorados com calma e sem nenhum esforço pelo cerasta. &lt;br /&gt;  O basilisco é outro animal nunca visto. Embora seja pequeno é capaz de queimar grandes prados, paralisar serpentes, quebrar árvores. Seu poder de destruição é incalculável. Ele deixa sua marca por onde passa. E a alegoria termina com esta observação: “O basilisco é um bicho que dá medo só de pensar nele, até porque ninguém, até hoje, viu um basilisco de verdade.” (p.38) &lt;br /&gt; Adivinhas - “Dos olhos, do raio do sol e do pensamento” é a última adivinha do livro. O texto se inicia com a pergunta: “O que teriam em comum os olhos, o raio do Sol e o pensamento?” (p.57) No primeiro momento, a discussão gira em torno das possibilidades –”Se o Sol aparece do lado do Oriente e rapidamente espalha seus raios para o Ocidente... Se os olhos, quando se abrem, alcançam o Sol num milésimo de milésimo de segundo... Se a mente atravessa num só pensamento todas as terras... E vem a indagação: O que será que os olhos, o raio do Sol e o pensamento teriam em comum? &lt;br /&gt;No segundo momento, ainda resta a dúvida: “Será que ele tem em comum a contagem do tempo em sua velocidade máxima: micromilésimo de milésimo de segundo?” (p.57). Seguem-se as afirmativas: O os olhos precisam de luz para ver... O Sol precisa de olhos para que as coisas que ele ilumina sejam vistas...  e o pensamento precisa da luz de um olhar para pensar...&lt;br /&gt;Tudo parece resolvido, mas as reticências e a interrogação da última frase comprovam que a dúvida ainda persiste: &lt;br /&gt; ‘ O que será que os olhos, o raio de Sol e o pensamento teriam em comum?”(p.57) &lt;br /&gt; As fábulas, alegorias e adivinhações de Da Vinci foram baseadas em anotações do artista. O inusitado desses textos demonstra que estamos diante de um inventor que sabe, também, lidar com as palavras. &lt;br /&gt; Edith Derdyk, a ilustradora e adaptadora do texto, é artista plástica e escritora. Já recebeu diversos prêmios, entre eles: The Rockfeller Foundation (Itália), The Banff Center (Canadá). No Brasil, APCA e Porto Seguro Fotografia (Revelação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para comemorar o dia do Artista Plástico, selecionamos este pequeno poema de Mário Quintana:  &lt;br /&gt; Os quadros são janelas abertas para o outro mundo deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="250" height="217" src="http://www.youtube.com/embed/jZ1zY887Lh4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-2444811460015631632?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/2444811460015631632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=2444811460015631632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2444811460015631632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2444811460015631632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/05/leonardo-da-vinci-um-artista-multiplo.html' title='Leonardo da Vinci: um artista múltiplo'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--nF60Yv68x8/Tcb1urAsxbI/AAAAAAAAA5w/lMKiDTlSFEA/s72-c/images%2Bvirgem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-998368628941238910</id><published>2011-04-30T06:29:00.003-03:00</published><updated>2011-05-04T15:28:31.484-03:00</updated><title type='text'>No reino de papel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-fVdCVYqofiI/TcGZkwmCsiI/AAAAAAAAA5o/a2rZ4zpOUj8/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 144px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fVdCVYqofiI/TcGZkwmCsiI/AAAAAAAAA5o/a2rZ4zpOUj8/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602928268224410146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No reino do papel&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;​O que é, o que é?&lt;br /&gt;​Esse papel tão pequeno,&lt;br /&gt;​além de adulto e criança,&lt;br /&gt;​consegue guardar paisagem&lt;br /&gt;​e sempre vira lembrança.&lt;br /&gt;​(Ricardo Azevedo. Última adivinha)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos em um mundo cercado de papel por todos os lados. São livros, jornais, cadernos, revistas, retratos, cartões-postais, diplomas, certificados, contas bancárias e telefônicas que nos chegam através do correio, guardanapos de papel e muitas outras coisas mais. Os e-books já circulam com desenvoltura, mas ainda vamos conviver por muitos e muitos anos com montanhas de papel. “Não contem com o fim do livro”, entrevista de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, concedida ao jornalista Jean-Philippe de Tonnac, comprova o que afirmamos.&lt;br /&gt;“Livro de papel”, de Ricardo Azevedo, republicado pela Editora do Brasil (2010) é uma mescla de poesia e música. O livro vem acompanhado de CD. Alguns poemas foram musicados por Renato Lemos com a participação do autor que, além de escritor e ilustrador, é músico amador, toca piano e violão.  ​&lt;br /&gt;A capa de “Livro de papel” chama a atenção do leitor – um prédio em forma de livro e na janela do 2º. andar aparece um menininho olhando a vida.  &lt;br /&gt;Para escrever os poemas, Ricardo Azevedo escolheu diferentes modalidades poéticas – quadrinhas, trava-línguas, redondilhas, adivinhações. No mundo livre de poluição que procura substituir as sacolas de plástico, “Saco de papel” é um poema bem oportuno:&lt;br /&gt;Tem muitas utilidades,&lt;br /&gt;devia ganhar troféu,&lt;br /&gt;essa ideia engenhosa&lt;br /&gt;que é o saco de papel. (p.56)&lt;br /&gt;O que vemos na ilustração do poema “Saco de papel”? Um saco de cabeça para baixo esconde o rosto de uma menina. Vislumbramos os olhos através de dois furinhos no papel, o traço da boca e o cabelo.  &lt;br /&gt;O vocábulo papel assume um valor polissêmico que pode ser comprovado neste poema:&lt;br /&gt;Ninguém quer levar a fama,&lt;br /&gt;nem rasgado nem pintado,&lt;br /&gt;é sempre um grande embaraço&lt;br /&gt;fazer papel de palhaço.​ (destacamos)&lt;br /&gt;(Outros papéis, p. 35)&lt;br /&gt;O poema citado ganhou um arranjo musical de “rock de garagem”. Um som de bateria, um violão elétrico e um baixo reforçam o ambiente “pop bem humorado”.&lt;br /&gt;As adivinhas (são quatro ao todo) aparecem como elementos de ligação entre as músicas do CD. Houve a intenção proposital de repetição dos dois componentes – a melodia e o ritmo.&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo utiliza a ilustração não para reproduzir o que está explícito no texto verbal, mas para complementar, completar e expandir. É um ilustrador criativo.&lt;br /&gt;Como bom músico, não poderia faltar um poema com este título – “Partitura”:&lt;br /&gt;Ela flutua no ar,&lt;br /&gt;ela vive no compasso,&lt;br /&gt;ela passa e não se vê,&lt;br /&gt;é flor que nasce no espaço.&lt;br /&gt;(p. 48)&lt;br /&gt;São 39 poemas que brincam com as palavras. Os textos são enriquecidos pelas jocosas ilustrações desse menino/poeta/peralta.&lt;br /&gt;O leitor deve estar curioso para saber a resposta da “Última adivinha” que aparece como epígrafe. Impossível, o livro está fechado, só consultando-o, e isso vou deixar para um menino curioso que gosta de ler e de poesia.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="200" height="180" src="http://www.youtube.com/embed/W9G8rI9UZ1Q" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-998368628941238910?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/998368628941238910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=998368628941238910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/998368628941238910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/998368628941238910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/04/no-reino-de-papel.html' title='No reino de papel'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fVdCVYqofiI/TcGZkwmCsiI/AAAAAAAAA5o/a2rZ4zpOUj8/s72-c/Unknown.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7013734894746055999</id><published>2011-04-24T16:34:00.003-03:00</published><updated>2011-04-24T16:43:16.195-03:00</updated><title type='text'>A presença do cotidiano e da memória nas crônicas de Ignácio de Loyola Brandão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-UPcmnRg5pO4/TbR73sur_uI/AAAAAAAAA5g/0bowWJI27B0/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UPcmnRg5pO4/TbR73sur_uI/AAAAAAAAA5g/0bowWJI27B0/s200/images-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599236433558372066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A presença do cotidiano e da memória nas crônicas de Ignácio de Loyola Brandão&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A memória é a cidade localizada na intimidade do cronista. E nós, leitores, somos os transeuntes privilegiados desse mundo fabuloso. &lt;br /&gt; (Regina Zilberman. Apresentação do livro “Ignácio de Loyola Brandão – Crônicas para ler na escola”) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A editora Objetiva publicou, em 2010, três livros de crônicas de escritores brasileiros destinados aos leitores jovens. Com o título “Crônicas para ler na escola”, foram selecionados textos de Ruy Castro, João Ubaldo Ribeiro e Ignácio de Loyola Brandão. Pela leveza dos textos e o tom memorialista, nossa escolha recaiu no livro de Ignácio de Loyola Brandão. &lt;br /&gt; A professora e crítica literária Regina Zilberman escreveu a apresentação do livro e agrupou as crônicas em “Cenas do cotidiano” e “Memória”. Depois de destacar a prosa variada, a perspectiva crítica e consciente do autor diante dos problemas do Brasil, a ensaísta afirma: &lt;br /&gt; “Não é diferente o que se passa em suas crônicas. Nas que estão aqui reunidas, deparamo-nos também com as contradições e problemas do mundo moderno, em especial da sociedade brasileira, que o escritor procura entender e representar”. (p.10) &lt;br /&gt; Quanto ao aspecto memorialístico, Zilberman destaca: “A travessia da memória é, ao contrário do percurso pela cidade, extremamente pessoal”. (p.13)   &lt;br /&gt; “Marteladas na cabeça” integra o conjunto de “Cenas do cotidiano”. Nesta crônica, ficamos sabendo como se processa o ato de escrever do escritor. Quando sai para a rua, leva um bloquinho e anota frases ouvidas nos passeios pela cidade, registra os grafites encontrados nos muros. Além disso, possui inúmeros cadernos com anotações dos  diálogos de filmes, nomes de pessoas para serem usados em futuros personagens, notícias de jornal. Esses cadernos são uma espécie de diário do escritor.  &lt;br /&gt; Para Ignácio de Loyola Brandão, esses cadernos parecem inesgotáveis, “ali está o Brasil, a gente, a fala, e eu no meio”. (p.70)&lt;br /&gt; As crônicas ligadas à memória relembram a infância passada em Araraquara, cidade natal do cronista. “O poder e a glória de paralisar o Brasil” remete aos anos 40 do século XX, durante o período da semana santa. A cidade ficava completamente diferente. A partir do Domingo de Ramos começavam as celebrações. As imagens da igreja eram cobertas com pano roxo. Na quinta-feira santa, não se ligava radio, os carros não buzinavam não se podia brincar, cantar, os sinos da igreja calavam-se. Na sexta-feira santa, era luto total.&lt;br /&gt; No sábado vinha a Aleluia. Cristo iria ressuscitar. Missa da Aleluia.  Ao som da campainha, caía o pano negro que cobria o altar-mor. Acendiam-se as luzes da igreja e soltavam-se pombos brancos que ficavam voando pela nave. O sacristão repicava os sinos e todas as locomotivas da EFA (Estrada de Ferro de Araraquara) apitavam.  “Mas nada disso aconteceria se eu não tocasse campainha. Era aquele toque que acionava tudo. Sem ele, o luto prosseguiria, não haveria Aleluia. Cristo não ressuscitaria.” (p. 103) &lt;br /&gt; O pequeno coroinha sentia-se dono do mundo, naquela hora era a pessoa mais importante da cidade. O cronista termina o texto lamentando que a semana santa não tenha mais a dramaticidade e a atmosfera de tragédia de antigamente. &lt;br /&gt; Ainda, nos textos memorialísticos, “Os pratos da ferrovia” remontam à infância e às viagens nos trens da Estrada de Ferro Araraquara. Uma visita à feirinha de antiguidades da Praça Benedito Calixto (São Paulo) foi o ponto de partida para rememorar o passado.  Estavam expostos para venda os pratos do vagão-restaurante da Estrada de Ferro.  O pai do escritor trabalhou na empresa ferroviária e, na visão do futuro escritor, Araraquara possuía a mais espantosa estação de toda a sua infância. &lt;br /&gt; Ler essas crônicas de Ignácio de Loyola Brandão nos transporta para Araraquara da década de 90 do século XX. Conhecemos a estação de trem que perdeu muito do antigo brilho. Atualmente, o trem faz o curto percurso entre Araraquara e São Carlos, apenas 40 quilômetros separam as duas cidades.  &lt;br /&gt; Para concluir essas observações, usamos palavras do próprio Ignácio de Loyola Brandão: &lt;br /&gt; “A vida era simples, os prazeres também. Acabamos complicando muito, exigindo demais e nos distanciamos de verdades que se encontram nos pequenos gestos e situações.” (p. 107)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/7AF6mM0p_Pw?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;object id="MediaPlayer" width="380" height="345" classid="clsid:6BF52A52-394A-11D3-B153-00C04F79FAA6" standby="..." type="application/x-oleobject"&gt;&lt;param NAME="FileName" VALUE="http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/tv/2006/09/tvcasintonia20060918-01-001-wm.100.wmv"&gt;&lt;param name="autostart" VALUE="true"&gt;&lt;param name="ShowControls" VALUE="true"&gt;&lt;param name="ShowStatusBar" value="false"&gt;&lt;param name="ShowDisplay" VALUE="false"&gt;&lt;embed type="application/x-mplayer2" src="http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/tv/2006/09/tvcasintonia20060918-01-001-wm.100.wmv" name="MediaPlayer"width="380" height="345" ShowControls="1" ShowStatusBar="0" ShowDisplay="0" autostart="1" StretchToFit="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7013734894746055999?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7013734894746055999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7013734894746055999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7013734894746055999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7013734894746055999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/04/presenca-do-cotidiano-e-da-memoria-nas.html' title='A presença do cotidiano e da memória nas crônicas de Ignácio de Loyola Brandão'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UPcmnRg5pO4/TbR73sur_uI/AAAAAAAAA5g/0bowWJI27B0/s72-c/images-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7117573105465496699</id><published>2011-04-15T09:11:00.004-03:00</published><updated>2011-04-15T09:21:44.809-03:00</updated><title type='text'>Leitura para um dia de chuva-Eça de Queiroz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Mxe7Xp0B69g/Tag4J0aPwaI/AAAAAAAAA5Y/qhrNYx3zHOM/s1600/14022011120534_chuva.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mxe7Xp0B69g/Tag4J0aPwaI/AAAAAAAAA5Y/qhrNYx3zHOM/s200/14022011120534_chuva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595784278346547618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura para um dia de chuva&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Foi para ti &lt;br /&gt;  que desfolhei a chuva. &lt;br /&gt;  (Mia Couto. Para ti) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eça de Queiroz foi um escritor muito lido nos fins do século XIX e nos primeiros anos do século XX em Portugal e no Brasil. Graciliano Ramos era um assíduo leitor das páginas queirozianas, leu “Os Maias” dezessete vezes e sabia trechos decorados do grande romance. &lt;br /&gt; Antonio Candido escreveu inúmeros ensaios sobre os livros do romancista português e participou com um breve comentário no verso da capa de “Um dia de chuva”, conto de Eça de Queiroz, publicado pela Cosac Naify, editado em 2011, com ilustrações de Guazzelli. É leitura indicado para jovens, mas será bem recebida pelos adultos.  &lt;br /&gt; Vejamos o que nos diz o crítico paulista a respeito desse conto: &lt;br /&gt; “O enredo é simples, tecido tchekhovianamente com quase nada, fino e leve como teia de aranha. [...] Narrativa de atmosfera, cujo princípio estrutural é a surda competição entre a chuva que fecha o mundo e a imagem solar da moça que rompe as brumas.”&lt;br /&gt; “Um dia de chuva” é uma publicação póstuma. O texto só veio a ser conhecido em 1929 porque Eça de Queiroz Filho resolveu editá-lo. Foi incluído em “Cartas Inéditas de Fradique Mendes” e em “Mais Páginas Esquecidas”. No Brasil, apareceu na obra completa de Eça de Queiroz da Nova Aguilar. &lt;br /&gt;  A história se passa durante uma “chuva agreste e ventosa”, no “meado já quente de abril”. Vamos ao encontro do texto.&lt;br /&gt; José Ernesto é um homem rico, solteiro, mora em Lisboa e quer adquirir uma quinta para reunir os amigos e desfrutar dos prazeres de um local cheio de grandes árvores, de pássaros e de regatos. Quando estudava em Coimbra, D. Patrício, seu “companheiro de casa”, falava sempre no solar de S. Braz, herança da família, um lugar aprazível com avenidas de carvalho, cascatas, roseiras e um mirante que dava vista para o rio.  O estudante ouvia a descrição do amigo e pensava: “Que diabo, quando for rico, hei de ter o meu S. Braz!”. (p.6).&lt;br /&gt; A hora havia chegado. Herdara a fortuna do tio Bento e, ao folhear a publicação “Novidades”, leu a noticia da venda de uma quinta em Paço-de-Loures, situada na região norte de Portugal. O dono era um fidalgo de Província, D. Gaspar Alcoforado. Escreveu para o proprietário e este lhe propôs uma visita ao local e que procurasse se comunicar com o padre Ribeiro, encarregado de mostrar a propriedade.   &lt;br /&gt;Em meados de abril, José Ernesto viajou. Ficou acertado que o padre iria esperá-lo na estação de trem e de lá seguiriam para o Paço-de-Loures.  Tudo aconteceu de acordo com o combinado, mas veio uma chuva torrencial que não permitiu ao futuro comprador conhecer a quinta na sua totalidade. As gentilezas do caseiro Braz, a deliciosa comida servida durante seus dias de permanência, as grandes salas, tudo indicava uma inclinação para a compra da quinta. &lt;br /&gt;Durante os dias que ficou em Paço-de-Loures, José Ernesto ouviu muitas conversas do padre Ribeiro sobre a família Alcoforado. Dom Gaspar Alcoforado possuía três filhas, sendo que a mais nova, D. Joana, era linda, loura, parecia “um sol”. Além de todos os atributos físicos, era “grande cavaleira”. A descrição da moça foi rica em minúcias, agora José Ernesto tinha dois desejos: comprar a quinta e conhecer a moça bonita e loura. &lt;br /&gt;A casa e a chuva funcionam como motivos condutores da narrativa. A chuva impede sair da casa para conhecer a quinta. Só resta ao futuro comprador aproveitar as delícias da boa culinária, ouvir o incessante barulho da água caindo do céu e as conversas do padre Ribeiro. &lt;br /&gt;O resto da história é para ser lida em dia de chuva junto com as águas de abril.  &lt;br /&gt;Eloar Guazzelli, artista plástico, fez as ilustrações deste conto. Utilizou apenas duas cores – marron e azul. Os detalhes da arquitetura portuguesa e os azulejos estão presentes nas 15 ilustrações que emolduram o livro. &lt;br /&gt;Beatriz Berrini, estudiosa de Eça de Queiroz e professora de literatura portuguesa da PUC/SP, colocou notas no corpo do texto, esclarecendo algumas trocas de nomes de personagens e dos lugares. As interrogações indicam trechos que foram perdidos. Lembramos que Eça de Queiroz não fez a revisão final do conto, é uma edição póstuma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="300" height="199" src="http://www.youtube.com/embed/mlIV528dDxs?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7117573105465496699?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7117573105465496699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7117573105465496699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7117573105465496699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7117573105465496699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/04/leitura-para-um-dia-de-chuva-eca-de.html' title='Leitura para um dia de chuva-Eça de Queiroz'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Mxe7Xp0B69g/Tag4J0aPwaI/AAAAAAAAA5Y/qhrNYx3zHOM/s72-c/14022011120534_chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7823699819326853834</id><published>2011-04-10T11:16:00.012-03:00</published><updated>2011-04-10T11:40:07.271-03:00</updated><title type='text'>HOFFMANN e a janela de esquina do meu primo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4ctOpHBLCuY/TaG8x25nQxI/AAAAAAAAA5I/246RkcY2c08/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4ctOpHBLCuY/TaG8x25nQxI/AAAAAAAAA5I/246RkcY2c08/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593959776907641618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SzYjchXJNws/TaG8pBMWapI/AAAAAAAAA5A/UYoBiu9MCPc/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SzYjchXJNws/TaG8pBMWapI/AAAAAAAAA5A/UYoBiu9MCPc/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593959625051761298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOFFMANN e a janela de esquina do meu primo&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Primeira lição de admirar:&lt;br /&gt; o melhor reflexo&lt;br /&gt; está na janela. &lt;br /&gt; (Antônio Mariano. Narciso ao avesso) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernest Theodor Amadeus Hoffmann este é o nome completo do escritor de histórias fantásticas conhecido apenas por Hoffmann. Além de escritor de histórias fantasmagóricas e de estranhamento, Hoffmann era músico e inspirou muitos compositores com sua rica imaginação literária.&lt;br /&gt;O balé “Coppélia. A menina dos olhos de esmalte”, com música de Léo Delibes e coreografia de Arthur Saint-Léon, foi inspirado no conto” O homem de areia”, de Hoffmann. O conto Quebra-nozes foi o ponto de partida para Tchaikovsky compor a música que leva o mesmo nome. Hoffmann está, portanto, intrinsecamente ligado à literatura e à música.  &lt;br /&gt;Em 2010, a editora Cosac Naify publicou a novela de Hoffmann – “A janela de esquina do meu primo “- que foi traduzido por Maria Aparecida Barbosa, contou com as inovadoras ilustrações de Daniel Bueno e posfácio de Marcus Mazzari. É sobre este livro que iremos tecer considerações.  &lt;br /&gt;A história gira em torno de um personagem que ficou paralítico e da janela do quarto observa tudo que se passa defronte ao “Gendarmennmarkt” (Mercado dos Gendarmes), na região central de Berlim. Nesse lugar, há uma placa com a seguinte inscrição: “O escritor e conselheiro de tribunal Ernest Theodor Amadeus Hoffmann morou aqui de julho de 1815 até sua morte, em 25 de junho de 1822. Uma homenagem da cidade de Berlim, 1890.” (A janela da esquina de meu primo, p. 11) &lt;br /&gt;O primo mora na região mais bonita de Berlim, em frente à praça do mercado, nas proximidades do edifício do teatro, local rodeado por construções suntuosas. Um pequeno gabinete com janela para a praça do mercado é o posto mirante do primo, daí ele observa tudo que se passa na grandiosa praça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois personagens atuam no enredo da novela – o primo paralítico e o eu - narrador. O primo é escritor e escrever parecia ser a única coisa que ele ainda podia fazer, infelizmente a maligna doença impedia que ele exercesse o ofício da escrita e isso contribuiu para que caísse em uma profunda melancolia. Seu único consolo era observar tudo que se passava na praça através da janela.  É a visão que a janela lhe proporciona que vai permitir que crie histórias que a mão já não obedece.    &lt;br /&gt;Na feira do mercado, há uma vendedora de flores que chama a atenção – quando não está vendendo flores, ela se absorve na leitura de um livro cuja lombada indica a origem – biblioteca de Kralowski. Em nota explicativa de pé de página, vem a seguinte observação: “Hoffmann refere-se aqui a seu amigo F. Kralowski, que possuía uma das maiores bibliotecas da época. Essa biblioteca ficava nas imediações do Gendarmenmarkt, cenário da narrativa”. (p.28) &lt;br /&gt;O eu - narrador divisa da janela do primo “um rapaz alto esbelto vestindo um curto agasalho amarelo com gola preta e botões metálicos”, traz um gorro vermelho e tem uma cabeleira de fartos cabelos cacheados. Ele conduz uma pasta no braço e vem a conclusão: “é um estudante a caminho do colégio”. Seus olhos estão fixos no movimento da feira, parece esquecido do colégio e do resto do mundo. &lt;br /&gt;Com beleza e graça, aparece uma dona de casa que faz compras e gerencia as despesas domésticas. Ela examina cada mercadoria, deve ser filha de algum burguês rico, talvez um fabricante de sabão. São conjecturas feitas pelo primo. &lt;br /&gt;O eu - narrador, diante das pertinentes observações, externa seu pensamento: “Sinceramente, caro primo, você já me ensinou a enxergar melhor”. (p.22)  &lt;br /&gt;Mas chega o meio-dia e a multidão se dispersa, a praça vai ficando cada vez mais vazia. As vendedoras de legumes recolhem o que restou da feira, a florista leva o restante do estoque de flores em grandes carriolas e os policiais procuram manter a boa ordem em tudo, sobretudo no trânsito das carroças. &lt;br /&gt;Quando a feira acaba, o primo, de modo filosófico, diz para o eu - narrador: “Esse mercado é também agora uma imagem fiel da vida eternamente mutável”. (p.57)&lt;br /&gt;Não poderíamos deixar de registrar o expressivo trabalho do ilustrador Daniel Bueno – são desenhos vistos de forma fragmentada, recortes de pessoas, de objetos, tudo através de um olhar da janela de esquina. &lt;br /&gt;Merece, ainda, destaque as fotografias da praça do mercado, a janela de esquina onde se situa a taverna Lutter &amp; Wegner, morada de Hoffmann na época em que escreveu esta novela. &lt;br /&gt;Para concluir, mais esta nota de rodapé: “Hoffmann foi notório boêmio e nos seus últimos anos de vida as noitadas regadas a vinho na taverna Lutter &amp; Wegner se transformaram em atração literário-turística de Berlim.” (p.65)&lt;br /&gt;Nota: Augusto dos Anos, no soneto “O caixão fantástico”, faz referências a Hoffmann, nestes versos: &lt;br /&gt;“Nesse caixão iam talvez as Musas, &lt;br /&gt;Talvez meu Pai! Hoffmânnicas visagens&lt;br /&gt;Enchiam meu encéfalo de imagens&lt;br /&gt;As mais contraditórias e confusas!”