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domingo, 13 de setembro de 2009

A Crônica entre o jornal e o livro Crônica – dose diária de sonho e de fantasia


LIVROS & LEITURAS
(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ/PB)
e-mail: neidemed@gmail.com
A Crônica entre o jornal e o livro
Crônica – dose diária de sonho e de fantasia.
(Marisa Lajolo. Apresentação do livro. Crônicas para ler na escola/ Carlos Heitor Cony).

Quem quiser estudar a vida nacional deve ler as crônicas publicadas nos jornais de ontem e de hoje. Machado de Assis escreveu mais de 600 crônicas durante quase 40 anos de militância jornalística, e tratou de assuntos diversos. O Rio de Janeiro inteirinho está presente nas crônicas do bruxo de Cosme Velho. Do velho império à República, tudo é motivo de noticia e de crônica.
Na segunda metade do século XX, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos se tornaram conhecidos nacionalmente escrevendo crônicas para jornais e revistas.
Rachel de Queiroz era a dona da última página da revista O Cruzeiro. Os mais velhos devem se lembrar muito bem desse quarteto famoso: Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Raquel de Queirós. Nas décadas de 50, 60 do século XX, eles pontificavam na crônica.
Os anos se passaram. Surgiram novos cronistas e os textos continuam diversificados. Alguns apelam para o romantismo, outros caminham para a jocosidade, não faltam aqueles que se debruçam sobre aspectos filosóficos da vida. Todo jornal que se preze possui bons cronistas.
A semana passada o carteiro me trouxe mais um livro de crônicas. Crônicas que foram publicadas em jornal e viraram livro. Crônicas para o leitor jovem ler na escola. E o livro vem com a apresentação da professora Marisa Lajolo.
Quem é leitor assíduo da Folha de São Paulo, conhece bem o estilo de Carlos Heitor Cony. O novo livro que tenho nas mãos reúne crônicas de Cony, publicadas em jornais e traz o título: Crônicas para ler na escola/ Carlos Heitor Cony. ( Ed. Objetiva, 2009).
Marisa Lajolo, discorrendo sobre o que representa a crônica para o leitor, faz esta afirmativa:
“ Crônica é aquele texto que costuma chegar à nossa casa no jornal diário, geralmente numa página fixa.”
Prosseguindo, a professora cita algumas crônicas que irão encantar o leitor jovem. Uma palavra puxa a outra e um objeto entra em cena – “Estojo escolar” (p.31); um sonho acorda lembranças antigas – “Areias de Portugal” (p;43); uma palavra chama a atenção por seus vários sentidos – “ O mundo e o menino” (p. 155)

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