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segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Presença da Natureza nos livros infantis

A Presença da Natureza nos livros infantis

 (Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB)

 Deus pôs almas nos cedros... nos junquilhos... Esta árvore, meu pai, possui minha alma! (Augusto dos Anjos. A Árvore da Serra).


 A presença da natureza e o encaminhamento para uma consciência ecológica se evidenciam em alguns livros que receberam o Prêmio FNLIJ/2012. Destacamos “O Lenhador”, de Catulo da Paixão Cearense, na categoria Poesia. “Na floresta do bicho-preguiça” recebeu o Prêmio de Livro-brinquedo. Na linha dos informativos, o prêmio ficou para “Dinos do Brasil” e a categoria de Reconto coube a “O Livro dos Pássaros Mágicos”. “O Lenhador”, poema ecológico de Catulo da Paixão Cearense, já foi comentado em nossa coluna. Falaremos um pouco sobre os outros três livros premiados. O livro “Na floresta do bicho-preguiça” foi escrito por Sophie Strady e as ilustrações são de Anouck Boisrobert e Louis Rigaud. A tradução é de Cássia Silveira e o livro traz selo da Cosac Naify. Na quarta capa do livro, Ana Maria de Niemeyer Cesarino faz algumas afirmações muito válidas. Nos últimos anos, treze milhões de hectares de florestas foram destruídos e essa destruição ameaça a sobrevivência de inúmeras espécies, entre elas o bicho-preguiça do Brasil. A preguiça é um animal que se disfarça entre as folhas das árvores, é silenciosa e toda sua vida acontece no meio das árvores. Destruída a mata, ela perde seu habitat natural. Para os índios Apurinã, um povo indígena da Amazônia, a preguiça é um animal ancestral. Este livro cheio de dobraduras, e de um pequeno texto verbal é um chamado para que as pessoas se conscientizem da gravidade da destruição das nossas matas. Os ilustradores utilizaram poucas cores, com predomínio, naturalmente, da cor verde. Difícil é descobrir onde o bicho-preguiça se esconde. “Dinos do Brasil” recebeu o prêmio na categoria dos Informativos. Luiz E. Anelli, professor e pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), é o autor do texto verbal; Felipe Alves Elias, biólogo e mestre em geologia, foi o responsável pelas ilustrações. O livro foi editado pela Peirópolis, uma editora que revela preocupação com o meio ambiente. Todos os dinossauros de nomes bem estranhos que constam nesse livro já habitaram o Brasil há muitos e muitos anos. Com uma linguagem bem acessível (só as espécies dos dinossauros têm nomes difíceis), escritor e ilustrador viajam pelo Brasil e apresentam para os leitores as regiões que foram habitadas por esses animais pré-históricos. Havia dinossauros na região gaúcha, no cariri do Nordeste, na Amazônia, no Mato-Grosso, em Minas Gerais e em São Paulo. Com nota de pé de página, vem o significado do nome do dinossauro, onde ele foi encontrado , quando, idade e comprimento. Para cada espécie vem sempre a explicação correspondente. Várias aves estão representadas neste bonito livro de Heloisa Prieto “O Livro dos Pássaros Mágicos” (Ed. FTD), que contou com as ilustrações de Laurabeatriz, uma ilustradora apaixonada pela flora e fauna do Brasil. Esta antologia compreende textos de diferentes culturas e presta uma homenagem às aves, algumas reais, outras imaginárias. Elas habitam no nosso planeta ou povoam o imaginário de muitos povos. Na apresentação do livro, Heloísa Prieto afirma que desde pequena aprendeu a amar os pássaros e “estimar uma ave é, antes de mais nada, permitir-lhe a liberdade.” A autora considera que o canto de um pássaro é uma espécie de presente que se aceita da natureza. O único preço do homem é cuidar para que este espaço reservado aos pássaros seja preservado. No universo de dezesseis contos de origens diversas, há apenas um poema – “Íbis, ave do Egito”, de Fernando Pessoa. Dois contos integram a coleção de contos sufi – “O rouxinol e a rosa” e “O Falcão”. Conto sufi é um conto de origem árabe. O sufismo se desenvolveu no Islã e os sufistas acreditam na existência de um só Deus. Dois contos de origem brasileira integram a coletânea – “O Pica-pau”, uma lenda da região do Pará que atribui poderes sobrenaturais a essa ave. O pica-pau é um pássaro guardião da raiz da liberdade, ele conserva essa raiz nos seus ninhos, é inimigo das portas fechadas e é capaz de destrancar tudo. O outro conto é de origem indígena – “Txunô, a Andorinha”, é uma história que circula entre os indígenas Caxinuá, fala da amizade do menino Bako com uma andorinha e o valor da liberdade. Não sabemos o que mais atrai neste livro – se os contos recontados por Heloísa Prieto ou as bonitas ilustrações de pássaros de Laurabeatriz. A leitura alegra o espírito e as ilustrações encantam o olhar.