&lt;br /&gt;O professor Carlos Alberto Azevedo, estudioso da obra de Augusto dos Anjos, morou muitos anos em Berlim e conhece bem os textos de Hoffmann e a taverna Lutter &amp; Wegner. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="218" src="http://www.youtube.com/embed/HGvimle6XY0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;       &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="300" height="255" src="http://www.youtube.com/embed/WuNaL9MJeWE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;      &lt;/iframe&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="150" height="130" src="http://www.youtube.com/embed/rah3Fcbkabc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="218" src="http://www.youtube.com/embed/WuNaL9MJeWE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7823699819326853834?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7823699819326853834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7823699819326853834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7823699819326853834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7823699819326853834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/04/hoffmann-e-janela-de-esquina-do-meu-pri.html' title='HOFFMANN e a janela de esquina do meu primo'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4ctOpHBLCuY/TaG8x25nQxI/AAAAAAAAA5I/246RkcY2c08/s72-c/Unknown.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-3239158867688546039</id><published>2011-04-02T14:51:00.002-03:00</published><updated>2011-04-02T15:05:20.143-03:00</updated><title type='text'>2 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-MAx6EInlLqg/TZdjJf7aTeI/AAAAAAAAA44/8io5WNb1YXs/s1600/mail-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MAx6EInlLqg/TZdjJf7aTeI/AAAAAAAAA44/8io5WNb1YXs/s200/mail-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591046477244419554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Oger5IDQ6VM/TZdi6WVt0FI/AAAAAAAAA4w/PK5mhRBpsyA/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Oger5IDQ6VM/TZdi6WVt0FI/AAAAAAAAA4w/PK5mhRBpsyA/s200/images-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591046216972357714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andersen sempre foi para mim uma espécie de herói, de mito intocável. &lt;br /&gt; (Marcos Bagno. Uma vida de contos de fadas).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; O dia 2 de abril é uma data muito significativa para todos aqueles que se dedicam à literatura infantil. Nesse dia, nasceu em Odense (Dinamarca), no ano de 1805, Hans Christian Andersen, o menino filho de um sapateiro e de uma lavadeira que mais tarde se tornou importante escritor de livros para crianças.  &lt;br /&gt;Odense é a capital da ilha de Fusten e a cidade gozava de muito prestígio no século XIX. Existia um castelo que servia à família real como residência de verão. Fora da capital Copenhague, Odense era a única cidade que possuía um teatro. &lt;br /&gt;Por ser a data de nascimento de Andersen, o dia 2 de abril passou a ser conhecido como o Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil. Atualmente o mais alto prêmio literário atribuído a escritor de obra infantil recebe a denominação “Prêmio Hans Christian Andersen”. No Brasil, duas escritoras já conquistaram esse ambicionado prêmio – Lygia Bojunga Nunes (1982) e Ana Maria Machado (2000). &lt;br /&gt;O mês de abril ainda marca o nascimento de Monteiro Lobato (18 de abril) e nesse dia se comemora, no Brasil, o Dia Nacional do Livro Infantil. No dia 20 de abril é a data de nascimento do poeta paraibano Augusto dos Anjos– dia consagrado ao escritor paraibano.  É, portanto, um mês de festividades e de  louvor ao livro. &lt;br /&gt; Voltemos ao grande contador de histórias – Hans Christian Andersen. A vida de Andersen foi marcada por dificuldades financeiras.  Quando perdeu o pai, o menino contava apenas 11 anos, mas aprendeu muito com este homem simples do povo. Em suas memórias, ele conta como era fraterno o convívio com o pai:  &lt;br /&gt; “Aos domingos, ele se divertia construindo para mim pequenos teatros; recortava os cenários, que eram móveis e podiam ir mudando. Lia-me cenas da comédia de Holberg e dos contos de As Mil e Uma Noites.” &lt;br /&gt; Não causa admiração que, alguns anos mais tarde, Andersen tenha partido para Copenhague e tentado trabalhar no teatro. Foram anos difíceis.  O rapaz desajeitado, com os pés e as mãos muito grandes, olhinhos miúdos não inspirava muita confiança.  Era um patinho feio e identificava-se com o personagem rejeitado do seu conto mais conhecido. A obstinação, o desejo de vencer, superou essas primeiras dificuldades.  &lt;br /&gt; Andersen não escreveu contos de fadas tradicionais, suas histórias trazem uma ótica infantil, vêm da sabedoria do povo, e isso agrada muito as crianças. Como Monteiro Lobato, o escritor dinamarquês não se preocupava com o didatismo moralizante.  Um tom poético envolve seus contos e encanta os leitores. &lt;br /&gt; Quem vai à Dinamarca, Copenhague ou Odense, surpreende-se com as inúmeras estátuas, museus, em homenagem ao escritor ilustre.  Não é apenas a sua imagem que está perpetuada no bronze, seus personagens figuram entre os homenageados. A pequena sereia, colocada na entrada do porto de Copenhague, em cima de uma pedra, parece uma guardiã do povo dinamarquês.  É um local muito freqüentado por turistas do mundo inteiro. &lt;br /&gt; “O patinho feio”,” A pequena vendedora de fósforos”,” O soldadinho de chumbo”,” A pequena sereia” ‘A roupa nova do imperador” são alguns dos seus contos mais famosos.  &lt;br /&gt; Andersen escreveu mais de 170 histórias, poemas, diários, peças de teatro, livro autobiográfico, novelas, mas foi sua produção destinada ao público infantojuvenil que conquistou o mundo. &lt;br /&gt; Traduzido para muitas línguas, os contos de Andersen já foram adaptados para o teatro, cinema, balé, quadrinhos. No Brasil, há boas edições dos contos de Andersen e citamos: “Andersen e suas histórias” (Ed. Ave Maria), textos adaptados por Regina Drummond e ilustrados por André Neves. “Palmas para João Cristiano”, biografia adaptada para o leitor infantil por Ana Maria Machado (Ed. Mercuryo Jovem) e “Uma vida de contos de fadas. A história de Hans Christina Andersen”, de Marcos Bagno, Ed. Ática.&lt;br /&gt; Em 2010, a editora Zahar publicou - “Contos de Fadas de Perrault, Grimm e Andersen” que contou com a apresentação de Ana Maria Machado e tradução de Maria Luísa Borges. &lt;br /&gt; Sobre este último livro citado, destacamos que as histórias são traduzidas na íntegra e trazem ilustrações de antigos artistas  como: Gustavo Doré, Walter Crane, Bertall, Arthur Rackham.   &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="218" src="http://www.youtube.com/embed/QXUmjcIT0uo" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="260" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/0ulHeiVr-zY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-3239158867688546039?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/3239158867688546039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=3239158867688546039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3239158867688546039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3239158867688546039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/04/2-de-abril-dia-internacional-do-livro.html' title='2 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil e Juvenil'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MAx6EInlLqg/TZdjJf7aTeI/AAAAAAAAA44/8io5WNb1YXs/s72-c/mail-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-7664325332079110421</id><published>2011-03-25T12:40:00.002-03:00</published><updated>2011-03-25T12:44:53.118-03:00</updated><title type='text'>Presença feminina nas letras e na educação latino-americana (século XIX)/Nísia Floresta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_Z7CPaDDB30/TYy3-BIJWWI/AAAAAAAAA4o/IcYykNlxNds/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 139px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_Z7CPaDDB30/TYy3-BIJWWI/AAAAAAAAA4o/IcYykNlxNds/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588043513742317922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Presença feminina nas letras e na educação latino-americana (século XIX)&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ignorância de nossas mulheres poderá ser um dia substituída por conhecimentos que as tornem dignas de renome. &lt;br /&gt; (Nísia Floresta. Opúsculo Humanitário) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Danilo R. Streck, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNISINOS, foi o organizador do livro “Fontes da Pedagogia Latino-Americana. Uma antologia”.  (Ed. Autêntica, 2010).&lt;br /&gt; A obra reúne textos de 26 pensadores que marcaram a educação na América Latina e no Caribe. Os textos selecionados vêm acompanhados de análises de estudiosos dos respectivos autores.&lt;br /&gt; No universo dos educadores que se destacaram no cenário latino-americano, figuram três mulheres: Nísia Floresta (Brasil, 1810-1885), Maria Lacerda de Moura (Brasil, 1887-1945) e Gabriela Mistral (Chile, 1889-1957). O papel que Nísia Floresta exerceu na educação latino-americana será o foco de nosso interesse. &lt;br /&gt; Graziela Rinaldi da Rosa apresenta o estudo sobre Nísia Floresta, pseudônimo utilizado por Dionísia Gonçalves Pinto. Sobre a origem do pseudônimo, vem esta explicação: Nísia Floresta Brasileira Augusta – Nísia é o diminutivo de Dionísia; Floresta para lembrar o sítio Floresta; Brasileira como afirmação do sentimento nativista e Augusta foi uma homenagem ao seu companheiro – Manuel Augusto. &lt;br /&gt;Nísia Floresta nasceu no sítio Floresta, em Papari (RN), atual Nísia Floresta. Passou a infância no sítio, tendo aí aprendido as primeiras letras com seu pai que era um advogado português. Casou-se com Manuel Alexandre Soares quando tinha apenas 13 anos, abandonando-o um ano depois. Fora um casamento sem amor e sem paixão.   Mais tarde, transferiu-se para Goiana (PE), cidade bem mais desenvolvida do que Papari, e, posteriormente, para Recife. Foi em Recife que conheceu o acadêmico de direito Manuel Augusto de Faria Rocha e com ele viveu um grande amor.  &lt;br /&gt; Foi pioneira na educação feminista no Brasil e se preocupou, principalmente, com a educação e o papel da mulher em nossa sociedade. Acreditava que o progresso de uma sociedade dependia da educação que era oferecida às meninas. &lt;br /&gt;Autodidata, poeta, poliglota, escritora e educadora, deixou cerca de 15 títulos, compreendendo poemas, romances, ensaios. Muitos desses trabalhos foram publicados na imprensa. &lt;br /&gt;Recebeu influência de quatro correntes de pensamento: a filosofia da Ilustração, o idealismo romântico, o utilitarismo e o positivismo. &lt;br /&gt;“Inspirada nessas correntes filosóficas, que estavam em voga na metade do século XIX, começou sua produção teórica no ano de 1831. Em Espelho das Brasileiras, um jornal dedicado às senhoras pernambucanas do tipógrafo francês Adolphe Emille de Bois Garin, ela começa a surgir como escritora.” (p.91) &lt;br /&gt;Em 1832 publica seu primeiro livro – Direitos das mulheres e injustiça dos homens. A professora e pesquisadora Constância Duarte considera este livro o texto fundante do feminismo brasileiro. Nísia tinha apenas 22 anos. &lt;br /&gt;Criou duas escolas para meninas no Brasil – colégio Augusto ( o nome é uma homenagem ao companheiro), no Rio de Janeiro, e outra escola em Porto Alegre (RS). Sobre esta última, pouco se sabe.  &lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, a escola Augusto funcionou durante 18 anos e o programa de estudos incluía: latim, caligrafia, história, geografia, religião, matemática, português, francês, inglês, música, dança, piano e desenho. &lt;br /&gt; Com relação à exclusão das mulheres nas cátedras universitárias no século XIX, deu esta explicação: &lt;br /&gt; “... se não são vistas mulheres nas cadeiras das universidades, não se pode dizer que seja por incapacidade, mas sim por efeito da violência com que os homens se sustentam nesses lugares, em nossos prejuízos”. (p. 92) &lt;br /&gt; Morou em Paris e lá muito escreveu sobre nosso país, desmistificando a visão errônea que os europeus tinham do Brasil. Vítima de pneumonia morreu aos 74 anos e foi enterrada no cemitério Bonsecours. Hoje, seus restos mortais estão no Brasil. &lt;br /&gt;Nísia Floresta foi uma mulher muito além do seu tempo, lutou com garra pelos direitos das mulheres, criou colégios, escreveu para jornais e publicou livros. Foi tão nacionalista que incluiu, no seu pseudônimo, o vocábulo Brasileira. &lt;br /&gt; Para saber mais sobre esta marcante mulher, consulte-se o livro organizado por Danilo R. Streck. Recomendamos ainda:  “Nísia Floresta: uma mulher à frente do seu tempo” de Constância Duarte. Ed. Mercado Cultural, 2006 e “Mulheres Símbolos” de Joacil de Britto Pereira. Ed. Universitária/UFPB, 2007.&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="218" src="http://www.youtube.com/embed/LbyzQfoJl-w" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-7664325332079110421?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/7664325332079110421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=7664325332079110421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7664325332079110421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/7664325332079110421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/03/presenca-feminina-nas-letras-e-na.html' title='Presença feminina nas letras e na educação latino-americana (século XIX)/Nísia Floresta'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_Z7CPaDDB30/TYy3-BIJWWI/AAAAAAAAA4o/IcYykNlxNds/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-2958792842092376931</id><published>2011-03-19T22:17:00.001-03:00</published><updated>2011-03-20T08:16:02.120-03:00</updated><title type='text'>​A Memória Vegetal e outras memórias-Umberto Eco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-sZ9JNDwURc0/TYXelTU2B5I/AAAAAAAAA4g/GuPMl7xTLJM/s1600/Unknown-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-sZ9JNDwURc0/TYXelTU2B5I/AAAAAAAAA4g/GuPMl7xTLJM/s200/Unknown-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586115645247195026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7x3XhbijFoY/TYXef2UCzZI/AAAAAAAAA4Y/5l_q9rLEbws/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7x3XhbijFoY/TYXef2UCzZI/AAAAAAAAA4Y/5l_q9rLEbws/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586115551559863698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;​A Memória Vegetal e outras memórias&lt;br /&gt;​(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“... a biblioteca não é somente o lugar da sua memória, onde você conserva o que leu, mas o lugar da memória universal, onde um dia, no momento fatal, será possível encontrar aqueles outros que leram antes de você.”&lt;br /&gt;(Umberto Eco. A Memória Vegetal e outros escritos sobre bibliofilia (2010: p. 49)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Editora Record publicou em 2010 dois importantes livros que foram indicados para jovens pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.  O primeiro – “Não contem com o fim do livro” – traz   um erudito debate entre Jean-Claude Carrière e Umberto Eco, intermediado pelo ensaísta e jornalista Jean-Philippe de Tonnac.  O outro é “A Memória Vegetal e outros escritos sobre bibliofilia”, de Umberto Eco.&lt;br /&gt;Jean-Claude Carrière, reconhecido dramaturgo e roteirista, é também escritor e colecionador de livros raros. Umberto Eco, semiólogo e estudioso de línguas antigas, orgulha-se dos livros antigos que adquiriu no decorrer de sua vida. Tanto Carrière quanto Eco acreditam na sobrevivência do livro e partem do seguinte princípio: A fotografia matou o quadro? A televisão o cinema?&lt;br /&gt;Mas é sobre este último – “A Memória Vegetal” – que deitamos nosso olhar. No dia 12 de março, comemorou-se o dia do bibliotecário e para escrever este artigo escolhemos este livro que fala sobre bibliotecas e sobre pessoas que cuidam dos livros com amor e muito zelo.&lt;br /&gt;A primeira parte do livro é toda dedicada à bibliofilia, bibliomania, bibliocastia e bibliotecas e Eco faz importantes observações sobre essas sutis diferenças.&lt;br /&gt;Bibliófilo é aquele que devota amor ao livro. Eco explica que guarda até hoje com muito carinho um exemplar de “Philosophie au Moyen Age”, de Gilson, dos anos 1950. Este livro foi seu companheiro constante na época que estava escrevendo a tese de doutorado. Hoje está gasto pelo tempo, esfarelado, mas está ligado aos anos de sua formação acadêmica e preso às suas lembranças. Tem um valo afetivo.&lt;br /&gt;Para explicar o que é a bibliomania, o autor parte do seguinte exemplo: um bibliômano compra um livro raro e guarda-o como um tesouro com a avareza de um tio Patinhas, não mostra o livro a ninguém. Se esse mesmo livro fosse comprado por um bibliófilo, ele gostaria de mostrar a todos os seus amigos bibliófilos e se possível colocaria até em exposição para que muitas pessoas admirassem aquele objeto raro.&lt;br /&gt;O bibliocasta é o inverso, ele cuida mal dos livros, deixa-os desaparecer por descuido, vende-os aos pedaços. Eles parecem ter mais valor quando são mutilados.&lt;br /&gt;O colecionador de livros não deve ser confundido com o bibliófilo. Os colecionadores querem ter tudo sobre um determinado tema, para eles o que importa “não é a natureza das peças isoladas, mas a completude da coleção”. O bibliófilo, mesmo quando trabalha sobre um determinado tema, espera que a coleção não se complete nunca, existe sempre um livro à sua  espera  &lt;br /&gt;Pedro Nava, nas memórias, revelou-se um leitor apaixonado. Em “Galo-de-trevas,” quinto volume das suas memórias, o escritor revela o prazer que sentia quando abria as estantes e passava as mãos pelos couros, carneiras, pergaminhos. A sensação era a mesma que sentia ao passar a mão pela pele amada.                                  &lt;br /&gt;Umberto Eco externa seu culto ao livro dessa maneira:&lt;br /&gt;“Como é belo um livro que foi pensado para ser tomado nas mãos, até na cama, até num barco, até onde não existem tomadas elétricas, até onde e quando qualquer bateria se descarregou, e suporta marcadores e cantos dobrados, e pode se derrubado no chão ou abandonado sobre o peito ou sobre os joelhos quando a gente cai no sono, e fica no bolso, e se consome, registra a intensidade, a assiduidade ou a regularidade das nossas leituras e nos recorda (se parecer muito fresco ou intonso) que ainda não o lemos... (p.54)  &lt;br /&gt;O livro de Umberto Eco nos transporta para outras leituras, para lembranças de poemas lidos.  Há um poema de Mário Quintana que, com poucas palavras, define o que é um livro na mão de um leitor.&lt;br /&gt;“O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado”.&lt;br /&gt;Falei apenas da primeira parte do livro de Umberto Eco, há mais três esperando pelo leitor.&lt;br /&gt;Nota: Os dois livros citados podem ser encontrados na Livraria Leitura.&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="200" height="180" src="http://www.youtube.com/embed/A5tvKA520Io" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-2958792842092376931?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/2958792842092376931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=2958792842092376931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2958792842092376931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2958792842092376931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/03/memoria-vegetal-e-outras-memorias.html' title='​A Memória Vegetal e outras memórias-Umberto Eco'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sZ9JNDwURc0/TYXelTU2B5I/AAAAAAAAA4g/GuPMl7xTLJM/s72-c/Unknown-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6370907008893570352</id><published>2011-03-12T14:16:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T14:29:05.087-03:00</updated><title type='text'>MARINA COLASANTI: artista dos pincéis e da palavra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ohhKzzO8FIE/TXusNh5hqJI/AAAAAAAAA38/3Unleu8cS5A/s1600/Unknown-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ohhKzzO8FIE/TXusNh5hqJI/AAAAAAAAA38/3Unleu8cS5A/s200/Unknown-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583245511493789842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-MGzEYp8Aexo/TXusGhNOXZI/AAAAAAAAA30/6cEsaZbFQjY/s1600/9788508134816.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-MGzEYp8Aexo/TXusGhNOXZI/AAAAAAAAA30/6cEsaZbFQjY/s200/9788508134816.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583245391048891794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVROS &amp; LITERATURA &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária - FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARINA COLASANTI: artista dos pincéis e da palavra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Penso que o ato de criação de imagens se origina não diretamente na palavra, mas no entre palavras.&lt;br /&gt; O texto é a origem de tudo. É impossível ilustrar sem gostar de literatura. É impossível ilustrar sem gostar de ler. &lt;br /&gt; (Rui de Oliveira. Pelos jardins Boboli) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A trajetória artística de Marina Colasanti teve início com a opção pelo curso de Belas-Artes. Terminado o curso, começou a fazer gravuras e a participar de salões de arte e exposições.  Anos mais tarde dedicou-se à literatura, mas não abandonou a pintura. Atualmente, escreve e ilustra seus próprios livros.&lt;br /&gt; Em 1962, surgiu a oportunidade de trabalhar no Jornal do Brasil (JB) e foi escrevendo para jornais que descobriu que poderia ser escritora. (O jornal ainda é a grande escola dos escritores). No JB, escrevia crônicas e editava o caderno infantil. Ficou no JB até 1973.&lt;br /&gt; Em 1977, a revista “Nova” contratou Marina Colasanti para ser editora de comportamento. Foi a fase de escrever sobre questões relacionadas à MULHER. O sucesso dos textos que escrevia para a revista  motivou   convites  para  proferir palestras em diferentes regiões do Brasil. A temática era sempre a MULHER brasileira, seus problemas, o modo de ser e de viver dessa nova MULHER.  &lt;br /&gt; 1979 foi um ano marcante na vida da escritora/ilustradora. Publicou e ilustrou “Uma ideia toda azul”, livro de contos de fadas que trazia um caráter inovador. Com este livro, ganhou dois grandes prêmios nacionais em 1980 – Grande Prêmio de Crítica em Literatura Infantil da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Prêmio “Melhor Livro para Jovens” da FNLIJ. Dentro da temática de contos de fadas, Marina vem publicando com regularidade livros para crianças e jovens. “A moça tecelã” (Ed. Global) é um dos mais bonitos. &lt;br /&gt; “Antes de virar gigante” (Ed. Ática, 2010) é o livro mais recente. Reúne 28 textos, compreendendo contos, poemas e crônicas, agrupados em cinco blocos, assim definidos: “O horizonte além da janela”, “Medo e encanto se mesclam”, “Lua na barriga, circo e fantasia”, “Jeitos diferentes de ver (e ouvir), “Segredos de criança”. &lt;br /&gt; No bloco “O horizonte além da janela”, vamos encontrar textos cheios de magia que apresentam afinidades com os contos maravilhosos. “Uma ideia toda azul”, o conto de abertura do livro, é um bom exemplo de texto mágico. Um rei guarda carinhosamente uma ideia azul nos seus aposentos. &lt;br /&gt; Em “Medo e encanto se mesclam”, os animais estão presentes nos contos e nos poemas. A história do cachorro preto vem revestida de ternura. Foi um longo caminhar para Milord tornar-se um verdadeiro amigo. &lt;br /&gt;“Lua na barriga, circo e fantasia” reúne narrativas atemporais e minicontos que encantam pela beleza poética dos textos. “A moça tecelã” foi republicado e integra esse conjunto.  &lt;br /&gt; Há um miniconto em “Jeitos diferentes de ver (e ouvir) – “Apto 902” - que ironiza o largo tempo que as pessoas dedicam à televisão. Toda noite, o pai, a mãe,  a avó e a filha olhavam a televisão. A família sentava-se sempre nos mesmos lugares. Ocorreu que um dia a poltrona, lugar reservado pelo pai, o sofá, local que  a mãe se sentava, a cadeira de balanço, a preferida pela  avó, e o banquinho, lugar da filha, mudaram de lugar. Agora eles se sentam no colo dessas pessoas “e a televisão, para sempre ligada, ficou olhando para eles.” Depois da leitura desse pequeno conto, o leitor tira suas conclusões. &lt;br /&gt;O primeiro texto do bloco “Segredos de criança” é um poema que traz o mesmo título do livro – “Antes de virar gigante”. Reflete muito bem a visão da criança diante do mundo circundante – na casa em que a menina morava, os corredores eram longos, as mesas altas e as camas enormes, mas havia gigantes circulando pela casa.  O cotidiano se funde com o imaginário e lá apareciam gigantes. Os textos deste grupo estão próximos da vivência da própria autora quando criança, eles contêm uma boa dose de memorialismo.   &lt;br /&gt;   “As janelas sobre o mundo”, fecho do livro, traz um pouco da biografia de Marina Colasanti, o seu gosto pela literatura, artes e a prática de escrever diários que perdura até hoje. &lt;br /&gt; Um depoimento do marido Affonso Romano de Sant´Anna, poeta e escritor, demonstra o grau de sensibilidade da artista  dos pincéis e da palavra.  &lt;br /&gt; Affonso revela que Marina lhe ensinou a ver detalhes. Um dia, quando ele estava trabalhando muito e chegou em casa encontrou este bilhete que dizia: &lt;br /&gt; Hoje, meu marido perdeu um pôr de sol, uma orquídea que se abriu e o canto de um pássaro.&lt;br /&gt; O bilhete diz tudo. Os pintores e  os poetas  nos ensinam a ver detalhes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="171" src="http://www.youtube.com/embed/DSW17sQQAZ4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6370907008893570352?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6370907008893570352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6370907008893570352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6370907008893570352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6370907008893570352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/03/marina-colasanti-artista-dos-pinceis-e.html' title='MARINA COLASANTI: artista dos pincéis e da palavra'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ohhKzzO8FIE/TXusNh5hqJI/AAAAAAAAA38/3Unleu8cS5A/s72-c/Unknown-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-417291261362015609</id><published>2011-02-28T16:42:00.014-03:00</published><updated>2011-02-28T17:03:25.251-03:00</updated><title type='text'>O Ofício da Escrita -Crônicas para jovens: de amor e amizade” (Rocco: 2010), de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HqWTdT6u7Cc/TWv-fn7HSDI/AAAAAAAAA3U/O4rhvhJ0Tb8/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HqWTdT6u7Cc/TWv-fn7HSDI/AAAAAAAAA3U/O4rhvhJ0Tb8/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578832382674815026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-sdeIaHxqKnU/TWv-WC67oDI/AAAAAAAAA3M/wGObexnDTSs/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 157px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-sdeIaHxqKnU/TWv-WC67oDI/AAAAAAAAA3M/wGObexnDTSs/s200/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578832218123116594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ofício da Escrita &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Será que escrever não é um ofício? Não há aprendizagem, então? O que é? Só me considerarei escritora no dia em que disser: sei como se escreve. &lt;br /&gt; (Clarice Lispector. Como é que se escreve. In: Crônicas para jovens de escrita e vida)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “Crônicas para jovens: de amor e amizade” (Rocco: 2010), de Clarice Lispector, foi comentado nesta coluna há poucos dias. Esta semana o correio me trouxe mais um livro de crônicas de Clarice da mesma editora – “Crônicas para jovens de escrita e vida”. Todas essas crônicas foram publicadas no Jornal do Brasil entre agosto de 1967 e dezembro de 1974. &lt;br /&gt; É de Pedro Karp Vasquez esta pertinente observação: Clarice extraía “da escrita o significado profundo da vida, sua água viva, límpida, regeneradora e redentora, que continua a fluir das páginas de seus textos para os corações de seus leitores.” (2010: p. 11). &lt;br /&gt; Vamos às crônicas para examinar o fluir das páginas e sentir o processo de escrever de Clarice Lispector. &lt;br /&gt; Na crônica “Ainda impossível”, a escritora fala sobre as primeiras histórias que escreveu aos sete anos, todas começavam com “era uma vez”. Naquela época, morava em Recife e enviava os textos para publicação na página infantil das quintas-feiras de um jornal local e nenhuma, “nenhuma mesmo” foi publicada. E vem a explicação da cronista: “... era fácil de ver o porquê. Nenhuma contava propriamente uma história com os fatos necessários a uma história”.  (p.17).&lt;br /&gt; À introdução tradicional dos contos para crianças - “era uma vez” seguia-se uma prosa que se caracterizava pelo inusitado, inovador, próprio da escrita de Clarice adulta, talvez aí resida o motivo da rejeição do jornal.   &lt;br /&gt; Uma das crônicas mais líricas do livro traz este título: “As três experiências” e a autora revela as três coisas essenciais na sua vida: amar os outros, escrever e criar os filhos. &lt;br /&gt; A respeito do ato de escrever, vem esta afirmativa: “E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo” (p.127). Embora sentindo que escrever é alguma coisa extremamente forte, ela teme que um dia tenha a sensação de que já escreveu bastante. Será a hora de parar?  &lt;br /&gt; Em “Temas que morrem”, ela compara a página pronta para escrever com uma tela. Os pincéis, as tintas e as cores estão esperando o artista, mas às vezes falta o dom para desenhar. Ocorre a mesma coisa com o escritor – a página está pronta para receber a escrita, mas foge-lhe o tema. E a crônica termina com esta indagação: “... escrever não é quase sempre pintar com palavras?” Pergunta muito oportuna para quem lida com a Palavra e, de modo geral, com a Arte. &lt;br /&gt;O escrever pode extrapolar os limites da palavra.  Para Paulo Freire, a leitura do mundo precede à leitura da palavra. Acrescentamos que o ato de escrever não está restrito à escrita tradicional, podemos escrever com tintas e pincéis, escrever uma escultura, uma coreografia, um gesto. A escrita está em tudo, faltam olhos para ver e descobrir. Clarice tinha consciência da abrangência da escrita, daí a alusão à pintura. &lt;br /&gt;Na crônica “Escrever para jornal e escrever livro”, a cronista faz uma distinção bem clara e concisa: “... num jornal nunca se pode esquecer o leitor, ao passo que no livro fala-se com maior liberdade, sem compromisso imediato com ninguém.” (p.97) &lt;br /&gt;Esta outra afirmativa demonstra quanto Clarice era consciente do modo como se escreve para jornais: “... o leitor de jornal, habituado a ler sem dificuldade o jornal, está predisposto a entender tudo. E isto simplesmente porque jornal é para ser entendido” (p. 98) &lt;br /&gt;    Esses dois livros de crônicas de Clarice Lispector são destinados ao leitor jovem, mas isso não impede que os adultos leiam e se identifiquem com certos temas, afinal a boa literatura não tem público específico, é de todos e para todos. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/FiOowF9-9z8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-417291261362015609?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/417291261362015609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=417291261362015609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/417291261362015609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/417291261362015609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/02/o-oficio-da-escrita.html' title='O Ofício da Escrita -Crônicas para jovens: de amor e amizade” (Rocco: 2010), de Clarice Lispector'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HqWTdT6u7Cc/TWv-fn7HSDI/AAAAAAAAA3U/O4rhvhJ0Tb8/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5447281655804996696</id><published>2011-02-19T00:07:00.005-02:00</published><updated>2011-02-19T00:31:17.582-02:00</updated><title type='text'>Pequenas doses poéticas-Festa no meu jardim e estações da poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-A2rtorJpoMM/TV8mgbOZeyI/AAAAAAAAA2M/61VMdeKK-Fw/s1600/Unknown-1.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-A2rtorJpoMM/TV8mgbOZeyI/AAAAAAAAA2M/61VMdeKK-Fw/s320/Unknown-1.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575217202213780258"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oHrgyVg78ns/TV8mOrjlCQI/AAAAAAAAA2E/vHdd11WHB4Y/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oHrgyVg78ns/TV8mOrjlCQI/AAAAAAAAA2E/vHdd11WHB4Y/s320/Unknown.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575216897359939842"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LIVROS &amp;amp; LITERATURA &lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária-FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pequenas doses poéticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos.&lt;br /&gt;(Manoel de Barros. In: Leitura e Literatura Infanto-Juvenil. Redes de Sentido. Org. Rosemar Coenga) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Manoel de Barros nos ensina que a poesia está em tudo: nas memórias inventadas, no voo dos passarinhos, na pedra, no grão de areia, nos pequenos animais.  Marcos Bagno e Luís Dill assimilaram bem a lição do poeta pantaneiro e escreveram “Festa no meu jardim” (Bagno) e “Estações da poesia” (Dill). Os dois livros foram publicados pela Editora Positivo (2010). Lúcia Hiratsuka fez as delicadas ilustrações para o livro de Marcos Bagno e Rubens Matuck, com suas manchas e aguadas, deu vida e beleza ao livro de Dill. Os ilustradores utilizaram a técnica da aquarela que confere leveza à ilustração. &lt;br /&gt;“Festa no meu jardim” nos leva ao poema de Cecília Meireles – “Leilão de jardim”. (In: Ou isto ou aquilo).  Parece que Bagno ouviu a delicada voz da poeta carioca. “Festa no meu jardim” contém singelezas poéticas que nos transportam ao mundo ceciliano. &lt;br /&gt;O jardim é habitado por caracóis, sabiás, cigarras, borboletas É no jardim que “a vida corre e voa/ pula, vibra e ri à toa!”. &lt;br /&gt; O caracol anda bem devagarinho “de manhã até ao pôr do sol”.  Quando a noite chega, ele se recolhe, “entra na conchinha e dorme.”                                       &lt;br /&gt;O sabiá tem “uma linda voz de flauta”. Está sempre presente no jardim, “... assobia meiga e sábia melodia...”&lt;br /&gt;O reco-reco das cigarras incomoda. Sua cantilena provoca irritação, mas esse canto monótono dura pouco tempo. “Enchem um mês com seu canto, / depois somem, por encanto”. &lt;br /&gt;A liberdade da borboleta é exaltada nesta quadrinha: &lt;br /&gt;“A borboleta passeia&lt;br /&gt;leve e solta pelo ar...&lt;br /&gt;Difícil acreditar, &lt;br /&gt;mas já foi lagarta feia!”(p.21)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar esses pequenos poemas de Marcos Bagno, Lúcia Hiratsuka utilizou muitas flores e folhas, seguindo a técnica do sumiê, um tipo de ilustração japonesa.&lt;br /&gt;Luís Dill escreveu breves poemas, estabelecendo vínculos com as estações do ano, aproximando-os dos haicais. Os poemas estão agrupados em quatro partes, relacionados com as quatro estações do ano. &lt;br /&gt;Como estamos no mês de fevereiro, para comemorar o verão, vai este poeminha: &lt;br /&gt;“Fevereiro danado&lt;br /&gt; faz lago fugir do sol:&lt;br /&gt;quebra-cabeça de seca” (p.9) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar o inverno, selecionamos este poema: &lt;br /&gt;“Amores-perfeitos &lt;br /&gt;tão lindos &lt;br /&gt;aquecem manhã de inverno” (p.27) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens Matuck soube escolher as cores adequadas para cada poema. No verão, império do sol, há o predomínio dos tons amarelos; no inverno, os tons sombreados ilustram os poemas. Para a primavera, um colorido bem variado.  O outono se caracteriza pela força do vento e nada melhor do que ilustrar com folhas de várias tonalidades de ocre e vermelho desbotado.  &lt;br /&gt;Esses dois pequenos livros, com poemas em doses homeopáticas, deliciam o olhar e embevece o leitor que gosta de poesia. No adulto, a leitura provoca o reencontro com a infância perdida, relembra o menino que foi; a criança entra na brincadeira do faz-de-conta e penetra “surdamente no reino das palavras”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-19d7767612d933c4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D19d7767612d933c4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331912023%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7FC446C3DC3FF7F197B482856E26DFAE903130FE.35F9A092EFB74442C5D331D85B67529A317201DC%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D19d7767612d933c4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLdXvjKkh4EKCImkZ9mMk-ticn2k&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D19d7767612d933c4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331912023%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7FC446C3DC3FF7F197B482856E26DFAE903130FE.35F9A092EFB74442C5D331D85B67529A317201DC%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D19d7767612d933c4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLdXvjKkh4EKCImkZ9mMk-ticn2k&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5447281655804996696?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5447281655804996696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5447281655804996696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5447281655804996696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5447281655804996696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/02/pequenas-doses-poeticas-festa-no-meu.html' title='Pequenas doses poéticas-Festa no meu jardim e estações da poesia'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-A2rtorJpoMM/TV8mgbOZeyI/AAAAAAAAA2M/61VMdeKK-Fw/s72-c/Unknown-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4174051458328018642</id><published>2011-02-17T11:06:00.005-02:00</published><updated>2011-02-17T11:18:17.074-02:00</updated><title type='text'>OBAX: uma menina com nome de flor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-kSjuzrD43kc/TV0etuLtabI/AAAAAAAAA18/tOGcqjA7HA4/s1600/images-22.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 184px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kSjuzrD43kc/TV0etuLtabI/AAAAAAAAA18/tOGcqjA7HA4/s320/images-22.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574645684594633138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-LpXOyI2S-Yw/TV0eoRyVqsI/AAAAAAAAA10/H1FZnHEEHjM/s1600/images-21.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 187px; height: 245px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-LpXOyI2S-Yw/TV0eoRyVqsI/AAAAAAAAA10/H1FZnHEEHjM/s320/images-21.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574645591072680642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBAX: uma menina com nome de flor&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chega a noite&lt;br /&gt; e, na sinfonia de bocejos, &lt;br /&gt; beladormecem as sombras. &lt;br /&gt; (Luís Dill. Estações de poesia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; OBAX (Brinque-Book, 2010), texto e ilustrações de André Neves, foi um dos cinco livros brasileiros selecionados para constar no catálogo “White Ravens” (2011) da biblioteca infantojuvenil de Munique. &lt;br /&gt;André Neves explica que a história é um texto de ficção, ambientado na África, não é um reconto. Para escrever este livro, o autor fez pesquisas sobre o oeste africano, os costumes, as manifestações artísticas, vestimentas, as artes dos grupos étnicos espalhados pela Nigéria, Costa do Marfim, Senegal, Mauritânia e Mali. Sua atenção se voltou para as mulheres das tribos, surgindo daí a história de uma menina africana. &lt;br /&gt;O primeiro parágrafo do livro já denota que estamos diante de um escritor que sabe lidar, poeticamente com as palavras: &lt;br /&gt; “QUANDO o sol acorda no céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece, enquanto os homens lavram a terra e as mulheres cuidam dos afazeres domésticos e das crianças. Ao anoitecer, tudo volta a se encher de vazio, e o silêncio negro se transforma num ótimo companheiro para compartilhar boas histórias.” (p.6) &lt;br /&gt; É na sombra da noite, na sinfonia dos bocejos, que Obax, nome da menina, cria suas histórias fabulosas que preenchem o vazio e o silêncio.   Certa vez, a menina contou aos amigos que tinha visto cair do céu uma chuva de flores. E surgiram muitas perguntas: &lt;br /&gt; “– Nossa, e você não se molhou?”&lt;br /&gt; “– Onde foi isso?” &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Obax tinha uma imaginação muito fértil e criava coisas que estavam além do raciocínio comum das pessoas, surgindo perguntas que denotavam incredulidade. Como acreditar em chuvas de flores onde havia pouca água! &lt;br /&gt; Triste por não ser compreendida, a menina resolveu sair à procura da chuva de flores e contou com a ajuda de Nafisa, um elefante que havia se perdido de sua manada e vivia sozinho na savana. &lt;br /&gt; Na viagem por vales e montanhas, por países da África e por muitos outros países, Obax e Nafisa viram chuva de água, chuva de pedras, chuva de estrelas, chuva de folhas. Nos países mais frios, viram até chuva de flocos de algodão. Onde encontrar a chuva de flores?  Os dois deram a volta ao mundo e nada de chuva de flores. Será que existiu mesmo uma chuva de flores? &lt;br /&gt; Não falta nessa história um baobá, grosso e forte como o elefante Nafisa, com o tronco todo enrugado. Quem se encosta no tronco dessa árvore sagrada procura repouso e sonha com muitas histórias, até com histórias de chuva de flores.  &lt;br /&gt; André Neves sabe lidar muito bem com as duas linguagens – palavra/imagem. Neste livro fica difícil saber o que mais se sobressai – será a linguagem verbal ou a pictórica?  &lt;br /&gt; A beleza da ilustração do livro começa na capa – o título OBAX aparece em letras bem grandes, vermelhas e brilhantes, dando-nos a impressão de que o título foi escrito em alto relevo.  No meio da capa, uma figura diminuta de uma menina com cabelos encaracolados.  Juntinho da menina se encontra uma pequena pedra. Essa pedra é muito importante, ela esconde um segredo que só é revelado para aqueles que lerem o livro.&lt;br /&gt; As paisagens áridas das savanas são retratadas pela intensidade dos tons laranja e vermelho que se associam à luminosidade do sol. Essas são, também, as cores preferidas dos africanos&lt;br /&gt; Nas pesquisas feitas por André Neves, ele descobriu que OBAX significa “flor” e NAFISA “pedra preciosa”. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/PeRPmdhaRUM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4174051458328018642?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4174051458328018642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4174051458328018642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4174051458328018642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4174051458328018642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/02/obax-uma-menina-com-nome-de-flor.html' title='OBAX: uma menina com nome de flor'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kSjuzrD43kc/TV0etuLtabI/AAAAAAAAA18/tOGcqjA7HA4/s72-c/images-22.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1709876816282101692</id><published>2011-02-07T17:22:00.003-02:00</published><updated>2011-02-07T17:35:35.614-02:00</updated><title type='text'>A DONZELA GUERREIRA: resgate e reconto/Histórias à Brasileira. A Donzela Guerreira e Outras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TVBHeiV6pXI/AAAAAAAAA1s/W1QL8-mST2s/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TVBHeiV6pXI/AAAAAAAAA1s/W1QL8-mST2s/s320/images-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571031328997680498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LIVROS &amp;LITERATURA &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária –FNLIJ/PB)&lt;br /&gt;A DONZELA GUERREIRA: resgate e reconto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sempre acreditei que, no Brasil, só é nacional o que é popular ou então aquilo que é ligado ao popular. &lt;br /&gt; (Ariano Suassuna) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É difícil determinar quando surgiu o vínculo literatura popular x literatura infantil. Se pesquisarmos os contos de Perrault, dos irmãos Grimm, de Andersen, iremos encontrar a junção dos contos de fadas com os contos de origem popular. Na literatura brasileira, o interesse por esses contos desponta com os pesquisadores Sílvio Romero e Câmara Cascudo.&lt;br /&gt; Depois dos folcloristas nordestinos, outros escritores brasileiros se dedicaram à pesquisa do veio popular. Marisa Lajolo e Regina Zilberman (1986) afirmam que os elementos da extração popular se apresentavam, inicialmente, de modo conservador. Muitos escritores se limitavam a “republicação de velhas histórias folclóricas”. &lt;br /&gt; Monteiro Lobato e José Lins do Rego, na década de 30 do século XX, deram um tom mais nacional aos contos de origem popular e se aproximaram do falar do povo brasileiro. A partir dos anos 70 e 80, do mesmo século, essas histórias são recontadas por escritores que se preocupam com a renovação linguística e compromisso com a esteticidade da palavra/imagem.  Ângela Lago, Ricardo Azevedo, Ciça Fittipaldi, Joel Rufino dos Santos e Ana Maria Machado integram a nova fase de recontadores de velhas histórias. &lt;br /&gt; “Histórias à Brasileira. A Donzela Guerreira e Outras” (Companhia das Letrinhas, 2010), com ilustrações de Odilon Moraes, é o 4º. Volume do projeto de resgate e reconto de histórias da tradição popular da escritora Ana Maria Machado. &lt;br /&gt; “A Donzela Guerreira” pode ser encontrada com o título” Donzela que foi à guerra”. É muito difundida entre os cordelistas e está presente no “Romanceiro” de Almeida Garrett. &lt;br /&gt; O tema da mulher que se veste de homem para esconder sua verdadeira identidade é recorrente na literatura popular e erudita. Guimarães Rosa foi buscar na fonte popular a base para criar um dos personagens mais emblemáticos da literatura brasileira – Diadorim.&lt;br /&gt; Vamos entrar na história do resgate e reconto de Ana Maria Machado. &lt;br /&gt; Há muitos e muitos anos, no reino de Aragão (Espanha), um súdito fiel lamentava porque só tinha filhas mulheres e não podia mandá-las à guerra para defender o reino. A filha mais velha pediu ao pai: &lt;br /&gt; “Dai-me armas e cavalo&lt;br /&gt;     que irei de capitão”. &lt;br /&gt; O pai recusou o pedido da filha com esta desculpa: &lt;br /&gt; “Filha, tens cabelos grandes. &lt;br /&gt; Filha, te reconhecerão.” &lt;br /&gt; A filha não desistia, afirmava que era capaz de lutar como se fosse um cavaleiro. O pai argumentava que ela tinha os seios grandes e seria facilmente identificada, mas a donzela era teimosa e sabia dar soluções para todos esses problemas. E estava tão decidida que o pai acabou permitindo que ela partisse. &lt;br /&gt; Durante a peleja com os inimigos, portou-se como um cavaleiro corajoso e ousado, conquistando várias vitórias. Os defensores do rei saíram vitoriosos. Entre os nobres lutadores, havia um conde que fez amizade com a falsa donzela que adotara o nome de Luís. Após o término da luta, o conde convidou o amigo para passar uns dias em sua casa. A donzela aceitou o convite do conde Damião e à noite, após uma caçada, o rapaz comentou com a mãe: &lt;br /&gt; “Os olhos de Dom Luís matar-me-ão. &lt;br /&gt; Seus gestos são de homem. &lt;br /&gt; Seus olhos de mulher são.” &lt;br /&gt;  A mãe do conde sugeriu ao filho uma série de provas para saber a verdadeira identidade de Dom Luís. Com muita astúcia, a donzela conseguiu enganar o conde, mas não por muito tempo. No fim da história, cai o disfarce e o segredo é revelado. &lt;br /&gt; Para recontar esta história, Ana Maria Machado leu textos de Sílvio Romero, Câmara Cascudo, Monteiro Lobato e de muitos outros escritores, não deixou de recorrer à literatura de cordel. Como quem conta um conto aumenta um ponto, ela misturou diversos elementos, inventou outros, resgatou e recontou uma história que veio do além-mar e que ela ouviu na infância de uma tia-avó. &lt;br /&gt; “Histórias à Brasileira: A Donzela Guerreira e outras” se compõe de dez histórias; as outras nove estão à espera do leitor. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/3EU50k_2wd0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1709876816282101692?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1709876816282101692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1709876816282101692' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1709876816282101692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1709876816282101692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/02/donzela-guerreira-resgate-e.html' title='A DONZELA GUERREIRA: resgate e reconto/Histórias à Brasileira. A Donzela Guerreira e Outras'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TVBHeiV6pXI/AAAAAAAAA1s/W1QL8-mST2s/s72-c/images-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8194483533861345434</id><published>2011-02-03T08:54:00.003-02:00</published><updated>2011-02-03T09:05:12.401-02:00</updated><title type='text'>MIL- FOLHAS: a história do doce através dos séculos-Lucrécia Zappi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TUqKHPBw88I/AAAAAAAAA1I/VcgO0eu1T0Q/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TUqKHPBw88I/AAAAAAAAA1I/VcgO0eu1T0Q/s320/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569415746094691266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LIVROS &amp; LITERATURA &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MIL- FOLHAS: a história do doce através dos séculos&lt;br /&gt; As belas-artes são cinco: a pintura, a escultura, a poesia, a música e a arquitetura, a qual tem por extensão a confeitaria. &lt;br /&gt; (Marc-Antoine Carême. In: Mil-Folhas: história ilustrada do doce) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A jornalista, escritora e tradutora Lucrécia Zappi nasceu em Buenos Aires e mudou-se, ainda criança, para a cidade de São Paulo. Ela relembra sempre os passeios com a família pelas ruas do centro de São Paulo e o fascínio que a Confeitaria Dulca, da Avenida Doutor Vieira de Carvalho, exercia na sua vida de criança. Ficava parada diante da vitrine da confeitaria admirando os maravilhosos docinhos que eram reservados para ocasiões especiais. Quando completou nove anos, ganhou o presente de um bolo de nozes da Confeitaria Dulca e deliciou-se com a iguaria. Presente divino. &lt;br /&gt; Atualmente, Lucrecia Zappi mora em Nova York, onde fez mestrado em Ciência Literária e escreve para “Artforum” (Estados Unidos) e “Folha de São Paulo”. Estudou artes plásticas em Amsterdã (Holanda) e organizou a antologia da artista suíça Pipilotti Rist para a exposição “O Comunismo em Forma”.  