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terça-feira, 1 de setembro de 2009

LIVROS PREMIADOS PELA FNLIJ SÃO FINALISTAS DO JABUTI










LIVROS & LEITURAS
(Neide Medeiros Santos – Crítica literária da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil/ FNLIJ/PB)
LIVROS PREMIADOS PELA FNLIJ SÃO FINALISTAS DO JABUTI
Para bem criar passarinho
é bom ter asas na alma,
imensa inveja dos voos
e viver leve com as penas.
( Bartolomeu Campos de Queirós. Para criar passarinho).

A Câmara Brasileira do Livro divulgou a lista dos finalistas do Prêmio Jabuti. Vários livros que receberam o selo Altamente Recomendável (AR) da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil figuram na lista dos finalistas. Vejamos alguns desses livros que estão nas categorias: Teoria/Crítica Literária; Ilustração do Livro Infantil e Juvenil; Didático e Paradidático; Infantil e Juvenil.
O livro de Marisa Lajolo e João Ceccantini (Orgs.) – Monteiro Lobato: Livro a Livro (Ed. UNESP) concorre na categoria Teoria e Crítica Literária. AEIOU (Ed. RHJ), de Ângela Lago, está concorrendo na categoria de Ilustração de Livro Infantil e Juvenil. Na relação de Didático e Paradidático, aparece Literatura Infantil Brasileira: um guia para Professores e Promotores de leitura (Ed. Cânone Editorial), de Vera Maria Tietzman Silva. Para satisfação dos paraibanos, nas categorias Infantil e Juvenil, surgem dois autores bem conhecidos: Bráulio Tavares, com A Invenção do Mundo pelo Deus-Curumim (Ed. 34), categoria Infantil e No Risco do Caracol (Ed. Autêntica), também Infantil, de Maria Valéria Rezende. Na categoria Juvenil, foi selecionado o livro de Maria Valéria e Alice Ruiz Conversa de Passarinhos: haikais para crianças de todas as idades (Ed. Iluminuras). São, portanto, três livros de paraibanos que brilham nos caminhos do Jabuti.
Ainda há outros livros premiados pela FNLIJ que são finalistas do Jabuti, mas seria cansativo enumerá-los. Vamos examinar um pouco mais de perto os livros dos autores paraibanos.

Bráulio Tavares é paraibano de Campina Grande e mora no Rio de Janeiro, escreve diariamente para o Jornal da Paraíba. Maria Valéria é natural de Santos, mora, atualmente, em João Pessoa. É detentora do título de cidadã paraibana.
No livro A invenção do mundo pelo Deus-curumim, Bráulio traz uma versão indígena para a origem do universo.
Entre as tribos indígenas, as histórias da criação do mundo se prendem às narrativas tradicionais, às histórias contadas ao pé das fogueiras acesas, aos mitos.
Inspirado em lendas de tribos indígenas sobre a criação do mundo, o escritor criou uma história com dois personagens: um Deus menino (um curumim) e sua mãe. Esta dá um presente ao filho, um coco, mas pede que guarde sem olhar o que havia dentro. Qual é o menino que consegue resistir à tentação de receber um presente e não abrir? O Deus-curumim dessa história se parece com todos os meninos do mundo, e resolve abrir só um buraquinho para desvendar o segredo. Saíram quatro coisas: uma estrela, uma folhinha de mato, um grão de areia e uma letra. O curumim tapou o buraco, mas as quatro coisas já tinham se espalhado pelo mundo e foi impossível recolocá-las no seu devido lugar. O resto ? A leitura do livro desvenda.
O leitor não fica indiferente às bonitas ilustrações de Fernando Vilela. Poucas cores, mas cores fortes, vibrantes, carregadas de mistérios.
Maria Valéria Rezende vem se dedicando ultimamente à poesia e, no gênero poético, revela uma preferência pelo haikai. Os dois livros que foram incluídos no prêmio Jabuti são livros de poesia que apresentam haikais.
No risco do caracol concorreu ao Jabuti na categoria “Criança”, traz poemas que estão inseridos no universo infantil: brincadeiras de criança, a presença de pequenos animais, banho de chuva, o canto da cigarra, tudo é motivo para encantamento.
Marlette Menezes se adentrou no universo infantil e colocou ilustrações grandes, chamativas, algumas tomam a página toda, deixando apenas um pequeno espaço para a transcrição dos três versos do haikai.
Conversa de passarinhos é, também, um livro todo em haikai. Valéria dividiu o prazer da escrita com Alice Ruiz e as duas falam sobre o mesmo tema: passarinhos. Cada uma com sua visão de mundo. Este livro está mais próximo da natureza, dos poemas de Bashô. É indicado para um público juvenil.
Fê, com muita delicadeza, fez as ilustrações em preto e branco, com toques da técnica de aquarela. Ilustração suave, condizente com os poemas.
Desejamos que os livros dos autores paraibanos consigam o prêmio maior - Jabuti/2009. Se não ganhar o prêmio na categoria infantil, que venha o juvenil.
Oportunamente falaremos sobre outros livros que foram selecionados para o Jabuti/2009 e já tinham sido premiados, antes, pela FNLIJ.
(Jornal Contraponto. Caderno B, 31/08 a 07/09/09)

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