 NOTAS LITERÁRIAS Segue a relação dos livros premiados pela FNLIJ/2012, com o nome dos autores e das editoras. Acrescentamos que na área de livros para crianças e jovens, o trabalho de seleção da FNLIJ tem o reconhecimento de toda crítica brasileira. 1. CRIANÇA. O Alvo. Texto de Ilan Brenman. Il. Renato Moriconi. Ed. Ática 2. JOVEM. A morena da estação. Ignácio de Loyola Brandão. Ed. Moderna. (Este livro traz fotografias de antigos trens, de passageiros e de velhas estações ferroviárias). 3. IMAGEM. A Chegada. Shaun Tan. Ed. SM (Todas as ilustrações deste livro são em preto e branco, grafite, à maneira de Hugo Cabret). 4. POESIA. O Lenhador. Catulo da Paixão Cearense. Org. Francisco Marques (Chico dos Bonecos). Ed. Peirópolis. 5. RECONTO. O Livro dos Pássaros Mágicos. Texto de Heloisa Prieto. Il. Laurabeatriz. Ed. FTD 6. INFORMATIVO. Dinos do Brasil. Luiz E. Anelli. Il. Felipe Alves Elias. Ed. Peirópolis. 7. LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA. Poetas portugueses de hoje e de ontem, do século XII ao XXI para os mais novos. Seleção de Maria de Lourdes Varanda, Maria Manuela Santos e Miguel Sousa Tavares. Il. Felipa Canhestro. Ed. Martins fontes, selo Martins. 8. TEÓRICO. Livro Ilustrado: palavras e imagens. Maria Nikolajeva e Carole Scott. Trad. Cid Knipel. Ed. Cosac Naify. 9. TEATRO. A Roda que gira a Roda. Flávia Savary. Imagens Rosinha. Ed. Dimensão. 10. TRAD.. ADAPT. CRIANÇA. Uma noite muito estrelada. Texto e Il. De Jimmy Liao. Trad. Lin Jun e Cong. Ed. SM. Obs: Nesta mesma categoria, recebeu prêmio o livro Fonchito e a lua, de Mário Vargas Llosa, com ilustrações de Marta Chicote Juiz. Ed. Objetiva. 11. LIVRO- BRINQUEDO. Na floresta do bicho-preguiça. Texto de Sophie Srady . Il. De Anouck Boisrobert e Louis Rigaud. Trad. Cássia Silveira. Ed. Cosac Naify. 12. TRAD. ADAPT. JOVEM. Branca como o leite, vermelha como o sangue. Alessandro D ´Avenia. Trad. Joana Angélica d ´Ávila Melo. Ed. Bertrand Brasil. 13. TRAD. ADAPT. RECONTO. Fábulas de Esopo. Beverley Naidoo. Trad. Isa Mesquita. Ed. SM 14. TRAD. ADAPT. INFORMATIVO. O menino que mordeu Picasso. Antony Penrose. Trad. José Rubens Siqueira. Ed. Cosac Naify.

domingo, 15 de abril de 2012

ABC de Rachel de Queiroz

ABC DE RACHEL DE QUEIROZ

(Neide Medeiros Santos – Crítica literária FNLIJ/PB)

[...] sempre tive a convicção íntima de que, na vida artística ou literária, a única coisa que importa é o que você escreve [...]
(Rachel de Queiroz. Tantos Anos, p. 233).