Pela Cosac Naify, publicou “Mil - folhas: história ilustrada do doce” (2010), o primeiro projeto de não-ficção para jovens. &lt;br /&gt; O livro “Mil - Folhas: história ilustrada do doce” foi selecionado para integrar o catálogo “White Ravens” da biblioteca infantojuvenil de Munique. É uma pesquisa sobre a história do doce em vários países.&lt;br /&gt; Pinçamos algumas curiosidades que merecem registro. Vamos começar pelo próprio título do livro – “Mil - folhas” - é um bolo de massa folhada criado por Carême, cozinheiro francês do século XIX, e tem 729 camadas de massa e 729 camadas de manteiga, uma verdadeira arte de dobradura de massa folhada. Carême arredondou os números e chamou-o de “mil - folhas”.&lt;br /&gt; “Arroz-doce” – os iberos herdaram dos invasores árabes a receita do arroz-doce. Há muitos anos,  esse doce era considerado um manjar sofisticado, feito com frutas cristalizadas, amêndoas, canela e mel. Com o passar dos tempos, a receita ficou mais simples, sem as frutas e as castanhas. Segundo Câmara Cascudo, o arroz-doce é uma sobremesa nacional. &lt;br /&gt; “Alfajor” – é outra herança árabe.  Os argentinos criaram os famosos biscoitos recheados com doce de leite e hoje o alfajor passou a ser conhecido como uma sobremesa argentina.     &lt;br /&gt; “Alfenim” - é mais um doce de origem árabe que agrada o paladar das crianças nordestinas. Branquinho, muito doce, de formas variadas, os alfenins eram vendidos nas feiras livres do interior brasileiro e as crianças adoravam. &lt;br /&gt; Zappi afirma que por conta dos árabes os portugueses ganharam fama de ótimos doceiros. Os melhores doces vinham dos conventos e mosteiros. Acreditava-se que os doces elevavam o espírito de quem os comia e eram batizados com nomes “divinos” – “papo de anjo”, “toucinho do céu”. &lt;br /&gt; E os doces brasileiros? Temos vários doces que utiliza o coco como  ingrediente principal. “Quindim” – coco, açúcar e gema de ovos. “Baba de moça” – é outra sobremesa tipicamente brasileira. É um doce bem delicado, feito com a polpa  do coco verde.  Se pensarmos em cocada, a variada é muito grande.  &lt;br /&gt; Estamos ainda no ABC dos doces, há muitos outros. Da França, lembramos o “creme de chantilly”, “madeleine”, um bolinho perfumado com limão, celebrado por Marcel Proust no livro” No caminho de Swann”. &lt;br /&gt; “Banana Split” e “Sundae” são sorvetes americanos que se caracterizam pelo alto teor calórico e muito açúcar. &lt;br /&gt; “Wagashi” é um doce tradicional do Japão levemente adocicado. Para os japoneses, tomar chá comendo “wagashi” é uma maneira de aguçar o espírito e buscar o equilíbrio da mente e do corpo.&lt;br /&gt; A leitura de “Mil - Folhas” nos transporta para países distantes como a China e o Japão, à requintada cozinha francesa, aos sorvetes e cremes americanos e aos doces temperados dos árabes. &lt;br /&gt;O livro traz fotografias de restaurantes antigos, cenas de ruas, interiores de confeitarias. São 147 ilustrações. Contém, ainda, informações sobre a descoberta do chocolate e conta com a apresentação da chef Mari Hirata. &lt;br /&gt;  Não poderia faltar referência à Confeitaria Dulca que, em 2009, completou 60 anos de atividades ininterruptas em São Paulo. A família Garonne veio de Torino (Itália) e criou raízes na cidade de São Paulo. A empresária Anna Maria Garrone Negrini desde 1951 está à frente dos negócio&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="250" height="170" src="http://www.youtube.com/embed/AlYVXH74_NM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8194483533861345434?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8194483533861345434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8194483533861345434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8194483533861345434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8194483533861345434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/02/mil-folhas-historia-do-doce-atraves-dos.html' title='MIL- FOLHAS: a história do doce através dos séculos-Lucrécia Zappi'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TUqKHPBw88I/AAAAAAAAA1I/VcgO0eu1T0Q/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-1224900865375302832</id><published>2011-01-22T08:45:00.008-02:00</published><updated>2011-01-22T09:09:53.516-02:00</updated><title type='text'>Clarice Lispector para jovens</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTq4TXJq5qI/AAAAAAAAA08/L3OwKMq8JtI/s1600/Unknown-2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 144px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTq4TXJq5qI/AAAAAAAAA08/L3OwKMq8JtI/s320/Unknown-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564962932341270178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTq3uuTj8OI/AAAAAAAAA00/m_DNXfi4-tY/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTq3uuTj8OI/AAAAAAAAA00/m_DNXfi4-tY/s320/Unknown.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564962302901612770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros &amp; Literatura&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clarice Lispector para jovens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando escrevo para crianças, sou compreendida, mas quando escrevo para adulto fico difícil? Deveria eu escrever para os adultos com as palavras e os sentimentos adequados a uma criança? Não posso falar de igual para igual?&lt;br /&gt;(Palavras proferidas por Clarice Lispector quando recebeu o prêmio por seu livro infantil – O mistério do coelho pensante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clarice Lispector reconhecia que os livros que escrevia para adultos eram herméticos, mas quando se voltava para o público infantil estabelecia um fraterno diálogo com o leitor. Isso ocorria, também, com as crônicas publicadas nos jornais. &lt;br /&gt; Durante sete anos (1967/1974), Clarice Lispector publicou crônicas no Jornal do Brasil (Rio de Janeiro). Escrevia uma coluna aos sábados e sentia que havia extrapolado o gênero.  Na crônica “o grito”, ela assim se expressou: ”Sei que o que escrevo aqui não se pode chamar de crônica nem de coluna nem de artigo.” Crônica ou não, os textos eram lidos e bem assimilados por todos. &lt;br /&gt; Com o objetivo de resgatar as crônicas de Clarice publicadas no JB e o pensamento voltado para o leitor jovem, a Editora Rocco publicou “Crônicas para jovens: de amor e amizade” (2010).  Pedro Karp Vasquez organizou, selecionou os textos e fez a apresentação do livro.  Nas crônicas, Clarice “abriu o coração aos leitores sem rodeios nem artifícios.”  &lt;br /&gt; Há crônicas que são bem curtinhas, apenas um parágrafo, como “o presente”, “mas há a vida”, “liberdade”. Preferimos aquelas que contam uma história, as que têm “sopro de vida”. &lt;br /&gt; Em “amor imorredouro”, Clarice fala sobre uma longa conversa que manteve, certa vez, com um motorista de táxi, no Rio de Janeiro. Era um espanhol ainda bem moço, de bigodinho e olhar triste. No percurso da viagem, que foi demorada, ele contou que há catorze anos, quando, ainda, morava na Espanha, namorou uma moça que adoeceu de repente e nenhum médico foi capaz de curá-la.  Depois de três dias, ela morreu.  Ao perguntar o nome da moça, Clarice teve um susto, chamava-se Clarita, e revela que ao ouvir esse nome “sentiu-se amada e quase morta”. &lt;br /&gt; Prosseguindo a história, ele disse que ficou muito desgostoso com a morte da namorada e resolveu vir morar no Brasil, não quis mais saber de amor, o máximo que conseguia era ter alguns casos com várias mulheres, mas caso sério de amor nunca mais. &lt;br /&gt; “Viagem de trem” é o relato de uma viagem que Clarice fez na companhia do pai de Recife para Maceió. Ela estava com 11 anos, “era altinha e já meio mocinha.” A viagem de trem para Maceió, naquele tempo ( anos 30 do século XX) , durava quase um dia inteiro; nessa viagem ela encontrou um rapaz de seus 18 anos - “lindo de morrer” - e, sob o olhar aparentemente distraído do pai, eles conversaram e namoraram. A mocinha não cabia em si de tanta emoção.  &lt;br /&gt; Clarice tinha uma forte afeição por Lúcio Cardoso e uma de suas crônicas traz o título “Lúcio Cardoso”. Neste texto, ela revela que Lúcio sempre lhe despertava saudades, mas era uma “saudade tristíssima”, saudade duplicada. &lt;br /&gt; A primeira saudade se relaciona com a doença de Lúcio. Ele adoeceu e não podia mais escrever, ficou com o lado direito todo paralisado. Mais tarde usou a mão esquerda e começou a pintar. E vem esta afirmativa: “o poder criativo nele não cessara”.  &lt;br /&gt; A segunda saudade está relacionada com a morte de Lúcio. Quando ele morreu, ela não foi ao velório, nem ao enterro, nem à missa. E explica o porquê: “havia dentro de mim silêncio demais.”&lt;br /&gt; Com o escritor mineiro, ela aprendeu a ser mineira também, ele ainda lhe ensinou a conhecer as pessoas, a vê-las através das máscaras, ensinou o melhor jeito de ver a lua. &lt;br /&gt; A cumplicidade entre os dois era muito grande – Lúcio com uma “vida misteriosa e secreta”, ela com uma “vida apaixonante”. Se não houvesse a “impossibilidade”, quem sabe, teriam casado. &lt;br /&gt; Depois da leitura dessa crônica, só resta mesmo o silêncio, tudo fica mudo, as palavras fogem, escondem-se, não sei onde encontrá-las. Associo-me ao silêncio clariceano. &lt;br /&gt; “Crônicas para jovens: de amor e amizade” é um título sugestivo, uma conversa informal  com os leitores, crônicas que falam ao coração&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="300" height="255" src="http://www.youtube.com/embed/Yj4nb50aOZs" frameborder="0" allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/9ad7b6kqyok" frameborder="0" allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-1224900865375302832?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/1224900865375302832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=1224900865375302832' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1224900865375302832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/1224900865375302832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/01/clarice-lispector-para-jovens.html' title='Clarice Lispector para jovens'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTq4TXJq5qI/AAAAAAAAA08/L3OwKMq8JtI/s72-c/Unknown-2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-2004393826587052576</id><published>2011-01-15T01:37:00.003-02:00</published><updated>2011-01-15T01:54:29.048-02:00</updated><title type='text'>Vida, Morte e Ressurreição de um papagaio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTEXt7snpuI/AAAAAAAAA0U/5Wu2Njz9OIg/s1600/images-3.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 222px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTEXt7snpuI/AAAAAAAAA0U/5Wu2Njz9OIg/s320/images-3.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562253092665665250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTEXerhK24I/AAAAAAAAA0M/Ob0HW3WUza8/s1600/images-2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTEXerhK24I/AAAAAAAAA0M/Ob0HW3WUza8/s320/images-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562252830624635778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVROS &amp; LITERATURA &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vida, Morte e Ressurreição de um papagaio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A grande ambição da arte é superar a dor, a morte e reinventar a vida. &lt;br /&gt; (Eucanaã Ferraz) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “História da ressurreição do papagaio” (Cosac Naify, 2010) foi escrita, ilustrada e traduzida por três grandes artistas – Eduardo Galeano, escritor uruguaio, Antonio Santos, artista plástico e escultor espanhol/catalão, Ferreira Gullar, tradutor e poeta brasileiro/nordestino. &lt;br /&gt; Eduardo Galeano escolheu o Ceará como cenário de sua história.  Um folheto de cordel, ouvido em um mercado público, no Ceará, foi o ponto de partida para escrever a morte de um papagaio; Antonio Santos se inspirou no artesanato nordestino para fazer as ilustrações do livro (esculturas coloridas em madeira) e o poeta Ferreira Gullar traduziu, com “engenho e arte”, o texto de Eduardo Galeano.&lt;br /&gt; O cordel é um manancial inesgotável de inspiração para escritores e ilustradores. O Nordeste, com suas tradições, seu modo de ser e de fazer, está todo presente nos folhetos dos cordelistas brasileiros. Ângela Lago e Ricardo Azevedo, para citar apenas dois autores, têm utilizado, com muita freqüência, textos de natureza popular para escrever e ilustrar seus livros. &lt;br /&gt; De forma diferente dos contos tradicionais e populares, a história do papagaio começa de modo direto, sem delongas: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; “O papagaio caiu na panela que fumegava&lt;br /&gt; Subiu nela, ficou tonto e caiu. &lt;br /&gt; Caiu de curioso, e se afogou na sopa quente.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diante da tragicidade do fato, a menina, que era sua amiga, chorou. Em seguida, aparece uma vasta enumeração de coisas que se associam à dor da menina:&lt;br /&gt; “A laranja se despiu de sua casca&lt;br /&gt; e lhe ofereceu consolo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O fogo que ardia sob a panela&lt;br /&gt; se arrependeu e se apagou.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A árvore, inclinada sobre o muro,&lt;br /&gt; estremeceu de pena.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Quando o vento soube do que ocorrera, &lt;br /&gt; soltou um sopro. ” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O céu não ficou indiferente. Ao tomar conhecimento da má notícia, empalideceu. O homem emudeceu. &lt;br /&gt; Um oleiro cearense quis saber como tudo tinha acontecido. O homem, que havia recuperado a fala, contou todos os detalhes. O oleiro reuniu toda aquela tristeza e resolveu ressuscitar o morto.&lt;br /&gt; Deu colorido ao papagaio com plumas amarelas da cor do fogo e da laranja, plumas azuis do céu e plumas verdes da árvore. O papagaio ganhou palavras do homem para falar e água das lágrimas da menina para beber e se refrescar. Por fim, apareceu uma janela aberta e o papagaio voou ao sopro do vento.   &lt;br /&gt; Se deixarmos reunidos um escritor criativo, um artista plástico e um poeta o resultado só pode ser este – um livro que encanta pela poeticidade da linguagem e beleza das ilustrações. &lt;br /&gt; Eucanaã Ferraz, em nota apensa ao livro, afirma que; “Muito além da geografia, essa história trata de sentimentos universais, compaixão, ternura, amizade”. &lt;br /&gt; Recorremos à Cecília Meireles para externar o sentimento que esse livro nos despertou: &lt;br /&gt; “Mas a vida, a vida, a vida&lt;br /&gt; a vida só é possível&lt;br /&gt; reinventada.” &lt;br /&gt; (Reinvenção. Vaga Música) &lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="212"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/todj4fK7FFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/todj4fK7FFI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="250" height="212"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-2004393826587052576?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/2004393826587052576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=2004393826587052576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2004393826587052576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2004393826587052576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/01/vida-morte-e-ressurreicao-de-um.html' title='Vida, Morte e Ressurreição de um papagaio'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TTEXt7snpuI/AAAAAAAAA0U/5Wu2Njz9OIg/s72-c/images-3.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6484276066078199940</id><published>2011-01-09T23:15:00.007-02:00</published><updated>2011-01-09T23:24:48.571-02:00</updated><title type='text'>Contos brasileiros e outros contos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSpeYKFYKDI/AAAAAAAAAz0/_-P23QdYRGk/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSpeYKFYKDI/AAAAAAAAAz0/_-P23QdYRGk/s320/images-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560360459059079218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSpeSN_iurI/AAAAAAAAAzs/1Nt0cHWf72U/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 264px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSpeSN_iurI/AAAAAAAAAzs/1Nt0cHWf72U/s320/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560360357029132978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contos brasileiros e outros contos&lt;br /&gt;( Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt; O valor do conto não é apenas emocional e delicioso, uma viagem de retorno ao país da infância. &lt;br /&gt; ( Luís da Câmara Cascudo. Contos Tradicionais do Brasil) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lenice Gomes e Fabiano Moraes organizaram uma antologia de contos populares e deram o título de “Histórias de quem conta histórias.”  O livro, com selo da Editora Cortez (2010), reúne 15 escritores  contadores de histórias de diversas regiões do Brasil, de Portugal e do México.  &lt;br /&gt;Na apresentação do livro, os organizadores da coletânea celebram o poder e a força da Palavra e frisam que contar histórias implica em refazer as pegadas de memórias ancestrais. &lt;br /&gt;Ciça Fitipaldi fez bonitas ilustrações na abertura de cada conto. Algumas ilustrações nos lembram as xilogravuras nordestinas, outras recriam o cenário fabuloso dos contos, mas todas trazem a marca dos traços da pintura primitiva.&lt;br /&gt;Após a apresentação dos contos, aparece uma breve biografia do autor e seus trabalhos com a arte de contar histórias. Vários autores integram grupo de contadores de histórias no Brasil e se destacam no cenário internacional, participando de simpósios, concursos de contadores de histórias. Lenice Gomes e Fabiano Moraes comparecem com os contos “ O papagaio real” e “Os compadres corcundas”.  &lt;br /&gt;Divididos em quatro partes, os textos  foram agrupados em: “Lendas de perto e de longe”, “Contos de assombrar e de arrepiar,” “Histórias de fadas e outros encantos,”  “Contos de esperteza e de sabedoria. “&lt;br /&gt;No grupo “Lendas de perto e de longe”, destacamos “La leyenda de Popocatepetl e Iztaccihuatl”, recolha de Marcela Romero García. Essa história se passa muito antes da chegada dos espanhóis nas terras dominadas pelos astecas e fala sobre a coragem de um jovem índio tlaxcalteca que desejava libertar seu povo do jugo dos astecas. Ainda, nesse grupo, aparecem  “ O véu encantado” e “Cobra Norato”. &lt;br /&gt;“Contos de assombrar e de arrepiar” contém três histórias que falam sobre um ônibus fantasma, um corpo seco e a disputa entre um elefante e uma tartaruga. &lt;br /&gt;“Histórias de fadas e outros encantos” envolve as narrativas  denominadas por Câmara Cascudo de “contos de encantamento”. “O papagaio real”, recolha e recriação de Lenice Gomes, aparece com o mesmo título em “Contos tradicionais do Brasil, no livro de Câmara Cascudo. Esse  conto foi recolhido, anteriormente,  por Sílvio Romero com o título de “O papagaio do Limo Verde”.&lt;br /&gt;Se compararmos os textos de Sílvio Romero, o mais antigo, o de  Câmara Cascudo, posterior ao de Sílvio Romero, e o de Lenice Gomes, o mais moderno,  iremos encontrar afinidades e divergências. Sílvio Romero apresenta-nos um texto narrativo, com poucos diálogos; Câmara Cascudo um texto sintético, com muitos diálogos; Lenice Gomes inova e nos traz um conto com linguagem mais dramática, aproximando-se dos contadores de histórias da modernidade. &lt;br /&gt;“Contos de esperteza e sabedoria” reúne cinco contos que se caracterizam pela sagacidade de seus personagens. Não poderia faltar “Pedro Malasartes, conhecido pícaro dos contos populares. &lt;br /&gt;Algumas das histórias selecionadas se assemelham a mitos e citamos “La leyenda de Popocatepetl”. A explicação dada para a origem do monte do Vale do México – “ La mujer Dormida” – se aproxima do mito. &lt;br /&gt;Jung considera que os temas míticos são encontrados nas mitologias dos povos antigos ou entre grupos humanos primitivos, mas eles podem estar presentes nas estórias maravilhosas, nos contos de fadas e nos textos que atravessam o crivo das exigências racionais.   &lt;br /&gt;Este livro procura valorizar o papel do contador de histórias, figura importante na formação do futuro leitor. Gilberto Freyre e José Lins do Rego foram assíduos ouvintes de histórias contadas nos alpendres das casas de engenho. Sílvio Romero e Câmara Cascudo recolheram essas histórias de antigos contadores sertanejos. Lenice Gomes e Fabiano Moraes convidaram contadores modernos que procuram manter vivas essas histórias.&lt;br /&gt;&lt;object width="200" height="175"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QsCnVE3wjqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QsCnVE3wjqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="200" height="175"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6484276066078199940?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6484276066078199940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6484276066078199940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6484276066078199940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6484276066078199940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/01/contos-brasileiros-e-outros-contos.html' title='Contos brasileiros e outros contos'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSpeYKFYKDI/AAAAAAAAAz0/_-P23QdYRGk/s72-c/images-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4782370529913479565</id><published>2011-01-03T23:28:00.003-02:00</published><updated>2011-01-03T23:35:37.886-02:00</updated><title type='text'>LEITURAS NATALINAS (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSJ5QAXoh5I/AAAAAAAAAzk/jqGlrYJJRpc/s1600/sabado_livraria_gde.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSJ5QAXoh5I/AAAAAAAAAzk/jqGlrYJJRpc/s320/sabado_livraria_gde.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558138206012606354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSJ5BU_XDzI/AAAAAAAAAzc/5UkZD4oox-U/s1600/5b2eb5a6-4eff-4461-a907-0a7706650862.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSJ5BU_XDzI/AAAAAAAAAzc/5UkZD4oox-U/s320/5b2eb5a6-4eff-4461-a907-0a7706650862.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558137953849904946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS NATALINAS (2) &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ-PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; FELIZ de quem, quando o ano termina, &lt;br /&gt; possui um doce e acolhedor abrigo: &lt;br /&gt; a companheira, o filho, a avó tão rara&lt;br /&gt; ou mesmo o amigo&lt;br /&gt; com quem possa se reunir em Cristo.   &lt;br /&gt; (Jorge de Lima. Natal)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste Natal, além dos tradicionais cartões natalinos, dos e-mails com votos de Boas Festas, envie livros para os amigos. Poderá ser um livro com o título “Cartão Postal”. Gostou da ideia? Saiba que existe um bonito livro escrito por Luiz Raul Machado, ilustrado por André Neves que traz este título, uma publicação da DCL (2010). &lt;br /&gt; A história desse livro gira em torno de um menino que era dono de um cartão postal que ficava sobre sua mesa, mas não era um cartão postal comum, dentro dele havia um lago e no lago morava uma fada. De tanto olhar o cartão o menino terminou morando dentro do cartão. O menino e a fada se tornaram grandes amigos, conversavam muito, conversas que só menino e fada são capazes de entender.  &lt;br /&gt; Às vezes, o menino estava triste e contava para a fada a razão de sua tristeza, outras vezes estava alegre falava sobre as pequenas alegrias. E o menino contava histórias à fada – a história do soldadinho de chumbo e outras histórias que a fada sabia de cor e salteado. A fada também contava história de peixes, de pedras e plantas e, se o menino já sabia, fazia de conta que era novidade. Menino e fada se entendiam muito bem. &lt;br /&gt; O ilustrador André Neves deu um mergulho na história e como gosta muito de água usou e abusou do azul, afinal a fada da história morava em um lago. &lt;br /&gt; “Cartão Postal” remete a outras leituras – no último capítulo, aparece uma citação de um trecho do livro “Pinóquio”, uma tradução de Monteiro Lobato, e um poema do livro” Cabeças”, de Eudoro Augusto. &lt;br /&gt; A leitura é simbólica e cheia de sugestões e permite que o adulto mergulhe no lago e viva as mesmas aventuras do menino e da fada. &lt;br /&gt; E qual seria o quinto livro recomendado? Escolhemos um livro que fala sobre livros – “Sábado na livraria”, de Sylvie Neeman, ilustrações Olivier Tallec (Cosac Naify, 2010). No Brasil, o livro foi traduzido por Cássia Silveira. O título original em francês é “Mercredi à la librairie”.  &lt;br /&gt; A história versa sobre o encontro entre uma menina e um velho. Os dois sempre se encontram na livraria, mas leem livros bem distintos A menina gosta de ler quadrinhos, o velho lê um livro bem volumoso, às vezes os olhos lacrimejam e vem a desculpa: “Olhos envelhecidos lacrimejam mais facilmente”.&lt;br /&gt; Enquanto a menina lê bem rápido, o velhinho lê mais devagar.  Ele gosta de histórias de guerra. Todo sábado é a mesma rotina – os dois visitam a livraria, trocam algumas palavras e sentam para ler suas leituras prediletas. &lt;br /&gt; A publicação desse livro em português proporcionou, no Brasil, vários depoimentos de donos de livrarias, professores, críticos de arte. &lt;br /&gt;  Yacy Mattos, da Livraria Malasartes, no Rio de Janeiro, escreveu um texto discorrendo sobre o livro de Sylvie Neeman e relatou suas experiências como leitora e as atividades que desenvolve na livraria que dirige há cerca de 30 anos. &lt;br /&gt; Verônica Stigger, crítica de arte e professora universitária, lembra que o livro ativou uma série de recordações, passando por sua infância até as visitas aos sebos de Porto Alegre, na idade adulta. &lt;br /&gt; Os dois livros que citamos esta semana são destinados às crianças, mas certamente os adultos poderão ler com prazer, pois falam de coisas que tocam a sensibilidade do leitor. &lt;br /&gt; É possível fazer compras de livros pela internet, pedir livros por reembolso postal, mas nada é comparável à sensação de ir à livraria, examinar o livro, tocá-lo, senti-lo, comprar e levar para casa o “objeto sagrado”, como chamava Jean-Paul Sartre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4782370529913479565?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4782370529913479565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4782370529913479565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4782370529913479565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4782370529913479565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2011/01/leituras-natalinas-2.html' title='LEITURAS NATALINAS (2)'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TSJ5QAXoh5I/AAAAAAAAAzk/jqGlrYJJRpc/s72-c/sabado_livraria_gde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5850382356259786238</id><published>2010-12-27T14:23:00.003-02:00</published><updated>2010-12-27T14:31:46.200-02:00</updated><title type='text'>leituras natalinas (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TRi_S1M6QWI/AAAAAAAAAzM/F0x7hU3_n1o/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 193px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TRi_S1M6QWI/AAAAAAAAAzM/F0x7hU3_n1o/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555400470601285986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LEITURAS PARA O NATAL 2010 (1) &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica Literária FNLIJ-PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Sino, claro sino, &lt;br /&gt;tocas para quem?&lt;br /&gt;- Para o Deus menino &lt;br /&gt;que de longe vem.&lt;br /&gt;(Carlos Pena Filho. Poema de Natal) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Luís Ceccantini escreveu um longo artigo que foi publicado no jornal “Notícias – FNLIJ, setembro de 2010” sobre a literatura infantil contemporânea –” Vigor e diversidades: a literatura infantil e juvenil no Brasil em 2008”.  Neste texto, além da referência ao livro de Ignácio de Loyola Brandão – “O menino que vendia palavras” (Ed. Objetiva), ganhador do Jabuti 2008, na categoria de Livro do Ano (Ficção), o ensaísta apresenta comentários a respeito de livros destinados ao público infanto-juvenil. &lt;br /&gt;A seleção feita pelo crítico literário e professor da UNESP, abrange livros publicados em 2008 e que ganharam prêmios no Brasil e no exterior. A nossa seleção para leituras no Natal de 2010 é bem mais modesta.  A lista compreende alguns livros que consideramos relevantes e que foram publicados em 2010. &lt;br /&gt;Destacamos, entre as aquisições mais recentes, os seguintes livros: Crítica, Teoria e Literatura Infantil (Ed. Cosac Naify) de Peter Hunt; Contos de fadas de Perrault, Grimm, Andersen &amp; outros (Ed. Zahar), com apresentação de Ana Maria Machado; Neruda para jovens. Antologia Poética bilíngüe (Ed. José Olympio). Os livros selecionados se destinam, de acordo com a ordem de citação, aos educadores, compreendendo: professores e pais; à criança e ao jovem. &lt;br /&gt;Crítica, Teoria e Literatura Infantil foi escrito pelo ensaísta britânico Peter Hunt. No Brasil, a tradução ficou a cargo de Cid Kpinel; o prefácio é de Seymor Chatman e a orelha é de João Luís Ceccantini. &lt;br /&gt;Peter Hunt é considerado um dos melhores críticos de literatura infantil do mundo ocidental. Seus livros tratam de aspectos ligados à literatura infantil, como operacionalizá-la e como levar o livro infantil até á criança. Dividido em 12 capítulos, o ensaísta trata, entre outros aspectos, da situação da literatura infantil no contexto literário, da relação texto/leitor, política, ideologia e literatura infantil, do livro ilustrado e da literatura infantil diante das novas mídias.&lt;br /&gt;   Contos de Fadas de Perrault, Grimm, Andersen &amp; outros reúne 20 contos de fadas, de princesas, de bruxas e histórias de encantamentos. Na apresentação, com o título “Um eterno encantamento”, Ana Maria Machado lembra que a maioria dos leitores teve seu primeiro contato com os contos de fadas antes de saber ler e chama essas histórias de “baú de tesouros”. &lt;br /&gt;Esta edição apresenta ilustrações de artistas antigos e consagrados como Gustavo Doré, Walter Crane, Bertall.  Alguns contos vêm acompanhados da moral da história, uma paratextualidade sempre presente nas fábulas de La Fontaine.  Antes dos contos, o leitor encontra uma breve biografia dos autores. &lt;br /&gt;Com a exigência do idioma espanhol no ensino médio brasileiro a partir de 2010, encontramos alguns livros destinados ao jovem em edição bilíngüe português/espanhol. Neruda para jovens é um livro que poderá ser muito útil ao professor nas aulas de espanhol. Esta antologia poética contém poemas que abrange toda a produção poética do escritor chileno. Os poemas mais longos, como “Canto Geral” e “Diplomatas” aparecem em fragmentos. &lt;br /&gt;No Brasil, os poetas Ferreira Gullar e Thiago de Mello muito contribuíram para a divulgação da poesia de Neruda. A respeito de Neruda, Ferreira Gullar assim se expressou: “... graças à sua magia vocabular, consegue tocar um número muito grande de pessoas que ao longo dos anos constituíram o seu público espalhado pelo mundo inteiro.” &lt;br /&gt;Para as leituras natalinas, citamos três livros que interessam ao professor ou teórico da literatura, às crianças e ao jovem. Os Contos de Fadas podem ser lidos pelas crianças ou pelos adultos, alguns desses textos estão presentes nas histórias contadas por Totonha (José Lins do Rego) e por Tia Nastácia (Monteiro Lobato). &lt;br /&gt;Tenham todos um Natal com boas leituras. O cardápio está variado – leituras teóricas, contos de fadas e poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5850382356259786238?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5850382356259786238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5850382356259786238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5850382356259786238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5850382356259786238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/12/leituras-natalinas-1.html' title='leituras natalinas (1)'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TRi_S1M6QWI/AAAAAAAAAzM/F0x7hU3_n1o/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-2662793904357372534</id><published>2010-12-18T15:34:00.009-02:00</published><updated>2010-12-18T16:09:31.944-02:00</updated><title type='text'>ERA UMA VEZ UMA ÁRVORE-Bartolomeu Campos de Queiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQz2OiAZHcI/AAAAAAAAAyc/d8Jvek6L6Wo/s1600/IMG_1642.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQz2OiAZHcI/AAAAAAAAAyc/d8Jvek6L6Wo/s320/IMG_1642.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552083170148031938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQzxthyH8ZI/AAAAAAAAAyU/6WlALtf5wZ4/s1600/Unknown-4.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 90px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQzxthyH8ZI/AAAAAAAAAyU/6WlALtf5wZ4/s320/Unknown-4.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552078205105992082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ERA UMA VEZ UMA ÁRVORE&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ-PB)&lt;br /&gt; Tenho uma árvore que me espia pela janela, e decidi que ela é minha, mesmo sabendo que ela dá sombras para todos aqueles que passam pela rua.&lt;br /&gt; ( Bartolomeu Campos de Queirós. A Árvore)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ser dono de uma árvore que serve também de morada para os passarinhos e pequenos insetos é a temática do livro de Bartolomeu Campos de Queirós, “A Árvore”, ilustrado por Mário Cafiero , uma publicação da Editora Paulinas (2010). &lt;br /&gt; Cada animalzinho  é examinado e descrito com muita poeticidade por esse escritor que busca na infância – que vive em sua memória – os assuntos para os seus livros. Vamos visitar a árvore e conhecer os personagens dessa história.&lt;br /&gt; Os passarinhos pousam e repousam nos galhos. Às vezes cantam, outras vezes “ficam calados para bem escutar o mar”. (p.7). Os ninhos são costurados com as agulhas dos bicos e os ovos são escondidos em espumas do mar. &lt;br /&gt; As borboletas evocam saudades. Se as borboletas não chegam, instala-se um estado de saudade e “saudade só é saudade de coisas boas” (p.8)&lt;br /&gt; As cigarras cantam a mesma canção todo dia e se camuflam entre as cores das folhas. “Elas têm asas de papel celofane, mais transparentes do que as palavras”. (p.10) &lt;br /&gt; Os grilos não cantam, eles gritam e gritam “tão alto que até violino guarda inveja.” (p.11)&lt;br /&gt; Engana-se quem pensa que as lagartas só servem para roer as folhas, elas têm vocação para rendeira. &lt;br /&gt; As formigas já nascem com vontade de comer açúcar. “Se a árvore tem alguma resina ou flor doce, as formigas ficam mais resignadas”. (p. 15)&lt;br /&gt; As abelhas são interesseiras. Elas sabem o local que as folhas escondem o mel e acariciam com suas delicadas perninhas o pólen, extraindo o açúcar que está escondido. &lt;br /&gt; Da janela da sala, o dono da árvore navega  em frágeis barcos sem bússola ou vela.&lt;br /&gt;Ele desconfia que a árvore guarde esperanças escondidas, ela o faz pensar . Sentado no sofá, deita o olhar sobre a árvore e aprende muitas lições, é a  professora verde que todo dia ensina que a liberdade  “permite até viver em um mesmo lugar, a vida inteira, contemplando uma árvore crescendo para o céu”. (p. 32)&lt;br /&gt; Mário Cafiero já ilustrou vários livros de Bartolomeu Campos de Queirós e afirma que cada livro do escritor mineiro lhe traz sempre  uma surpresa. Surpresa que se manifesta com a beleza de suas palavras e a seriedade que ele dispensa à literatura brasileira. &lt;br /&gt; Bartolomeu percorre as  mesmas águas de Cecília Meireles, são irmãos das coisas fugidias. O poeta  vê sempre, com um novo olhar, um rio de águas mansas que passa pelas pequenas cidades mineiras,  fica enternecido  diante de um passarinho que pousa na varanda de sua casa e agora é dono de uma árvore que está plantada na sua rua. Reinventa os fatos e escreve textos poéticos como “A Árvore”. &lt;br /&gt; ERA UMA VEZ UMA CASA&lt;br /&gt; 1984 – nascia a casa. Era uma casa toda branca com janelas e portas azuis, contornadas por frisos amarelos – uma típica casa portuguesa. &lt;br /&gt; Os anos se passaram. Foram feitas pequenas reformas – portão novo com controle remoto, muro mais alto, porém o interior da casa permanecia o mesmo. Lá estavam, também, as mesmas janelas azuis com detalhes amarelos, as varandas com flores nas janelas, um jardim bem cuidado. &lt;br /&gt; 2010. A casa foi vendida a uma construtora que só gosta de casas verticais. Vão derrubar a casa de janelas azuis. Diante da morte da casa, resta-nos o consolo desses versos:  &lt;br /&gt; Vão derrubar a casa &lt;br /&gt; mas as janelas azuis ficarão &lt;br /&gt; “intactas, suspensas no ar”.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQz4lKdkVuI/AAAAAAAAAys/aAWFGpsgSro/s1600/IMG_1368.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQz4lKdkVuI/AAAAAAAAAys/aAWFGpsgSro/s320/IMG_1368.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552085757988198114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-2662793904357372534?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/2662793904357372534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=2662793904357372534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2662793904357372534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/2662793904357372534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/12/era-uma-vez-uma-arvore-bartolomeu_18.html' title='ERA UMA VEZ UMA ÁRVORE-Bartolomeu Campos de Queiros'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQz2OiAZHcI/AAAAAAAAAyc/d8Jvek6L6Wo/s72-c/IMG_1642.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4526668648269854312</id><published>2010-12-10T20:09:00.003-02:00</published><updated>2010-12-10T20:25:28.307-02:00</updated><title type='text'>Encontros com o cordel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoisjnMPI/AAAAAAAAAx4/eitNJGdjcLI/s1600/Unknown-2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 112px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoisjnMPI/AAAAAAAAAx4/eitNJGdjcLI/s200/Unknown-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549183004903420146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKocBFkmjI/AAAAAAAAAxw/UeMM3W_gR-4/s1600/Unknown-3.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKocBFkmjI/AAAAAAAAAxw/UeMM3W_gR-4/s200/Unknown-3.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549182890155481650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoVIpMF0I/AAAAAAAAAxo/qDgFP14YJfo/s1600/images-2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 157px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoVIpMF0I/AAAAAAAAAxo/qDgFP14YJfo/s200/images-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549182771924834114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoPwKm5bI/AAAAAAAAAxg/yPlNXDLYrBg/s1600/Unknown-1.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 153px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoPwKm5bI/AAAAAAAAAxg/yPlNXDLYrBg/s200/Unknown-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549182679454770610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontros com o cordel  &lt;br /&gt;( Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ-PB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leandro Gomes de Barros transfigura a linguagem  popular  e a oralidade. Sua poesia é expressão individual e coletiva. É tessitura singular de sons, ritmos, cores, visões imagens, palavras, frases – na criação e na recriação. &lt;br /&gt;( Vera Lúcia de Luna e Silva. A Tessitura poético-gramatical de um autor popular: Leandro Gomes de Barros)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Minhas primeiras lembranças do cordel estão associadas à figura de Chicuta, uma contadora de histórias, natural do Engenho Baixa Verde (PB). Eu era criança e ouvia embevecida as histórias de “A Princesa da Pedra Fina”, “Juvenal e o dragão” e não sabia que elas pertenciam à literatura de cordel. Muitos anos mais tarde descobri que essas histórias eram do cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros. &lt;br /&gt; Leandro Gomes de Barros nasceu nos meados do século XIX (1865), na Fazenda Melancia, município de Pombal (PB) e cedo revelou pendores para a poesia. Escreveu cerca de 600 folhetos que tiveram inúmeras edições.  Cancão de Fogo é seu personagem  mais marcante.  &lt;br /&gt; A produção literária do vate paraibano despertou a atenção dos estudiosos da poesia popular, de professores e pesquisadores. A tese de doutorado da professora Vera Luna (UFPB) versou sobre a poesia de Leandro. Carlos Drummond de Andrade, em crônica publicada em jornal, afirmou que considerava  “ Leandro Gomes de Barros o rei da poesia do sertão e do Brasil em estado puro”.   Existe uma vasta bibliografia a respeito desse poeta. &lt;br /&gt; Se durante a minha vida acadêmica estava sempre em contato com a literatura popular através de trabalhos realizados no Programa de Pesquisas em Literatura Popular (PPLP-UFPB), atualmente esse encontro ocorre por meio da literatura infantil.  Nessa mesma coluna, já escrevemos sobre livros de Manoel Monteiro,( Pinóquio), Arievaldo Viana ( João de Calais),  Chico Sales ( Cordelinho), Ferreira Gullar ( Romances de cordel),  todos vinculados à literatura de cordel. Voltamos, mais uma vez, a bater na mesma tecla, mas não é uma música de uma nota só, desta vez recebemos um presente triplo – três histórias de Leandro  Gomes de Barros recriadas por Rosinha. &lt;br /&gt; Os livros chegaram pelo correio em uma bonita caix a de papel reciclado contendo os seguintes textos:  ‘ A história de Juvenal e o Dragão”, “A história da Princesa do Reino da Pedra Fina” e “A história da Garça Encantada”, com o título: “ Coleção Palavra Rimada com Imagem” (Ed. Projeto, 2010). Todas essas histórias  estão associadas a minha infância  e foram recontadas e ilustradas por Rosinha. Na parte da ilustração, técnica da xilogravura, Rosinha contou com a ajuda valiosa dos xilógrafos pernambucanos – Meca Moreno e Davi Teixeira.  Rosinha Campos  também é pernambucana, arquiteta de formação, e hoje se dedica a escrever e ilustrar livros para crianças.  &lt;br /&gt; Na orelha dos livros, encontramos esta explicação:&lt;br /&gt; “ A Coleção Palavra Rimada com Imagem reconta três romances do nosso mais importante poeta popular , Leandro Gomes de Barros. Foi um trabalho desafiador  garimpar e escolher, dentro da sua vasta obra, histórias que se aproximassem do conto maravilhoso e transformá-las em textos tão curtos e com poucas imagens. (...) o livreto com o formato original e com versão integral da história  vem encartado para que seja lido, antes ou depois do reconto.” ( Rosinha)&lt;br /&gt; A história de Juvenal e o dragão recontada por Rosinha é cheia de aventuras e envolve princesas, cavaleiros e dragões.  Num reino distante, vivia um terrível dragão que ameaçava destruir tudo se não recebesse cada ano a oferta de uma bela moça. Um dia chegou a vez da filha do rei. Para  contornar essa terrível situação, aparece o herói Juvenal que vai dar solução ao caso. Surge  um vilão, o cocheiro do rei,  que tenta ficar com a princesa, mas será desmascarado. &lt;br /&gt; A princesa do reino da Pedra Fina fala sobre o encontro de José com as moças do reino da Pedra Fina. Nesta história, novamente aparece um vilão, barbeiro do rei,  que atuava também como conselheiro,  e sugere ao rei desafios que deveriam ser superados por José para conseguir a mão da filha caçula do rei. Como sempre ocorre nas histórias maravilhosas, com muita luta, José sai vencedor. &lt;br /&gt; A garça encantada trata de um feitiço contra uma princesa que foi transformada em garça. Esse feitiço é quebrado quando um caçador retira um espinho de laranjeira da cabeça da ave que retorna a sua condição de princesa. Para não voltar à condição de garça, a princesa pede ao caçador que não conte a ninguém esse segredo. Até que um dia Gelmires, este é o nome do caçador, conta a história a um amigo e a princesa desaparece. Vem a luta para encontrá-la, os obstáculos que o caçador terá de enfrentar. Feitiçeiro e feiticeira irão ajudar o caçador a reencontrar a princesa amada. &lt;br /&gt; Esta coleção contém a história recriada por Rosinha com ilustrações em xilogravuras, um folheto com a história integral contada por Leandro Gomes de Barros e informações sobre o cordel, a xilogravura e uma breve biografia de Leandro Gomes de Barros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Recebi  um bonito presente de Natal da editora Projeto  e a leitura dos textos me proporcionou mais um encontro com o cordel. &lt;br /&gt;&lt;object width="200" height="175"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OTxEL9lptW4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OTxEL9lptW4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="200" height="175"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4526668648269854312?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4526668648269854312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4526668648269854312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4526668648269854312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4526668648269854312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/12/encontros-com-o-cordel.html' title='Encontros com o cordel'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TQKoisjnMPI/AAAAAAAAAx4/eitNJGdjcLI/s72-c/Unknown-2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-9194777937877641646</id><published>2010-11-23T18:06:00.003-02:00</published><updated>2010-11-23T18:13:51.073-02:00</updated><title type='text'>Os menores e os maiores livros de Rachel de Queiroz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgWvl1AhI/AAAAAAAAAxQ/eN0QayWSAsY/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 143px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgWvl1AhI/AAAAAAAAAxQ/eN0QayWSAsY/s200/images-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542840816490578450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgLv2dYLI/AAAAAAAAAxI/Xt1vlbEIfto/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 155px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgLv2dYLI/AAAAAAAAAxI/Xt1vlbEIfto/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542840627581771954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgDK14-lI/AAAAAAAAAxA/XBkoAxgdXhA/s1600/Unknown.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; 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Sem ter feito nada para isso, de repente eles caem do céu. &lt;br /&gt; (Rachel de Queiroz) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez o leitor estranhe o título do artigo. Muitas pessoas costumam se referir à literatura infantil como uma literatura menor.  Queremos romper esta mentalidade acanhada.  A literatura infantil, embora destinada àqueles de pouca idade, não significa que seja uma literatura menor, de pouco valor literário.  “O menino mágico”, “Cafute &amp; Pena de Prata” e “Andira” foram escritos com a mesma preocupação literária que norteou Rachel de Queiroz para escrever “O Quinze”, “Dôra Doralina”, “Memorial de Maria Moura” e outros livros consagrados, não deixando de mencionar as saborosas crônicas que escrevia para a última página da revista “O Cruzeiro”. São, portanto, livros do mesmo quilate dos livros para adultos. &lt;br /&gt; Nosso passeio vai passar pelas ruas dos três livros infantis que a escritora cearense deixou de presente para as crianças e para os pais que não perderam o gosto da infância.  Cada livro foi inspirado em algum fato ou experiência da escritora.  Maria Luiza de Queiroz, irmã da escritora, afirma que eram os livros infantis que Rachel mais gostava de escrever. Foram livros escritos na fase da maturidade, livros escritos para os netos.  &lt;br /&gt; “O menino mágico” foi o primeiro para crianças. Para escrever este livro, Rachel submeteu a história à apreciação do sobrinho Daniel, menino de sete para oito anos. Os palpites do sobrinho ajudaram na urdidura da trama. &lt;br /&gt; Daniel, o protagonista, era um menino diferente, ele sabia fazer mágicas. Não era ligado a futebol como o irmão, gostava de aventuras, de viajar por toda parte – Teresópolis, São Paulo e até o Ceará, de avião, naturalmente. Todas essas viagens eram inventadas pelo menino mágico e ele contava tudo direitinho como se fossem verdadeiras. Mas aparece na história um primo que era um “gênio”, um verdadeiro Einstein na Matemática, o primo Jorge. Fica difícil a competição – Daniel, o mágico ou Jorge, o matemático? Quem será o vencedor? Para solucionar o problema, surgiu a seguinte proposta: Daniel ficaria com a mágica e Jorge com a inteligência, os dois juntos podiam ganhar a vida e correr o mundo, e foi o que fizeram. Desapareceram. Onde os dois fujões se esconderam? Só a polícia poderá descobri-los.  &lt;br /&gt; Este livro traz bonitas ilustrações de Laurabeatriz que entrou no clima da fantasia e pintou e bordou junto com os dois meninos. &lt;br /&gt; “Cafute &amp; Pena-de-Prata” é uma história inspirada nos pintinhos da fazenda e trata de um tema recorrente na literatura – a luta pela sobrevivência e as desigualdades sociais. Cafute era pinto-de-pobre, vivia debaixo das asas da mãe; Pena-de-Prata era pinto-de-rico, não sabia nem quem era sua mãe.  O primeiro nasceu no meio do mato; o segundo nasceu em chocadeira elétrica. Mas,quando crescessem, iriam ter o mesmo destino – seriam mortos e servidos para almoço dos patrões.  Para fugir da triste sina, resolveram se unir e saíram pelo mundo afora como os músicos de Bremen e vivem mil e uma aventuras. &lt;br /&gt;  Para retratar os perigos e as ameaças sofridas pelos pintinhos, a ilustradora Maria Eugênia desenhou galos bem grandes, com bicos ferozes que tomam toda a página. Quando se trata de encontros amigáveis, tudo é delicado, olhares cheios de ternura. &lt;br /&gt; “Indira” nasceu de um equívoco. Uma amiga de Rachel de Queiroz, Dolores, veio passar uns dias na fazenda “Não me deixes” e de noite ouviu uns gritinhos estranhos. De manhã cedo, falou para Rachel: &lt;br /&gt; “- Ah, Rachel, que coisa mais linda – acordei com o canto das andorinhas no beiral do alpendre”. &lt;br /&gt; Rachel ficou calada, ela bem sabia do que se tratava, não falou nada para não tirar o encanto da ilusão da amiga. Na realidade os gritinhos eram de morcegos, animais muito comuns nos tetos das casas de fazenda. &lt;br /&gt; Foi, assim, que surgiu a história de uma andorinha que vive em perfeita harmonia com os morcegos, adquire até os hábitos comuns aos morcegos, assume-se “andorinha/morcego”. &lt;br /&gt; Até que um dia, cansada de fingir ser morcego, descobre que os morcegos são bem diferentes das andorinhas e resolve partir com suas irmãs verdadeiras. &lt;br /&gt; Rachel afirmou que criava suas histórias inspiradas em fatos reais.  