O ABC é uma modalidade poética da literatura de cordel que se compõe de estrofes que se iniciam pelas letras do alfabeto, de A a Z. Geralmente celebram feitos gloriosos ou homenageiam personagens relevantes. Paulo Nunes Batista, poeta paraibano, radicado em Goiás, é exímio na arte do ABC. José Alves Sobrinho, no “Glossário da Poesia Popular”, assim define o ABC: “Regra de poesia mnemônica, muito usada pelos poetas populares. Usavam-se regras para facilitar a aprendizagem, pois, cada estrofe começava por uma letra do alfabeto, de A e Z, até o til era utilizado como letra.”
“ABC de Rachel de Queiroz” (Ed. José Olympio, 2012), de Lilian Fontes, apresenta um resumo da vida e da carreira literária da escritora cearense. É um texto em prosa que se utiliza da denominação da poesia popular – ABC – para homenagear a escritora nordestina Rachel de Queiroz que gostava de cantoria, dos cantadores e da poesia popular. Este livro é a porta de entrada para o leitor iniciante conhecer melhor a obra da romancista e escritora.
Vamos seguir a trilha do A, B e C, deixaremos as outras letras para uma leitura posterior.
A – Academia Brasileira de Letras.
Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Depois de tentativas frustradas de Júlia Lopes de Almeida, de Amélia Beviláqua e Dinah Silveira de Queiroz, coube a Rachel o privilégio de vestir o fardão da Academia. Posteriormente, Dinah conseguiu entrar para a ABL.
Rachel concorreu com um forte opositor – Pontes de Miranda, jurista consagrado no Brasil com vários livros publicados na área do Direito. Foram 23 votos a favor de Rachel e 15 atribuídos ao seu oponente. Alguns acadêmicos votaram abertamente na escritora cearense: José Cândido de Carvalho, Francisco de Assis Barbosa, Herberto Sales, Mauro Mota, Miguel Reale, Austregésilo de Athayde e Lyra Tavares.
A festa de posse ocorreu no dia 4 de novembro de 1977 e foi uma festa muito popular. Artistas, jornalistas e escritores de diversos estados do Brasil compareceram à posse da escritora. A escola de samba da Portela fez questão de estar presente para prestar homenagem à primeira mulher a ocupar uma cadeira na Casa de Machado de Assis.
Rachel de Queiroz abriu as portas da ABL para a entrada de novas acadêmicas. Três anos depois, em 1980, seria a vez de Dinah Silveira de Queiroz. Em 1985, entrou Lygia Fagundes Telles. Em 1989, foi Nélida Piñon que, em 1996, foi eleita a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. Em 2001, Zélia Gattai ocupou a cadeira deixada por seu marido Jorge Amado. Em 2003, seria a vez de Ana Maria Machado, atual presidente da ABL, que tem uma vasta obra dedicada ao público infantojuvenil.
B – Brasil.
Rachel de Queiroz nasceu em 1910, período que o Brasil passava por grandes transformações políticas. Deposto o presidente do estado do Ceará, Antônio Pinto Nogueira Accioly, que há mais de vinte anos se mantinha no poder, assumiu o coronel Franco Rabelo que invadiu a cidade de Juazeiro para destituir o governo paralelo do Padre Cícero Romão. A população reagiu, as pessoas da cidade foram à luta e a tropa do coronel Franco saiu derrotada. A família da escritora apoiava o Padre Cícero e Rachel cresceu ouvindo as histórias de resistência política do povo do Ceará, a luta do Padre Cícero, e tornou-se admiradora dessa figura lendária do Nordeste.
A seca que assolava o Ceará obrigou a família a mudar-se para o Rio de Janeiro (1917) posteriormente, no mesmo ano, ocorreu nova transferência, dessa vez para Belém do Pará. O pai, Dr. Daniel Queiroz, havia recebido o convite para ser juiz em Belém. A capital do Pará vivia um momento de efervescência cultural, mas a família sentia falta de suas raízes. Em 1919, Dr. Daniel voltou para Fortaleza. Foi em Fortaleza que Rachel de Queiroz iniciou seus primeiros estudos. Nessa época a menina já tinha uma visão do Sudeste (Rio de Janeiro) e do Norte do Brasil (Belém).
C- Ceará
Quando voltou a morar no Ceará, Rachel contava nove anos e o resto da sua infância passou entre Fortaleza e a fazenda do Junco, vivendo entre a cidade e o sertão. Junco, trecho do município de Quixadá, seria o verdadeiro “lugar” da futura escritora, seu grande “berço”.
A fazenda do Junco era tipicamente nordestina, havia matas de caatingas, campos de capim-panasco, riachos e um açude. Rachel gostava de tomar banho no açude que, aos olhos da criança, parecia um verdadeiro mar. Leitora de Júlio Verne e das “Vinte mil léguas submarinas”, imaginava-se o próprio capitão Nemo. No livro autobiográfico, “Tantos Anos”, ela confessa: “O açude do Junco me alimentou a imaginação durante toda a adolescência”. (p. 98)
Esses são os três primeiros capítulos do livro “ABC de Rachel de Queiroz”, mas há muitos outros guardados neste livro esperando que o leitor venha desvendá-los.
NOTA LITERÁRIA