Os três contos infantis mesclam fantasia com realidade. A escritora partiu de alguma coisa concreta, deu asas à imaginação e surgiram três encantadoras histórias que foram reeditadas em 2010 para homenagear o centenário de nascimento de Rachel de Queiroz. Louvada iniciativa da editora Caramelo! &lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1377849&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1377849&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-9194777937877641646?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/9194777937877641646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=9194777937877641646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/9194777937877641646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/9194777937877641646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/11/os-menores-e-os-maiores-livros-de.html' title='Os menores e os maiores livros de Rachel de Queiroz'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOwgWvl1AhI/AAAAAAAAAxQ/eN0QayWSAsY/s72-c/images-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4820765061239991559</id><published>2010-11-23T06:41:00.002-02:00</published><updated>2010-11-23T06:48:14.956-02:00</updated><title type='text'>janelas do mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOt_v-iAykI/AAAAAAAAAww/ddfwbBPF4nE/s1600/IMG_1370.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; 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(Augusto dos Anjos. Barcarola) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A história de João de Calais pertence ao ciclo de cordel denominado “morto agradecido”. Câmara Cascudo inclui este romance entre os “Cinco Livros do Povo”, juntamente com “Donzela Teodora”, “Imperatriz Porcina”, “Roberto do Diabo” e “Princesa Megalona”.&lt;br /&gt; A origem de João de Calais é francesa. Atribui-se à Madeleine Angélique Poisson a autoria da história. Casando-se com um espanhol, a escritora passou a ser conhecida como Madame de Gómez. No Brasil, a história de João de Calais foi divulgada por Câmara Cascudo ( prosa) e pelos cordelistas (poesia).  &lt;br /&gt; Na década de 1990, a editora Scipione publicou oito contos tradicionais de literatura popular, reescritos e ilustrados por Ricardo Azevedo e Ciça Fittipladi.  “João de Calais” integra essa coleção. &lt;br /&gt; Em 2010, a editora FTD lançou “História do navegador João de Calais e de sua amada Constança”, versão de Arievaldo Viana. Os textos  da Scipione eram em prosa, a nova edição da FTD alia o cordel ( sextilhas) à literatura de quadrinhos. &lt;br /&gt;Arievaldo Viana, conhecido cordelista cearense, criou o  texto verbal e Jô Oliveira fez as ilustrações. Nos dados biográficos do cordelista e do ilustrador, aparecem essas informações: Arievaldo Viana nasceu em uma fazenda do Ceará nas proximidades de Quixeramobim e sua diversão de criança era ouvir a avó Alzira ler os folhetos de cordel. Jô Oliveira nasceu em Pernambuco, mas passou parte de sua infância em Campina Grande, Paraíba. Nos idos de 1950, envolveu-se com quadrinhos e cordel e esse gosto, adquirido na infância, perdura até hoje.  &lt;br /&gt; Depois dessas informações, caminhemos em direção ao livro de Arievaldo Viana e Jô Oliveira. &lt;br /&gt;  Para escrever a história de João de Calais, Arievaldo partiu do texto em prosa apresentado por Câmara Cascudo e  procurou uma  maneira   fácil de ser compreendido por  leitores de “qualquer idade... dos oito aos 80 anos” ( o cordel).  Quando criança, teve contato com a versão de Severino Borges da Silva, uma edição da Luzeiro do Norte, folheteria de João José da Silva. &lt;br /&gt; A história quadrinizada se inicia com invocação às musas e o poeta pede a proteção divina para falar sobre João de Calais. Embora o texto original  tenha vindo da França, o cordelista prefere a pronúncia portuguesa – Calais e não Calé.&lt;br /&gt; Dirigindo-se aos leitores, afirma que vai falar do amor de Constança e das batalhas de João. Dois motivos quase universais aparecem na história – “o morto agradecido” e a “esposa resgatada”. &lt;br /&gt;  No universo dos personagens, destacam-se: João de Calais, Constança e a prima Isabel, o pai de João de Calais, o rei de Palermo,  pai de Constança, e o sobrinho do rei – Florimundo,   “um jovem mau e egoísta/ sujeito péssimo e imundo” e um morto insepulto. &lt;br /&gt;  É uma história marcada por aventuras marítimas, pirataria, traições e ciúmes. &lt;br /&gt; O traço vigoroso de Jô Oliveira captou os momentos de tensão e os personagens revelam aflição no olhar, medo diante das adversidades e assombro perante fatos estranhos. As cores fortes, com predomínio do amarelo e vermelho, condizem com o sol tropical do Nordeste.  &lt;br /&gt; Este folheto tem despertado a atenção dos estudiosos da literatura de cordel. A professora Neuma Fechine Borges, na década de 1970, analisou-o à luz da semiótica  na sua dissertação de mestrado na Universidade Federal da Paraíba.  O trabalho da professora Neuma Fechine foi apresentado em diversas cidades brasileiras, em Portugal e na França ( Universidade de Poitiers). &lt;br /&gt;  Neuma Fechine não teve a oportunidade de conhecer a versão de Arievaldo Viana, partiu antes do tempo, mas, certamente, iria gostar de saber que o folheto de Severino Borges foi revisitado por um cordelista jovem que imprimiu uma nova feição à velha história de João de Calais.  &lt;br /&gt;&lt;object width="200" height="175"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OTxEL9lptW4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OTxEL9lptW4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="200" height="175"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8245086518135199174?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8245086518135199174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8245086518135199174' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8245086518135199174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8245086518135199174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/11/joao-de-calais-do-cordel-literatura-de.html' title='João de Calais: do cordel à literatura de quadrinhos'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TOLrWPC42hI/AAAAAAAAAwg/S_RJwGVkUJk/s72-c/Unknown.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4284930777192091885</id><published>2010-10-31T17:48:00.004-02:00</published><updated>2010-10-31T18:26:52.401-02:00</updated><title type='text'>Tesouro escondido no livro “Mil e uma noites”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TM3IhTkLlCI/AAAAAAAAAwQ/kDEh9p5S3QM/s1600/images-2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TM3IhTkLlCI/AAAAAAAAAwQ/kDEh9p5S3QM/s200/images-2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534299991621473314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tesouro escondido no livro “Mil e uma noites”&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com arte, a nossa vida fica mais rica, e a gente fica mais feliz. &lt;br /&gt; (Maté)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As histórias contadas por Sherazade, no livro “Mil e uma noites”, foram recriadas por muitos escritores. Cada um procurou dar um toque pessoal a esses contos. Quem não se recorda de “Aladim e a lâmpada maravilhosa” ou de “Ali-Babá e os quarenta ladrões” nas versões de Malba Tahan? São histórias que povoam a nossa infância. &lt;br /&gt; A escritora e ilustradora Maté fez uma viagem a Marrocos e lá encontrou uma história pouco divulgada que integra o corpus do livro “Mil e uma noites”. Quando regressou ao Brasil, resolveu escrever e ilustrar esta bonita história – “A árvore que canta, o pássaro que fala e o a fonte que rejuvenesce” (Ed. Brinque-Book, 2007). &lt;br /&gt; O colorido das vestes dos marroquinos foi o ponto de partida para as ilustrações aquareladas em cores vibrantes.  O cenário é a Pérsia. Lá vivia um rico sultão que estava à procura de uma noiva. Os anos iam passando e ele continuava solteiro, precisava arranjar uma noiva para casar.  Resolveu vestir-se como um comerciante de tapetes, e saiu a percorrer o seu reino à procura de uma noiva ideal.     &lt;br /&gt; Certo dia, passando por uma casa humilde, ouviu o relato de três moças – a mais velha contava que sonhara que estava casada com o cozinheiro do palácio; a segunda tinha tido um sonho semelhante: sonhou que estava casada com o mordomo do sultão. Quanto à caçula, ela revelou que sonhara que ia casar com um vendedor de tapetes. &lt;br /&gt; A resposta da mais nova despertou riso e deboche das outras irmãs e a reação foi dizer: &lt;br /&gt; “- Como você é boba, contentar-se com um simples vendedor de tapetes! Assim nunca melhorará de vida!” (p. 8) &lt;br /&gt; Mal tinham pronunciado estas palavras, surge à porta o falso vendedor de tapetes que, tendo ouvido as conversas das irmãs, resolveu entrar na casa das moças. &lt;br /&gt; Depois de apresentar os tapetes e tomar água límpida da fonte trazida pela irmã mais nova, ele se desfez das vestimentas de vendedor e revelou que era o sultão e que iria realizar os desejos das irmãs – a mais velha casaria com o cozinheiro do palácio, a do meio com o mordomo e a mais nova seria sua esposa. Levou-as para o palácio e os casamentos foram realizados. &lt;br /&gt; As duas irmãs ficaram com muita inveja da caçula e traçaram um plano de vingança, decidiram demonstrar que estavam muito felizes para não despertar nenhuma suspeita.  A sultana engravidou,  e quando foi ganhar o bebê as irmãs se ofereceram para ser parteiras. Nasceu um lindo menino que foi substituído por um filhote de macaquinho, cuidadosamente vestido com as roupas do enxoval do principezinho. O sultão quando soube ficou desapontado, mas resolveu aceitar o fato. A mesma cena se repetiu mais duas vezes – o segundo filho foi substituído por um filhote de cachorro e o terceiro, uma menina, por uma porquinha. &lt;br /&gt; O leitor deve estar curioso para saber o destino dos filhos do sultão... eles foram colocados dentro de um cesto e jogados pelas irmãs malvadas na correnteza do rio que passava nos jardins do palácio.  Um velho jardineiro recolheu-os e criou-os  como se fossem seus filhos. &lt;br /&gt; E o que aconteceu com a sultana? &lt;br /&gt; Depois de três grandes decepções, o sultão resolveu castigá-la trancando-a em uma torre muito alta. As irmãs continuaram morando no palácio e o sultão não quis mais saber de casamento. &lt;br /&gt; Os anos se passaram... Os meninos e a menina se tornaram adolescentes muito bonitos e começa um novo ciclo de aventuras. O resto da história envolve uma árvore que canta, um pássaro que fala a verdade, uma água dourada que tem o poder de rejuvenescer.  Para saber o final da história, só lendo o livro escrito e ilustrado com muito carinho por Maté. &lt;br /&gt; Vamos conhecer um pouco sobre esta escritora/ilustradora que tem um nome que parece um apelido. &lt;br /&gt; Maté, na realidade é Marie Thérèse Kowalczyk, nascida na França, neta de poloneses. Veio adulta para o Brasil, gostou e ficou.  Vai completar 30 anos que mora no Brasil, já podemos considerá-la brasileiríssima. É professora de Artes nas Faculdades Integradas Teresa D´Ávila na cidade de Lorena, interior de São Paulo. &lt;br /&gt; Além desse livro, Maté já escreveu e ilustrou vários outros com temáticas africanas e indígenas.  Maté está presente na orelha de “Livros à espera do leitor” com uma mensagem que nos enviou através do blog – nastrilhasdaliteratura. blogspot. &lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="212"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l4PYoTV_jMQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/l4PYoTV_jMQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="250" height="212"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4284930777192091885?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4284930777192091885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4284930777192091885' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4284930777192091885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4284930777192091885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/10/tesouro-escondido-no-livro-mil-e-uma.html' title='Tesouro escondido no livro “Mil e uma noites”'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TM3IhTkLlCI/AAAAAAAAAwQ/kDEh9p5S3QM/s72-c/images-2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8262638146005264050</id><published>2010-10-23T23:11:00.002-02:00</published><updated>2010-10-23T23:32:28.586-02:00</updated><title type='text'>As cores do mundo de Lúcia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TMOI_CSG7tI/AAAAAAAAAv0/zLcbkvNMbn8/s1600/Unknown-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TMOI_CSG7tI/AAAAAAAAAv0/zLcbkvNMbn8/s200/Unknown-1.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531415383867059922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Saiba que os poetas como os cegos&lt;br /&gt; podem ver na escuridão.&lt;br /&gt; (Edu Lobo/Chico Buarque de Holanda. Choro Bandido) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temática dos excluídos na literatura infantil vem crescendo nos últimos anos.  No Brasil, encontramos muitos livros de literatura infantil que tratam de  aspectos ligados àqueles que vivem isolados da sociedade por algum tipo de deficiência ou discriminação.  Nos livros para o público infantojuvenil,  encontramos assuntos  que transitam  da marginalidade à intolerância racial,  Os livros “Marginal à esquerda”, de Ângela Lago, “Carvoeirinhos” de Roger Mello, “Sapato Alto” de Lygia Bojunga Nunes abordam  temas modernos que antes não apareciam na literatura infantil brasileira.     &lt;br /&gt;Daniel Munduruku, com muita propriedade, procura redimir a figura do índio; Rogério Andrade Barbosa valoriza a cultura africana com histórias que remontam aos países africanos. Luciana Savaget, com uma série de livros sobre os árabes, traz uma nova visão a respeito de palestinos e árabes.  &lt;br /&gt;Da Editora Paulus, recebemos, recentemente, (outubro de 2010), um bonito livro “As cores do mundo de Lúcia”, de Jorge Fernando dos Santos, com ilustrações de Denise Nascimento. Com sutileza, autor e ilustradora retratam o  problema da cegueira. &lt;br /&gt; Jorge Fernando dos Santos é mineiro, escritor de livros infantis e autor de peças teatrais. Denise Nascimento é, também, mineira, já ilustrou vários livros infantojuvenis e participou da Feira do Livro de Bolonha (Itália) e da Bienal de Ilustrações, na Eslováquia. &lt;br /&gt;Na história de  Lúcia, Jorge Fernando conta e Denise ilustra.  O leitor percorre caminhos com a pequena personagem e vai descobrindo pouco a pouco como a menina celebra a vida e se encanta com as coisas simples que estão ao seu redor. &lt;br /&gt;As associações dos sentidos com as cores é a tônica constante do livro. Cada cor tem um simbolismo distinto e a menina aprende a conviver com o mundo da escuridão através dos aromas, do tato, do som. &lt;br /&gt;O branco lhe lembrava o algodão e o sabor “variava da acidez do sal de cozinha ao aroma adocicado das flores da jabuticabeira do jardim de sua casa”. Na época da floração, vinham abelhas com seus zumbidos e surge outra associação – “o som do branco era um zumbido suave e constante”.&lt;br /&gt;E o verde? Está presente nas folhas da roseira, na folha cheirosa da hortelã, no vestido de aniversário presenteado pela avó, por isso o som do verde se assemelha à melodia “Parabéns pra você”. &lt;br /&gt;A laranja é a cor do amanhecer, do canto do galo é a “cor do céu depois que amadurece”.  À tardinha, um pouco antes do pôr do sol, o céu fica todo alaranjado. &lt;br /&gt;O azul é a cor do mar e tem gosto de bala de anis. E o mar reflete tantas cores! Às vezes é de um azul profundo, torna-se prateado nas noites de lua cheia, dourado quando o sol está muito forte. As espumas colorem o mar de branco e aí tem “um forte gosto de sal.” &lt;br /&gt;E o vermelho? Esta cor tem sabores variados. Gosto de batom, de pimenta e de frutas deliciosas, como a cereja e o morango. É a cor do sangue que pulsa nas nossas veias.  &lt;br /&gt;O amarelo tem o cheiro de banana madura, o gosto lembra o doce de pêssego em calda. Será que Lúcia já ouviu alguém dizer que esta cor era a preferida do pintor Van Gogh? A história não fala sobre isto, mas é bom acrescentar. &lt;br /&gt;Por fim, vem o negro. Esta era a única cor que a menina podia ver. Mas ao lado do negro, vem uma feliz descoberta – ao receber do jardineiro o presente de uma jabuticaba bem madurinha, vem a delícia de saber que esta cor resulta da mistura de todas as cores. &lt;br /&gt;Não poderia concluir este passeio com Lúcia pelo mundo das cores, sem fazer o registro das ilustrações suaves e sugestivas de Denise Nascimento. &lt;br /&gt;Um fato chama a atenção do leitor. Lúcia, a mãe, a avó e os demais personagens da história aparecem sempre com os olhos fechados, só o jardineiro, encarregado de cuidar das flores do jardim,  está com os olhos  bem abertos.  &lt;br /&gt;Quem cuida de flores deve estar com os olhos  abertos para não perder os momentos do desabrochar das pétalas. Quem não pode vê-las, deve ter sensibilidade para senti-las através do tato e dos aromas. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="246" height="214" src="http://www.youtube.com/embed/IG1ZU56tsdo" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8262638146005264050?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8262638146005264050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8262638146005264050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8262638146005264050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8262638146005264050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/10/as-cores-do-mundo-de-lucia.html' title='As cores do mundo de Lúcia'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TMOI_CSG7tI/AAAAAAAAAv0/zLcbkvNMbn8/s72-c/Unknown-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4919622970151155490</id><published>2010-10-18T08:05:00.003-02:00</published><updated>2010-10-18T08:31:14.578-02:00</updated><title type='text'>O vendedor de jornais revisitado-dav pilkey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TLwdB2z4uoI/AAAAAAAAAvs/j8Fcksy5jAY/s1600/11474g.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TLwdB2z4uoI/AAAAAAAAAvs/j8Fcksy5jAY/s200/11474g.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529326360234343042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O vendedor de jornais revisitado&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São tantas as palavras&lt;br /&gt; - como as pessoas -. &lt;br /&gt; mas descobri-las poéticas é um exercício&lt;br /&gt; secreto e refeito dia a dia. &lt;br /&gt; (Arriete Vilela. Poema 37. In: Vadios Afetos)  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dav Pilkey é natural de Cleveland (EUA) e mora, atualmente, em Washington. É autor, entre outros livros, da série “As aventuras do Capitão Cueca”, “Ricky Ricota e Super–Robô”, traduzidos e publicados pela Cosac Naify. &lt;br /&gt;Em 2010, a Cosac Naify publicou mais um livro de Dav Pilkey – “O menino entregador de jornais” (The Paperboy) que recebeu menção honrosa na Medalha Caldecott. No Brasil, o livro foi traduzido por Otávio Frias Filho, autor de livros infantis e diretor de redação do jornal “Folha de São Paulo” desde 1984. &lt;br /&gt;As ilustrações deste último livro são de Dav Pilkey e chamamos a atenção do leitor para as páginas 24 e 25, elas foram inspiradas no quadro de Van Gogh – “Noite estrelada”. Acrescentamos que a ilustração da última página - um menino voando com um cachorro nos braços nos faz lembrar os quadros de Marc Chagall. Isso demonstra o estreito vínculo do escritor com a pintura.  &lt;br /&gt;Em nota inserida no livro, ficamos sabendo que a história do menino entregador de jornais é baseada na vida do próprio Pilkey, quando tinha treze anos. &lt;br /&gt;O menino não é identificado pelo nome, é apenas um entregador de jornais. De manhã bem cedo, quando a cidade está escura e as pessoas ainda dormem, o pequeno se levanta bem sutil para não acordar o pai, a mãe e a irmã, chama seu cachorro, pega a bicicleta, arruma os jornais em uma sacola e faz a entrega dos jornais aos assinantes. Cumprida a tarefa, volta para casa e vai dormir.  &lt;br /&gt;A história é bem simples. Pilkey utiliza frases curtas, ritmadas. As palavras adquirem um tom poético, como neste exemplo:  &lt;br /&gt;“O mundo todo dorme, &lt;br /&gt;menos o menino &lt;br /&gt;e seu cachorro. &lt;br /&gt;E é nessa hora &lt;br /&gt;que eles são mais felizes. (p.24)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A página com este texto traz a ilustração que remete à famosa pintura de Van Gogh – “Noite estrelada” (1889).  &lt;br /&gt;A leitura do livro de Pilkey nos levou a uma crônica escrita por Graciliano Ramos em 1915 – “O vendedor de jornais”, publicada no jornal “Paraíba do Sul”, Rio de Janeiro, 20 de maio de 1915. &lt;br /&gt;Nessa crônica, Graciliano descreve o dia a dia de um menino que vende jornais e encontramos afinidades com o texto de Pilkey. A mesma concisão e poeticidade do escritor americano se apresentam no texto graciliânico. Para descrever o menino jornaleiro, o escritor alagoano se esquece da prosa e “penetra surdamente” no reino da poesia. O fragmento que se segue poderia ter sido escrito por Carlos Drummond de Andrade ou Bandeira: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O vendedor de jornais é o tipo mais despreocupado e alegre do mundo. &lt;br /&gt;Tem uma alma de pássaro. &lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;Dir-se-ia que tem asas.” &lt;br /&gt;(Linhas Tortas. 2005: p.42)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os tempos mudaram, hoje os jornais são distribuídos nas bancas de revistas ou entregues por adultos que se utilizam de motos. Ainda é possível encontrar alguns vendedores de jornais, mas em número reduzido. A figura do menino “trêfego, ativo, tagarela como uma pega, travesso como um tico-tico” que cantava o dia inteiro, anunciando grandes acontecimentos está desaparecendo. Felizmente existem os escritores, os poetas,  os jornalistas, pintores e escultores  que não deixam que essas figuras populares fiquem esquecidas.   &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="399" height="329" src="http://www.youtube.com/embed/Gi_P8XwrSCU" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="270" height="232" src="http://www.youtube.com/embed/R-_FHRK_QwQ" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4919622970151155490?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4919622970151155490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=4919622970151155490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4919622970151155490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/4919622970151155490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/10/o-vendedor-de-jornais-revisitado-dav.html' title='O vendedor de jornais revisitado-dav pilkey'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TLwdB2z4uoI/AAAAAAAAAvs/j8Fcksy5jAY/s72-c/11474g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5006818581596978961</id><published>2010-10-02T22:56:00.003-03:00</published><updated>2010-10-02T23:06:27.546-03:00</updated><title type='text'>José Jorge Letria e o poder encantatório da palavra.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TKfkQyWBXaI/AAAAAAAAAvg/rs3OI1fPFEY/s1600/Unknown-11.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 167px; height: 167px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TKfkQyWBXaI/AAAAAAAAAvg/rs3OI1fPFEY/s200/Unknown-11.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523634445036379554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TKfkBsAbI0I/AAAAAAAAAvY/t5LhmLdqPWU/s1600/10243389.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 152px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TKfkBsAbI0I/AAAAAAAAAvY/t5LhmLdqPWU/s200/10243389.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523634185637143362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Jorge Letria e o poder encantatório da palavra. &lt;br /&gt;( Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cada palavra que aprendes&lt;br /&gt; tem o gosto da aventura&lt;br /&gt; e a magia secreta &lt;br /&gt; que há no ato da leitura. &lt;br /&gt;(José Jorge Letria. Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar) &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; José Jorge Letria, escritor português, é autor de vasta e diversificada obra. Na literatura portuguesa, tem lugar de destaque como dramaturgo, romancista, poeta, jornalista. Com o ilustrador André Letria, seu filho, publicou, pela Editora Peirópolis (2010), dois bonitos livros de poesia para crianças – “Avô, conta outra vez”  e  “Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar”.  &lt;br /&gt; O título do livro “Avô, conta outra vez” leva o leitor a pensar que se trata de um texto em prosa. Ledo engano, aí reside pura poesia, tudo perpassado por um lirismo encantatório. O avô se utiliza de versos para explicar ao neto que tem um saco cheio de histórias e no momento oportuno irá contá-las.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Tenho em casa um saco cheio &lt;br /&gt; de histórias para te contar&lt;br /&gt; e só ando a fazer tempo &lt;br /&gt; para as poderes escutar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São histórias de outros tempos&lt;br /&gt; que a minha avó me contou&lt;br /&gt; com fadas e lobisomens&lt;br /&gt; que a imaginação guardou.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O avô e o neto  têm um  encontro marcado   “na esquina de um livro / ou num quadro bem pintado”. O refrão “Ó avô, conta outra vez” aparece de forma reiterada, no decorrer do poema, sempre no último verso da quadrinha. &lt;br /&gt; Não poderia deixar de fazer referência às ilustrações de André Letria.  Desenhos e mais desenhos de livros se espalham pelas páginas, coroando os momentos mágicos de enlevo que envolve o contar histórias para o neto. Só quem já vivenciou essa experiência sabe a delícia que envolve esse terno momento. &lt;br /&gt; Em nota da editora, na contracapa, vem esta observação que merece a transcrição: “Um livro para avós, pais e netos se lembrarem sempre do valor e da ternura que é capaz de unir gerações”. &lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade, no poema “Poesia”, revela o duro ofício de escrever um verso quando diz: “ele está cá dentro/ inquieto/vivo/ e não quer sair.” E prossegue o poeta: “Mas a poesia deste momento/ inunda  minha vida inteira”. &lt;br /&gt;Não sabemos se José Jorge Letria teve dificuldades para escrever os poemas do livro “Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar”, se lutou com as palavras, mas se torna evidente que a poesia inunda todas as páginas do livro. Terá sido influência da noite de luar? Pouco importa a resposta, o importante é a beleza poética do texto. &lt;br /&gt; Se no livro anterior, a preocupação residia nas histórias contadas ao pé do ouvido, aqui esta preocupação está afeita à palavra. O adulto procura ensinar a criança o valor da palavra. Estes versos comprovam o que afirmamos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada palavra que dizes,&lt;br /&gt;mesmo que seja hesitante,&lt;br /&gt; tem a beleza sonora&lt;br /&gt;da cantilena distante&lt;br /&gt;que te entra no ouvido&lt;br /&gt;vinda de uma tal distância &lt;br /&gt;que, ao procurá-la no mapa, &lt;br /&gt;encontramos a infância.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o poeta, pesquisador do significado das palavras, debruça-se sobre o aprender de novas palavras, sobre o ato da leitura, sobre cada palavra escrita. &lt;br /&gt;E onde se guardam os afetos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“E aquilo que tu sentes&lt;br /&gt;passa de avós para netos, &lt;br /&gt;é o livro onde se guarda&lt;br /&gt;o tesouro dos afetos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Letria foi mais ousado nas ilustrações deste último livro – elas extrapolam o texto verbal, permitindo, assim, uma nova leitura. &lt;br /&gt; Ler esses dois livros inundou, também, a minha vida de poesia.  &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="255"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uZe-ujQiDe4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uZe-ujQiDe4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="255"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5006818581596978961?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5006818581596978961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5006818581596978961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5006818581596978961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5006818581596978961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/10/jose-jorge-letria-e-o-poder.html' title='José Jorge Letria e o poder encantatório da palavra.'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TKfkQyWBXaI/AAAAAAAAAvg/rs3OI1fPFEY/s72-c/Unknown-11.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-3932193167758805237</id><published>2010-09-25T20:36:00.004-03:00</published><updated>2010-09-25T20:49:27.989-03:00</updated><title type='text'>Sociedade da informação: cartas, jornais, e-book</title><content type='html'>Sociedade da informação: cartas, jornais, e-book&lt;br /&gt; (Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há muito tempo, sim, que não te escrevo. &lt;br /&gt; Ficaram velhas todas as notícias. &lt;br /&gt; Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo, &lt;br /&gt; estes sinais em mim, não das carícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (tão leves) que fazias no meu rosto: &lt;br /&gt; são golpes, são espinhos, são lembranças &lt;br /&gt; da vida, a teu menino, que ao sol-posto&lt;br /&gt; perde a sabedoria das crianças. &lt;br /&gt; (Carlos Drummond de Andrade. Carta. Lição das Coisas) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os caminhos da informação partem, inicialmente, de uma prática muito comum entre os mais antigos: as cartas e os bilhetes, depois aparecem caminhos mais modernos: jornais, revistas, e-mails e os modernos e-books. &lt;br /&gt; Cartas – Quando revestidas de teor literário, as cartas recebem a denominação de literatura epistolar. Na literatura brasileira, encontramos modelos exemplares de cartas trocadas entre os escritores. Monteiro Lobato e Godofredo Rangel se corresponderam por mais de 40 anos. Posteriormente, essas cartas foram reunidas e publicadas com o título “A Barca de Gleyre”. Através dessas cartas, ficamos conhecendo muitas ideias de Lobato: seu amor pela literatura infantil, a luta em prol da defesa do petróleo. São cartas que trazem a marca do tom confessional. &lt;br /&gt; Mário de Andrade foi um missivista compulsivo. As cartas de Mário de Andrade para Bandeira, de Mário para Drummond, publicadas em livros, já deram origens a inúmeras pesquisas, dissertações de mestrado. Recentemente, a editora Peirópolis publicou “Correspondência Mário de Andrade &amp;Henriqueta Lisboa”, uma co-edição da EDUSP/IEB/Peirópolis, organização e notas de Eneida Maria de Souza. A correspondência de Mário de Andrade, por determinação do autor, só foram publicadas 50 anos após a sua morte.  A leitura dessas cartas permite que o leitor conheça bem as artes e a vida cultural do Brasil até a segunda metade do século XX. Mário de Andrade morreu em 1945. &lt;br /&gt; Encontramos também cartas familiares que são bem espontâneas e apresentam um retrato de uma época, os costumes de uma geração, as leituras preferidas. São relíquias que vão além do simplesmente literário. &lt;br /&gt; Jornais – O jornal está presente em quase todas as bibliotecas brasileiras e pode ser utilizado com grande criatividade por professores e bibliotecários. Escritores, muitas vezes, escrevem textos para os jornais que depois são publicados em livros. Marina Colasanti, escritora e jornalista, em depoimento a Pedro Benjamin Garcia e Tânia Dauster (Teia de Autores: Ed. Autêntica), declara seu amor ao jornal com estas palavras: &lt;br /&gt; “Serei sempre mais leitora que escritora. Imagino que todo escritor lê mais do que escreve. Mesmo quando não estou lendo livros, todos os dias gasto uma hora e meia, pelo menos, para ler os jornais. Isso também é leitura.”&lt;br /&gt; Manuel Bandeira escreveu “Poema tirado de uma notícia de jornal”, partindo de uma notícia veiculada em um jornal do Rio de Janeiro. Mais recentemente, Moacyr Scliar utilizou notícias tiradas dos jornais para escrever contos. Um dos seus livros traz o título “Deu no jornal”, fruto dessa leitura de jornais. &lt;br /&gt; O jornal deve, portanto, ser aproveitado, não só como veículo de informação, mas também como fonte literária. &lt;br /&gt; A cidade de João Pessoa conta com um bom número de cronistas que falam sobre a beleza da cidade, sobre os ipês amarelos que enfeitam o Parque Sólon de Lucena no mês de dezembro, sobre o verde da mata do Buraquinho. O rio Sanhauá já foi cantado em verso e prosa. &lt;br /&gt;Heriberto Coelho organizou uma coletânea de textos com imagens da cidade   de João Pessoa – “Sonho de Feliz Cidade”.  Imprell /  Edições O Sebo Cultural.  Nesses textos, os cronistas resgatam pontos  pitorescos da cidade, suas ruas e avenidas. É um  material  valioso para a sala de aula.  &lt;br /&gt; E-book - O e-book (eletronic book) foi assunto muito discutido na última Bienal Internacional do Livro de São Paulo (agosto de 2010). Consiste em um pequeno aparelho de leitura eletrônica que procura substituir o livro tradicional. &lt;br /&gt; Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, em “Não contem com o fim do livro” (Ed. Record: 2010), debateram, de forma inteligente, sobre o destino dos livros. Será que o livro irá desaparecer?  Foram longas conversas entre o semiólogo e o roteirista de cinema. Os encontros aconteceram em Paris, na casa de Jean-Claude Carrière e em Monte Cerignone, na casa de Umberto Eco.  É leitura que recomendamos. &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="250"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I2PTjKHk1AU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I2PTjKHk1AU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="250"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-3932193167758805237?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/3932193167758805237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=3932193167758805237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3932193167758805237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3932193167758805237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/09/sociedade-da-informacao-cartas-jornais.html' title='Sociedade da informação: cartas, jornais, e-book'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-3457546193383063827</id><published>2010-09-04T07:29:00.006-03:00</published><updated>2010-09-04T07:39:07.476-03:00</updated><title type='text'>Retalhos da infância de um menino poeta- Bartolomeu Campos Queiroz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TIIg6MZMl7I/AAAAAAAAAuo/TKvLrcuDosg/s1600/0bf4eaaf-1f84-4c59-ab36-8e50c3531af1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 173px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TIIg6MZMl7I/AAAAAAAAAuo/TKvLrcuDosg/s200/0bf4eaaf-1f84-4c59-ab36-8e50c3531af1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513005077986318258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TIIghEc-xWI/AAAAAAAAAug/vgy076HIatY/s1600/images-4.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TIIghEc-xWI/AAAAAAAAAug/vgy076HIatY/s200/images-4.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513004646357976418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retalhos da infância de um menino poeta&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Oh! que saudades que tenho&lt;br /&gt; Da aurora da minha vida&lt;br /&gt; Da minha infância querida&lt;br /&gt; Que os anos não trazem mais. &lt;br /&gt; (Meus oito anos. Casimiro de Abreu) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O poeta Casimiro de Abreu louvou a infância no poema antológico “Meus oito anos”. Nos versos do poeta romântico, a infância é apresentada como uma fase dourada, alegre e descontraída. De forma bem diferente, o escritor Bartolomeu Campos de Queirós trata do mesmo tema em livros de caráter autobiográfico. “Ciganos”, “Indez”, “Por parte de pai”, “Ler, escrever e fazer conta de cabeça” e” O olho de vidro do meu avô” são textos memorialísticos que contêm retalhos da vida da infância do “menino poeta”. &lt;br /&gt; Em comentário crítico sobre esses livros, a professora Maria José Nóbrega assim se expressa: “Bartolomeu recria a infância com a poética das palavras: os sentimentos vividos, os episódios cuidadosamente guardados se extravasam em linguagem permeada de música e de silêncio que rompe as fronteiras do tempo”. (Encarte do livro “O olho de vidro do meu avô.” Ed. Moderna, 2004).&lt;br /&gt; No nosso exercício diário de crítica literária da literatura infantil, sempre nos deparamos com livros de Bartolomeu Campos de Queirós e, quando se refere à infância, o escritor adota uma postura realista e melancólica, mas sensivelmente poética. &lt;br /&gt; “Ciganos”, um dos primeiros livros do escritor na linha memorialística, foi reeditado pela Global em 2004. É o relato da vinda dos ciganos a uma pequena cidade do interior do Brasil. Seria Papagaio, cidade onde Bartolomeu viveu a sua infância? É possível. Os ciganos andavam muito, eram eternos viajantes. &lt;br /&gt; Diante daquelas criaturas que causavam apreensão aos adultos.  Surgiam as interrogações. De onde vinham os ciganos? Alguns diziam que vinham das terras de Espanha ou das areias de Portugal. Havia aqueles que afirmavam que os ciganos deixaram a Índia, em busca de um caminho para se chegar ao sol.  Era um povo cheio de mistérios. &lt;br /&gt; E a presença dos ciganos modificava os hábitos da pacata cidadezinha. Portas eram cerradas, as roupas não dormiam no varal, os cavalos permaneciam presos. Os ciganos incomodavam pessoas grandes, infundia medo aos meninos, pois contavam que eles roubavam crianças. Mas, para o menino/poeta os ciganos exerciam uma atração especial.  &lt;br /&gt; Os ciganos traziam música à cidade durante o dia com o martelar incessante da fabricação de tachos de cobre. A música era repetitiva e monótona, estava associada ao trabalho, mas a noite ouvia-se o som dos violinos e das guitarras. Os cantos e as danças alegres enchiam a noite de uma música suave, enternecedora. O canto era em língua diferente, tão bonito que “mesmo o silêncio quietava para escutar.”&lt;br /&gt; Havia música também nos ruídos do chicote do pai nas costas do menino. Era uma música dolorida, sofrida, diferente da música do trabalho e do som dos violinos. &lt;br /&gt; Mais dolorido era o silêncio. Ele chegou de mansinho, de madrugada, na morte silente da mãe, no “momento frágil em que nem mesmo a natureza se define”. &lt;br /&gt;  E o menino recorda a mãe naquele instante de infinita dor. Ela não tinha vaidade, era incapaz de escolher o colorido de seus vestidos, tudo na mãe irradiava simplicidade. Morreu silente como os pássaros morrem. As mãos trancadas sobre o peito “como que avisando que nada mais poderia ser feito”.&lt;br /&gt; Era no silêncio da madrugada que os ciganos partiam, deixando a cidade mais triste e desolada.  Para o menino poeta, “os ciganos eram uma espécie de sol que acordava os afetos. E era tanto o amor, que muitas vezes ele duvidava de tudo, pensava ser um cigano, esquecido em porta de família alheia.”&lt;br /&gt; De modo bem lírico, como costumam ser os livros de Bartolomeu Campos de Queirós, ficamos conhecendo retalhos da vida de um menino que cresceu e resolveu um dia contar fatos de sua infância como se poeta fosse. E Lili perguntou: &lt;br /&gt;- Mas ele não é poeta? &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="255"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1-z-8O31_qc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1-z-8O31_qc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="255"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-3457546193383063827?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/3457546193383063827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=3457546193383063827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3457546193383063827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3457546193383063827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/09/retalhos-da-infancia-de-um-menino-poeta.html' title='Retalhos da infância de um menino poeta- Bartolomeu Campos Queiroz'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TIIg6MZMl7I/AAAAAAAAAuo/TKvLrcuDosg/s72-c/0bf4eaaf-1f84-4c59-ab36-8e50c3531af1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-3139106680367160886</id><published>2010-08-27T08:53:00.004-03:00</published><updated>2010-08-27T09:07:01.744-03:00</updated><title type='text'>Eros e Psiquê: a velha/nova história</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/THep39nQ0yI/AAAAAAAAAuQ/qA4znwmsTto/s1600/capa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/THep39nQ0yI/AAAAAAAAAuQ/qA4znwmsTto/s200/capa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510059448008233762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/THepH85ktMI/AAAAAAAAAuI/SdLUjIPtYAc/s1600/eros-e-psiqua.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/THepH85ktMI/AAAAAAAAAuI/SdLUjIPtYAc/s200/eros-e-psiqua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510058623182877890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eros e Psiquê: a velha/nova história&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conta a lenda que dormia&lt;br /&gt; Uma princesa encantada&lt;br /&gt; A quem só despertaria&lt;br /&gt; Um Infante, que viria&lt;br /&gt; De além do muro da estrada. &lt;br /&gt; (Fernando Pessoa. Eros e Psiquê) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A história de Eros e Psiquê está inserida no livro do escritor latino Apuleio: “O Asno de Ouro”.  É um relato da Antiguidade latina que trata do amor entre um deus (Eros) e um ser humano (Psiquê). &lt;br /&gt; O jornalista William Costa, na coluna “Almanaque” (O Norte, domingo, 15 de agosto de 2010), com aguda sensibilidade literária, discorreu sobre “Eros e Psiquê” [Ed. FTD, 2009), versão de Ferreira Gullar e fez um bom resumo da história. Não vamos bater na mesma tecla, encaminhamo-nos para outra versão – “Psiquê”, texto e ilustração de Ângela Lago (Ed. Cosac Naify, 2010), dando ênfase à ilustração. &lt;br /&gt; A versão de Ângela Lago chama a atenção do leitor a partir da capa. Capa toda preta perfurada por pequenos pontos de tamanhos diferentes, deixando-se entrever a cor prateada. Em destaque, na cor branca, apenas o título do livro e o nome da autora. &lt;br /&gt;Examinando a capa, a primeira impressão é de uma noite escura iluminada pelas estrelas. No posfácio do livro, Ângela Lago dá a seguinte explicação – quando era pequena, devia ter cerca de quatro anos, viu um céu cheio de estrelas e esta imagem tem acompanhado sua trajetória de ilustradora. &lt;br /&gt;  Adélia Prado confessa que ficou cheia de gratidão por estar na quarta capa do livro e ficou imaginando como era possível alguém perfurar um papel de fundo preto e dizer: “é um céu estrelado”! É possível, sim.  Antes de ler a explicação de Ângela Lago, ao examinar a capa, tive a sensação de estar no sertão do Seridó em uma noite bem escura com o céu cheio de estrelas.  E a noite invade todas as páginas do livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na história de Apuleio, os amantes eram tão bonitos que seria impossível descrevê-los. Ângela Lago procurou ser fiel à informação do autor, os personagens aparecem sempre envoltos em sombra, parecem silhuetas. As feições dos enamorados são indistintas. Acrescente-se que Eros era um deus e não podia ser visto pelos mortais.  &lt;br /&gt; Cada ilustração exige um olhar atento do autor. As páginas não vêm numeradas, mas há uma ilustração que merece um destaque especial – a noite vai alta, a lua minguante quase não é divisada, o céu contém algumas estrelas e, através da janela aberta, é possível divisar lençóis sobre uma cama, tudo envolto em azul profundo, confundindo-se com a escuridão da noite. &lt;br /&gt; A cama dos amantes vem representada por diferentes matizes: ora é um campo de flores, ora é o mar ou o céu estrelado. &lt;br /&gt; O vocábulo Psiquê pode ter dois significados: alma e borboleta e as borboletas povoam as páginas do livro. Aparecem em forma de asas, nas costas de Eros; entalhadas nos dourados das portas ou em algum cantinho da ilustração, De forma pequena, discreta, elas se espalham pelas páginas do livro. &lt;br /&gt; Troncos de árvores em tons escuros e manchados e pequenos ramos sombredos contrastam com o amarelo dourado de algumas ilustrações, entre elas as borboletas douradas em tamanhos distintos.   &lt;br /&gt; Se a história de Eros e Psiquê é uma brincadeira de ocultar e revelar, a narradora conseguiu atingir esse objetivo. Texto verbal e pictórico brincam de se esconder e o leitor tenta adivinhar o que está oculto. &lt;br /&gt; Para concluir, é válido repetir a epígrafe de abertura do livro: &lt;br /&gt; “Esta história é de encantamento. Traz vida longa e boa sorte a todos que a escutam ou a leiam”. &lt;br /&gt; Com estas palavras, convidamos o leitor a se debruçar sobre este livro, ter uma vida longa, pesquisar sobre mitos, ler o poema de Fernando Pessoa “Eros e Psiquê” na íntegra e ser feliz para sempre. &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="255"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ORbyqzaKJKs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ORbyqzaKJKs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="255"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-3139106680367160886?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/3139106680367160886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=3139106680367160886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3139106680367160886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3139106680367160886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/08/eros-e-psique-velhanova-historia.html' title='Eros e Psiquê: a velha/nova história'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/THep39nQ0yI/AAAAAAAAAuQ/qA4znwmsTto/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-8246374103645220108</id><published>2010-08-20T08:39:00.005-03:00</published><updated>2010-08-20T08:51:39.185-03:00</updated><title type='text'>Ondjaki: expoente da moderna literatura angolana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5rVbWB2XI/AAAAAAAAAuA/hqGHh6dHs24/s1600/ondjalvi+avo+dezanove.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5rVbWB2XI/AAAAAAAAAuA/hqGHh6dHs24/s200/ondjalvi+avo+dezanove.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507457410182273394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5q4wYsqTI/AAAAAAAAAtw/Mn2f8VsDECM/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5q4wYsqTI/AAAAAAAAAtw/Mn2f8VsDECM/s200/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507456917614405938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5qxWROE-I/AAAAAAAAAto/gC64uMYcnOs/s1600/ondjaki.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 168px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5qxWROE-I/AAAAAAAAAto/gC64uMYcnOs/s200/ondjaki.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507456790344635362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondjaki: expoente da moderna literatura angolana&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; que o céu dançante, vestido de estrelas caintes, possa bailar outra e outra vez, que as crianças aprendam sempre com os pássaros a secreta magia dos gritos azuis. &lt;br /&gt; (Ondjaki. Carta à amiga Ana Paula. Em “AvóDezanove e o segredo do soviético”).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ondjak, pseudônimo artístico de Ndalu de Almeida, pertence à novíssima geração de escritores de Angola.  Na língua umbundu ou quimbundo, Ondjaki significa “guerreiro”, nome apropriado para aquele que se destina a apresentar as lutas do seu povo e coloca a liberdade como uma meta a ser conquistada.  &lt;br /&gt; Romancista. poeta, pintor, licenciado em Sociologia pela Universidade de Lisboa, já fez teatro e documentário sobre a cidade de Luanda. É um artista múltiplo e versátil. &lt;br /&gt; Muitos dos seus livros retratam fatos vivenciados na sua infância.  “Os da Minha Rua” recebeu o Grande Prêmio de Contos Camilo Castelo Branco 2007. É um relato que tem a sua própria infância como motivo condutor. &lt;br /&gt; Ondjaki procura valorizar os contadores de história e os velhos têm um papel primordial nos seus contos e romances. A figura da avó, presente no primeiro livro infantil “Ynari: a menina das cinco tranças”, (Luanda: Chã de Caxinde, 2002), retorna no romance juvenil “AvóDezanove e o segredo do soviético (Cia Das Letras, 2009). Este livro conquistou o prêmio de Literatura em Língua Portuguesa da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2010.  &lt;br /&gt; No ensaio que escrevemos “A arte de contar histórias” (In: “Guriatã: uma viagem mítica ao país-paraíso”), destacamos o papel do narrador nas histórias infantis, utilizando o texto de Walter Benjamin – “O Narrador. Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov”. &lt;br /&gt; Há uma passagem no texto de Benjamin em que o autor apresenta dois tipos de narradores: “o marinheiro comerciante e o camponês sedentário”. O provérbio popular “Quem viaja muito tem o que contar” se coaduna com o primeiro grupo de narrador – o narrador marinheiro ou marujo. É alguém que veio de longe, viajou muito, teve experiências diferentes, por isso muito tem o que contar. O narrador representado pelo camponês sedentário é aquele que não saiu de seu país ou de sua região, mas conhece bem suas histórias, lendas, tradições.  &lt;br /&gt; No romance juvenil de Ondjaki – “AvóDezanove e o segredo do soviético” (Cia Das Letras, 2009), vamos encontrar a figura de duas avós que são representantes do segundo tipo de narrador apresentado por Walter Benjamin – “camponês sedentário”. AvóCatarina e AvóAgnette, esta última mais conhecida como com AvóDezanove, pouco saem de casa, mas são detentoras de muitos saberes. Elas sabem tudo que se passa na PraiaDoBispo e nos seus arredores e têm muito o que contar. &lt;br /&gt; Depois da independência, Angola recebeu muitos cubanos e soviéticos, eles vieram para ajudar na reconstrução do país. Algumas  histórias sobre a vinda dos cubanos e soviéticos surgiram nesse período. O livro de Ondjaki retrata essa fase. &lt;br /&gt; A trama do romance se desenvolve em torno da construção de um mausoléu que vai abrigar o corpo do ex-presidente e líder angolano Agostinho Neto na PraiaDo Bispo, em Luanda. &lt;br /&gt; Meninos, avós, o russo Bilhardov, mais conhecido como Botardov, e o cubano EspumaDoMar são os principais personagens do livro.  O apelido Botardov foi motivado pelo falar arrevesado do soviético.  &lt;br /&gt;  O narrador de ´”AvóDezanove e o segredo do soviético” é um menino. É sob o olhar desse menino que percorremos as páginas do romance. O oficial soviético (Botardov) comanda os “lagostas azuis”, assim eram chamados os soviéticos, ele guarda um segredo sobre a construção do mausoléu.