14º. SALÃO FNLIJ DO LIVRO
O 14º. Salão do FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens começa no dia 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil. Esta data marca o aniversário de nascimento de Monteiro Lobato, patrono da literatura infantil e juvenil no Brasil.
O Salão do Livro acontece anualmente no Rio de Janeiro, sede da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O local do 14º. Salão do Livro é no Centro de Convenções SulAmerica. Este ano 78 editoras de literatura infantil e juvenil participam do evento, superando o número do ano passado.

( Texto publicado no jornal "Contraponto". João Pessoa, abril de 2012)

domingo, 8 de abril de 2012

Música para Todos

MÚSICA PARA TODOS
(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB)

A música é a arte mais direta, entra pelo ouvido e vai ao coração... É a língua universal da humanidade.
(Astor Piazzolla. Músico e compositor argentino).

Uma viagem pelo tempo através da música e dos compositores é a proposta de Monika e Hans Günther Heumann no livro “Uma história da música para crianças” (Ed. Martins Martins Fontes, 2011). A apresentação do livro é do maestro brasileiro Isaac Karabtchevsky. A tradução ficou a cargo de Tereza Maria Souza de Castro e as ilustrações são de Andreas Schümann.
Isaac Karabtchevsky regeu durante muitos anos e Orquestra Sinfônica Brasileira (Rio de Janeiro), atualmente é o regente da Orquestra de Heliópolis na periferia de São Paulo e diz com muito orgulho: “vivencio com alegria o quanto a música é revolucionária na formação de crianças e jovens”.
Para despertar mais interesse no leitor jovem, Monika e Hans Günther criaram duas personagens entusiasmadas por música – a menina Clara e seu irmão Frederico. As duas crianças vão passar as férias na casa dos avós e muito aprendem sobre música, sobre a vida dos compositores. As informações vão desde a Idade da Pedra até os tempos modernos. São bem interessantes os diálogos entre os avós e os netos.
Vamos iniciar nossa viagem com alguns fatos interessantes a respeito da origem da música e sobre os instrumentos musicais antigos.
A origem da música é atribuída ao ritmo de muitas atividades como bater os pés, bater com paus ou pedras e a imitação dos sons dos animais, principalmente os sons dos pássaros. Dentre os instrumentos musicais mais antigos, destacam-se os apitos de falange, feitos de patas de renas, as flautas com até cinco orifícios, os chifres de animais e conchas. Mais tarde surgiram os tambores (4 mil anos a.C.).
Na segunda viagem no tempo, vamos conhecer um pouco das civilizações antigas (por volta de 3 mil a.C.). Os instrumentos encontrados nas escavações, textos de registros antigos, o trabalho dos arqueólogos e a Bíblia demonstram quais eram os instrumentos dessas civilizações. Na Mesopotâmia, havia lira, harpa e alaúde, flauta, charamela dupla, trombeta e instrumentos de percussão (claves ou bastões sonoros, chocalhos e tambores). A chamarela é um instrumento de sopro oriundo da Arábia, assemelha-se a uma flauta. As músicas eram tocadas nos ritos religiosos, em torneios, nas danças, para acompanhar refeições e festas, nas ações militares e no trabalho.
Na hierarquia de uma sociedade, os músicos vinham logo depois dos reis. A música era considerada um bem valioso. Em caso de guerra, os músicos eram poupados, mas levados como “saque” para enriquecer a cultura musical do conquistador.
As civilizações do Egito, China, índia, Grécia e Império Romano cultuavam a música.
Na Idade Média, por volta de 600 -1400, vamos encontrar a música sacra, os menestréis e muitos instrumentos musicais, entre eles o órgão. A rabeca e a viola de roda surgiram nesse período.
O Renascimento abrange um período que vai mais ou menos de 1400 a 1600. A música sacra e a profana conviviam pacificamente. No centro da música sacra, estava a missa e o moteto. Moteto é um gênero musical polifônico. A música profana utilizava a língua de cada país. Na França, eram as chansons, na Itália, as canções italianas. No século XVI, com Martinho Lutero, surgiu a música evangélica. Encontram-se importantes compositores renascentistas, entre eles Giovanni Pierluigi da Palestrina e Orlando di Lasso.
Chegamos ao Barroco e foi nesse período (1600-1750) que surgiu a ópera. O primeiro compositor de óperas foi Claudio Monteverdi. Em 1607, ele escreveu a primeira verdadeira ópera –“L´Orfeo” e o primeiro teatro de ópera foi inaugurado em Veneza. Uma das casas de óperas mais famosas do mundo fica em Milão, é o Teatro alla Scala. Não poderia esquecer que Johann Sebastian Bach, um dos maiores compositores da história da música, é do período Barroco. Ainda há de se destacar o nome de Georg Friedrich Haendel, autor de “O Messias”.
A quinta viagem no tempo passa pelo Pré-Classicismo e Classicismo (1720- 1820). Nessa época, vamos encontrar grandes músicos e grandes compositores. É a fase do império de Mozart e Beethoven.
A música romântica tem grandes representantes: Schubert, Schumann, Franz Listz e Chopin. Nos grandes salões, as valsas de Strauss pontuavam. Na Rússia, Tchaikovsky compôs lindas melodias e músicas para balé. Quem não se recorda de “O lago dos cisnes”? “O quebra-nozes?” São músicas inesquecíveis.
A música impressionista começou no início do século XX – 1900. Debussy, Manuel de Falla e Maurice Ravel são bons representantes deste período.
Chegamos ao fim da nossa viagem musical, era da Música Nova com uma variedade muito grande de instrumentos e de gêneros musicais. É a era do jazz, do rock, da música pop. Lembramos o nome de Astor Piazzolla. Ele incorporou ao tango um pouco de jazz e de música clássica.
Chamamos a atenção do leitor para alguns aspectos relevantes neste livro. Há seções que merecem um exame cuidadoso e citamos: “Vale a pena saber”, “Jogo da música” (com questões sobre o assunto apresentado) e “Um pouco de humor.” (fatos pitorescos da vida dos compositores).
Lembram-se do nome dos meninos que foram citados no início deste texto? Clara e Frederico. Clara pode ser associada à Clara Schumann, famosa pianista que foi casada com Robert Schumann; Frederico nos leva a Frédéric Chopin, importante compositor e pianista do período romântico.
Neste mês que se inicia – ABRIL - mês dedicado ao livro, fica o convite para a leitura deste interessante e instrutivo livro.

NOTAS LITERÁRIAS E CULTURAIS

A VEZ DAS ESCRITORAS SUL-AMERICANAS

O Prêmio Hans Christian Andersen 2012 (IBBY) foi divulgado na Feira internacional do Livro Infantil e Juvenil em Bolonha, no dia 19 de março. A vencedora foi a escritora argentina Maria Teresa Andruetto. Na área da ilustração, o vencedor foi Peter Sis, ilustrador tcheco. O ilustrador brasileiro Roger Mello ficou entre os cinco finalistas.
A escritora chilena Isabel Allende ganhou o Prêmio Andersen de Literatura. Este prêmio foi criado por uma fundação privada em colaboração com a Prefeitura de Odense, cidade de nascimento de Andersen. A entrega do prêmio será no dia 30 de setembro de 2012.

ABRIL- MÊS DO LIVRO

Dia 02 de abril – Dia Internacional do Livro Infantil – nascimento de Hans Christian Andersen.
Dia 18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil no Brasil – nascimento de Monteiro Lobato
Dia 20 de abril – Dia do Escritor Paraibano – nascimento de Augusto dos Anjos
Dia 23 de abril - Dia Mundial do Livro.
( Publicado no jornal "Contraponto", abril de 2012)