&lt;br /&gt;Existia um segredo a ser desvendado, mas o menino narrador estava mais interessado em saber a cor do grito dos pássaros e a fala dos peixes. As coisas abstratas e possíveis de acontecer eram mais atraentes do que o cotidiano que cercava a vida dos habitantes da PraçaDoBispo.   &lt;br /&gt; A liberdade de linguagem, a criação de neologismos e a motivação semântica de certas palavras imprimem um caráter diferenciado na prosa desse escritor angolano. A força da literatura de Ondjaki tem o poder de transformá-lo em um escritor “singular e plural” no cenário das letras de língua portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;iframe class="youtube-player" type="text/html" width="350" height="230" src="http://www.youtube.com/embed/0cTQ52tleN8?hl=pt_BR" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-8246374103645220108?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/8246374103645220108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=8246374103645220108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8246374103645220108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/8246374103645220108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/08/ondjaki-expoente-da-moderna-literatura.html' title='Ondjaki: expoente da moderna literatura angolana'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TG5rVbWB2XI/AAAAAAAAAuA/hqGHh6dHs24/s72-c/ondjalvi+avo+dezanove.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-6014034907437960580</id><published>2010-08-13T19:43:00.003-03:00</published><updated>2010-08-13T20:01:19.954-03:00</updated><title type='text'>O arminho dorme – um romance histórico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TGXN0wiBeBI/AAAAAAAAAtc/D4CLTaS6R3U/s1600/image.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TGXN0wiBeBI/AAAAAAAAAtc/D4CLTaS6R3U/s200/image.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505032425794795538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O arminho dorme – um romance histórico&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Miña terra, miña terra, &lt;br /&gt; terra donde me eu criei, &lt;br /&gt; hortiña que quero tanto,&lt;br /&gt; figueiriñas que prantei. &lt;br /&gt; (Rosalía de Castro. Cantares gallegos)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O arminho dorme” (Ed. SM, 2009) romance juvenil do escritor galego Xosé A. Neira Cruz, com tradução da professora Nilma Lacerda, ganhou o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (2010) na categoria Tradução/Adaptação/Jovem. &lt;br /&gt; Xosé A. Neira Cruz nasceu em Santiago de Compostela, cidade que este ano sedia o 32º. Congresso Internacional de IBBY que traz a seguinte temática: “La Forza das Minorias”.  É formado em Filologia italiana e Jornalismo. Neira Cruz já escreveu roteiros para televisão e fundou a revista “Fadamorgana”,  especializada em literatura infantil e juvenil. É autor de mais de trinta livros para crianças e jovens e recebeu diversos prêmios, entre eles “Barco a Vapor” (1997 e 1999), Merlin (1988 e 2000) e Lazarillo (2004). Atualmente, coordena a Comissão de Desenvolvimento de Projetos da International Board on Books for Young People (IBBY). &lt;br /&gt; “O arminho dorme” foi considerado um dos dez melhores livros juvenis do mundo em 2006, pelo Banco do Livro da Venezuela, ganhou, ainda, o prêmio Raíña Lupa e constou da lista White Ravens, da Biblioteca de Munique. O sucesso do livro extrapolou as fronteiras da Galícia. &lt;br /&gt; Ficamos conhecendo um pouco do autor e do sucesso do livro, vamos entrar no reino da história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma pesquisa histórica envolvendo uma importante família de nobres italianos, assim pode ser definida a trama desse romance de Xosé A. Neira Cruz. &lt;br /&gt; A narrativa começa com a abertura das tumbas da família Médici. Um manuscrito encontrado junto ao corpo de uma jovem vai desencadear o enredo do romance. A partir desse momento, a história é conduzida por esse manuscrito. &lt;br /&gt; A protagonista do romance é jovem Bianca Capello, a dona do manuscrito, ela é filha bastarda do grão-duque Cosimo I, da família Médici, uma família de banqueiros muito rica que, no século XVI, dominou a Itália e transformou Florença a capital da Arte e da Cultura. &lt;br /&gt; Através do manuscrito, uma espécie de diário, acompanhamos a vida da jovem Bianca e ficamos sabendo como foi sua primeira infância, a morte da mãe a sua vinda para o palácio dos Médici, após o reconhecimento da paternidade pelo pai.  &lt;br /&gt; A narradora recria o ambiente de Florença do século XVI, os dramas familiares da família Médici, as intrigas palacianas, o luxo e a grandeza desse período.  &lt;br /&gt; Bianca se torna uma moça de grande beleza, apaixona-se por Giulio de Camollia, filho mais novo do conde de Camollia e vive um grande amor, mas seu pai, como era costume naquela época, reservou um casamento de conveniência e a jovem recusa aceitar o noivo a ela destinado. &lt;br /&gt; Xosé A. Neira Cruz explica que deve a gênese desse romance a contemplação de um óleo de Bronzino, pintor italiano das famílias palacianas da Itália, que retratou Bia de Médici (Bianca). Este retrato se encontra na Sala della Tribuna da Galeria della Uffizi (Florença). Uma troca de olhares entre a mulher retratada e o romancista deu início a tudo. Esta é a explicação que o autor dá aos leitores. Ficção e história caminham pari-passu. &lt;br /&gt; Não devemos esquecer que o autor é estudioso da história italiana e fez muitas pesquisas para escrever esse romance que encanta pela poeticidade do texto.  A lista de agradecimentos que se encontra nas últimas páginas do livro demonstra o teor da reconstituição da história. &lt;br /&gt; Xosé A. Neira Cruz nasceu na mesma cidade de Rosalía de Castro – Santiago de Compostela.  Rosalía de Castro é considerada a grande divulgadora da língua galega. O dia 17 de maio, data da publicação de “Cantares Gallegos” (Rosalía de Castro), é considerado o Dia das Letras Galegas.&lt;br /&gt; A língua galega está muito próxima do português. Na formação dos dois povos – o galego e o português – existia   uma unidade lingüística, era o galaico-português. &lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="212"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HCwolVvWXvw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HCwolVvWXvw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="250" height="212"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-6014034907437960580?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/6014034907437960580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=6014034907437960580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6014034907437960580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/6014034907437960580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/08/o-arminho-dorme-um-romance-historico.html' title='O arminho dorme – um romance histórico'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TGXN0wiBeBI/AAAAAAAAAtc/D4CLTaS6R3U/s72-c/image.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-5119178739741369213</id><published>2010-08-06T17:07:00.008-03:00</published><updated>2010-08-06T17:19:01.051-03:00</updated><title type='text'>O lúdico na poesia de Águia Mendes e Eloí Bocheco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFxt-UF8BYI/AAAAAAAAAtE/5u7PMHf0isI/s1600/LRSE-PBRINQc.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFxt-UF8BYI/AAAAAAAAAtE/5u7PMHf0isI/s200/LRSE-PBRINQc.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502393762052834690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFxt269pmWI/AAAAAAAAAs8/-Lqz1fk4EAQ/s1600/UM_BOI_PASTANDO__4c5061f864563.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 197px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFxt269pmWI/AAAAAAAAAs8/-Lqz1fk4EAQ/s200/UM_BOI_PASTANDO__4c5061f864563.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502393635048102242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lúdico na poesia de Águia Mendes e Eloí Bocheco &lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Critica literária- FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Poesia &lt;br /&gt; é brincar com palavras&lt;br /&gt; como se brinca&lt;br /&gt; com bola, papagaio, pião. &lt;br /&gt; (José Paulo Paes. Convite. In: Poemas para brincar) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se fizermos uma retrospectiva da poesia infantil brasileira nos últimos trinta anos, iremos encontrar um bom número de poetas voltados para o lúdico. Nesta nova linha, destacamos José Paulo Paes e, mais recentemente, Manoel de Barros.  A respeito desses dois poetas, há um fato curioso que merece ser registrado – José Paulo Paes e Manoel de Barros só começaram a escrever para crianças na maturidade. Estavam, portanto, como disse certa vez Manoel Bandeira, amadurecidos para a vida e para a poesia. &lt;br /&gt; “Poemas para brincar”, de José Paulo Paes, na acepção da professora Regina Zilberman “Como e por que ler a literatura infantil” (Objetiva: 2005): ”...talvez seja o texto que melhor esclarece o que significa escrever para crianças e esperar que o leitor aprecie, pois o escritor estabelece uma conexão entre brincar e escrever.” (p.129)&lt;br /&gt; Manoel de Barros começou a escrever livros para crianças em 1999. O primeiro foi “Exercícios de ser criança” (Ed. Salamandra), depois vieram muitos outros. É um poeta que trabalha cada letra, cada sílaba, cada palavra, procurando dar harmonia ao texto. Nos seus poemas afloram sentimentos inerentes ao leitor infantil. Passarinhos e outros pequenos animais têm voz. &lt;br /&gt; A poesia lúdica de Paes e Manoel de Barros foi bem assimilada por poetas mais novos. A trilha de poetar com ludicidade encontra boa receptividade no paraibano Águia Mendes – “O boi pastando nas nuvens” (Ed. Ideia, 2010) e na catarinense Eloí Bocheco –” Pomar de brinquedo” (Ed. Larousse Jovem, 2009). &lt;br /&gt; O título do livro de Águia Mendes já nos transporta para o mundo onírico, da fantasia, dando-nos a impressão de que estamos diante de quadros de Marc Chagall. &lt;br /&gt; Quando abrimos o livro e começamos a ler os poemas, sentimos que o poeta está mesmo disposto a brincar com as palavras. A brincadeira se evidencia nas repetições, no jogo de palavras, no inusitado de certas imagens. Vejamos este exemplo: &lt;br /&gt; A escova de dente&lt;br /&gt; da boca &lt;br /&gt; é o pente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; escova cabelo &lt;br /&gt; de dente. (p.15) &lt;br /&gt; O ludismo também se faz presente na linguagem visual, como neste poema: &lt;br /&gt; árvores &lt;br /&gt; são aves &lt;br /&gt; de chão &lt;br /&gt; eternamente &lt;br /&gt; pousadas. (p.36) &lt;br /&gt; A ilustração criada por Horiéby Ribeiro apresenta troncos de árvores providos de bicos de passarinhos, olhos de gente e asas de anjo. &lt;br /&gt; Eloí Bocheco transformou “as caras lembranças da infância numa ciranda poética para celebrar o sonho e a fantasia”. Vamos dar um passeio pelo pomar de brinquedo e desfrutar da ludicidade dos poemas. &lt;br /&gt; No poema “Na roda”, o eu-lírico intertextualiza com as cantigas de roda: &lt;br /&gt; O limão entrou na roda&lt;br /&gt; não sabia  dançar&lt;br /&gt;chamou a tangerina &lt;br /&gt;para ser seu par. &lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;Assim assim &lt;br /&gt;assim assado&lt;br /&gt;dança o limão&lt;br /&gt;todo requebrado. (p.7) &lt;br /&gt;O processo de associação por semelhança está presente nestes versos que mais parece uma adivinhação: &lt;br /&gt;Por que será que &lt;br /&gt;a fruta do conde &lt;br /&gt; tem rugas? &lt;br /&gt;Quem saber contar &lt;br /&gt; é a tartaruga. (p.11) &lt;br /&gt; Eloí Bocheco é pesquisadora do folclore brasileiro e da poesia popular, daí seu gosto pelas quadrinhas populares como neste exemplo: &lt;br /&gt; De pertinho, as amoras &lt;br /&gt; são uvas em miniatura. &lt;br /&gt; Bote os cachinhos na mão &lt;br /&gt; e veja se são ou não são! (p.27)&lt;br /&gt; Os poemas apresentados demonstram que estamos diante de dois poetas comprometidos com o lúdico que sabem fazer “peraltagens” com as palavras e cantar antigas cantigas de roda. &lt;br /&gt; Para caracterizar o menino/poeta Águia Mendes, escolhemos esses versos de Manoel de Barros:  &lt;br /&gt; O menino aprendeu a usar as palavras&lt;br /&gt; Viu que podia fazer peraltagens com as palavras&lt;br /&gt; E começou a fazer peraltagens. (Exercícios de ser criança) &lt;br /&gt; Eloí Bocheco condiz com os versos de Cecília Meireles: &lt;br /&gt; Chegaremos de mãos dadas&lt;br /&gt; cantando canções de roda. &lt;br /&gt; E então nossa vida toda&lt;br /&gt; será das coisas amadas. (Cançãozinha para Tagore) &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="255"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cFRZD7_oJeQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cFRZD7_oJeQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="255"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-5119178739741369213?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/5119178739741369213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=5119178739741369213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5119178739741369213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/5119178739741369213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/08/o-ludico-na-poesia-de-aguia-mendes-e.html' title='O lúdico na poesia de Águia Mendes e Eloí Bocheco'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFxt-UF8BYI/AAAAAAAAAtE/5u7PMHf0isI/s72-c/LRSE-PBRINQc.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-3382042034665808684</id><published>2010-07-30T16:10:00.009-03:00</published><updated>2010-07-30T16:25:28.591-03:00</updated><title type='text'>MALBA TAHAN: O mago da literatura juvenil brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMmxX_3U0I/AAAAAAAAAsU/Uft1whnrWpE/s1600/img.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMmxX_3U0I/AAAAAAAAAsU/Uft1whnrWpE/s200/img.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499782199646835522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMmq31eNUI/AAAAAAAAAsM/GgKAjMO33qg/s1600/lendas.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMmq31eNUI/AAAAAAAAAsM/GgKAjMO33qg/s200/lendas.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499782087934096706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMml0bDPoI/AAAAAAAAAsE/DPrHpeekhAI/s1600/331653_0_5.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMml0bDPoI/AAAAAAAAAsE/DPrHpeekhAI/s200/331653_0_5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499782001118625410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MALBA TAHAN: O mago da literatura juvenil brasileira&lt;br /&gt;(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O viajante deslumbrado &lt;br /&gt; lê o livro com a certeza &lt;br /&gt; de que o deserto tão falado&lt;br /&gt; é um oásis de beleza! &lt;br /&gt; (A. Monteiro. A sombra do arco-íris. Para Malba Tahan) &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Júlio César de Mello e Souza foi figura de destaque no magistério brasileiro no início do século XX. Nasceu no Rio de Janeiro e aí estudou. Formou-se em engenharia e dedicou-se ao ensino como professor de matemática no Colégio Pedro II e na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro).  Publicou livros didáticos de matemática e geometria. Anos mais tarde enveredou para a literatura e utilizou o pseudônimo de Malba Tahan. Nessa fase,  escreveu livros que retratavam as tradições e os costumes árabes.  O pseudônimo suplantou o nome próprio e ficou conhecido no mundo das letras como Malba Tahan. O professor e autor de livros didáticos caiu no esquecimento.  &lt;br /&gt;A professora Nelly Novaes Coelho, no Dicionário Crítico da Literatura Infantil/Juvenil Brasileira, afirma que Malba Tahan não foi um “inventor literário, no sentido amplo do termo, mas com um talento especial conseguiu recriar ou inventar, a partir de modelos originais, uma série de lendas, romances ou contos maravilhosos, onde a atmosfera oriental era o ponto básico”. ( 1983: 575)&lt;br /&gt; “O homem que calculava” é um dos seus livros de mais sucesso e com maior número de edições. Em 2002, a editora Record publicou duas edições – a 59ª. e 60ª. O ambiente do livro é árabe, mas aflora a faceta didática, o tom educativo e cultural. É considerado um clássico brasileiro e foi traduzido para o inglês e o espanhol. &lt;br /&gt;  Sobre os costumes e lendas do povo árabe, Malba Tahan publicou mais de 20 livros. Os personagens dos seus contos são sultões, califas, príncipes e princesas, beduínos e escravos. A leitura desses contos nos transporta para as histórias das “Mil e Uma Noites” contadas por Sherazade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O livro “Os Melhores Contos” (Ed. Record) reúne 28 histórias que foram pinçadas de vários livros do autor. Uma das histórias traz o curioso título “O sábio da efelogia” (De  “Maktub”).   Será que o leitor sabe o que é efelogia? Em caso negativo, aconselhamos que faça a leitura do conto.  Se já leu e está esquecido não perca tempo, faça uma releitura e terá de volta as lembranças das  leituras juvenis. &lt;br /&gt; “Os trinta e cinco camelos” (De “O homem que calculava”) envolve um intrincado problema de herança. O pai morre e deixa para três filhos 35 camelos que deveriam ser divididos da seguinte forma: para o filho mais velho,  caberia a metade dos camelos;  o segundo filho deveria receber a terça parte e o mais novo apenas a nona parte. Os irmãos discutiam, discutiam e não chegavam a um acordo. Nas contas havia sempre uma fração de camelos. Como dividir?  O inteligente Beremiz foi chamado para resolver o problema. Como era exímio algebrista, deu uma solução que satisfez a todos. Beremiz que não era herdeiro recebeu dois camelos – demonstrou ser inteligente e sagaz. &lt;br /&gt;   “O tesouro de Bresa” (de “Lendas do Deserto”) conta a história de um pobre alfaiate que morava na Babilônia e desejava ser um dia dono de palácios e grandes tesouros, mas isso parecia quase impossível.  Certo dia recebeu a visita de um velho mercador da Fenícia que vendia tapetes, caixas de ébano, pedras coloridas, objetos desejados pelos babilônios. No meio das preciosidades, Enedim, este era o nome do alfaiate, descobriu um livro cheio de caracteres estranhos e indecifráveis. O comerciante ladino disse-lhe que era um livro valioso e custava três dinares. Era muito dinheiro, o alfaiate pediu abatimento e conseguiu comprar por dois dinares. Debruçado sobre o livro, decifrou uma legenda: “O segredo do tesouro de Bresa”. Com vivo interesse, continuou lendo o livro com o objetivo de descobrir o tesouro de Bresa. Será que Enedim encontrou o cobiçado tesouro?  Leiam e me contem depois. &lt;br /&gt; Ainda há vinte cinco histórias esperando pelo leitor.  &lt;br /&gt; O dicionário de Aurélio registra que o vocábulo “mago” significa o homem que pratica a magia, o feiticeiro, o bruxo, o mágico.  Nesse sentido, Malba Tahan é o mago da literatura juvenil brasileira. Com suas histórias cheias de encanto, consegue ser mágico, bruxo e feiticeiro ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;object width="300" height="255"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8so8UHGD0wo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8so8UHGD0wo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="255"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-3382042034665808684?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/3382042034665808684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5105930337587696888&amp;postID=3382042034665808684' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3382042034665808684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5105930337587696888/posts/default/3382042034665808684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/2010/07/malba-tahan-o-mago-da-literatura.html' title='MALBA TAHAN: O mago da literatura juvenil brasileira'/><author><name>LITERATURA INFANTIL</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11133059893397702841</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/SOqdSpGbt9I/AAAAAAAAADk/e269pUtYeu4/S220/neide+medeiros+santos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TFMmxX_3U0I/AAAAAAAAAsU/Uft1whnrWpE/s72-c/img.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5105930337587696888.post-4573798297487800718</id><published>2010-07-23T19:51:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T20:00:20.574-03:00</updated><title type='text'>Roger Mello: o poeta da ilustração.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TEoeUM0pyeI/AAAAAAAAArI/6yX6m-6O-xM/s1600/40568_g.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 122px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_FTKQr4-s1MU/TEoeUM0pyeI/AAAAAAAAArI/6yX6m-6O-xM/s200/40568_g.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497239627547396578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Roger Mello: o poeta da ilustração. &lt;br /&gt; ( Neide Medeiros Santos – Crítica literária da FNLIJ/PB) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que se espera de um livro para crianças é que as imagens contenham arte, que tenham sido feitas por um verdadeiro artista.&lt;br /&gt; (Rui de Oliveira. Pelos jardins Boboli: reflexões sobre a arte de ilustrar livros para crianças e jovens)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nosso convidado desta semana é o ilustrador e escritor Roger Mello. Ele vem acompanhado do poeta Manuel Bandeira e me traz um livro de presente – “Carvoeirinhos”, editado pela Companhia das Letrinhas em 2009, e que recebeu vários prêmios no Brasil, entre eles o Prêmio de  Melhor Livro Ilustrado para Crianças da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (2010). O título do livro nos conduz ao poema de Bandeira – “Meninos Carvoeiros”.  &lt;br /&gt;  Na entrevista que concedeu a Sérgio Maggio, no jornal “Correio Brasiliense”, em 26/10/2009, o escritor falou sobre a gênese do livro e deu as seguintes explicações: na sua infância, quando viajava de carro, saindo de Brasília, o menino via umas “casas redondas que soltavam fumaça” e o pai explicava que não eram casas, mas fornos de fazer carvão. Anos mais tarde, deparou-se com o poema de Manuel Bandeira  “Meninos carvoeiros” e voltou a lembrança da infância e das casinhas de fazer carvão. Da junção dessas duas coisas, surgiu a ideia de escrever e ilustrar “Carvoeirinhos” que traz como epígrafe esses versos do poema de Manuel Bandeira: &lt;br /&gt; Os meninos carvoeiros &lt;br /&gt; Passam a caminho da cidade&lt;br /&gt; - Eh, carvoeiro! &lt;br /&gt; E vão tocando os animais com um relho enorme [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A madrugada parece feita para eles...&lt;br /&gt; Pequenina, ingênua miséria! &lt;br /&gt; Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Repetimos palavras da escritora Eloí Bocheco, ditas em outro contexto. Aproximemo-nos do livro  “Carvoeirinhos” com “delicadeza porque Roger Mello tem alma de seda”. &lt;br /&gt; A cor da capa do livro chama a atenção do leitor pelo predomínio do cinza e do preto. O título “Carvoeirinhos” apresenta nuances nas cores: preto, cinza, vermelho, laranja e amarelo, simbolizando, respectivamente, o carvão, as cinzas e o fogo. Na capa aparecem, ainda, casinhas redondas de fazer carvão.  Uma labareda laranja e vermelha, saindo de uma das casinhas, dá  colorido ao universo cinzento e preto.  &lt;br /&gt; Se a capa é inovadora, mais inusitada é a história – um maribondo narrador tudo observa, tudo conta, através do monólogo interior. Há, também, a presença de meninos carvoeiros que interagem com o narrador. &lt;br /&gt; No meio do livro – uma surpresa – recortes de papel coloridos em tons quentes, no formato de labaredas, dão um destaque especial às cores cinza e preto  que aparecem no fundo da página. &lt;br /&gt; Duas páginas do livro são ocupadas com casinhas de cupim que mais parecem cidadezinhas iluminadas. As larvas de vaga-lumes, representadas por pontinhos da cor laranja, acendem os cupinzeiros e tudo parece iluminado. &lt;br /&gt; A linguagem é poética, frases curtas, ritmadas. Para Sérgio Maggio, é um livro que denuncia poeticamente os males do trabalho infantil. Denúncia semelhante também pode ser registrada em “Meninos do Mangue” do mesmo autor ( Companhia das Letrinhas, 2001). &lt;br /&gt; Em 2007, a “Folha de São Paulo” publicou uma lista de livros que toda criança deve ler antes de virar adulto e lá estavam três livros de Roger Mello: “A flor do lado de lá” (Ed.Global, livro só de imagens) ; “Todo cuidado é pouco (Ed. Companhia das Letrinhas), “Meninos do Mangue” (Companhia das Letrinhas). Acrescentamos mais dois livros para completar cinco livros: “Jardins” (Ed. Manati, texto de Roseana Murray e belíssimas ilustrações de Roger Mello) e “Carvoeirinhos”, objeto de nossos comentários.&lt;br /&gt; Despedi-me do nosso convidado desta semana com a promessa de que irá escrever e ilustrar  livros tão bonitos quanto “Carvoeirinhos”. Alguns já estão em fase de gestação. Aguardemos. &lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c8ukzWMQHbA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/c8ukzWMQHbA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5105930337587696888-4573798297487800718?l=nastrilhasdaliteratura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nastrilhasdaliteratura.blogspot.com/feeds/4573798297487800718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID
